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  1.  # 1

    Boa tarde,

    Permita-me, antes de mais, uma certa ignorância minha sobre o tema.
    Atualmente tenho casa em construção e estão a surgir algumas eflorescências/fungos em algumas zonas.

    Na verdade, a obra ainda não está sequer fechada.

    Mas surge-me a dúvida se é algo que me devo preocupar, nesta fase, ou não.

    Neste imagem seguinte, trata-se de uma parede interior (ainda não revestida), rente ao chão.
    Levará, ainda, impermeabilizações no exterior mas, desde logo, deu para identificar um ponto crítico.
    Curiosamente, noutras zonas da casa não acontece.



    Já nesta imagem, é um reboco exterior para depois assentar o capoto.
    Também acontece na casa toda. Apenas em uma ou outra zona, dando a sensação que pode ser salinidade.


    Algo de preocupante?

    Obrigado, desde já.
  2.  # 2

    Obviamente que sim... Isso são sais.. que água foi usada ? Do mar?
  3.  # 3

    A última foto é o reboco para assentar capoto?
    • fabsil
    • 6 janeiro 2026 editado

     # 4

    Colocado por: RicardoPortoObviamente que sim... Isso são sais.. que água foi usada ? Do mar?

    Não foi água do mar, mas água do poço. E estamos longe do mar.

    Não está em todo o lado. Só pequenas zonas, por enquanto.

    O da última foto é a que tem maior concentração.

    Algo que possa ser feito, nesta fase? Obrigado
  4.  # 5

    Colocado por: zedasilvaA última foto é o reboco para assentar capoto?


    Sim
  5.  # 6

    Colocado por: fabsil

    Sim

    Essa parede não está suficientemente desempenhada para a aplicação das placas.
    Com este nível de cuidado em algo tão simples é natural que ao nível das impermeabilizações não tenha havido qualquer preocupação
    Estas pessoas agradeceram este comentário: fabsil
  6.  # 7

    Colocado por: zedasilva
    Essa parede não está suficientemente desempenhada para a aplicação das placas.
    Com este nível de cuidado em algo tão simples é natural que ao nível das impermeabilizações não tenha havido qualquer preocupação


    Ainda não foram feitas qualquer tipo de impermeabilizações.

    Está parede da segunda foto é o suporte de um pala que ainda não está concluída. Por baixo, é garagem.

    Apenas levou este reboco exterior para, mais tarde, receber o capoto.

    Mas dado que o trolha anda desaparecido da obra, muita chuva isto já apanhou.

    A minha questão é se algo de preventivo deve ser feito, antes de avançar com capoto. Para prevenir outras patologias futuras.

    Obrigado
  7.  # 8

    Arrancar tudo e fazer devidamente.
    Reboco bem feito com cimento e areia e água da companhia e aditivo hidrofugo que custa 5 tostões

    E tirar tentos antes de mais
    Concordam com este comentário: zedasilva
  8.  # 9

    Colocado por: RicardoPortoArrancar tudo e fazer devidamente.
    Reboco bem feito com cimento e areia e água da companhia e aditivo hidrofugo que custa 5 tostões

    E tirar tentos antes de mais


    Os tentos foram tirados.

    Há ali um pormenor no fundo da foto, rente ao chão, que parece estar curvo, mas é mesmo um pormenor.

    No geral, as paredes ficaram direitas e sem empenos. E eu estou a certificar-se disso.

    Agora... Arrancar tudo e voltar a colocar... Francamente, e em tom de desabafo, mais depressa chamo uma demolidora de tão cansado que já estou disto.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Nalotil
  9.  # 10

    O "branco" deve ser do calcário da água do poço usada nas massas.
  10.  # 11

    Colocado por: RicardoPortotirar tentos

    Não conhecia esta expressão...
  11.  # 12

    Não conhecia esta expressão...

    Por acaso, na minha zona, também se usa muito essa expressão. :)

    O "branco" deve ser do calcário da água do poço usada nas massas.


    Quanto mais escavaco este tema, mais estou certo de que o problema é, efetivamente, esse.

    Aliás, vivo atualmente do outro lado da estrada, e a casa onde sempre morei foi feita com água de poço.
    Onde há humidade... há eflorescências. (Nascemos a aprender... e morremos sem saber).

    As placas e a parte enterrada da minha construção, foram executadas com betão pronto.

    Algumas sapatas, colunas e assentamento de tijolo, foi massa manual para poupar (como já o assumi noutros tópicos, peguei nesta obra já depois de muitas coisas estarem feitas).

    E é certo que no reboco interior, quando for feito, será trabalhado com água da rede.

    A minha questão é: alguma forma de minimizar esta patologia, sem colocar sequer a hipótese de arrancar tudo? Especialmente enquanto a obra está neste estado, onde os acabamentos ainda não começaram?
  12.  # 13

    Colocado por: fabsilA minha questão é: alguma forma de minimizar esta patologia, sem colocar sequer a hipótese de arrancar tudo? Especialmente enquanto a obra está neste estado, onde os acabamentos ainda não começaram?


