Iniciar sessão ou registar-se
  1. Colocado por: rod_2000mas a verdade é que o país de origem deles


    Creio que a origem é a Índia (ou por ali) e não a Roménia.

    O problema não são as etnias, mas as regras que lhes permitem abusar delas. Daí a Roménia estar a passar a perna a Portugal em PIB per capita, com muitos mais ciganos que nós.

    Depois, convém lembrar que em 1999, ainda andavamos com problemas ali perto com a Sérvia, Kosovo, etc... normal que estivessem tão em baixo. Hoje fazem parte da UE quase que na sua plenitude... apesar dum guerra ali perto também. A Roménia já não é aquele país atrasado do pós muro de Berlim. Actualmente, podia perfeitamente viver ali, idioma fácil, e culturalmente têm algumas parecenças com Portugal, bom clima, praias, etc...
    • AMG1
    • 29 julho 2025
    Sem querer diminuir o enorme avanço da economia romena, nos últimos 30 anos, enquanto a nossa teve crescimentos sofríveis, ainda assim, convém ter cuidado com as comparações puramente quantitativas. Haver mais riqueza (per-capita) produzida, não significa necessáriamente melhor qualidade de vida da população.
    Boa parte dos indicadores sociais da Roménia estão muito aquém dos nacionais. O Expresso fez há tempos uma grande reportagem sobre a realidade romena, onde mostra que esse crescimento economico demora a ter visibilidade nos indicadores, p.e. da saúde, educação e por aí fora, p.e., a tx de risco de pobreza na Roménia (2024) é mais de 10pp acima do que em Portugal. No limite, se a comparação for a qualidade de vida da população, talvez Portugal esteja substancialmente à frente da Roménia, o que mesmo que seja verdade, não será nada de que nos possamos orgulhar, porque podíamos estar muito melhor. Podiamos p.e. ter construido uma economia que soubesse tirar partido desses melhores indicadores sociais e simultâneamente torná-los mais sustentáveis, mas teimamos em não sair da "cepa torta".
  2. Colocado por: AMG1Haver mais riqueza (per-capita) produzida,


    Na verdade, o PIB per capita é um indicador que engana bastante.

    Exemplos:
    - se a água da torneira não presta para beber ou cozinhar, vou ter que comprar filtros, ou comprar água engarrafada. Isso fará mover a economia, mais PIB, mais emprego, etc...
    - se vivo longe do trabalho, e na minha zona não há transportes... vou precisar dum carro, de abastecê-lo, de ter seguro e fazer revisões ou vou de uber, etc... farei mover a economia, mais emprego, etc...

    Ou seja, se eu beber água da torneira porque é boa... ou se vivo numa zona que misturou bem residência e trabalho e posso ir para o emprego a pé, de bicicleta, de skate, etc... em príncipio diria que a minha qualidade de vida é melhor, apesar de nada contribuir para o PIB, para a taxa de emprego, etc...

    Das tarefas que fazemos ao longo do dia, muitas delas são apenas o reflexo do mau ordenamento do território e da infraestrutura que temos, que nada contribuem para a melhoria do país. Não é progresso, é sobrevivência.

    No final, na Roménia, o problema não são os ciganos. Porque haveria de sê-lo em Portugal?
  3. Colocado por: AMG1Sem querer diminuir o enorme avanço da economia romena, nos últimos 30 anos, enquanto a nossa teve crescimentos sofríveis, ainda assim, convém ter cuidado com as comparações puramente quantitativas. Haver mais riqueza (per-capita) produzida, não significa necessáriamente melhor qualidade de vida da população.


    Mal fora tambem... eu conheco bastante bem a Romenia, tive a felicidade de trabalhar com varios romenos e fazer muitos amigos la.
    O ponto de partida deles foi para la de miseravel. Muitos amigos da minha idade, ali nos 30 e poucos, contam historias de vivencias que eu ouvia dos meus avos no tempo Salazar em criancas.
    Portanto e perfeitamente natural que nos apanhem na economia e rendimentos mas levem ainda algum tempo ate fecharem o fosso na qualidade de vida pois ha coisas que Portugal ja tinha nos anos 80 no que diz respeito ao estado de bem estar que eles comecaram a desenvolver nem ha 20 anos... ja para nao falar na riqueza geracional acumulada que e bastante expressiva em Portugal e quase nao existe na Romenia.

    Outro exemplo, ha muito a tentacao de dizer que as ex-Republicas sovieticas tiveram um boom nos ultimos anos por causa da educacao porque a URSS dava muita educacao as pessoas... mas depois vamos a esmagadora maioria desses paises e as universidades deles, por exemplo, ainda estao a anos luz das portuguesas. Alias, na minha altura ate era tradicional escolher um pais de leste para fazer erasmus porque eram umas ferias, ja que a exigencia curricular na esmagadora maioria os locais era perto de nada.

