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  1.  # 261

    Colocado por: NostradamusJuro que não entendo como há quem construa casas de papel assim.


    Não sei se é possível aferir se a falha foi inerente ao sistema construtivo, ou à forma como foi executado.

    A minha percepção como leigo a olhar para estas imagens é que a cobertura era mesmo muito ligeira, e e perante ventos fortes, a partir do momento em que o envelope da casa é comprometido, a pressão positiva ou negativa dentro da casa, faz o resto.

    Pois outro lado, a catastrofe natural aqui foram ventos.. mas vamos imaginar que era um sismo relativamente forte. Possivelmente esta casa ficaria num estado semelhante (placas soltas e caidas) enquanto que casas de alvenaria possivelmente eram um monte de escombros pesados em cima dos ocupantes.

    Não fará sentido ou será viavel construir 100% em betão armado, mas se calhar faz sentido equacionar soluções híbridas. Casas com uma celula de sobrevivência em betão armado para sismos, ventos, inundações, incendios, etc. e o resto num outro sistema mais "sacrificavel" que poderá não resistir a todos os fenómenos.

    Mas no final do dia o importante é primeiramente assegurar a sobrevivência dos ocupantes, e como objectivo secundário, permitir uma mais rapida recuperação dos possiveis estragos.
    Concordam com este comentário: tgferreira
  2.  # 262

    Eu acho que no futuro tem que se pensar também na aerodinamica das casas.
  3.  # 263

    Colocado por: DR1982e nas LSF?


    Não sei, nem sei como são feitas.
    Eu sou velho do restelo e os meus imóveis (feitos ou comprados) é tudo com fundações/estrutura betão armado, lajes, alvenaria. Pode vir o tornado ou o sismo e levar painéis, telhado, mas não leva a casa.

    Aliás a casa dos meus pais (feita pelo meu avó) há 50 anos, além de laje e respectivos depósitos de água de betão em cima (devem ter um peso engraçado), as 4 "águas" onde as telhas assentam são em betão armado (segunda laje), não é os blocos de tijolo que vejo a segurar vigas em muita foto do distrito de Leiria. Podem cair as chaminés, não passam da telha
    • eu
    • 16 fevereiro 2026

     # 264

    Colocado por: tmd.ppEu acho que no futuro tem que se pensar também na aerodinamica das casas.


    Em grandes obras isso já é normal há muitas décadas.

    Se calhar é preciso começar a fazer isso com as vivendas...
    • hangas
    • 16 fevereiro 2026 editado

     # 265

    Colocado por: euSe calhar é preciso começar a fazer isso com as vivendas...


    Não sei se será preciso ir tão longe.. em edifícios grandes as forças laterais em condições adversais "normais" são efetivamente elevadas, dai fazer sentido.

    Agora numa moradia, o que conta mais será mesmo a resistência estrutural, diria.

    Neste caso estamos a falar de um fenómeno raro, ja dentro da raridade de depressões com ventos fortes deste tipo no nosso clima.

    No relatorio do IPMA e outras fontes confirmam a formação do tal Sting Jet. Que é quase como se a natureza limpasse uma zona da superfície terrestre a jacto de compressor. A ultima vez que se formou tal coisa por estes lados foi com a Leslie.

    Tivesse sido em Lisboa e se calhar nem a ponte 25 de Abril tinha ficado de pé.. E foi projetada para resistir a ventos de 160km/h e sismos de magnitude 7.0. Mas se calhar tinha abanado para além do limite..


    Mas concordo que dentro desse cuidado aerodinamico, faz muita diferença ter por exemplo uma estrutura de telhado "oca" em que o vento levantando uma fileira de telhas abre uma brecha que permite que se criem pressoes elevadas dentro do mesmo que levantam o resto.. já se o mesmo telhado tiver uma lage será muito mais dificil que se vierem mais do que algumas telhas aqui e ali.
  4.  # 266

    os ventos não vêm só de uma direcção, excepto quem está em "corredores"/vales, ou tem protecção de algum dos lados.

    O que eu acho que se tem de pensar é numa maneira de integrar melhor painéis solares em imóveis, para aguentarem fenómenos como estes. De pouco me adianta ter o "telhado" abaixo da platibanda, se depois tenho os painéis agarrados e a sair ligeiramente fora
    Concordam com este comentário: Dias12
  5.  # 267

    O estudo da aerodinâmica normalmente é simplificado para 2D(imensões) para simplificar os enormes cálculos envolvidos nessa análise.
    Uma casa, ao longo dum ano está sujeita a ventos de diferentes quadrantes. Aliás, na mesma tempestade pode levar com ventos de diferentes quadrantes.
    Como se desenharia uma casa para aguentar com "tudo"??
    Seria uma esfera? Um cilindro?
  6.  # 268

    Tem que se ter em conta os ventos predominantes,não é?
  7.  # 269

    Colocado por: tmd.ppTem que se ter em conta os ventos predominantes,não é?

    Em Portugal os ventos predominantes são Norte Sul (excepto no Algarve) e neste caso foi de Oeste.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Dias12
  8.  # 270

    Colocado por: tmd.ppTem que se ter em conta os ventos predominantes,não é?


