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  1.  # 1

    Presumo que não hajam cosntruções 100% à prova disto e daquilo e que não depende apenas da construção mas também do terreno, localização, etc mas certamente haverão aspetos a considerar e a implementar no sentido de tormar as habitações mais resistentes e resilientes face a estes fenómenos climáticos que tendem a ser cada vez mais intensos, chuvas intensas e prolongadas, inundações, ventos fortes etc.

    Que soluções, medidas, boas práticas construtivas devemos considerar no projeto de uma casa nova? Isso cabe à arquitectura, engenharia, quais especialidades além da estabilidade?


    Entendidos aqui do forum, que conselhos dariam a quem vai iniciar agora construção?
  2.  # 2

    Mais do que as próprias soluções, creio ser importante que as mesmas seja devidamente aplicadas.

    Quantas fundações, mesmo de construções novas, não temos visto por aqui sem qualquer tipo de drenagem ou impermeabilização, caixilharia fixada apenas com espuma e silicone, ETICS colados sem qualquer fixação mecânica ou perfis e chaminés de alvenaria sem qualquer tipo de ancoragem?

    É necessário não só ter bons projetos, como também trabalhar de acordo com os mesmos e não determinar ou mudar (quase) tudo na obra. e, como DO, ter uma inspeção de obra independente e eficaz.
    Concordam com este comentário: Ruikode, fadadolar, N Miguel Oliveira
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Tatafernandes
  3.  # 3

    Colocado por: Tatafernandesquais especialidades além da estabilidade?

    A especialidade do bom senso, que é uma coisa que muitas vezes falta em detrimento de opções estéticas ou por estar na moda, quando na realidade não são opções que façam sentido em determinadas situações (até podem ser aceitáveis noutros cenários).

    Creio que o OliveiroS/N resumiu corretamente o essencial.
    A coisa começa logo mal quando são aplicados projetos de engenharia chapa 5, com a mesma receita para toda a obra. A coisa começa também mal quando o cliente pede características com pouca justificação de ser ao arquiteto, e este para despachar o trabalho ou porque considera o cliente um chatinho, aceita tudo e implementa sem confrontar o cliente com a dura realidade de certas escolhas. E claro, a coisa começa mal quando o DO escolhe um terreno num sitio complicado, terrenos que oferecem desafios técnicos muito caros, ou pior, que ficam sujeitos aos elementos de uma forma mais ou menos óbvia (zonas baixas de alagamento, encostadas a um terreno mais alto que um dia pode aluir, dentro de um matagal sem respeitar a limpeza em volta, etc.).

    A falta de um estudo básico do terreno em causa é gritante para uma correta definição de tipo de construção, fundações apropriadas ao caso. Eu sou culpado (ou vítima?) dessa situação. Também tive um serviço de engenharia fraco, de alguém que nunca visitou o local e simplesmente assumiu uma receita com base no "habitual" para a zona. Por acaso, como sempre disse, acredito que tenho a minha construção entregue a alguém sério, responsável e com muita experiência, e que vai além da sua obrigação de fazer o que está no papel, mas avalia ele próprio o que apanha no terreno e avança com confiança e melhora o que for necessário. Sei de casos em que ele se recusou a avançar com a obra porque ao mexer no terreno observou imediatamente que seguir com o projetado nunca iria dar bom resultado (como por exemplo, avançar com sapatas quando no caso apenas ali funcionava ensoleiramento geral, e por aí fora).

    E depois claro, é a qualidade do serviço contratado e dos materiais elementares. Nesse ponto infelizmente, já se percebeu que hoje pouco existe de confiança, é preciso ter sorte no construtor. Por isso o melhor que se pode fazer (e vale o que vale) é conseguir referências credíveis, conhecer os trabalhos realizados, etc. Mas os bons por norma raramente estão disponíveis.

    Para muitas situações não existe propriamente boas ou más escolhas (veja-se o caso de telhado VS cobertura plana). Existem é trabalhos bem executados ou mal executados. Agora existem outra escolhas que podem influenciar diretamente o comportamento em caso de evento extremo. Será que a brisa solar da moda aguenta como um estore "tradicional"? Será que o vento bruto não pega no apainelado ripado decorativo, ao contrário da simples parede pintada? E a parede de alvenaria tradicional VS Etics executados de forma agradável ao olho, mas com deficiências na colagem?