    Sao paises que estao a fazer o caminho deles e nao tenho qualquer duvida que daqui a 10 anos vao passar-nos em tudo, incluindo a qualidade de vida. Basta pensar que ha 20 anos era comum encontrar malta da europa do leste a trabalhar nas obras. Agora e comum encontra-los a passear enquanto turistas nas ruas de Lisboa. E isto muito longe de serem perfeitos, pois politicos corruptos e mediocres tambem nao sao propriamente um exclusivo portugues...

    Colocado por: AMG1não será nada de que nos possamos orgulhar, porque podíamos estar muito melhor. Podiamos p.e. ter construido uma economia que soubesse tirar partido desses melhores indicadores sociais e simultâneamente torná-los mais sustentáveis, mas teimamos em não sair da "cepa torta".


    A questao e mesmo essa. E vergonhoso o estado em que Portugal se encontra ao fim de anos de 'integracao europeia' e levando muita vantagem competitiva vs os outros paises. Basta pensar a quantidade de anos que Portugal teve para ter uma ligacao ferroviaria de jeito a europa e estamos em 2025 ainda a discutir se fazemos ou nao tgv... isto no pais que podia ser o ponto de entrada principal de tudo o que vem do continente americano.

    Eu continuo sem aceitar que Portugal se tenha tornado um pais de turismo e toda a gente viver bem com isso. Como se existisse algum pais no mundo onde a riqueza seja abundante para a populacao e onde o turismo e o principal, se nao unico, motor economico.


    Colocado por: N Miguel OliveiraNa verdade, o PIB per capita é um indicador que engana bastante.


    Nao engana nada. Os seus exemplos sao questoes menores.
    O PIB per capita em PPC e o melhor indicador para avaliar e comparar a riqueza media entre paises e avaliar principalmente aquilo que sera o futuro.
    Obviamente que tem as suas limitacoes. Por exemplo... se o N Miguel receber 100k de heranca enquanto eu recebi 0 e eu receber 2k/mes de ordenado enquanto o N Miguel recebe 1k, o meu pib per capita e maior mas o N Miguel tem mais riqueza acumulada. Se em cima disso o N Miguel tiver ja casa, carro, etc... e inegavel qual de nos e o mais rico. Esta sera provavelmente a maior limitacao. E o que acontece com muitos destes paises da ex-URSS que cresceram bastante nos ultimos anos. Eles ja produzem tanto ou mais do que nos, so lhes falta e a 'riqueza acumulada' (estado social, infraestruturas, etc) que Portugal ja tem.

    Mas nao vale a pena ter ilusoes. No longo prazo estamos condenados a ser ultrapassados.
  4. O PIB per capita é na pratica um indicador da riqueza gerada num país por habitante.

    Claro que depois há a questão de como está distribuida ou de como é usada, mas não deixa de ser um bom indicador.
  5. Noticia dos anos 80 que por momentos parecia de ontem:

    https://www.instagram.com/reel/DMumsOoOGgY/
    • AMG1
    • 30 julho 2025
    Colocado por: dmanteigas
    ...

    A questao e mesmo essa. E vergonhoso o estado em que Portugal se encontra ao fim de anos de 'integracao europeia' e levando muita vantagem competitiva vs os outros paises. Basta pensar a quantidade de anos que Portugal teve para ter uma ligacao ferroviaria de jeito a europa e estamos em 2025 ainda a discutir se fazemos ou nao tgv... isto no pais que podia ser o ponto de entrada principal de tudo o que vem do continente americano.

    Eu continuo sem aceitar que Portugal se tenha tornado um pais de turismo e toda a gente viver bem com isso. Como se existisse algum pais no mundo onde a riqueza seja abundante para a populacao e onde o turismo e o principal, se nao unico, motor economico.
    ...

    Nao engana nada. Os seus exemplos sao questoes menores.
    O PIB per capita em PPC e o melhor indicador para avaliar e comparar a riqueza media entre paises e avaliar principalmente aquilo que sera o futuro.
    Obviamente que tem as suas limitacoes. Por exemplo... se o N Miguel receber 100k de heranca enquanto eu recebi 0 e eu receber 2k/mes de ordenado enquanto o N Miguel recebe 1k, o meu pib per capita e maior mas o N Miguel tem mais riqueza acumulada. Se em cima disso o N Miguel tiver ja casa, carro, etc... e inegavel qual de nos e o mais rico. Esta sera provavelmente a maior limitacao. E o que acontece com muitos destes paises da ex-URSS que cresceram bastante nos ultimos anos. Eles ja produzem tanto ou mais do que nos, so lhes falta e a 'riqueza acumulada' (estado social, infraestruturas, etc) que Portugal ja tem.

    Mas nao vale a pena ter ilusoes. No longo prazo estamos condenados a ser ultrapassados.


