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  1.  # 121

    Colocado por: HAL_9000Imaginando que a sua esposa também recebe ou irá receber reforma, na verdade o Carvai deveria ter tido dois filhos para equilibrar a balança ;)


    Por isso dizem que a taxa de fecundidade deve ser 2,1 filhos por mulher.
  2.  # 122

    Colocado por: HAL_9000Imaginando que a sua esposa também recebe ou irá receber reforma, na verdade o Carvai deveria ter tido dois filhos para equilibrar a balança ;)

    Tem razão, ela já recebe dos imigrantes...
    Usando a expressão que eu uso frequentemente temos um problema dos "roubos adquiridos" que em vez de diminuir cada vez aumentam mais. Quando o meu filho nasceu, a minha mulher esteve 24 horas num hospital publico - tudo o resto antes e depois foi pago no privado. Ela teve 15 dias de baixa e recebeu um subsidio que deu para 2 pacotes de fraldas. Eu estive uma manhã dispensado pela empresa.
    Como o pessoal diz, antigamente é que era bom.
    • AMG1
    • 16 fevereiro 2026

     # 123

    Colocado por: Dias12
    Ou os fundos de pensões investem em produtos que os rentabilizem muito mais que a inflação. Mas com mais de metade investido na divida publica portuguesa em vez de outros produtos mais rentaveis dificilmente sobreviverá.
    Concordam com este comentário:HAL_9000

    Os fundos de pensões publicos e privados têm, por norma, uma elevada % dos seus activos em obrigações, sobretudo titulos de divida pública. O caso português não é substancialmente diverso do resto da europa. A diferença talvez seja uma excessiva exposição à divida nacional (+/- 50%), mas até nisso está longe de ser uma excepção.
    Já os fundos privados, dependendo da sua natureza, podem ter uma exposição mais expressiva a outras categoria de activos, p.e. acções, mas varia muito do tipo de fundo, nomeadamente se é apenas para complemento da pensão estatal ou não.
    Nos sistemas com dois ou três pilares, tambem é comum que a estratégia de investimento seja diferente e complementar entre os fundos que suportam cada um desses pilares.
  3.  # 124

    Colocado por: CarvaiEla teve 15 dias de baixa e recebeu um subsidio que deu para 2 pacotes de fraldas. Eu estive uma manhã dispensado pela empresa.
    verdade, mas tb é verdade que a carga fiscal e sobretudo o esforço fiscal eram significativamente inferiores aos actuais.
  4.  # 125

    Colocado por: HAL_9000verdade, mas tb é verdade que a carga fiscal e sobretudo o esforço fiscal eram significativamente inferiores aos actuais.

    Essa continua a ser a discussão eterna. Mais impostos igual a mais regalias. Claro que quem paga mais impostos nunca é quem tem mais benesses. Grosso modo a diferença entre socialismo vs Liberalismo.
    Também até há uns 20 anos atrás a evasão fiscal era muito maior. Por isso conheço várias pessoas da minha geração que eram pequenos empresários e hoje choram por ter reformas de 300€. E na altura investiram em grandes casas na terra ou apartamentos para alugar que hoje não rendem nada.
    Já os FP que nunca tiveram hipóteses de fuga ou nem sequer descontaram no inicio da carreira são os que têm reformas significativamente melhores.
    Concordam com este comentário: Dias12
    • AMG1
    • 17 fevereiro 2026

     # 126

    Colocado por: HAL_9000verdade, mas tb é verdade que a carga fiscal e sobretudo o esforço fiscal eram significativamente inferiores aos actuais.


