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    • AMG1
    • 23 janeiro 2025

     # 501

    Colocado por: Squire

    Aqui já concordamos. No passado a mulher era discriminada, sem dúvida. Mas estamos no século 21 e legalmente a mulher e o homem estão equiparados. Culturalmente já existe uma grande equiparação e de uma forma geral a mulher já é vista em par com o homem. Achar que atualmente a sociedade oprime a mulher, carece não só de prova, como de sensatez. Cada vez mais existem mulheres em cargos de chefia e estão mais presentes do mercado de trabalho. Isso é bom e achar que tal é produto de quotas, é um total absurdo e um atropelo às evidências que explicam a ascensão da mulher na sociedade, que têm essencialmente a ver com a educação. Há tantas mulheres nas universidades como homens. Coisa impensável há 50 anos atrás.


    Nalguma coisa havíamos de concordar, mas se concordados na constatação, já duvio que concordemos nas causas dessa transformação.
    Se hoje as mulheres trabalham a par dos homens, se como menciona estão em pé de igualdade com os homens nas universidades (em Portugal creio que são ate mais), porque será?
    Se quisermos seguir a sua linha de raciociocinio, teriamos de admitir que finalmente o capitalismos descobriu o mérito e valor do trabalho feminino. Ora, isso é louvável, mas leva-nos a outra conclusao: o capitalismo afinal só pode ser estupido. Então se teve sempre este recurso disponível, porque carga de água levou séculos para o utilizar?
    Claro que podemos ter outra abordagem, aquela que nos diz que o capitalismo é instrumental na actividade humana, que é sobretudo norteada pela cultura e pelo conhecimento.
    Ainda nos podiamos embrenhar no marxismo, que até tem uma abordagem muito curiosa do ponto de vista intelectual, afinal a posição do PCP sobre muitos destes temas não é por acaso, tem uma razão para isso, mas adiante.
    Em resumo, o trabalho das mulheres passou a ser reconhecido, apenas e só quando foi necessário, nem mais nem menos, a comprovar isso basta ver a história XX e ver em que momentos se deu essa transformação e a luta das mulheres para evitar retrocessos.
    Por isso eu afirmei que neste ponto estamos mesmo perante uma guerra cultural, que é muito mais óbvia na sociedade americana do que na europeia. Não falta aqui quem diga que isso se deve à palermice do wokismo, pois eu acho que não, deve-se sim ao facto do papel da mulher na sociedade americana, em geral, ainda não ter atingido o patamar que tem nas sociedades europeias.
    Nada disto é sequer contraditório com o facto de haver mulheres no topo de muitas organizações americanas, porque o que está em causa não é a vida dessas, mas da grande maioria das outras.
    Se você perder 5 minutos a ver a forma como o Trump agradeceu a vitoria aos seus colaboradores mais próximos, que estavam perfilados juntamente com as respectivas esposas percebe logo o que estou a dizer.
    O anacronismo daquilo aos olhos da maioria dos europeus é obvio. Acho que ninguém na europa faria aquilo daquela forma, mesmo entre aquela direita mais tradicional em matéria de costumes.
    Eu tenho evitado referências a estudos ou trabalhos académicos sobre estas materias, pela simples razão que sei que eles existem para todos os gostos. Mas se tiver interesse, nao faltam trabalhos desses no ambito da sociologia do trabalho, da cultura, ou ate da educação e é mesmo por aí que lhe sugiro que possa começar. Por aqueles que talvez seja pioneiro na identificação dos processos de reprodução social e cultural. Chama-se justamente "A Reprodução" os autores são o P. Bourdieu e o JC Passeron, tem mais de 50 anos de publicação, mas continua bem actual. É uma boa introdução a estes temas, até porque se ocupa da escola e do seu papel tanto para transformar, como para reproduzir a nossa vida em sociedade.
    Desculpe lá se isto lhe soar a pedantismo, mas não foi essa intenção.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira
  1.  # 502

    https://www.instagram.com/reel/DFD5GdIq3g2/?igsh=MTNucTk0OXlmaWh0MA==

    Excelente retrato da situação, dos EUA e do mundo ocidental diga-se de passagem.