    Estranho como é que você, um jovem informado e lúcido, a pensar dessa forma, ainda está por cá. Ou espera um milagre, ou sabe que a nossa situação não resulta de nenhuma fatalidade, apenas de decisões erradas, ou por vezes certas, mas no momento errado, o que dá no mesmo.
    O facto da minha geração ter falhado em muita coisa, não garante que a sua vá fazer o mesmo. Eu diria que se não forem burros, certamente aprendem com os erros dos outros e fazem diferente. Eu não tenho nenhuma varinha de condão, ou bola de cristal, por isso não dou como garantido que não encontremos forma de sair desta armadilha.
    Levamos 50 anos de democracia, temos um pais razoavelmente infraestruturado, um nivel de formação dos activos, que se aproxima bastante da media europeia. Falta-nos capital e ideias. O primeiro não é problema, porque ele existe, só precisa é que lhe perspectivem um nivel de risco e rentabilidade aceitáveis e isso não é dificil, se demonstrarmos que temos gente capaz de colocar de pé projectos ambiciosos. Ou será que não temos e afinal a tal geração mais formada de sempre, não é mais do que sempre tivemos, gente a querer "comer da magedoura do estado", seja no emprego, ou na subsidiacao de actividades pouco rentáveis. Mesmo que passem metade do tempo a reclamar por um estado mais pequeno, mas só para os outros claro.
    Nada vos impede de transformar Portugal, num pais onde seja mais agradável (para os portugueses) viver do que é hoje. Com mais oportunidades para quem se esforce e menos para quem só tem as ligações certas, sejam elas politicas, sociais, ou outros atributos que não sejam o mérito e o trabalho.
    Não é só você que acha uma aposta tão elevada no turismo um completo disparate. Mas isso não nasce do nada. Como eu não me canso de dizer, muitos dos nossos empresários são ótimos a vender o sol e banhos de mar, tudo coisas que deram muito trabalho a fazer, mas foi ao "criador" e não a eles. Logo a rentabilidade desses negocios nunca pode ser grande, afinal a concorrência está por todo o lado.
    É vulgar ver por aqui muita indignação sobre os subsidiodependentes, sejam ciganos ou outros pobres, tratando-os sempre como se fossem uns vigarista, o que em muitos casos até pode ser verdade. Mas e então o que chamariamos a uma classe empresarial que se especializou em capturar subsídios para manter actividades sem valor?
    Temos hoje uma autêntica indústria em torno da distribuição dos fundos europeus, que em muitos casos são "torrados" em projectos feitos a medida para caçar esse capital e não para transformar seja o que for. Temos projectos construídos para chegar aos fundos e não fundos disponíveis para financiar os projectos que podia fazer a transformação. Mas quem se ocupa desse negócio, são empresarios respeitáveis, não são ciganos nem vigaristas de meia tijela, que passam a vida no cafe a fumar e beber minis, embora só estes sejam alvo da maledicência popularucha.
    Portugal não tem nenhum destino mitico garantido, qual quinto império, mas também não está condenado a ser, como alguém já lhe chamou, o "bairro social ao fundo da europa".
    Só será assim, se quem estiver ao leme, não souber dirigir o barco, como já aconteceu demasiadas vezes no passado
    Fica para outra ocasião a discussão sobre o "milagre económico" da europa de leste, para cuja explicação também não existem soluções simples, ou únicas e onde nem tudo foi, ou é, um "mar de rosas". Quanto ao futuro desses paises, lá está, tal como o nosso, também não está garantido.
    • AMG1
    • 30 julho 2025
    Colocado por: dmanteigas
    ...

    A questao e mesmo essa. E vergonhoso o estado em que Portugal se encontra ao fim de anos de 'integracao europeia' e levando muita vantagem competitiva vs os outros paises. Basta pensar a quantidade de anos que Portugal teve para ter uma ligacao ferroviaria de jeito a europa e estamos em 2025 ainda a discutir se fazemos ou nao tgv... isto no pais que podia ser o ponto de entrada principal de tudo o que vem do continente americano.

    Eu continuo sem aceitar que Portugal se tenha tornado um pais de turismo e toda a gente viver bem com isso. Como se existisse algum pais no mundo onde a riqueza seja abundante para a populacao e onde o turismo e o principal, se nao unico, motor economico.
    ...

    Nao engana nada. Os seus exemplos sao questoes menores.
    O PIB per capita em PPC e o melhor indicador para avaliar e comparar a riqueza media entre paises e avaliar principalmente aquilo que sera o futuro.
    Obviamente que tem as suas limitacoes. Por exemplo... se o N Miguel receber 100k de heranca enquanto eu recebi 0 e eu receber 2k/mes de ordenado enquanto o N Miguel recebe 1k, o meu pib per capita e maior mas o N Miguel tem mais riqueza acumulada. Se em cima disso o N Miguel tiver ja casa, carro, etc... e inegavel qual de nos e o mais rico. Esta sera provavelmente a maior limitacao. E o que acontece com muitos destes paises da ex-URSS que cresceram bastante nos ultimos anos. Eles ja produzem tanto ou mais do que nos, so lhes falta e a 'riqueza acumulada' (estado social, infraestruturas, etc) que Portugal ja tem.

    Mas nao vale a pena ter ilusoes. No longo prazo estamos condenados a ser ultrapassados.