    Não, tem que se ter em conta os ventos em x% do tempo (sendo x da ordem dos 99%).
  9.  # 271

    Colocado por: paulosUma dúvida.

    Como se portaram as casas modernas com telhado plano e tela, em Leiria?

    Alguém tem conhecimento de casos desses?

    As casas tradicionais com telha vê.se que a telha desapareceu, mas nas imagens que vi, não reparei em nenhuma casa de telhado plano.

    Sim, posso dar o meu exemplo e de um familiar directo, ambos com cobertura plana, tela e lajetas termicas, tudo normal. O mesmo não se pode dizer dos painéis solares, aqueles que não estavam fixos na platibanda, voaram literalmente muitos metros, com os lancis de 60kg cada,agarrados à estrutura.

    Na minha opinião, dentro deste canal de destruição, houve zonas com muito mais intensidade que outras mas em distâncias muito próximas. Tenho feito reparações diárias em todo o tipo de telhados e há situações que me deixam perplexo. Um caso real, moradia recente, 6 anos +/-, telha J. Coelho F3 assente em ripado em argamassa sobre laje de cobertura, tinha beirado todo levantado,tenhas partidas, telha deslocadas, telhões arrancados, bem...a receita que temos visto com a excepção das chaminés que se aguentaram. Do outro lado da estrada, moradia antiga com alguns 70/80anos, telha Marselha assente em ripado de madeira (podre), casa sem laje, apenas forro, caiu uma chaminé num dos cantos do beirado e meia dúzia de telhas deslocadas. Não consigo encontrar explicação.
    • eu
    • 16 fevereiro 2026

     # 272

    Colocado por: falcon16Não consigo encontrar explicação.


    A explicação é que as rajadas de vento extremo foram muito localizadas.
  10.  # 273

    Rajadas muito localizadas. Basta ver que em certos locais há zonas de mata com linhas de árvores todas deitadas (como se uma mão gigante lhes tivesse passado por cima) e ao lado estão intactas. Aqui na zona de Coimbra vejo isso.
    Concordam com este comentário: eu
  11.  # 274

    Colocado por: hangasNão fará sentido ou será viavel construir 100% em betão armado,
    porque? Se fosse pratica comum, ficava ao preço do resto, o betao nao fica assim tao mais caro como muitos pensam.
    Concordam com este comentário: eu
    • eu
    • 16 fevereiro 2026

     # 275

    Colocado por: DR1982o betao nao fica assim tao mais caro como muitos pensam.

    O betão em si é barato, o que custa é a preparação da cofragem e das armações em aço.
  12.  # 276

    Colocado por: eu
    O betão em si é barato, o que custa é a preparação da cofragem e das armações em aço.
    mesmo assim, contas bem feitas… no lugar de andar a fazer plilares e vigas e rebocos e abre e fecha roços, logo tudo em betao pronto
  13.  # 277

    Colocado por: paulosUma dúvida.

    Como se portaram as casas modernas com telhado plano e tela, em Leiria?

    Alguém tem conhecimento de casos desses?

    As casas tradicionais com telha vê.se que a telha desapareceu, mas nas imagens que vi, não reparei em nenhuma casa de telhado plano.


    Regra geral, as casas que conheço de telhado plano e platibandas nas zonas afetadas aguentaram-se bem tirando os rufos.
    Na minha o rufo desencaixou-se num canto, mas conheço vários casos que foram todos arrancados/desapareceram.
    Já os meus portões, vidros das varandas e chapa da vedação sofreram danos significativos. Já tive visita do perito do seguro e penso que com o valor oferecido consigo fazer face aos prejuizos. Falta no entanto MUITA mão de obra na zona.
  14.  # 278

    Colocado por: eu
    O betão em si é barato, o que custa é a preparação da cofragem e das armações em aço.


    Com a moda do "modular" o que não falta é soluções semelhantes com betão armado...que aliás pelo menos ficam melhor que alguns crânios a "vazar" betão (tenho aqui uns muros que ficaram com uma textura sui generis e um acesso a garagem que teve de ser "regado" com epóxi)
  15.  # 279

    Colocado por: falcon16Sim, posso dar o meu exemplo e de um familiar directo, ambos com cobertura plana, tela e lajetas termicas, tudo normal. O mesmo não se pode dizer dos painéis solares, aqueles que não estavam fixos na platibanda, voaram literalmente muitos metros, com os lancis de 60kg cada,agarrados à estrutura.


    Pode dar mais dados de como tinha os seus paineis?

    Inclinação
    Quantos lancis ao todo e quantos paineis?

    Obg
  16.  # 280

    Mais dois sismos sentidos, desta vez em Alenquer, na zona centro... faltava essa agora para terminar de vez com o que sobrou das tempestades e cheias.

    É preciso preparação, um dia vem tudo abaixo.
    Desde há alguns anos que a legislação sobre a construção inclui algumas medidas anti-sismo. Mas depois, em obra, o empreiteiro faz como sempre fez... e leva o Dono de Obra de paleio com preços de 1000€+iva/m²...
 
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