    Até um mau serviço pode aguentar, assim como um serviço exemplar pode ceder, basta estar no locar errado quando a natureza decidir mostrar os dentes.
    Concordam com este comentário: OliveiroS/N
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  4.  # 4

    Também tenho pensado nisso.
    Na minha opinião leiga uma construção em betão aparente com cobertura sem telhas seria mais resistente.
    Mas e as janelas?

    A persiana do meu "quarto de solteiro" arrancou-se e voou com os ventos em Leiria.

    Não sei se já há painéis solares verticais que possam ficar nas paredes e não nos telhados (voaram muitos).

    Imagino a minha futura casa como este módulo de betão da fotografia.
    Mas também quero janelas grandes...
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Tatafernandes
      arquitectura ramalha.jpg
  5.  # 5

    Colocado por: PalhavaTambém tenho pensado nisso.
    Na minha opinião leiga uma construção em betão aparente com cobertura sem telhas seria mais resistente.
    Mas e as janelas?

    A persiana do meu "quarto de solteiro" arrancou-se e voou com os ventos em Leiria.

    Não sei se já há painéis solares verticais que possam ficar nas paredes e não nos telhados (voaram muitos).

    Imagino a minha futura casa como este módulo de betão da fotografia.
    Mas também quero janelas grandes...
      arquitectura ramalha.jpg


    Se ficar em Alcácer do Sal, serve de pouco, não flutua e parece um jazigo.
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  6.  # 6

    Ora, um tópico interessante a seguir!
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  7.  # 7

    Nao devendo ser uma obsessão acho que se deve construir a contar com estas eventualidades. Sabendo que os seguros não são automaticamente garantia de nada, e que afinal nao acontece só aos outros, se calhar convém dar um bocadinho de atenção à tal qualidade de construção.
    Prever drenagens em condições, casas bem assentes no firme, estruturas de telhado quando existe bem feitas, etc etc
    De resto uma janela voar, a menos que se faça uma muralha em betao e apenas janelas no interior nao vejo grande solução, mas preferia ter uma janela a voar do que um piso ou telhado a desaparecer!

    Sobre métodos de construção, creio que toda a gente sabe que sou adepto do bet àão armado, mas também entendo que não se pode correr tudo a betão armado e que nem só o betao armado é bom!
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Tatafernandes
  8.  # 8

    "Amphibious House"...





    source: https://www.baca.uk.com/projects/amphibious-house
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  9.  # 9

    Colocado por: Varejote

    Se ficar em Alcácer do Sal, serve de pouco, não flutua e parece um jazigo.




    Estive interessado em comprar já várias moradias em Alcácer, não avancei com nenhuma.

    A última era junto ao Castelo.
    Portanto, é para se escolher em todos os casos a melhor localização, pensando no que o futuro pode trazer pela experiência acumulada do passado.
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  10.  # 10

    Obrigada pelos comentários. Dando seguimento à discussão...

    Já partilhei esta preocupação/cuidado com os projetiestas e construtor, em breve vamos reunir e este será um dos temas.
    Entretanto, para acalmar a curiosidade e ânsia por respostas práticas e concretas, virei-me para a AI a ver o que tem para dizer sobre o assunto e isto foi o que debitou (foristas que projetam, constroem, ficalizam, em suma quem opera neste mundo da construção, o que acham do que se segue?):

    SAÍDO DA AI: "Para uma construção nova resiliente a eventos climáticos extremos, deve focar-se na robustez estrutural, na impermeabilização e na gestão de águas. 

    1. Inundações e Cheias
    Elevação da Cota: Em áreas de risco, deve-se elevar o piso térreo acima da Cota de Inundação Crítica (BFE). Subir apenas 0,3 metros pode reduzir o risco de danos em 50%.

    Sistemas Elétricos Elevados: Instale tomadas, quadros elétricos e equipamentos (como caldeiras) em níveis superiores ou, pelo menos, acima da linha expectável de água.

