Iniciar sessão ou registar-se
  1. Colocado por: AMG1A ideia de que a dimensão da carga fiscal baixa é a chave para a properidade não tem qualquer adesão com a realidade, isto sem prejuizo dessa carga fiscal até poder ser mais baixa e mesmo assim constituir um entrave à prosperidade.


    Nao e a carga fiscal mas o esforco fiscal que interessa.
    Portugal tem uma carga fiscal relativamente baixa mas um esforco fiscal alto. Exemplos? IRS e IRC... o esforco fiscal e alto (taxas marginais altas) mas a carga fiscal e baixa porque metade das empresas e dos contribuintes individuais nao pagam nada...
  2. Colocado por: AMG1Eu durante muito tempo fui convictamente contra a regionalização, temia sobretudo a dispersão de recursos num pais onde eles sempre foram escassos e tinha e ainda tenho algum receio com a possibilidade de se estabelecerem "feudos" com a consequente divisão de poder entre a cacicagem local/regional e os efeitos nefastos disso. O exemplo que me vinha sempre a mente era a Madeira do Alberto João Jardim.
    A verdade é que nos últimos anos tenho vindo a mudar de opinião, até porque parte dos meus receios acabaram por se verificar, numa escala bem maior e sem haver sequer a possibilidade de apontar responsabilidades a não ser a uma miríade de autarcas, que óbviamente, também não são a grande maioria deles.
    Hoje, essa ideia da regionalização já não me causa grande confusão e ate consigo encontrar algumas vantagens num modelo bem desenhado, que permitisse alguma especialização vs. complementaridade vs. concorrência entre regiões. Os ministros no Terreiro do Paço, agora parece que já são mais no Campo Pequeno, deviam preocupar-se mais com os designios nacionais e com a condução dos negócios do estado, ou seja reger a orquestra e deixar os instrumentos serem tocados por quem os conhece e está perto deles. Só temos de garantir que todos estão em ordem e ter os ouvidos bem apurados para rectificar quem desafinar.
    Ainda agora, na sequência das tempestades vimos o que é a ineficiência a roçar o escândalo, quando um autarca precisa da decisão dum primeiro ministro para poder mobilizar os meios necessários para fazer coisas tão simples como permitir o acesso dos seus munícipes a água potável, ou a mobilidade essencial.
    Hoje temos um poder local que, mau grado algumas "ovelhas ranhosas", no essencial tem provado ser competente e eu não vejo nenhum problema em que discutamos coletivamente este tema do alargamento desse poder a nivel regional, agora já sem os complexos ou preconceitos que tal como eu, muitos também tinham há 30 anos, quando foi feito o referendo.


    Sim. Na verdade, quando à regionalização eu até estava mais a pensar no Ordenamento do Território.
    Poder centralizado em Lisboa é demasiado abstracto... muitas vezes legislado e definido por um contexto particular, urbano, da maior cidade. Os problemas de Mirandela podem não ser bem entendidos desde um gabinete lisboeta. Por outro lado, acho 308 reinos demasiado também... aí o poder fica demasiado disperso. E cada um desses municipios fica com pouco poder e poucos recursos.

    Vem um incêndio, cheias, etc... e descobrimos que os limites administrativos não passam de linhas virtuais traçadas sobre o território.

    Acho que é preciso um ponto intermédio, tipo as regiões autónomas espanholas, os cantões federais suíços, etc...

    Norte, Centro Norte, Centro Sul, Sul, Açores, Madeira... algo assim...

    Hoje em dia, é preciso fazer uma ponte entre Porto e Gaia... e anda tudo à batatada... é preciso um transporte público decente entre 4 ou 5 municipios... e é complicado... é preciso arranjar uma estrada... e só se repara em tal troço, etc...

    É certo que muitos organismos já são regionais. Mas por mim, eram quase todos...

    Não há tanta diferença assim entre Barcelos e Ponte de Lima ou Famalicão. Não podiam ser todos umas mesma zona administrativa?

    Ou no limite, usar as províncias ou distritos... e eliminar as Câmaras tal como existem. Estas funcionariam na mesma, mas como sucursais da capital de distrito ou província... ou duma das 6 ou 7 regiões.
    Concordam com este comentário: gil.alves, AMG1
  3. Colocado por: AMG1O que os USA têm é uma estrutura fiscal que é bastante "amiga" da inovação e do empreendedorismo


    E não só...
    Os impostos prediais são de tal maneira elevados, que um tipo pensa duas vezes em vez de deixar uma propriedade ao abandono... se não usa, vende e pronto.
    Idem para casas de férias, ou espaços desaproveitados... arranjam logo maneira de pô-los a render...

    Isso até já se começa a ver muito com garagens por exemplo...
    Transformam em T1... e deixam o carro na rua.