    Quantos m2 de reboco são? Não tente minimizar este problema por "alguns tostões", ainda por cima se não iniciou a fase de acabamentos. Remova o reboco, limpe e seque a parede e e faça um reboco adequado.
    • fabsil
    • 7 janeiro 2026 editado

     # 14

    Colocado por: OliveiroS/N

    Quantos m2 de reboco são? Não tente minimizar este problema por "alguns tostões", ainda por cima se não iniciou a fase de acabamentos. Remova o reboco, limpe e seque a parede e e faça um reboco adequado.


    Não são alguns tostões. É a casa já toda rebocada por fora, para receber capoto!

    Ainda que estas manchas, por enquanto, só estejam em alguns pontos muito específicos.

    Nesse ponto de vista, teria também que mandar a casa abaixo, pelas razões que enumerei atrás (todo o assentamento da alvenaria e colunas, foram feitas com a mesma água).
  13.  # 15

    Colocado por: fabsilNesse ponto de vista, teria também que mandar a casa abaixo, pelas razões que enumerei atrás (todo o assentamento da alvenaria e colunas, foram feitas com a mesma água).


    Certo, mesmo não podendo alterar a argamassa de assentamento e colunas, o mínimo a fazer é remover o reboco existente e rebocar com um reboco de saneamento. Nesta fase da obra, é uma solução mais prática, eficaz e economicamente sustentável que aplicar pordutos anti-salitre que irão apenas mitigar temporariamente a patologia.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: fabsil
  14.  # 16

    Colocado por: OliveiroS/N

    Certo, mesmo não podendo alterar a argamassa de assentamento e colunas, o mínimo a fazer é remover o reboco existente e rebocar com um reboco de saneamento. Nesta fase da obra, é uma solução mais prática, eficaz e economicamente sustentável que aplicar pordutos anti-salitre que irão apenas mitigar temporariamente a patologia.


    OliveiroS/N,

    Agradeço pela ajuda.

    Mesmo remover este reboco exterior, será um fardo muito, muito caro.
    Alem dos vários milhares já investidos (neste momento paga-se caro por mão de obra +/-)... não vou ter quem me faça esse trabalho, nem tenho outros milhares para poder, sequer, colocar essa opção em cima da mesa.

    Sei que a longo prazo seria a melhor opção, mas neste momento estou no "curto prazo".
    Ainda com muito para gastar.
    E não me sairam os 500 mil euros da TVI.

    Deposito a esperança nas impermeabilizações para tentar adormecer o bicho (se é que isso é possível).

    Até lá, não sei.
    Aplicar alguma solução para remover estas manchas? Defenestrar-me pela janela mais alta da casa? Bolas.


    Obrigado, uma vez mais
  15.  # 17

    Caro fabsil,

    acredite que compreendo perfeitamente a sua situação! Não quero de todo criticar o seu ponto de vista.

    Se possível, tente pelo menos sanear as partes do reboco já com este problema e as partes rente ao chão, mais suscetíveis de humidades. Apenas limpar os sais com produtos caros irá apenas solucionar a muito curto prazo e a colocação de capoto irá apenas disfarçar o problema.

    Pelo seu relato acredito que a patologia não seja só resultado da utilização de água não controlada/potável, como também uma impermeabilização (da base ou mesmo da barreira horizontal) deficiente e a exposição da estrutura ao meio ambiente.

    Se me permite a questão, de que zona é?
    Estas pessoas agradeceram este comentário: fabsil
    • SrR
    • 7 janeiro 2026

     # 18

    Colocado por: Pedro Barradas
    Não conhecia esta expressão...
    muito comum ca em cima
    • fabsil
    • 7 janeiro 2026 editado

     # 19

    Pelo seu relato acredito que a patologia não seja só resultado da utilização de água não controlada/potável, como também uma impermeabilização (da base ou mesmo da barreira horizontal) deficiente e a exposição da estrutura ao meio ambiente.


    Exatamente. Confirmo. A base não contemplou qualquer tipo de proteção/impermeabilização. Ainda que esta não seja, seguramente, a razão das eflorescências da primeira foto, pois está num segundo piso.

    Na zona da habitação, sapatas e vigas fundação levou o típico tapa desgraças flintcoute + tela pitonada + tubos de dreno (onde foi possível) + caixa de brita.

    Este reboco para o capoto, parou a zona de começo das vigas de fundação/sapatas, ou seja, não foi até abaixo. Ainda pode existir oportunidade para levantar brita e fazer algo mais para baixo.

    O único contacto com a terra (e já não é pouco) é mesmo a base das sapatas e das vigas de fundação (metade ainda foi com betão pronto... o resto foi manual).

    Em principio, não é um terreno muito sujeito acumulação de água.

    A construção está exposta ao tempo e ainda não foi feita qualquer tipo de impermeabilização.

    O que estará, naturalmente, a acelerar estas eflorescências.

    Se me permite a questão, de que zona é?

    Zona de Oliveira de Azeméis
  16.  # 20

    Colocado por: SrRmuito comum ca em cima


    e o que significa?
 
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