    Estranho como é que você, um jovem informado e lúcido, a pensar dessa forma, ainda está por cá. Ou espera um milagre, ou sabe que a nossa situação não resulta de nenhuma fatalidade, apenas de decisões erradas, ou por vezes certas, mas no momento errado, o que dá no mesmo.
    O facto da minha geração ter falhado em muita coisa, não garante que a sua vá fazer o mesmo. Eu diria que se não forem burros, certamente aprendem com os erros dos outros e fazem diferente. Eu não tenho nenhuma varinha de condão, ou bola de cristal, por isso não dou como garantido que não encontremos forma de sair desta armadilha.
    Levamos 50 anos de democracia, temos um pais razoavelmente infraestruturado, um nivel de formação dos activos, que se aproxima bastante da media europeia. Falta-nos capital e ideias. O primeiro não é problema, porque ele existe, só precisa é que lhe perspectivem um nivel de risco e rentabilidade aceitáveis e isso não é dificil, se demonstrarmos que temos gente capaz de colocar de pé projectos ambiciosos. Ou será que não temos e afinal a tal geração mais formada de sempre, não é mais do que sempre tivemos, gente a querer "comer da magedoura do estado", seja no emprego, ou na subsidiacao de actividades pouco rentáveis. Mesmo que passem metade do tempo a reclamar por um estado mais pequeno, mas só para os outros claro.
    Nada vos impede de transformar Portugal, num pais onde seja mais agradável (para os portugueses) viver do que é hoje. Com mais oportunidades para quem se esforce e menos para quem só tem as ligações certas, sejam elas politicas, sociais, ou outros atributos que não sejam o mérito e o trabalho.
    Não é só você que acha uma aposta tão elevada no turismo um completo disparate. Mas isso não nasce do nada. Como eu não me canso de dizer, muitos dos nossos empresários são ótimos a vender o sol e banhos de mar, tudo coisas que deram muito trabalho a fazer, mas foi ao "criador" e não a eles. Logo a rentabilidade desses negocios nunca pode ser grande, afinal a concorrência está por todo o lado.
    É vulgar ver por aqui muita indignação sobre os subsidiodependentes, sejam ciganos ou outros pobres, tratando-os sempre como se fossem uns vigarista, o que em muitos casos até pode ser verdade. Mas e então o que chamariamos a uma classe empresarial que se especializou em capturar subsídios para manter actividades sem valor?
    Temos hoje uma autêntica indústria em torno da distribuição dos fundos europeus, que em muitos casos são "torrados" em projectos feitos a medida para caçar esse capital e não para transformar seja o que for. Temos projectos construídos para chegar aos fundos e não fundos disponíveis para financiar os projectos que podia fazer a transformação. Mas quem se ocupa desse negócio, são empresarios respeitáveis, não são ciganos nem vigaristas de meia tijela, que passam a vida no cafe a fumar e beber minis, embora só estes sejam alvo da maledicência popularucha.
    Portugal não tem nenhum destino mitico garantido, qual quinto império, mas também não está condenado a ser, como alguém já lhe chamou, o "bairro social ao fundo da europa".
    Só será assim, se quem estiver ao leme, não souber dirigir o barco, como já aconteceu demasiadas vezes no passado
    Fica para outra ocasião a discussão sobre o "milagre económico" da europa de leste, para cuja explicação também não existem soluções simples, ou únicas e onde nem tudo foi, ou é, um "mar de rosas". Quanto ao futuro desses paises, lá está, tal como o nosso, também não está garantido.

    Colocado por: ferreiraj125O PIB per capita é na pratica um indicador da riqueza gerada num país por habitante.

    Claro que depois há a questão de como está distribuida ou de como é usada, mas não deixa de ser um bom indicador.


    Sem querer alongar-me muito nesta discussão, queria só clarificar o seguinte:

    O indcador em causa é a riqueza "contabilizada" nesse país, dividida pelo número de habitantes. Nada nos diz sobre a "qualidade de vida da população", que foi onde começou a conversa.
    Repare que eu usei prepositadamente o termo "riqueza contabilizada" em vez de "riqueza produzida", porque não são a mesma coisa.
    Agora é verdade que o PIB "per-capita", sobretudo quando ajustado ao poder de compra, "não deixa de ser um bom indicador", mas apenas sobre aquilo que indica e não sobre o que muitos querem ver.
    Para ser claro. Da mesma forma que não se pode distribuir riqueza que não se tem, também se pode ter essa riqueza, sem que os benefícios dela cheguem a todos.
    Claro que uma democracia europeia não é uma autocracia africana e certamente que os mecanismos institucionais existentes na UE acabam sempre por promovem alguma redistribuição dessa riqueza, mas ainda assim não há qualquer razão para se fazer uma leitura automática de que mais riqueza, seja inevitavemente igual a distribuição mais equitativa.
    Depois a riqueza produzida, por diferentes paises, também resulta de sistema produtivos muitos diferentes, que também exigem diferentes níveis de distribuição. Ter a riqueza assente na exploração de recursos naturais, não é o mesmo que a mesma riqueza assente em serviços. As condições de reprodução dessa riqueza tem exigencias muito diferenciadas quanto a "qualidade" da sua distribuição.
  6. Colocado por: dmanteigasO PIB per capita em PPC e o melhor indicador para avaliar e comparar a riqueza media entre paises e avaliar principalmente aquilo que sera o futuro.