    A Esquerda andou a dormir tanto tempo...
    O Centro vai se esvaziando também...
  2.  # 503

    desde que me lembro de ser gente, USA já era o país mais importante do mundo, e continua a ser o país mais importante, 43 anos depois.

    existe um presidente a cada 4 anos.
    o último presidente parece que tinha Alzheimer -- se tinha ou não tinha nunca vamos saber, mas que as suas capacidades intelectuais e motoras se viam totalmente decadentes é inegavel.

    posso ter uma visão um pouco cínica, mas a política é um pendulo.
    • eu
    • 25 janeiro 2025

     # 504

    Colocado por: palmstrokeo último presidente parece que tinha Alzheimer -- se tinha ou não tinha nunca vamos saber, mas que as suas capacidades intelectuais e motoras se viam totalmente decadentes é inegavel.


    Contudo, não me lembro de ele ter dito ou feito algo disparatado, para além das pequenas "gaffes" normais da idade.

    Já o Trump...
    Concordam com este comentário: pkasa
    • Soliva
    • 25 janeiro 2025 editado

     # 505

    Colocado por: palmstrokeo último presidente parece que tinha Alzheimer -- se tinha ou não tinha nunca vamos saber, mas que as suas capacidades intelectuais e motoras se viam totalmente decadentes é inegavel.


    Acho sempre engraçado , não clínicos diagnosticarem alguém .
    Não vi nada a não ser um homem a envelhecer e a perder a batalha contra o tempo.
    E ainda assim … com inteligência e sagacidade acima de muitos que por aí andam.
  3.  # 506

    Com que então Trump ia acabar com a guerra na Ucrânia em 24 horas...
    • AMG1
    • 25 janeiro 2025

     # 507

    Colocado por: eustresseCom que então Trump ia acabar com a guerra na Ucrânia em 24 horas...


    Parece que houve uma pequena confusão com a questão dos zeros. Quem escreveu 24 horas, esqueceu-se de colocar mais dois zeros a direita. Por isso é que o homem agora fala em 100 dias.
    Mas a avaliar pelas ultimas declarações do Putin, talvez não falte muito. Afinal ele ja conseguiu uma parte do que queria, que era negociar diretamente com os USA e manter assim o seu estatuto de grande potência. Ora se Trump ja acedeu a dar-lhe essa prerrogativa, muito provavelmente também estará disponivel para outras cedências...perdão, cedencias não, porque o Trump nunca cede nem perde só ganha. Afinal ele é só o melhor negociador de sempre, para alem do melhor e maior presidente dos USA, para ja nao falar no maior e melhor empresario que os USA viram nascer, eu até desconfio que quando era puto a maior "gaita" la da rua era a dele.
    Portanto agora é só esperarmos umas semanas, que o melhor acordo de sempre está aí ao virar da esquina.
    Concordam com este comentário: desofiapedro
    • SrR
    • 25 janeiro 2025

     # 508

    • Soliva
    • 26 janeiro 2025 editado

     # 509

    Colocado por: SrRhttps://www.publico.pt/2025/01/25/mundo/noticia/gronelandia-conversa-trump-primeiraministra-dinamarquesa-correu-mal-2120128


    Este assunto , de todos os que ele criou é o que menos me preocupa…
    Vão negociar umas explorações mineiras e aumento da presença militar e ponto final.
    O do canal do Panamá é que me incomoda um pouco.
  4.  # 510

    Colocado por: SolivaO do canal do Panamá é que me incomoda um pouco.

    Nada de novo, os americanos construíram e os chineses exploram.
    Exatamente o mesmo que aconteceu nas ex-colónias portuguesas.
    • AMG1
    • 26 janeiro 2025

     # 511

    Colocado por: Carvai
    Nada de novo, os americanos construíram e os chineses exploram.
    Exatamente o mesmo que aconteceu nas ex-colónias portuguesas.


