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      ClioII
    • 29 julho 2025 editado

     # 41

    Colocado por: Cláudia11Isso não tem nada haver com o que estamos a falar.


    Tem.

    O inquilino arrendou uma casa com determinados equipamentos e determinada classificação energética.

    A presença desses equipamentos e a classificação energética valorizou a habitação aos olhos do arrendatário, o que permite ao senhorio pedir uma renda mais elevada.

    A troca de um equipamento de aproveitamento de energia solar por outro mais simples e barato meramente alimentado a eletricidade vai baixar a classificação energética da habitação. Ou seja: o arrendatário vai continuar a pagar uma renda ajustada a uma habitação de melhor classificação energética, pagando também os custos operacionais acrescidos de uma solução energeticamente menos eficiente.

    O senhorio ganha duas vezes porque continua a receber uma renda mais valorizada e em colocar um equipamento mais barato;
    O inquilino perde duas vezes porque continua a pagar uma renda mais valorizada e em arcar com custos operacionais acrescidos;

    É, portanto, desiquilibrado.

    O reverso também seria desiquilibrado, no outro sentido: imagine um inquilino seu estragar um equipamento eficiente, sofisticado e caro e deixar-lhe lá em casa uma sucata qualquer que arranjou para substituir.
    Concordam com este comentário: GuiFerreiraSantos
  1.  # 42

    Lá está, não tem nada haver uma coisa com a outra.

    Se o inquilino estragar alguma coisa claro que tem ou devia de repor uma coisa igual. Mas nunca é o caso porque é quase impossível grande parte das vezes provar que algo se estragou por uso indevido.

    Agora neste caso algo avariou, mas o senhorio não teve culpa. E sabemos lá as capacidades financeiras dele? Mas realmente se neste caso está descrito claramente no contrato que a casa possuía aquecimento por painéis solares acho bem que se reponha um aparelho igual ou equivalente.

    Agora se não dissesse nada sobre isso no contrato não sei até que ponto é que o senhorio é obrigado a pôr um aparelho igual.
    Concordam com este comentário: desofiapedro
  2.  # 43

    Colocado por: GuiFerreiraSantos O contrato de arrendamento especifica claramente a existência de painéis solares para o aquecimento de água. Esse ponto foi destacado e valorizado pelo próprio senhorio no momento do arrendamento, por ser uma solução supostamente mais económica e sustentável.


    Informe o senhorio que a substituição de sistema antigo de aquecimento de águas (Kit solar termossifão) por um novo é dedutivel em IRS tanto na Categoria F como na B (contabilidade organizada).
    Estas pessoas agradeceram este comentário: GuiFerreiraSantos
  3.  # 44

    Colocado por: Cláudia11Agora neste caso algo avariou, mas o senhorio não teve culpa.


    O senhorio não tem culpa (entenda-se: dolo) mas tem a responsabilidade de repor em estado igual ou equivalente.

    Tal como o inquilino pode ter estragado uma coisa sem culpa (entenda-se: dolo) mas tem a responsabilidade de repor em estado igual ou equivalente.


    Ora essa...
  4.  # 45

    A sorte desta inquilina vai ser ter escrito no contrato que o aquecimento de águas era feito por painéis solares.

    Se não não sei até que ponto podia obrigar a que fosse reposto o mesmo sistema
  5.  # 46

    Não aceitou o cilindro, tinha ficado com o problema resolvido. Comprou uma guerra com o senhorio, o mais provavel é que nos termos da lei receba uma carta de não renovação do contrato de arrendamento. Cabe-lhe a si arcar com os prós e os contras de ter de alugar outra habitação.
  6.  # 47

    O homem secalhar nao quer fazer o investimento (não pode, não quer...).

    Pode sempre propor pagar o equipamento e descontar nas rendas? já tentou essa hipotese?

    Eu gás em casa não queria, andei a tirar, não ia agora deixar colocar.

    Realmente o contrato mencionar que a agua é aquecida forma X... é um contrato muito à frente 😅
  7.  # 48

    Colocado por: canario12Não aceitou o cilindro, tinha ficado com o problema resolvido. Comprou uma guerra com o senhorio, o mais provavel é que nos termos da lei receba uma carta de não renovação do contrato de arrendamento. Cabe-lhe a si arcar com os prós e os contras de ter de alugar outra habitação.


    Pimenta no c* dos outros é refresco. A pessoa tinha água quente pelo sol e agora vai gastar €€€€ mensalmente, o senhorio é um coitado, e a culpa é do inquilino.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: GuiFerreiraSantos
  8.  # 49

    Colocado por: luisrds

    Pimenta no c* dos outros é refresco. A pessoa tinha água quente pelo sol e agora vai gastar €€€€ mensalmente, o senhorio é um coitado, e a culpa é do inquilino.
    Estas pessoas agradeceram este comentário:GuiFerreiraSantos



    Aqui a "pata" foi mesmo metida pelo senhorio, não me parece muito inteligente ter isso num contrato, até porque o investimento é do senhorio mas a rentabilidade é do inclino. Logo não me parece muito inteligente.
    Quando ao senhorio, eu se o fosse também, investiria no que me "iria(teóricamente)" dar menos despesa a longo prazo. Basta ver que o gás é preciso fazer as inspecções de X em X anos e é sempre mais uma despesa.
  9.  # 50

    Colocado por: Pereira_89Aqui a "pata" foi mesmo metida pelo senhorio, não me parece muito inteligente ter isso num contrato, até porque o investimento é do senhorio mas a rentabilidade é do inclino. Logo não me parece muito inteligente.