    Só para clarificar esta ideia.
    A carga fiscal em Portugal em 1995 era muito próxima dos 30% e manteve-se mais ou menos estável nessa ordem de grandeza até a crise da dívida. Aí subiu para a zona dos 35/36% e aí ficou até hoje.
    Com o esforço fiscal a situação não foi a mesma. Esse indicador desceu durante toda a decada de 90 e na primeira deste século. Depois da crise da divida regressou a valores proximos da primeira metade da decada de 90 e ainda é aí que estamos.
    O facto de em 1995 se pagarem menos impostos, não significa necessariamente que o esforço para os pagar fosse significativamente menor do que é hoje.
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  5.  # 127

    Colocado por: AMG1Só para clarificar esta ideia.
    Obrigado pelo esclarecimento. Por acaso não tinha a ideia dessa evolução do esforço fiscal. No entando e pelo gráfico que colocou, parece evidente que o mesmo durante 15 anos teve uma evolução muito favorável, e esses 15 anos devem ter dado uma ajuda muito grande a quem deles pode beneficiar. Entrei no mercado de trabalho precisamente em 2010, e portanto apanhei essa transição brusca, daí o meu comentário ao carvai.

    Também não será mentira quem em 1995 é muito mais comum fugir aos impostos do que actualmente.
    • AMG1
    • 18 fevereiro 2026

     # 128

    Colocado por: HAL_9000Obrigado pelo esclarecimento. Por acaso não tinha a ideia dessa evolução do esforço fiscal. No entando e pelo gráfico que colocou, parece evidente que o mesmo durante 15 anos teve uma evolução muito favorável, e esses 15 anos devem ter dado uma ajuda muito grande a quem deles pode beneficiar. Entrei no mercado de trabalho precisamente em 2010, e portanto apanhei essa transição brusca, daí o meu comentário ao carvai.

    Também não será mentira quem em 1995 é muito mais comum fugir aos impostos do que actualmente.


    Creio que é claro para todos que, em muitos indicadores economicos e sociais, há um antes e um depois da crise de 2010, mas essa diferença é sobretudo na comparação com os anos imediatamente anteriores, quando se alarga a série em analise, esse efeito esbate-se bastante.
    Quanto à fuga aos impostos, também parece evidente que era mais elevada em 1995 do que é hoje, apesar de nessa altura a carga fiscal ser substancialmente mais baixa. Esta conclusão contraria bastante uma teoria muito em voga por aqui, que é a ideia de que bastam impostos mais baixos para desincentivar a fuga, os mais entusiastas até falam da possibilidade de aumentar a receita, quando parece óbvio que o que desincentiva a fuga é o controlo e sanção monetaria e social sobre quem foge.
    Evidente que, com isto não estou a defender impostos altos, até porque, como qualquer outro também não gosto de os pagar.
    Concordam com este comentário: trivial
  6.  # 129

    Colocado por: HAL_9000Também não será mentira quem em 1995 é muito mais comum fugir aos impostos do que actualmente.

    Sim era muito comum, 1º quase não havia computadores, 2º quase toda a gente conhecia alguém numa repartição de Finanças para dar uma "mãozinha" (tal como as multas nas esquadras). Mas sobretudo foi o Paulo Macedo em 2004 a "lixar" o pessoal com uma mudança radical no controle e fiscalização.
    Apenas por curiosidade:
    Em 1994 fui pela 1ª vez aos USA e pela 1ª vez convivi informalmente com americanos - já tinha conhecido muitos, mas mais por razões institucionais - e houve 3 coisas que me chocaram na altura embora já tivesse uma ideia dos filmes.
    Falavam de armas e do seu uso como se falassem de bicicletas o em Portugal ninguém falava nisso exceto os caçadores e só de espingardas de caça.
    Tinham um enorme respeito por antigos combatentes apesar do seu País nunca ter sido atacado diretamente desde a 2ª WW. Por cá era um enorme desprezo e em alguns casos ódio de estimação.
    E nos impostos era impensável alguém dizer em público que escapava a algum imposto. Não era apenas pela probabilidade de ser preso (vide caso Al Capone) mas culturalmente era altamente reprovável. Apesar dos impostos serem relativamente baixos e o Estado poucas contrapartidas dava. Por cá era motivo de orgulho e era comum passar informação da melhor forma de conseguir escapar. E na época nunca ouvi falar em alguém preso por fuga aos impostos. 2 culturas bastante diferentes.
  7.  # 130

    Colocado por: rjmsilvaJá vi um serviço público recrutar para um cargo de recursos humanos um técnico superior cuja formação era licenciatura em educação física.

    E depois ficam escandalizados porque um enfermeiro é nomeado para um grupo de estudo que vai durar 2 anos...
 
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