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    • Rino
    • 20 novembro 2024

     # 1

    Caros,

    Estou numa fase inicial de projeto de uma moradia de telhado de 4 águas, na zona de Aveiro de cerca de 160m2 de piso superior +150m2 de meia cave num terreno inclinado.
    O piso inferior será utilizado para arrumos, área técnica, salão para festas, WC e garagem.

    Já me questionei muito sobre a parte do isolamento e obviamente que a maioria do pessoal deste fórum irá defender ETICS com PRH com unhas e dentes.
    No entanto estou a questionar a funcionalidade do sistema no meu caso específico pois eu teria que isolar desde as sapatas, passando pela cave, varandas, vãos do alpendre e a laje de telhado e este processo exige muitos r€ecursos e inv€estim€ntos iniciais e mensais na fatura da luz para vencer tanta inércia.

    E se eu tentasse isolar internamente, sem prescindir do PRH e do VMC de duplo fluxo?
    Será que ao colocar pavimento cerâmico em todas as divisões e azulejos nos wcs iria aumentar a inércia da casa para poder tirar maior partido do PRH?

    Conheço vizinhos que reconstruíram casas e isolaram pelo interior e estão satisfeitos, mas no caso deles, por serem casas antigas, têm aquecimento central de radiadores a lenha e nem sequer têm qualquer tipo de ventilação mecânica, ou seja, como passam pouco tempo com janelas abertas para ventilar a casa, não perdem temperatura.

    Ainda não falei com o meu arquiteto sobre o assunto. Sei que ele é de opinião de se isolar OU por dentro OU por fora. Mas gostava de saber outras opiniões e outras experiências sobre o assunto.

    Agradeço desde já
  1.  # 2

    Existirá um projeto da térmica, tem de cumprir os mínimos legais. O que é que o mesmo tem prescrito?
    • Rino
    • 20 novembro 2024

     # 3

    Colocado por: powerPTExistirá um projeto da térmica, tem de cumprir os mínimos legais. O que é que o mesmo tem prescrito?


    Apenas foi submetida uma primeira parte do projeto à câmera e ainda estou a aguardar aprovação para seguir para os projetos de especialidades.
    Acha que o PRH iria ter boa performance no inverno para aquecer e no verão para arrefecer tendo paredes de baixa inércia?
  2.  # 4

    Mas porque que diz que a sua moradia é de baixa inercia? É LSF ou semelhante?
    • Rino
    • 21 novembro 2024 editado

     # 5

    Colocado por: NalotilMas porque que diz que a sua moradia é de baixa inercia? É LSF ou semelhante?


    Quando digo usar o PRH em casa com baixa inércia refiro-me na possibilidade de optar por paredes internas e tetos de Pladur e lã rocha como isolamento, mas manter o pavimento cerâmico para o piso radiante, em vez de optar pela opção de bloco térmico, etics e paredes interiores de alvenaria.
  3.  # 6

    desde que o prh esteja devidamente calculado, instalado e configurado tendo isso em consideração funciona como qualquer outro, a baixa inercia só vai obrigar a funcionar mais do que numa construção de maior inercia.

    o busilis é que fica limitado nas opções pois não pode recorrer ao zedaesquina que habitualmenet pouco mais saeb do que enterrar tubos.

    ps: necessidade de arrefecimento em Aveiro (cidade e arredores) é residual,
    Concordam com este comentário: gil.alves
    • Rino
    • 21 novembro 2024

     # 7

    Colocado por: jorgealvesdesde que o prh esteja devidamente calculado, instalado e configurado tendo isso em consideração funciona como qualquer outro, a baixa inercia só vai obrigar a funcionar mais do que numa construção de maior inercia.

    o busilis é que fica limitado nas opções pois não pode recorrer ao zedaesquina que habitualmenet pouco mais saeb do que enterrar tubos.

    ps: necessidade de arrefecimento em Aveiro (cidade e arredores) é residual,
    Concordam com este comentário:gil.alves


    Obrigado Jorge pelo seu contributo. O que disse faz todo o sentido.

    Acredito que a bomba de calor pode ter que trabalhar mais, como referiu. Mas eu suspeito que isso não implicaria necessariamente gastar mais luz.
    Apesar de não trabalhar na área, vou tentar expor o meu pensamento e se eu estiver errado, por favor, sinta-se à vontade para me corrigir.

    Tendo em conta que estamos a falar de isolamentos de valores equivalentes em ambas as situações, mas apenas se muda a localização (e consequentemente a área que será aquecida) e que ambos os sistemas têm a mesma perca energética pela ventilação do VMC, num sistema de grande inércia a BC teria que trabalhar a uma maior potência numa fase inicial para aquecer as paredes, laje, objetos, etc. e depois disso, irá trabalhar a menor potência até ao fim do inverno.

