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    • Aragon
    • 19 setembro 2010 editado

     # 1

    Não sei se estarei no fórum correcto mas vou tentar.
    O meu problema é o seguinte: vivo numa casa arrendada à 51 anos estando eu a pagá-la desde 2000 170 euros ,visto que pude suceder após a morte do meu pai. A mãe da senhoria e neste momento a sua filha e minha actual senhoria nunca fez obras no prédio.

    Nas varandas às vezes solta-se estuque e já a avisámos do perigo na rua e no meu caso que moro num rés do chão , tendo eu um quintal de rés do chão e subindo umas escadas a continuação superior cujo muro está a querer rachar-se. A minha pergunta então é a seguinte: até que ponto começa a minha responsabilidade e termina a da senhoria a nível de obras.

    Obrigada pela ajuda se me puderem dar
    ---------------------------------------------
    Já agora deixo aqui um imagem para terem ideia das varandas

  1.  # 2

    Cara «Aragon»,
    Bons olhos a vejam. ;-)

    A responsabilidade pelos danos provocados pela eventual queda de rebocos (ou do muro) é da Dona do imóvel.

    A responsabilidade pelas obras necessárias para manter o imóvel habitável também é da Dona do imóvel (infiltrações, canos rotos, etc.).

    Cabe-lhe a si fazer as reparações derivadas da utilização da casa.
    Se, por exemplo, uma fechadura deixar de funcionar, se fundir a lâmpada do patim da escada, ou se tiver uma torneira a pingar cabe-lhe a si efectuar a reparação.

    Quanto a mim, você deveria enviar uma cartinha registada com aviso de recepção à senhoria lembrando que em devido tempo a informou da necessidade de obras, do perigo da queda de rebocos, e do reforço do muro.

    Há duas entidades que deveria consultar: a Câmara (para pedir uma eventual vistoria da casa, se estiver flagrantemente degradada), e um Advogado.
    • Aragon
    • 19 setembro 2010 editado

     # 3

    Carissimo LKW muito obrigada por seus conselhos.
    Eu já há uns tempos mandei uma carta registada com fotos e tudo e a senhora nem me ligou, mas vou seguir esse conselho.
    Não é por nada, é que há 51 anos nunca fez nada no prédio e isso faz-me confusão. Se não fosse o sentimento que nutro pela casa já teria me mudado. Mas cresci ali, fiz lá a minha juventude e acabei depois do meu divórcio a voltar para ela e não consigo abandonar a casa. É uma parvoice mas também uma realidade.
  2.  # 4

    Caríssima Aragon,
    Lembre-se que, com 170euros/mes, 2.040euros/ano (menos IMI, menos Taxa de Esgoto, etc.) é muito pouco para fazer obras de conservação.
    Claro que MULTIPLICADO por 50 anos (as actualizações não dão para cobrir a inflação, mas enfim...), já daria para manter o prédio em excelentes condições.

    De qualquer maneira, não considere a senhoria como uma inimiga. Ela é a proprietária da casa onde você viveu, vive e, provavelmente, quer continuar a viver. Convém, por isso, ter uma relação MUITO cordial com ela.

    Uma das coisas que você poderia tentar saber na Câmara é se existem programas de apoio (€€) aos senhorios - ou aos inquilinos :-) - para fazerem obras de conservação.
  3.  # 5

    É certo que eu pelo falecimento de meus pais usufruiu da regalia de sucessão, mas e os outros 5 inquilinos que pagam entre 500 e 600 euros não merecem respeito?
    E acredite que não sou inimiga de ninguém e só quero o bem do prédio que no fundo é dela. Acho que se ela não tinha condições de ser senhoria devia o ter vendido como tantos onde eu moro fizeram e eu compraria. Assim andou ela e a mãe a viverem literalmente das rendas sem deveres nenhuns. Assim também eu seria rica se não tivesse princípios morais
  4.  # 6

    Cara Aragon, sugiro-lhe o seguinte:

    Vá à C.A.M. (Comissão Arbitral Municipal) da Câmara onde reside, e preencha o requerimento para vistoria do prédio. Neste momento, já existem C.A.M.s em todas as Câmaras.
    Será marcada vistoria a efectuar por um técnico, seleccionado por sorteio (para não haver malabarismos). No estado grave em que se encontra essa varanda, e imaginando o que irá mais por aí, será de prever que a sua senhoria seja obrigada a fazer algumas obras, por parte da Câmara.
    Daí poderá haver porventura uma actualização da renda, mas como nunca a irão aumentar muito, parece-me a maneira mais fácil de resolver esse problema. Aliás, é para isso que as C.A.M.s existem. As pessoas é que não sabem disso.
    Mas lá dão-lhe todos os esclarecimentos que precisar.

    Espero ter ajudado.

    Cumprimentos
  5.  # 7

    Colocado por: RC


    Muito obrigada. Eu agradeço e a minha casa também.
 
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