    Eu não contesto que seja o melhor indicador.
    Apenas o relativizo, pois não é tão claro como possa parecer.
    Não são questões menores, como escrevi, pense nas tarefas que faz todos os dias, descontando o tempo que está a trabalhar. Muitas dessas coisas interferem no PIB pelo que consome. E se consome, alguém tem que produzir (daí o PIB), sem que isso se transforme em nenhum tipo de riqueza para o país. Depois, há a questão da distribuíção que não é igual em todos os sítios. Vivi numa zona com uma altíssima concentração de milionários e bilionários, pelo que a média de riqueza é altíssima, ainda assim, esse PIB per Capita não se reflete na qualidade de vida da esmagadora maioria das pessoas. Essa distribuíção é mais equilibrada na Europa, mas bastante mais...
    Também poderiamos mencionar os casos das regiões, que o que produzem é basicamente reconstrução de infraestrutura pois estão sistematicamente a sofrer sismos, furacões, erupções, etc etc... produzir produzem... mas que riqueza acumulam afinal? Para um Europeu, isto pode parecer algo muito pontual, mas para certas regiões do mundo é o dia a dia... Cada ano, vai tudo abaixo de novo.
    O meu ponto é, OK, temos o PIB, porreiro. Mas o numero sozinho esconde muitas realidades diferentes... pelo que convém acompanhá-lo com um livro de outros rankings também. Para o dmanteigas, entre ir a pé ou fazer 5kms de carro, ou até trabalhar remotamentamente pode parecer uma questão menor... agora diga isso a quem faz 2h de manhã e 2h à noite entre casa-trabalho-casa... e além da viagem em sí, combustível, portagens, etc... ainda deixa 10-15€/dia no estacionamento enquanto trabalha... ou aos que chegam a casa às 23h, e têm que acordar às 04h30 para chegar ao trabalho no dia seguinte. Ou quem, a cada 5 dias tem que ir à mercearia comprar 20 litros de água e poupá-la como muito critério, etc, etc... Isso representa pouco no PIB, mas condiciona muito a tal "qualidade de vida média"... Acesso à saúde, educação, transportes, justiça, direitos laborais, etc etc... isso é o que "define" bastante da nossa "qualidade de vida"... e o nosso "tempo". Que afinal é a única coisa que apenas se gasta, não se ganha nem se acumula. No limite, quase que poderia definir a sua riqueza/qualidade de vida pelo tempo que consome para fazer ou ter determinada coisa.
  7. Colocado por: AMG1Estranho como é que você, um jovem informado e lúcido, a pensar dessa forma, ainda está por cá.


    Essencialmente, por comodismo. Gosto muito de estar proximo de familia e amigos.

    Colocado por: AMG1O facto da minha geração ter falhado em muita coisa, não garante que a sua vá fazer o mesmo. Eu diria que se não forem burros, certamente aprendem com os erros dos outros e fazem diferente. Eu não tenho nenhuma varinha de condão, ou bola de cristal, por isso não dou como garantido que não encontremos forma de sair desta armadilha.


    A geracao que nos governa e a geracao dos 50/60 anos.
    Sao esses que estao a tomar decisoes hoje para o futuro, com a preocupacao centrada apenas no presente, como se ve quando atribuem bonus extraordinarios aos pensionistas, por exemplo.
    Se fosse so a minha geracao a decidir, a distribuicao do parlamento ja tinha sido muito diferente ha mais tempo atras. O problema e que a minha geracao esta de certa forma conformada com o futuro. 1/3 de nos emigrou. Os outros 2/3 por ca anda mas sem grande motivacao ou complexo de salvador da patria. Ate porque a politica alem de como esta nao ter qualquer atratividade, esta vedada a uma determinada elite ou conjunto de lambe botas que trabalham para eles fazer parte da elite.

    Colocado por: AMG1Ou será que não temos e afinal a tal geração mais formada de sempre, não é mais do que sempre tivemos, gente a querer "comer da magedoura do estado", seja no emprego, ou na subsidiacao de actividades pouco rentáveis.


    Se calhar o problema comeca por ai... o AMG1 diz que ha capital. Mas o capital que ha e para a mangedoura do estado ou para salvar a TAP.

    Colocado por: AMG1Mas e então o que chamariamos a uma classe empresarial que se especializou em capturar subsídios para manter actividades sem valor?


    A mim nao me vai apanhar nessa, porque para mim a subsidiodependencia nao e um exclusivo dos ciganos. Metade do tecido empresarial portugues cai exatamente no mesmo grupo. Ainda agora com as tarifas do Trump a preocupacao numero 1, 2 e 3 de muitas associacoes empresariais foi clamar por subsidios. Imagine se utilizassem esse esforco para perceber como se podiam adaptar, seja por via da gestao interna ou procura de novos mercados.

