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  1.  # 61

    Para quem faça vida disso acredito que sim, mas lá está tem que ser com um parceiro certo e infelizmente nos dias de hoje é uma verdadeira roleta russa.
    Concordam com este comentário: NLuz
  2.  # 62

    Esta deve ser aí a 100ª discussão sobre o preço da construção... e sofre dos mesmíssimos males:
    1- o sector da construção e o sector imobiliário não são a mesma coisa.
    2- "preço da construção" tem duas variáveis e não apenas uma. Tem o preço e tem a construção. Aqui só sabemos falar do que tem mudado quanto ao preço, mas nunca se põe em causa mudar a maneira de construir, quem pode construir, e onde.
    Começando de trás para a frente. O preço da construção subiu. E então? Eu diria: "fonix, ainda bem que subiu! Finalmente há margem monetária para pagar melhor a quem anda nas obras, quem queima a pele com o cimento, quem arrisca a vida num andaime... há margem para pagar melhor, há margem para que possam forçar o aumento dos seus rendimentos, há margem para trocar de betoneira, para mandar o camião Mercedes com 50 anos para a sucata, há margem para comprar ferramenta adequada, proteção e segurança, há margem para descarregar e limpar a WC toy toy mais vezes, há margem para que tenham um frigorifico e microondas no estaleiro, que possam ir comer a diária por 15€, que não seja só bife com batata frita... fogo, todos queremos ganhar mais, ai e tal, na França ganham 4x mais, somos uma vergonha, blá blá blá wiskas saquetas... Ainda bem que podem ganhar mais. ("Ah, mas o lucro vai todo para o chefe.") E então? Pode ser que assim, aparecem mais chefes, mais construção, mais construtoras, a concorrência depois fará o seu trabalho. É como os médicos, há poucos, e são precisos. Ora, não é isso que acontece com os empreiteiros? Ganham mais agora? Oh pá... ainda bem que ganham melhor!"

    Posto isto. De que adianta discutir ad aeternum o preço, algo que não controlámos... e não questioná-mos o modo como construímos, os materiais, o tamanho, o método, o sistema construtivo, a duração da obra? Porque insistimos em discutir quanto custaria X casa? Em vez de discutirmos que casa faziamos com Y€? Só se discute o que não está ao nosso alcance nem nas nossas mãos. O que sim está ao nosso dispôr, é dado como adquirido, não se põe em causa. Preciso de uma divisão para arrumar dois carros, outra para guardar a máquina de lavar, quero ilha com mesa, mais mesa de jantar para 10, que no Natal somos muitos...

    É preciso construir mais sim. Mas muito mais que um número, interessa é saber onde e como construir.

    O grande mal da rábula da ruína e da paragem de autocarro. É que a ruína pode deixar de o ser. Pode dar lugar a uma relíquia numa boa zona. Já o palacete no fim do mundo, hoje é palacete e amanhã é ruína também... mas continua no fim do mundo sem paragem de autocarro. A solução não é esticar a rota do autocarro. Deixar construir no fim do mundo é que é o crime. Não é vender uma ruína, ainda que sobrevalorizada. O dinheiro toca e bate, daqui a 10 anos ninguém se lembra quanto custou. Já a infraestrutura para o fim do mundo está sempre a dar despesa.
  3.  # 63

    Colocado por: Vítor MagalhãesSobre como funciona o mercado? Está tudo online e não é exclusivo de imobiliárias.

    Ás vezes até está à frente dos olhos.
    Eu construí uma moradia para vender, e a meio da obra aparece lá uma senhora com a filha e um agente de uma imobiliária, e disse-me "olhe nós moramos naquela casa lá ao fundo, logo a seguir à rotunda, e passamos aqui todos os dias" e foram lá com uma imobiliária!!!
  4.  # 64

    Colocado por: powerPTpois dos 622.000 trabalhadores existentes em 2002, ficaram apenas 275.000 em 2015.


    Cherry Picking nos dados, já estamos perto dos 500 mil em 2025.
  5.  # 65

    Colocado por: rod_2000já estamos perto dos 500 mil em 2025.

    Mas são necessários 5 ou 6 para realizar o mesmo trabalho...
  6.  # 66

    Que interessa o número, antigamente eram mais de 600 mil, boa parte com malta experiente que sabia trabalhar.

    Atualmente o números estão a subir, mas com serventes que não sabem fazer nada.

    Esses que andam a entrar atualmente, antigamente nem para carregar baldes de massa serviam.

    Os que ainda sabem e não emigraram, estão a caminho da reforma.
  7.  # 67

    Colocado por: rod_2000Cherry Picking nos dados, já estamos perto dos 500 mil em 2025.

    Fonte?
  8.  # 68

  9.  # 69

    O número pouco interessa é como no futebol, 11 contra 11, mas depois uma equipa tem bons jogadores, os outros pés de chumbo.
  10.  # 70

    O mercado de trabalho está com tanta qualidade que já apanhei anúncios a pedir encarregados de 2a.. os de 1a já nem existem
  11.  # 71

    Sei que uma obra não é reflexo do panorama geral mas pelo que tive na minha obra, fase de estrutura e alvenarias foi: 1 pessoa que percebia muito (com muitos anos de pedreiro e encarregado de obra) para 4 serventes, sendo 2 deles serventes de segunda ou terceira que só serviam para varrer entulho ou chegar blocos ou tijolos. Os outros 2 serventes já conseguiam cortar bloco ou tijolo com a máquina, ou até tábuas para cofragens.

