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  1.  # 101

    Colocado por: palmstrokeQuem tem casa paga há varios anos provavelmente não tem seguro, mas, em todo o caso, seria interessante, com o passar do tempo, partilhar aqui no fórum a experiencia de quem tem seguro. Talvez possa ajudar quem está a passar pela experiencia de declarar sinistros e tudo isso.

    Sinceramente na minha família e amigos próximos não houve estragos graves (Alcobaça), excepto a falta de electricidade para quem vive em aldeias.

    Hoje ao telefone com a minha tía impressiou-me ter-me contado já terem morrido de queda 3 pessoas no distrito por querer reparar telhados após a tempestade.


    Pois, na minha rua temos subido ao telhados todos os dias para ver se os "remendos" que temos feito com lonas e plásticos estão a aguentar-se. É que a chuva e o vento não param.

    Quanto à questão dos seguros, posso ajudar alguma coisa.

    Participação feita nas 48hrs após a tempestade (tive de fazer 250km para o fazer, mas acho que valeu a pena. Lembro-me de ter lido algures que acidentes tinham de ser reportados em 3 dias após a ocorrência. Não sei se vão manter isso neste caso porque as pessoas muitas vezes não têm meios para abrir um sinistro (não há comunicações em mtas zonas).
    Peritagem feita ontem.
    Aconselho a guardarem todas as fotos e vídeos que têm porque vão pedir.

    No meu caso a perita explicou que devido ao número absurdo de participações que têm recebido, as seguradoras deram "carta verde" aos peritos para entrarem em acordo amigável on the spot com os segurados.
    Eles não conseguem dar vazão a todos os pedidos de reparações, então basicamente estão a oferecer um valor monetário, calculado tendo em vista os estragos caso-a-caso, e o segurado agarra o dinheiro e vai arranjar com meios próprios (leia-se, vai comprar os materiais e arranjar mão de obra).
    Tem é de assinar uma acta alegando que, aceitando aquele dinheiro, não pode vir a reclamar por mais compensações daquele sinistro.
    Sinceramente achei uma boa solução. Pode não ser perfeita e vir a causar alguns dissabores em alguns casos, mas tendo em vista as circunstâncias, não consigo visualizar outra medida melhor.
    Para pessoal que não tem danos muito graves acho que é uma forma mais rápida de ter as coisas compostas.
    As empresas da zona (as que ainda estão abertas) estão completamente entupidas de trabalho.
    Concordam com este comentário: desofiapedro
    Estas pessoas agradeceram este comentário: eu
  2.  # 102

    Por isso é que os seguros devem ser feitos com base em faturas de equipamento+mão de obra (serve também para "discutir" com o perito)...é fazer o ajuste à inflacção anual e pelo menos há uma noção do valor real actual
  3.  # 103

    Colocado por: TyrandeEles não conseguem dar vazão a todos os pedidos de reparações, então basicamente estão a oferecer um valor monetário, calculado tendo em vista os estragos caso-a-caso, e o segurado agarra o dinheiro e vai arranjar com meios próprios (leia-se, vai comprar os materiais e arranjar mão de obra).


    O valor oferecido dá realmente para pagar a reparação ou é uma esmola que, sendo melhor do que nada, não vai resolver o problema às pessoas?
  4.  # 104

    Pois, isso é o que falta ver... Imagino que muitas pessoas não tenham a mínima noção dos custos de reparação e um cheque de uns milhares de € pareça excelente...
    •  
      Tyrande
    • 3 fevereiro 2026 editado

     # 105

    Colocado por: elfo106

    O valor oferecido dá realmente para pagar a reparação ou é uma esmola que, sendo melhor do que nada, não vai resolver o problema às pessoas?


    No meu caso acho que sim.
    Existe sempre a possibilidade de aparecerem mais danos do que aqueles que são imediatamente visíveis, é verdade, mas foi um risco que decidi tomar.
    A perita não me pressionou, deixou-me à vontade para decidir. Foi é clara a explicar que, caso não aceitasse o acordo, eles (seguradora) não tinham meios para fazer os reparos tão cedo. Não se esqueçam que eles para fazer o reparo tinham de ter orçamentos de empresas e disponibilidade das mesmas. E isso neste momento é mto difícil. E quando se tem o telhado aberto, tapado por lonas, com água a cair, o tempo conta muito para minimizar os danos.

    Ah, esqueci-me de mencionar: pelo que percebi, o valor do capital seguro na apólice também tem um peso preponderante. Eu tenho o mjeu a 100% do valor da avaliação. Ela esteve-me a contar de um senhor que tinha um casarão com uns 350m2, mas só tinha valor segurado em 80k.
    O acordo que ele teve foi bem menos simpático...