    Pode ser o mesmo que ocorre nas ex-colónias, mas a capacidade de investimento de Portugal nesses paises nunca poderia ser comparada com a da China. Enquanto que a China só conseguiu a gestão do canal do Panamá, porque os USA descuraram o que afinal vêem como estratégico. Se é assim, podiam perfeitamente ter feito ao Panamá uma oferta melhor do que a chinesa.
    Para mim a situação da Gronelândia é mais complicada, não por achar que o Trump vai invadir aquilo, até porque nem precisa. O que acho inqualificável é o comportamento dos USA para com um aliado militar, parceiro económico proximo e com quem partilha, no essencial, a mesma visão do mundo.
    Pode achar-se que o Trump é um mero episódio que acabará por ser ultrapassado, eu não acho, mas mesmo que seja assim, imaginar que estas atitudes não minam a confiança entre parceiros e que isso não acabará por ter consequencias no futuro, só mesmo para quem não quer ver o óbvio. Aceitar isso num americano já dificil, num europeu é completamete incompreensivel. A esses europeus o Trump chamar-lhes-ia traidores...mas eu não vou tão longe!
    Concordam com este comentário: eu
    • eu
    • 26 janeiro 2025 editado

     # 512

    Colocado por: AMG1O que acho inqualificável é o comportamento dos USA para com um aliado militar, parceiro económico proximo e com quem partilha, no essencial, a mesma visão do mundo.


    O Trump não vê os outros Países (*) como aliados ou amigos, mas sim como competidores.

    (*) Com a exceção de Israel.
    Concordam com este comentário: AMG1
    • eu
    • 26 janeiro 2025

     # 513

    • AMG1
    • 26 janeiro 2025

     # 514

    Colocado por: eu

    O Trump não vê os outros Países (*) como aliados ou amigos, mas sim como competidores.

    (*) Com a exceção de Israel.


    Acho que nem como competidores, porque isso implicaria algum respeito pelos outros. A mim parece-me que ele vê tudo entre o grande e o pequeno, o forte e o fraco e por aí fora e só entende essa linguagem.
    Se não comecarem a fazer-lhe frente estamos tramados. Os verdadeiros competidores dele, como a China p.e., estão-se +/- nas tintas e até vêem neste evento uma oportunidade para fazerem o querem sem entraves.
    • eu
    • 26 janeiro 2025

     # 515

    Eu não gosto do Trump, mas a má perceção que muita gente tem dele também é um bocado enviesada pela forma como ele comunica.

    Porque outros ex Presidentes Americanos eram mais comedidos na linguagem, mas as ações deles na forma como tratavam os outros países também eram deploráveis.

    Veja-se o programa de assassinatos extra judiciais através de drones do Obama (matou milhares de pessoas por esse mundo fora, só por suspeitas de terrorismo, sem provas e sem julgamento).

    Veja-se a escuta dos líderes Europeus pela administração Obama.

    Veja-se a interferência na Líbia por parte do Obama.
    Concordam com este comentário: Nostradamus
    • AMG1
    • 26 janeiro 2025

     # 516

    Colocado por: euEu não gosto do Trump, mas a má perceção que muita gente tem dele também é um bocado enviesada pela forma como ele comunica.

    Porque outros ex Presidentes Americanos eram mais comedidos na linguagem, mas as ações deles na forma como tratavam os outros países também eram deploráveis.

    Veja-se o programa de assassinatos extra judiciais através de drones do Obama (matou milhares de pessoas por esse mundo fora, só por suspeitas de terrorismo, sem provas e sem julgamento).

    Veja-se a escuta dos líderes Europeus pela administração Obama.

    Veja-se a interferência na Líbia por parte do Obama.