    Por isso concordo com o que dizem sobre o tipo de mão de obra hoje em dia.
  12.  # 72

    Colocado por: VarejoteQue interessa o número, antigamente eram mais de 600 mil, boa parte com malta experiente que sabia trabalhar.


    Isso e conversa da treta. No passado tambem existia muito que nem para servente servia. Isso nao mudou assim tanto como querem fazer parecer. Grande parte da malta 'experiente' de 2005 hoje nao tinha a minha qualificacao para estar numa obra.

    Aqui o mais importante e perceber para onde vai este aumento de capacidade produtiva. E um dos motivos e que apesar de nao parecer, tem regressado em forca as grandes obras publicas e o mercado tambem aposta muito na remodelacao (que era muito menos prevalente) e construcao destinada a outros fins que nao habitacional (por exemplo, hoteis que estao em niveis 'recorde' todos os anos)
  13.  # 73

    Colocado por: dmanteigasAumentar a construcao nova e a unica forma viavel de resolver o problema no medio-longo prazo pois atuando na construcao nova, tem-se um impacto nos imoveis em 2a mao.
    mais de metade das casas pelas quais eu passo todos os dias estão vazias.
  14.  # 74

    Colocado por: PickaxeElas não estão é no local onde as procuram.
    também
  15.  # 75

    Colocado por: N Miguel OliveiraGanham mais agora? Oh pá... ainda bem que ganham melhor!"
    penso que tocaste no problema verdadeiro da habitação em portugal.

    85% da população tem um salário de mer#$& e uma carga fiscal excessiva face a isso.

    resume-se a isto e pronto. os preços da habitação não têm de baixar. os salário é que devem subir. não cabe na cabeça de ninguém ter um país que ganha o salário mínimo (ou menos) e agir como se fosse um salário digno. é o mínimo. é raspar o fundo da panela com uma côdea ressequida. mal dá para sobreviver e a prova disso é que a maioria das pessoas não conseguem comprar casa sem se endividar até ao tutano

    o problema não está na burocracia da construção (que hoje em dia está mais celere), os valores das casas não têm de baixar. o valor da construção não tem de baixar. isso é querer que as empresas de construção minguem em vez de crescerem. é andar para trás. dizer que o problema está na construção e não nos salários da população é ignorar o maior problema do país. a raiz de todos os males em portugal são os salários.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira, gil.alves
  16.  # 76

    Colocado por: antonylemosa raiz de todos os males em portugal são os salários.

    Concordo.
  17.  # 77

    Colocado por: antonylemosraiz de todos os males em portugal são os salários.

    Quem recebe acha pouco.
    Quem paga acha muito.
  18.  # 78

    Colocado por: antonylemoscarga fiscal excessiva face a isso.


    Para pagar a máquina do Estado e a sua gestão danosa sem qualquer repercussão.
  19.  # 79

    Colocado por: Palhava
    Quem recebe acha pouco.
    Quem paga acha muito.
    isso é natural ser assim.. eu quando vou às compras também gostaria ter de pagar menos de metade pelas coisas.

    ainda recentemente na empresa onde a minha companheira trabalha houve um incentivo de fazer qq coisa para melhorarem os salários pois todo mundo se queixava que os salários erammuito baixos. e a solução que encontraram foi o fazer greve.. resultado. em quase 200 trabalhadores 7 fizeram greve no primeiro dia 3 no segundo e passado uma semana a coisa caiu por terra.. os outros não fizeram ou porque tiveram medo a represália, ou porque tiveram medo de serem despedidos.. mas o que mais se ouviu foi não faço pois não vai dar em nada e vou perder essas horas ... é um mal português.. talvez.

    eu quando era miúdo nas antípodas de portugal lembro me de enormes greves de trabalhadores e sindicatos ... barricadas e cargas policiais e tal.. o resultado é que hoje em dia um trabalhador na construção civil ou mesmo um mineiro ganha tanto com um médico. entre os $45 e $50 por hora base. ou para cima de $150 000 por ano. trabalhos duros especializados então andam muito acima disso

    mas para isso tiveram de fazer qq coisa. perderam-se empregos, perderam-se horas, levou-se porrada da polícia ... não houve a mentalidade do medo de se perder 20€ ao fim do mês
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira, AMG1, paulo.g
  20.  # 80

    Colocado por: dmanteigasIsso e conversa da treta. No passado tambem existia muito que nem para servente servia. Isso nao mudou assim tanto como querem fazer parecer. Grande parte da malta 'experiente' de 2005 hoje nao tinha a minha qualificacao para estar numa obra.


    Não disse que não existia malta que só servia para carregar baldes ou limpar entulho.

    Hoje há mais malta qualificada ou diplomada?

    Quando os bons carpinteiros, pedreiros, ladrilhadores, etc., se reformarem, malta com bastante experiência, andam a ser substituídos, por malta diplomada, mas que pouco sabem fazer.

    Conheço vários diretores de obra em empresas grandes, que eles próprios me dizem, quando os poucos bons que ainda lá têm, se reformarem, não têm nem aparece nada de jeito.

    Só serventes e alguns que se dizem oficiais, mas na prática pouco ou nada sabem fazer.
 
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