    Materiais Hidrófugos: No rés-do-chão, opte por pavimentos cerâmicos ou pedra em vez de madeira, e rebocos de cimento ou cal em vez de gesso, que degrada com a humidade.

    Barreiras e Drenagem: Preveja a instalação de barreiras amovíveis nas portas e garagens e garanta que o terreno tem pendentes que afastem a água das fundações. 

    2. Ventos Fortes e Tempestades
    Fundações e Estrutura: Utilize betão armado com reforço de ferro para garantir que a estrutura está solidamente ancorada ao solo, evitando danos por pressão de vento.

    Fixação da Cobertura: As telhas devem ser aparafusadas ou presas individualmente. Em zonas críticas, as coberturas em laje de betão são as mais seguras.

    Caixilharia de Alta Resistência: Utilize janelas com vidros laminados e sistemas de fecho reforçados para evitar que a pressão do vento rompa o "envelope" da casa, o que poderia levar ao colapso do telhado. 

    3. Chuvas Intensas e Infiltrações
    Impermeabilização Reforçada: Aplique membranas asfálticas ou líquidas em lajes e telhados. Nas fachadas, utilize tintas impermeabilizantes ou sistemas de fachada ventilada para prevenir a humidade por condensação e capilaridade.

    Dimensionamento de Calhas: Instale calhas e tubos de queda com capacidade superior à normal para escoar volumes de água excecionais sem transbordar para dentro das paredes.

    Zonas Permeáveis: Mantenha áreas de jardim ou pavimentos drenantes em redor da casa para permitir que o solo absorva o excesso de chuva, reduzindo a pressão sobre os sistemas públicos de esgoto. 

    Para evitar inundações e o acúmulo de água junto às paredes, o pavimento à volta de uma casa deve seguir três princípios fundamentais: permeabilidade, inclinação estratégica e sistemas de drenagem auxiliares. 

    1. Escolha de Materiais Permeáveis
    A solução mais eficaz é utilizar pavimentos que permitam a infiltração da água diretamente no solo, reduzindo a carga sobre as sarjetas. 
    Pisos Drenantes: Feitos de betão poroso ou misturas com pedras granuladas, facilitam a passagem da água e ajudam a manter a temperatura mais baixa.

    Paver ou Blocos Intertravados: Podem ser instalados de forma a permitir a infiltração pelas juntas ou ser o próprio material permeável.

    Grelhas de Enrelvamento: Estruturas de betão ou plástico que permitem o crescimento de relva, mantendo a estabilidade para caminhar ou estacionar enquanto drenam 100% da água. 

    2. Inclinação e Escoamento
    Se optar por um pavimento impermeável (como cerâmica ou cimento liso), a execução técnica é crítica:
    Pendor Mínimo: O piso deve ter uma inclinação de 1,5% a 2% direcionada para longe das fundações da casa e em direção a ralos ou zonas de jardim.

    Caleiras e Ralos: É indispensável prever a instalação de grelhas lineares ou ralos de drenagem ligados à rede de águas pluviais para evitar que a água se acumule junto às portas. 

    3. Sistemas de Drenagem Subterrânea
    Em terrenos com muita humidade ou declives acentuados, o pavimento deve ser complementado com:
    Drenos de Cintura: Uma vala com tubo perfurado (envolvido em manta geotêxtil/bidim) e brita, instalada ao redor da fundação para captar e desviar a água subterrânea.

    Jardins de Chuva: Zonas de jardim ligeiramente rebaixadas que funcionam como bacias de retenção natural, permitindo que a água das áreas pavimentadas se infiltre lentamente. 

    Dica de Manutenção: Limpe regularmente as caleiras e os filtros dos pavimentos drenantes para garantir que os poros não fiquem obstruídos por terra ou folhas."
  11.  # 11

    Uma dica para projetista e Donos de obra.
    Parem de calcular as saídas e tubos de queda para o mínimo regulamentar.
    Parem de esconder os tubos de queda dentro das paredes
    Concordam com este comentário: Palhava, zemvpferreira, tiagodiaf
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  12.  # 12

    Os prédios estão a selar as tubagens que vão por dentro e a colocar por fora.
    Os tubos abrem fendas e desencaixam-se com os anos...
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Tatafernandes
 
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