    A questão é que em politica e particulatmente em diplomacia, a comunicação é muito relevante. Os USA têm um conjunto de interesses por esse mundo fora que nenhum presidente pode descurar, não é o facto de serem democratas ou republicanos, mal ou bem falantes que muda isto. A retórica Trumpista é alarve, mas também quer defender esses interesses, não é isso que me incomoda no Trump.
    Ja aqui escrevi, que o Trump dos americanos, o das deportações, dos perdões a criminosos e que tambem irá por as mercearias mais baratas, ou não, esse é um problema dos americanos. O Trump que nos deve preocupar nem é sequer o Trump que vai secundarizar a relação com o Atlântico e com a Europa em beneficio da Ásia e do pacífico, porque isso já é a politica externa americana dos ultimos 30 anos.
    O que nos deve preocupar a nós europeus é a dimensão diarruptiva que a acção dele pode ter nos equilibrios existentes e que têm garantido a paz e algum progresso a praticamente todo o mundo.
    A liberalização do comércio mundial e a globalização têm inumeros problemas, mas os benefícios estão também a vista de todos. É inequivoco que esse movimento precisa de alguma regulação para equilibrar a "balança" (sobretudo a comercial dos USA), mas para isso são precisos actores globais. Se os USA sairem de cena, outros vão tomar esse lugar e eu não consigo ver nada de positivo nisso. O que vai ser o futuro imediato dos esforços relacionados com ambiente e as alterações climáticas? Vamos parar a transição energetica?
    Mesmo quanto à segurança, eu acho muito bem que os USA confrontem a europa com a necessidade de aumentarem a sua parte da factura na NATO, que o façam sob chantagem e com o objectivo único de alimentar a industria de defesa dos USA, isso já é outra coisa e parece que é por aí que acabaremos por ir, se (como escreveu recentementes o Durão Barroso), a europa não quiser aproveitar esta oportunidade para se definir quanto ao futuro.
  5.  # 517

    Colocado por: euContudo, não me lembro de ele ter dito ou feito algo disparatado,

    Espero que este não seja o primeiro sinal de uma doença neuro degenerativa, a si desejo-lhe toda a saúde do mundo.
  6.  # 518

    Colocado por: SolivaEste assunto , de todos os que ele criou é o que menos me preocupa…
    Vão negociar umas explorações mineiras e aumento da presença militar e ponto final.


    Não o preocupa?
    No dia em que ele fizer zoom no mapa, e "descobrir" os Açores e a Madeira... e alguém lhe dizer que até já têm bases e antenas ali... vamos vê-lo a ligar ao CR7 a ver se queremos vender aquilo...

    Gronelândia, Golfo de México, Panamá, etc etc... abrem precedentes dificeis de contornar. Convém lembrar que os EUA estão sempre bem. Se precisam de guito, basta imprimir. Ao que passo que qualquer outro país está lixado.

    Este assunto com a Dinamarca é muito grave. Mesmo que não passe dum fait divers.

    Agora é a faixa de Gaza. Não quer Palestinos lá. Quer mandá-los para o Egipto e Jordânia. Mas por alma de quem? Aquela malta foi expulsa do seu território, encostados numa Esquina, em Gaza... e agora, nem aí podem estar?

    Idem para os carteis mexicanos. Passam a ser considerados terroristas para poder intervir em zona fora da sua jurisdição. Porque não começa com os seus do seu lado da fronteira?

    Para alguém que dizia que o que interessa é a politca interna, e que não queria mais batalhas fora... este Trump anda a agitar as águas em todo o lado.

    Não nos preocuparmos é a cereja no topo do bolo, para ele.
    • Soliva
    • 26 janeiro 2025 editado

     # 519

    Colocado por: N Miguel OliveiraEste assunto com a Dinamarca é muito grave. Mesmo que não passe dum fait divers.

    Atenção que não desvalorizo a gravidade do acto, mas como disse … é fait diver…
    Trump sempre teve a mania de lançar “goals” negociais inatingíveis para depois os ir “baixando” , sendo que no final reclama para si mesmo … um estrondosa vitória como nunca se viu …😏

    A do Panamá, como não têm a mesma força que um membro Europeu e da NATO , aí sim acredito que pode bem tentar algo militarmente “agressivo” e meter os pés pelas mãos com a China.

    Quanto ao dia que olhar para Portugal … não tenho qualquer dúvida que o “CR7 que governa na altura “ não o venda de imediato em troco de umas uvas mijonas e depois anuncie um belo negócio.
  7.  # 520

    Colocado por: SolivaTrump sempre teve a mania de lançar “goals” negociais inatingíveis para depois os ir “baixando”


    Sim, isso é pratica comum nos States. Em quase tudo. Não é só no governo.

    Até no urbanísmo é assim que funciona. Propõe sempre algo brutal, impactante, e que excede os limites... para ir negociando depois.
 
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