    No meu caso fizemos uma lista dos danos e fomos calculando ponto a ponto valor aproximado de material e mão de obra associados para reparar. Deu uma margem de manobra para desvios de preços e pronto. Pareceu-me ter sido feito em boa fé, honestamente.
    Concordam com este comentário: ALCLCF
  5.  # 106

    Infelizmente este tipo de situações são incontroláveis e quando chegam é sempre uma desgraça.
    Eu acho que isto do seguro habitação deveria ser obrigatório como dos carros.
    Sei que toda a gente quer poupar e ha pessoas com muita dificuldade infelizmente mas um seguro mínimo deveria existir sempre para acautelar estas situações.
    Concordam com este comentário: eu
  6.  # 107

    Colocado por: TelhadoInfelizmente este tipo de situações são incontroláveis e quando chegam é sempre uma desgraça.
    Eu acho que isto do seguro habitação deveria ser obrigatório como dos carros.
    Sei que toda a gente quer poupar e ha pessoas com muita dificuldade infelizmente mas um seguro mínimo deveria existir sempre para acautelar estas situações.


    Mesmo pessoal com seguro nas habitações podem não estar cobertos.
    Têm de ter proteção contra tempestades na apólice.

    Graças a Deus eu tenho...mas há quem não o tenha.
  7.  # 108

    Colocado por: TelhadoEu acho que isto do seguro habitação deveria ser obrigatório como dos carros.

    E é obrigatório o seguro de incêndio que cobre danos a terceiros e áreas comuns. As Administrações de Condomínio têm obrigação de exigir os comprovativos mas muitas pessoas estão se maribando para isso. Depois quando acontece uma desgraça pagamos todos. É muito comum as pessoas construírem casarões com garagens de 2 e 3 carros mas pagar um seguro anual nem pensar. Já vimos este filme nos incêndios.
  8.  # 109

    Colocado por: Tyrande



    Ah, esqueci-me de mencionar: pelo que percebi, o valor do capital seguro na apólice também tem um peso preponderante. Eu tenho o mjeu a 100% do valor da avaliação. Ela esteve-me a contar de um senhor que tinha um casarão com uns 350m2, mas só tinha valor segurado em 80k.



    O problema muitas vezes é as pessoas confiarem nos mediadores e não "tirarem" um curso para tal, por exemplo, o meu pai tem uma casa com 200mt2 com 4 pisos, no primeiro seguro que fez pelo mediador, fez a conta aos 200mt2 e ajustou aquilo por ali. Valor relativamente baixo, no ano seguinte como a esmola era grande, pedimos a uma pessoa conhecida da área para verificar, resultado estava totalmente desajustado com a realidade.

    As pessoas querem pagar pouco, os mediadores querem fazer as pessoas felizes, porque se forem realistas sabem que há uma enorme probabilidade de afastar os clientes.





    Colocado por: Tyrande


    Têm de ter proteção contra tempestades na apólice.




    Não consigo perceber porque raio fazem seguros se depois excluem uma boa parte das categorias.

    No meu caso foi contra terramotos, o mediador de seguros dizia que não valia a pena, que a probabilidade era baixa blá blá blá, eu só respondi "se é baixa o preço dessa clausula deve ser tb ele baixo, logo não tem como eu excluir"
  9.  # 110

    Colocado por: Pereira_89"se é baixa o preço dessa clausula deve ser tb ele baixo, logo não tem como eu excluir"


    E se for a ver bem o seu seguro quase que duplicou, ou não?
  10.  # 111

    Colocado por: ClioII

    E se for a ver bem o seu seguro quase que duplicou, ou não?



    Não por acaso tenho ideia que foram praí 30€/40€ de diferença, cerca de 10%/15%, tenho ideia, mas daqui a 2 meses volto a pegar nesse assunto que chega a renovação e lá verei melhor.
  11.  # 112

    Colocado por: TelhadoEu acho que isto do seguro habitação deveria ser obrigatório como dos carros.


    É complicado tal obrigatoriedade, a não ser em casos em que possa haver responsabilidade civil.

    É dicil justificar tal obrigação numa moradia isolada em que mesmo na pior catástrofe não haja risco para terceiro.
    Da mesma forma que um veiculo que apenas circule em propriedade privada e fechada não precisa de ter seguro.

    No limite o proprietario pode fazer uma analise e entender melhor auto segurar-se, usando o valor que pagaria de seguro para per um fundo para uma emergencia. Mas isso já bate do problema da pouca literacia financeira da generalidade da população.
  12.  # 113

    Colocado por: Tyrande

    Mesmo pessoal com seguro nas habitações podem não estar cobertos.
    Têm de ter proteção contra tempestades na apólice.