    Colocado por: AMG1Temos hoje uma autêntica indústria em torno da distribuição dos fundos europeus, que em muitos casos são "torrados" em projectos feitos a medida para caçar esse capital e não para transformar seja o que for. Temos projectos construídos para chegar aos fundos e não fundos disponíveis para financiar os projectos que podia fazer a transformação. Mas quem se ocupa desse negócio, são empresarios respeitáveis, não são ciganos nem vigaristas de meia tijela, que passam a vida no cafe a fumar e beber minis, embora só estes sejam alvo da maledicência popularucha.


    Empresarios respeitaveis?
    Epa... nem vou comentar sobre o assunto. Mas na sua maioria nao sao empresarios de coisa nenhuma. Sao mediadores de favores entre a classe politica e depois certas empresas.

    Colocado por: AMG1O indcador em causa é a riqueza "contabilizada" nesse país, dividida pelo número de habitantes. Nada nos diz sobre a "qualidade de vida da população", que foi onde começou a conversa.


    Mas nao deixa de ser um bom indicador surrogado. A qualidade de vida tem uma correlacao bastante forte com o PIB per capita em PPC.
    Onde acha que se vive melhor, nos 20 paises do mundo com maior PIB per capita em PPC ou nos ultimos 20?

    E uma discussao esteril pois nunca vai existir uma medida que sirva todos os casos. Esta e a melhor de todas pois e simples de contabilizar e comparar. Todos os pontos que levanta sao inteiramente validos quando vamos as especificidades. Por isso e que dizemos que Portugal continua a ter melhor qualidade de vida que a Romenia mesmo tendo um Pib per capita em PPC equiparavel. Mas nao deixa de ser verdade que a qualidade de vida na Romenia em comparacao com Portugal tambem cresceu a um ritmo tao acelerado quanto o PIB nos ultimos anos. Dai o meu exemplo que ha 20 anos vinham para ca trabalhar para as obras, agora vem passar ferias.

    Colocado por: N Miguel OliveiraEu não contesto que seja o melhor indicador.
    Apenas o relativizo, pois não é tão claro como pode parecer.


    Eu tambem nao disse que era o santo graal. A pergunta que fica e, entao diga-me qual e o indicador melhor quando queremos comparar varios paises.
    E que este pelo menos e objetivo. Se sairmos daqui, entramos muitas vezes no dominio do subjetivo. Ate porque aquilo que o N Miguel ou eu valorizamos pode ser tao diferente que deixa de fazer sentido sequer comparar.
    Por exemplo, o N Miguel fala na distancia para o trabalho. Eu trabalho remotamente e nem que me pagasse mais 2000e brutos eu aceitava um trabalho presencial. Isto para lhe dar uma ideia de quanto eu valorizo a 'flexibilidade' de trabalhar em casa. Conheco varias pessoas que simplesmente nao conseguiam e viam isto como uma enorme perda de qualidade de vida. Transportes para o trabalho? Eu quando morei no Porto e em Lisboa odiava, fosse de carro ou transportes publicos. Tenho um primo que diz que adora acordar cedo, apanhar o comboio, e aproveitar para ler o jornal antes do trabalho. E que nao trocava aquela rotina por nada...
  8. Colocado por: dmanteigasEu tambem nao disse que era o santo graal. A pergunta que fica e, entao diga-me qual e o indicador melhor quando queremos comparar varios paises.


    É chato ter que repetir as coisas.

    Eu não discuto que seja o melhor. Se escolhe apenas um. Apenas é imcompleto, ou melhor, pode ser enganoso e ocultar factores importantes sobre a tal "qualidade de vida média". Pelo que, eu não apoiaria nenhum argumento com base no PIB per capita apenas.
  9. Colocado por: dmanteigasTenho um primo que diz que adora acordar cedo, apanhar o comboio, e aproveitar para ler o jornal antes do trabalho. E que nao trocava aquela rotina por nada...


    Sim, é isso.
    O seu primo gosta.
    Como há quem o faça por necessidade, ou para ganhar mais algum (mais PIB), e crie muitos empregos, desde o motorista do comboio, ao pica, ao senhor que vende bifanas na estação, ou no restaurante onde irá almoçar, etc... (mais PIB)... e ainda assim sinta que tem uma qualidade de vida mais fraca que o manteigas que gera menos PIB não saindo de casa, que prepara o almoço em casa, etc...
  10. Colocado por: AMG1O indcador em causa é a riqueza "contabilizada" nesse país, dividida pelo número de habitantes. Nada nos diz sobre a "qualidade de vida da população", que foi onde começou a conversa.
    Repare que eu usei prepositadamente o termo "riqueza contabilizada" em vez de "riqueza produzida", porque não são a mesma coisa.
    Agora é verdade que o PIB "per-capita", sobretudo quando ajustado ao poder de compra, "não deixa de ser um bom indicador", mas apenas sobre aquilo que indica e não sobre o que muitos querem ver.
    Para ser claro. Da mesma forma que não se pode distribuir riqueza que não se tem, também se pode ter essa riqueza, sem que os benefícios dela cheguem a todos.
    Claro que uma democracia europeia não é uma autocracia africana e certamente que os mecanismos institucionais existentes na UE acabam sempre por promovem alguma redistribuição dessa riqueza, mas ainda assim não há qualquer razão para se fazer uma leitura automática de que mais riqueza, seja inevitavemente igual a distribuição mais equitativa.
    Depois a riqueza produzida, por diferentes paises, também resulta de sistema produtivos muitos diferentes, que também exigem diferentes níveis de distribuição. Ter a riqueza assente na exploração de recursos naturais, não é o mesmo que a mesma riqueza assente em serviços. As condições de reprodução dessa riqueza tem exigencias muito diferenciadas quanto a "qualidade" da sua distribuição.