    Por outro lado, num sistema de baixa inércia, o ambiente aquece mais rapidamente com menor potência, pois têm menos massa para aquecer. A diferença é que no caso da baixa inércia, a BC teria que aumentar a potência em intervalos pontuais para atenuar as perdas energéticas de por exemplo abrir uma porta/janela.

    Acredito que seja muito difícil de calcular em qual dos casos se iria gastar mais energia ao longo do inverno. Teríamos que construir duas casas semelhantes uma ao lado da outra mas com isolamentos localizados em sítios diferentes e abrir portas e janelas o mesmo número de vezes em ambos os casos para poder ter dados de comparação.

    Uma coisa é certa: no caso da baixa inércia a bomba de calor poderá ter uma vida mais curta e maior manutenção pelo facto de necessitar de maiores amplitudes de potência.

    O que acha do meu raciocínio?
  4.  # 8

    Colocado por: RinoUma coisa é certa: no caso da baixa inércia a bomba de calor poderá ter uma vida mais curta e maior manutenção pelo facto de necessitar de maiores amplitudes de potência.
    nada disso, a bomba te. Mais arranques e de maior amplitude mas permite igualmente ter menos potência pelo que em termos energéticos pouca diferença existirá entre as diferentes opções de inércia.

    A durabilidade da bomba será exactamente a a mesma.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Rino
    • Rino
    • 21 novembro 2024

     # 9

    Colocado por: jorgealvesnada disso, a bomba te. Mais arranques e de maior amplitude mas permite igualmente ter menos potência pelo que em termos energéticos pouca diferença existirá entre as diferentes opções de inércia.

    A durabilidade da bomba será exactamente a a mesma.
    Estas pessoas agradeceram este comentário:Rino


    Ok, obrigado pelo esclarecimento
    Quando eu estiver a construir, posso pedir-lhe orçamentos? Trabalha na zona de Águeda (Aveiro)?

    Cumprimentos
    • Rino
    • 30 novembro 2024

     # 10

    Tive a estudar um pouco mais sobre o assunto e verifiquei que muitos recomendam um depósito de inércia entre a bomba de calor e PRH de modo a poupar a vida útil do compressor e evitar estes arranques da BC, diminuindo assim o COP da mesma.

    Provavelmente a capacidade deste depósito irá depender do tamanho da área a ser aquecida e de cada habitação, e a sua compra irá afetará o investimento inicial, mas poderá valer a pena a longo prazo.

    Deste modo, acredito que numa habitação de baixa inércia (com isolamento por dentro do pladur), o PRH terá um melhor desempenho do que uma habitação de grande inércia (paredes interiores em tijolos e ETICS), pois irá aquecer mais rapidamente o ambiente e sem afetar a vida útil do compressor e a fatura da eletricidade.

    Gostaria que alguém com uma instalação semelhante, partilhasse a sua experiência, ou que alguém com um sistema isolamento pelo exterior pudesse contra argumentar e que me chamasse de maluco :)
  5.  # 11

    O depósito de inércia não tem nada a ver com o que refere.

    A bomba de calor tem que ter garantido duas coisas; volume mássico mínimo e caudal mínimo de acordo com as especificações da mesma, o depósito de inércia com separação hidráulica é uma das formas de garantir os requisitos enunciados, mas não é a única e não pode ser usado indiscriminadamente.

    Usualmente usam se depósitos de inércia desajustados com volumes demasiado grandes para as máquinas além de igualmente se exagerar na potencia das mesmas.
  6.  # 12

    Alta ou baixa inércia pouco interfere, uma vez que a casa está envolvida numa barreira isolante que terá de garantir que a casa permanece climatizada.

    Onde a inércia tem influência. Por exemplo em pleno inverno abre as janelas para arejar, por 15 minutos. Ou no verão o pessoal está sempre a entrar ou sair, o que acontece é que a casa arrefecer ou aquece rapidamente. Se o interior da casa tiver grande inércia térmica, o abrir ou fechar de janelas não interfere no comportamento da casa.

    Se a sua casa é em Aveiro, as necessidades de climatização são reduzidas.
    • Rino
    • 30 novembro 2024

     # 13

    Pelos vossos comentários, posso perceber que 1-estou a fazer uma tempestade num copo de água

    2-as bombas de calor não são feitas de vidro e quando bem instaladas aguentam diferentes amplitudes de potência sem comprometer a sua longevidade e mesmo sem depósito de inércia

    3-neste sistema de isolamento pelo interior e piso radiante o que ficará comprometido não será o COP da máquina, mas sim o conforto dos habitantes devido às amplitudes térmicas da ventilação...

    Agradeço a ambos pelo vosso esclarecimento.

    Votos de boas festas :)
  7.  # 14

    o COP da maquina é somente para comparação, o que realmente interessa é o SCOP.



    Colocado por: Rinoo conforto dos habitantes devido às amplitudes térmicas da ventilação
    ?!?! como assim, então a casa não vai ter janelas??

    ainda que faça muita falta VMC centralizada com recuperação de calor
 
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