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  1.  # 1

    Caríssimos, para discussão dos mais entendidos
    Quer queiramos quer não, os veículos elétricos são uma realidade com a qual temos que aprender a viver. Hoje nos novos projetos, já somos inclusive obrigados a assumi-la.
    Nos edifícios existentes, com especial enfâse os prédios com várias frações e pisos enterrados destinados a garagens, começa a ser comum vermos condóminos a instalar carregadores.
    Até que ponto estes pontos de carregamento são seguros?
    Tanto quanto julgo saber, os cabos de alimentação tem que ter características próprias e devem vir diretamente do quadro. Deve existir diferencial e disjuntos para proteção e terra.
    As baterias de iões de lítio utilizadas nos automóveis elétricos contêm um eletrólito orgânico líquido que é altamente inflamável e, como tal, dificulta a extinção de um eventual fogo. É possível utilizar água para apagar um fogo num carro elétrico contudo a quantidade de água necessária é significativamente maior que a quantidade de água necessário para apagar um fogo dito normal.
    As nossas garagens não se estarão a transformar em bombas relógio?
  2.  # 2

    Relativamente às instalações de carregadores em garagens de condomínios, ou em qualquer sítio, há normas a seguir, impostas pela DGEG.
    Se as instalações forem feitas sem ter essas normas de boas práticas e legais em consideração, a probabilidade de haver acidentes aumenta. Mas este tema tem pouco a ver com carros elétricos, mas sim com instalações elétricas que não cumprem legislação.

    Relativamente aos carros elétricos a baterias de lítio, é factual que um fogo que atinja uma bateria é muito mais difícil de apagar. Mas é importante resalvar que um carro elétrico a bateria tem uma probabilidade muito inferior de pegar fogo espontaneamente, quando comparado com outros tipos de combustiveis. Outro dado relevante é que um carro elétrico a bateria a arder, em princípio não irá explodir por não ter nenhum tipo de componente explosivo na sua composição ou na bateria. (carros elétricos a hidrogénio são sim potenciais bombas)

    Deixo aqui um artigo do The Guardian com números e fontes em inglês: The Guardian
  3.  # 3

    Ainda que a instalação cumpra todas as regras, no caso de um condomínio, isso vai certamente alterar os riscos previstos nas Medidas de Autoproteção.
    Não existindo medidas compensatórias como por exemplo o reforço do número de extintores, em caso de acidente, será que o seguro das partes comuns não se vai descartar?.
    O objetivo deste post não é alarmar mas sim discutir o assunto para que possamos ter mais certezas nesta nova realidade
  4.  # 4

    Colocado por: zedasilvaAinda que a instalação cumpra todas as regras, no caso de um condomínio, isso vai certamente alterar os riscos previstos nas Medidas de Autoproteção.
    Não existindo medidas compensatórias como por exemplo o reforço do número de extintores, em caso de acidente, será que o seguro das partes comuns não se vai descartar?.
    O objetivo deste post não é alarmar mas sim discutir o assunto para que possamos ter mais certezas nesta nova realidade


    Assim de repente, parece-me mais perigoso ter um barril de 50 litros de gasolina em cada carro, no que toca a derrames, à propagação e alimentação de um incêndio. Mas aos carros tradicionais já estamos tão habituados que nem ligamos.
    Concordam com este comentário: jpmassena
  5.  # 5

    https://amp.sicnoticias.pt/cultura/2017-01-05-Organizacao-do-Andancas-reconhece-ter-ficado-fortemente-abalada-com-incendio

    Qualquer veículo é difícil de apagar devido aos polímeros e não às baterias e ou combustível
  6.  # 6

    Colocado por: ClioII

    Assim de repente, parece-me mais perigoso ter um barril de 50 litros de gasolina em cada carro, no que toca a derrames, à propagação e alimentação de um incêndio. Mas aos carros tradicionais já estamos tão habituados que nem ligamos.
    Concordam com este comentário:jpmassena

    Quantos carros a combustao incendeiam quando estao a abastecer nos postos?
    O que o zedasilva coloca é pertinente. Portugal como está cheio de artistas e habilidosos, acidentes causados por más instalacoes vão começar a ser mato.
    E como vivemos num estado de direito das bananas, a culpa morre solteira.
    Ja estou a ver as seguradoras a fugirem depois de verificarem que as instalacoes nao cumprem as normas.
  7.  # 7

    Das instalações elétricas os condomínios nunca olharam para estas como algo que fosse necessário manutenção. Agora temos o acréscimo de muitos fazerem extensões para os VE, sem saberem o que estão a fazer, e ainda temos “profissionais “ que querem ganhar bastante, ou por desconhecimento (pois isto é uma coisa nova) e fazem sem proteções.
    Em suma, quando existe uma desgraça destas é sempre por uma conjugação de factores e não apenas por uma coisa.
    Por vezes estes fóruns também contribuem para estas desgraças com a tentativa de ajudar alguém a fazer. É por isso que algumas vezes a melhor ajuda é dizer que precisa de chamar alguém que saiba fazer e não tentar ajudar o próprio a fazer.
    Concordam com este comentário: zedasilva
    • cm
    • 19 agosto 2024

     # 8

    A questão mais pertinente dos carregadores elétricos nas garagens dos edifícios existentes prende-se com o facto das infraestruturas de distribuição de energia elétrica serem finitas.
    Se de um dia para o outro todas as frações que constituem uma propriedade horizontal resolvessem instalar um carregador de VE, a coluna montante do edifício pura e simplesmente colapsava, uma vez que não foi dimensionada para tal.
    Imagino como serão as assembleias de condomínio daqui a meia dúzia de anos…
  8.  # 9

    A coluna estará protegida ao excesso de carga, portanto não é problema
  9.  # 10

    Colocado por: cmA questão mais pertinente dos carregadores elétricos nas garagens dos edifícios existentes prende-se com o facto das infraestruturas de distribuição de energia elétrica serem finitas.
    Se de um dia para o outro todas as frações que constituem uma propriedade horizontal resolvessem instalar um carregador de VE, a coluna montante do edifício pura e simplesmente colapsava, uma vez que não foi dimensionada para tal.
    Imagino como serão as assembleias de condomínio daqui a meia dúzia de anos…
    "Fácil", se cada fração tiver uma ligação ao seu parqueamento, só tem de gerir o seu consumo.
    Carregar um VE a 16A, em 8h carrega para 200km....
  10.  # 11

    Sobre a questão inicial, é como já disseram, há regras a seguir.
    Portanto, se as regras forem seguidas,a haver algum problema diria que o seguro terá de se responsabilizar, quer seja um VE, mota, bicicleta, ICE a gás ou gasolina/gasóleo :-)

    Agora, se tentarem ligar um equipamento que consuma uma potência superior ao máximo admitido à instalação e este originar um incêndio, muito provavelmente o seguro vai fugir à responsabilidade.
    Isto é válido quer seja um VE, um frigorifico ou outra coisa qualquer.

    Ainda há uma semana, soube de alguém que colocou um cabo portátil a carregar numa oficina do sogro, e passado algum tempo a tomada pegou fogo... mais um pouco e era o VE o culpado.
    Neste caso, a oficina tinha uma tomada de cerâmica que, muito provavelmente aqueceu demasiado e começou a derreter o plástico....
  11.  # 12

    Colocado por: SirruperQuantos carros a combustao incendeiam quando estao a abastecer nos postos?
    E outros estacionados... há de tudo.
 
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