    Basicamente o que queres dizer é que ser-se mais rico não significa viver-se melhor.

    Mas o PIB per capita é um indicador de riqueza, não é um indicador de qualidade de vida.

    Não percebo o problema.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira
  11. Colocado por: ferreiraj125Mas o PIB per capita é um indicador de riqueza, não é um indicador de qualidade de vida.


    Exactamente!
    • AMG1
    • 30 julho 2025
    Colocado por: dmanteigas

    Essencialmente, por comodismo....


    Pois, são opções. São todas válidas desde que tomadas em consciencia e liberdade, coisa que nem sempre se pode fazer.


    A geracao que nos governa e a geracao dos 50/60 anos.
    Sao esses que estao a tomar decisoes hoje para o futuro, com a preocupacao centrada apenas no presente, como se ve quando atribuem bonus extraordinarios aos pensionistas, por exemplo.
    Se fosse so a minha geracao a decidir, a distribuicao do parlamento ja tinha sido muito diferente ha mais tempo atras. O problema e que a minha geracao esta de certa forma conformada com o futuro. 1/3 de nos emigrou. Os outros 2/3 por ca anda mas sem grande motivacao ou complexo de salvador da patria. Ate porque a politica alem de como esta nao ter qualquer atratividade, esta vedada a uma determinada elite ou conjunto de lambe botas que trabalham para eles fazer parte da elite.


    Pois, não vai ser com conformismos que vão mudar o que quer que seja, talvez se possam dar por felizes se ficarem com o que existe hoje, porque pode sempre ser pior.
    Eu não estou muito preocupado com a recomposição do parlamento, porque isso, no limite, seria uma consequência. O essencial era ter vontade e capacidade para canalizar essa vontade em mudança. Isso é que não existe.
    Talvez eu esteja a ser demasiado severo para com os jovens portugueses, porque na verdade as minhas filhas, que nunca ca viveram, também são muito mais "conservadoras" do que eu, ou a mãe delas, alguma vez fomos. Esse talvez seja mesmo o cerne da questão, sem envolvimento não há transformação, apenas reprodução.


    Se calhar o problema comeca por ai... o AMG1 diz que ha capital. Mas o capital que ha e para a mangedoura do estado ou para salvar a TAP.


    Óbviamente que não me referia a capitais públicos. Porventura nem sequer portugueses, mas eu percebo que todas as oportunidades lhe pareçam boas para reclamar dos impostos, afinal as costas deles serão sempre muito largas, mesmo se eles forem pequenos, o que nem é o caso.


    A mim nao me vai apanhar nessa, porque para mim a subsidiodependencia nao e um exclusivo dos ciganos. Metade do tecido empresarial portugues cai exatamente no mesmo grupo. Ainda agora com as tarifas do Trump a preocupacao numero 1, 2 e 3 de muitas associacoes empresariais foi clamar por subsidios. Imagine se utilizassem esse esforco para perceber como se podiam adaptar, seja por via da gestao interna ou procura de novos mercados.


    Ainda iam concluir que sem a ajuda do estado, dos fundos, dos salários baixos e outras capacidades de gestao igualmente fenomenais, talvez fosse melhor fechar a chafarica.
    Mas eu confesso o meu desconforto em dizer isto, porque sei que estou a ser muito injusto para alguns, embora talvez até possa estar a ser benevolo demais para outros.


    Mas nao deixa de ser um bom indicador surrogado. A qualidade de vida tem uma correlacao bastante forte com o PIB per capita em PPC.
    Onde acha que se vive melhor, nos 20 paises do mundo com maior PIB per capita em PPC ou nos ultimos 20?