    Graças a Deus eu tenho...mas há quem não o tenha.


    Sim eu sei mas se fosse uma lei a ditar as coberturas já não acontecia enganos nem que fosse valores mínimos.
    Concordam com este comentário: desofiapedro
  13.  # 114

    Colocado por: Carvai
    E é obrigatório o seguro de incêndio que cobre danos a terceiros e áreas comuns. As Administrações de Condomínio têm obrigação de exigir os comprovativos mas muitas pessoas estão se maribando para isso. Depois quando acontece uma desgraça pagamos todos. É muito comum as pessoas construírem casarões com garagens de 2 e 3 carros mas pagar um seguro anual nem pensar. Já vimos este filme nos incêndios.


    Pois nos condomínios é obrigatório numa moradia já não.
  14.  # 115

    Olá.
    Infelizmente, repito a mesma cassete de outros tópicos. Siresp, falta resposta, infraestrutura, comunicação, sem stock de materiais, etc... tudo isso começa no Ordenamento do Território. Este tecido urbano disperso e difuso só nos prejudica. "Queremos" todos o castelo com jardim à volta, mas isso ocupa espaço, estende as ruas, o saneamento, a eletricidade, o gás, o abastecimento de água, o socorro dos bombeiros, a distância ao quartel, à maternidade, etc... isso dificulta a ajuda, o restabelecer das ligações, a reconstrução, a mobilidade, etc.
    Ao mesmo tempo, certo isolacionismo alimenta a construção ilegal pela falta de controlo ou de vizinhos "chatos", fomenta a construção de anexos, de barracos, a chapa de zinco, as estruturas com tecnologia de há 500 anos, o risco de incêndio após tempestade, etc... Tudo desaparece ao primeiro sopro de vento mais forte, ao primeiro palmo inundado, nos primeiros incêncios, etc...

    Ora, Ordenamento do Território KO, como sempre.
    Veremos agora o que acontece com o sector da construção, em 2017 os incêndios nesta mesma zona, criou relativo caos nas obras e nas encomendas, de cerâmicos, louças sanitárias, etc... em 2018 e parte de 2019.

    Uma nota ainda, para as mortes associadas a quedas de telhados em reparação. Por muita prevenção que se faça, parece que não adianta. Não se morre pela tempestade, vai-se depois por descuido das regras de segurança...

    Idem para os seguros, o velhinho "depois de casa roubada, trancas à porta"... ainda se aplica. Não é por falta de informação, caramba...

    Ou seja, não, a culpa da tempestade não é de Deus, é nossa, é dos artistas do PDM, é da (des)proteção civil...
  15.  # 116

    Não concordo que o isolamento e a distância seja o problema. O Português é que é um chorão enconado (mea culpa) e não limpa 20m à frente de sua casa e contraponho (até porque é bonito), uma visita à Islândia, para verem o exemplo.
    Um simples cidadão de 16 anos, faz mais que a maioria de nós...e provavelmente já sabe manobrar maquinaria pesada; maquinaria essa, que está espalhada ao "abandono" por toda a ilha...e é grande a ilha ;)
  16.  # 117

    Colocado por: ALCLCFNão concordo que o isolamento e a distância seja o problema.


    Não, o problema é a própria tempestade, alterações climáticas, etc...

    Agora, que o nosso OT não ajuda nada, não. Apesar de termos um clima tão bom (por comparação), é meio vergonhoso ver que em horas de aflição, certas coisas poderiam ser diferentes.

    Não é o mesmo reparar uma estrada de 1km que serve 20'000 pessoas, que reparar 20kms para a mesma quantidade de habitantes. Idem para repor transportes, limpeza, infraestrutura de todo o tipo... A dispersão não facilita em nada, antes pelo contrário.
  17.  # 118

    Tyrande, que tudo se resolva pelo melhor!
    Concordam com este comentário: eu, N Miguel Oliveira, carlosj39
  18.  # 119

    Colocado por: ALCLCFO Português é que é um chorão enconado (mea culpa) e não limpa 20m à frente de sua casa e contraponho (até porque é bonito), uma visita à Islândia, para verem o exemplo.
    Um simples cidadão de 16 anos, faz mais que a maioria de nós...e provavelmente já sabe manobrar maquinaria pesada;


    Vi uma reportagem na rtp de um velhinho no telhado a reparar e a filha e genro cá em baixo a varrer. Enfim.
    Todas as mortes de quedas são pessoas acima de 60 anos. Será que não têm família que os ajudo.
    • eu
    • 3 fevereiro 2026

     # 120

    Colocado por: Dias12Todas as mortes de quedas são pessoas acima de 60 anos.

    Os outros não se atrevem a subir lá acima.
 
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