    Não só.

    Colocado por: ClioIIA presença desses equipamentos e a classificação energética valorizou a habitação aos olhos do arrendatário, o que permite ao senhorio pedir uma renda mais elevada.
    Concordam com este comentário: Pereira_89, desofiapedro
  10.  # 51

    Quando arrendei esta casa, o senhorio fez questão de mostrar com orgulho o sistema de aquecimento solar, destacando que tinha feito um grande investimento e que isso representaria uma poupança mensal para mim como inquilina.( obviamente que o fez para o seu benefício enquanto habitava a casa )Foi uma característica valorizada e que contou na decisão de arrendar.

    O equipamento avariou, e segundo os próprios técnicos, a causa foi falta de manutenção. Ou seja, o problema surgiu por negligência dele.

    A proposta do termoacumulador nunca foi apresentada como única solução, mas sim como sugestão. Nós propusemos uma alternativa mais equilibrada: o esquentador a gás. Ele aceitou. E, desde então, nada avançou. A instalação nunca foi feita e a casa continua sem água quente estável há meses.

    Não faço a instalação por conta própria e não desconto na renda porque o senhorio não autoriza. Alega que tem conhecimentos de alguns “habilidosos” que fazem mais barato, e por isso não aceita que se avance com uma empresa certificada. Ou seja, recusa resolver e ao mesmo tempo impede-nos de resolver por nossa conta.

    Dizer que o inquilino “recusou a solução” não é justo, especialmente quando essa solução representa um encargo financeiro adicional para quem já paga a renda pontualmente e tem suportado contas de água elevadas por consequência de um equipamento danificado.

    Além disso, não me incomoda a hipótese de rescisão. O meu objetivo não é viver em conflito, mas em dignidade. Se o contrato for cessado, ao menos a minha casa própria estará concluída. Até lá, farei valer os meus direitos, de forma legal, transparente e com total registo da situação.

    A responsabilidade da manutenção é do senhorio. A renda não é só lucro, também implica compromisso.
    Concordam com este comentário: AlexMontenegro
  11.  # 52

    Colocado por: GuiFerreiraSantosO equipamento avariou, e segundo os próprios técnicos, a causa foi falta de manutenção. Ou seja, o problema surgiu por negligência dele.


    Por aqui se vê. Esse senhorio só quer receber. Eu tenho um equipamento desses e todos os anos tem manutenção um ano 80€ outro cento e picos, que leva o anodo. Mas, sei que não vai durar para sempre.
    Concordam com este comentário: GuiFerreiraSantos
  12.  # 53

    Também concordo que se o contrato especifica AQS por energia solar era isso que o senhorio devia repor. Da mesma forma que se o inquilino tivesse danificado esse equipamento, o senhorio não ia aceitar que o inquilino o substitui-se por um esquentador.

    Posso relatar um caso semelhante que passou por mim. A minha mãe tem um pequeno apartamento que está arrendado desde Março. O inquilino até à data nunca falhou com nada. Pagamento a tempo e horas e boa comunicação. No inicio deste mês, num Domingo, ligou-lhe a dizer que o esquentador (gás) não estava a funcionar. Por azar ela estava de férias longe então ligou-me para ver se eu podia ir lá ver o que passava e assim foi.

    Fui lá e o problema era na alimentação elétrica na zona comum do prédio. As tensões estavam todas alteradas e para além do esquentador tinha queimado umas luzes e alguns equipamentos pessoais do inquilino.

    Pedi-lhe um pouco de paciência, que ia tentar resolver o mais rapidamente possível mas como era Domingo, ia ser muito difícil conseguir fazê-lo naquele dia.
    Foi chamado um piquete para resolver a parte elétrica do prédio e ficou resolvido nesse dia à noite. No dia seguinte consegui agendar um técnico para ir ver o esquentador na 3a à primeira hora (domingo ninguém atendeu) e pronto.

    2a fui la substituir as luzes que tinham queimado e 3a feira de manhã estava tudo reparado e feita uma transferência para o inquilino no valor dos equipamentos dele que tinham ficado danificados.

    Acho que não tem nada a dizer sobre a forma como foi tratado da mesma forma que nós não temos dele.
    Concordam com este comentário: GuiFerreiraSantos
  13.  # 54

    elfo106
    não tinha seguro?
  14.  # 55

    Colocado por: marco1elfo106
    não tinha seguro?


    Entretanto foi acionado mas o processo ainda está a decorrer.
    De qualquer forma, da nossa parte pagamos o que tivemos a pagar para repor tudo o mais rapidamente possível.
    Agora é um problema entre nós/condomínio e a companhia de seguros. O inquilino não tem que estar sem água quente à espera que os outros se entendam com os seguros.
    Concordam com este comentário: marco1, GuiFerreiraSantos, HideCode
 
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