    Desculpe lá, mas isto é conversa da treta. Vive-se melhor com a sobras de um dinamarquês do que com o salario dum paquistanês. Agora o que tem isto a ver com o que estava em discussão?
    O tema era a Romenia e Portugal e o mais provável é que mesmo depois da Romenia ultrapassar Portugal, nesse indicador, vai continuar a viver-se melhor em Portugal do que na Roménia. Portanto esse indicador, não é a melhor forma de avaliar a qualidade de vida num país. Isso não significa que não seja útil, até porque, como eu já escrevi, sem riqueza não ha distribuição... a não ser com dívida, mas isso já seriam outros 500 paus.
    Claro que isto não invalida a valia do indicador, não pode é ser utilizado desta forma isolada, senão diz apenas o que é: o valor da riqueza contabilizada num pais dividia pelo numero de habitantes, sem que isso nos diga grande coisa sobre a qualidade de vida da maioria da populacao desse país. Quanto muito diz-nos como podiam viver, mas não como vivem de facto.
    Deixe dar-lhe um exemplo. O PIB per capita dos USA em PPC é superior ao da Dinamarca, onde acha que a maioria da população vive melhor e o que é que faz essa diferença?
    Vá lá uma pequena provocação, serão os impostos mais elevados da Dinamarca, que fazem a diferença?
  12. Colocado por: AMG1O tema era a Romenia e Portugal e o mais provável é que mesmo depois da Romenia ultrapassar Portugal, nesse indicador, vai continuar a viver-se melhor em Portugal do que na Roménia. Portanto esse indicador, não é a melhor forma de avaliar a qualidade de vida num país.


    Apesar de ter lançado o tópico, eu estou bastante positivo relativamente ao futuro de Portugal.

    Não se esqueçam que quem está a entrar no mercado de trabalho é a Geração Y (os do fim) e os da Geração Z, que são os filhos dos Baby Boomers / Geração X (a geração mais rica da história e aquela com maior capital que maioritariamento começou do 0 pós 25 de Abril). Um exemplo disto é no meu local de trabalho, a malta mais nova como eu (tanto rapazes como raparigas) entre os 18 e os 30 anos têm muito mais probabilidade de ter casa do que a geração anterior (os que estão entre os 30 e os 45), na maioria porque os novos tiveram ajuda da familia.

    Portanto, nos próximos anos vamos ter muito capital nas mãos de malta jovem com vontade de crescer e com acesso a mão de obra barata (imigrantes) para fazer crescer empresas, as gerações anteriores não tiveram isto.
  13. Coloquei no tópico errado.

    E qual é a definição de qualidade de vida ?
    - Portugal têm das maiores percentagens de proprietários de habitação própria da Europa.
    - Idem para 2ª habitação.
    - Idem para maior nº de estabelecimentos de restauração.
    - Maior consumidor de vinho.
    - Quase na média europeia de carro por habitante.
    - Idem por Km de auto estradas
    - Idem para feriados.
    Além do sol mar futebol e concertos.
    • AMG1
    • 30 julho 2025
    Colocado por: ferreiraj125

    Basicamente o que queres dizer é que ser-se mais rico não significa viver-se melhor.

    Mas o PIB per capita é um indicador de riqueza, não é um indicador de qualidade de vida.

    Não percebo o problema.
    Concordam com este comentário:N Miguel Oliveira


    Mas o que é que não percebes?
    Se fores ver o comentário que despoletou esta discussão verás que na noticia em causa, se fala em "nivel de vida da população", o que em meu entender é abusivo, porque não é apenas com um indicador como o PIB per capita, que se pode concluir isso.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira
    • AMG1
    • 30 julho 2025
    Colocado por: ferreiraj125

    Basicamente o que queres dizer é que ser-se mais rico não significa viver-se melhor.

    Mas o PIB per capita é um indicador de riqueza, não é um indicador de qualidade de vida.

    Não percebo o problema.
    Concordam com este comentário:N Miguel Oliveira


    Colocado por: CarvaiColoquei no tópico errado.

    E qual é a definição de qualidade de vida ?
    - Portugal têm das maiores percentagens de proprietários de habitação própria da Europa.
    - Idem para 2ª habitação.
    - Idem para maior nº de estabelecimentos de restauração.
    - Maior consumidor de vinho.
    - Quase na média europeia de carro por habitante.
    - Idem por Km de auto estradas
    - Idem para feriados.
    Além do sol mar futebol e concertos.


    Como diria a minha avó... "vocês queixam-se de barriga cheia".
  14. Colocado por: N Miguel Oliveira

    Creio que a origem é a Índia (ou por ali) e não a Roménia.

    O problema não são as etnias, mas as regras que lhes permitem abusar delas. Daí a Roménia estar a passar a perna a Portugal em PIB per capita, com muitos mais ciganos que nós.

    Depois, convém lembrar que em 1999, ainda andavamos com problemas ali perto com a Sérvia, Kosovo, etc... normal que estivessem tão em baixo. Hoje fazem parte da UE quase que na sua plenitude... apesar dum guerra ali perto também. A Roménia já não é aquele país atrasado do pós muro de Berlim. Actualmente, podia perfeitamente viver ali, idioma fácil, e culturalmente têm algumas parecenças com Portugal, bom clima, praias, etc...


    Trabalhei com um Romeno.

    Supostamente passaram a ter muitos, com as guerras mundiais, porque o Presidente do pais lhes abriu as portas, para os acolher, que ninguem os queria... dai associarmos os ciganos à Romenia, ainda que a origem nao seja lá...

    Pelo menos foi isto que o Romeno me vendeu
 
0.0588 seg. NEW