    E aos construir igual. Os terrenos e impostos são tão caros, que tentam construir o máximo legal que o terreno permite.
    Concordam com este comentário: AMG1
  4. Adivinhem lá onde é esta!…
      IMG_2913.jpeg
    • AMG1
    • 22 abril 2026 editado
    Colocado por: dmanteigas
    Nao e a carga fiscal mas o esforco fiscal que interessa.
    Portugal tem uma carga fiscal relativamente baixa mas um esforco fiscal alto. Exemplos? IRS e IRC... o esforco fiscal e alto (taxas marginais altas) mas a carga fiscal e baixa porque metade das empresas e dos contribuintes individuais nao pagam nada...


    E verdade que o esforço de quem paga em Portugal é elevado, mas se a receita que o estado arrecada não é alta, se apenas reduzirmos o esforço de quem paga, o resultado será uma receita mais baixa para o estado, daí que isso só se resolve com uma alteração que alargue a base de tributação.
    Em geral os paises com menor esforço fiscal, não são aqueles onde a receita do estado e mais baixa, pelo contrário. O esforço fiscal está muito mais dependente do nivel de rendimentos do que da dimensão dos impostos arrecadados pelos estados.
    Se olharmos para a UE, a partir do indice de Bird, p.e. é claro que é sobretudo naqueles estados onde a carga fiscal é mais elevada que o esforço dos contribuintes é menor, pela simples razão de que é melhor distribuido.
    A meu ver, a solução para Portugal estará muito mais no alargamento da base de tributação do que apenas nas taxas dos imposto, a não ser que aceitemos que o estado pode cobrar menos.
    O que não podemos é querer pagar menos, manter os mesmos a não pagar e querer que o estado mantenha o mesmo nivel de encargos, porque isso é objectivamente impossivel.
    • AMG1
    • 22 abril 2026
    Colocado por: N Miguel Oliveira

    E não só...
    Os impostos prediais são de tal maneira elevados, que um tipo pensa duas vezes em vez de deixar uma propriedade ao abandono... se não usa, vende e pronto.
    Idem para casas de férias, ou espaços desaproveitados... arranjam logo maneira de pô-los a render...

    Isso até já se começa a ver muito com garagens por exemplo...
    Transformam em T1... e deixam o carro na rua.

    E aos construir igual. Os terrenos e impostos são tão caros, que tentam construir o máximo legal que o terreno permite.
    Concordam com este comentário:AMG1


    Um bom exemplo de como a tributação pode incentivar a optimização dos recursos existentes. Não é por acaso que a OCDE tem instado o estado português a desagravar a carga fiscal sobre is rendimentos do trabalho por contrapartida dos impostos sobre a manutenção da propriedade.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira, palmstroke
  5. Acabo de ver isto noutra plataforma. O que acham?
    a
  6. Colocado por: Zé MeirinhoAcabo de ver isto noutra plataforma. O que acham?
    a
    mas isso é Lisboa.
    O que publiquei, nem Perto. Nem Porto(!)
  7. Colocado por: gil.alvesmas isso é Lisboa.
    O que publiquei, nem Perto. Nem Porto(!)

    Gil, veja o pormenor que pode ter-lhe escapado.
  8. Colocado por: Zé Meirinho
    Gil, veja o pormenor que pode ter-lhe escapado.

    Que parte? A área? A não legalidade de quarto? A porta da IS que deve ter um corte para vencer o lavatório?
    De Lisboa já se espera muito ridículo mas aqueles 4665€/m² são…. em St. Tirso(!!) num prédio com alguns 20 anos(!!!)…

    Claro que cada um pede o que quiser mas é só um espelho da bebedeira que isto anda!…
  9. Sim, uma "casa" com 12m2 de área bruta.
    Os quartos dessa casa em Santo Tirso devem ser maiores que este apartamento 😅
    Concordam com este comentário: gil.alves
  10. Colocado por: AMG1Não é por acaso que a OCDE tem instado o estado português a desagravar a carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho por contrapartida dos impostos sobre a manutenção da propiedade

    Agravar os impostos da propiedade prejudicaria o património de quem legisla de forma transversal, desde esquerda (hello PC, hello presidente da república) até direita (PM). Portanto não vai acontecer.

    Uma pessoa mete-se em imobiliário e o estado faz tudo para proteger o activo, ajuda às rendas, ajuda na bonificação do juro, etc. O mercado imobiliário em Portugal, aqui nas zonas à volta de Lisboa, se calhar disparou 300 ou 400% nos últimos 10 anos. Devem ser mais valias de capital na ordem dos milhares de milhões de dólares. E o que é que o Estado faz? Diz que se tu venderes para fazer um novo investimento, dá-te isenção de mais valia. Então a classe de ativos no país que valorizou mais é aquela que recebe uma isenção???

    Enfim.. Para quê criar um negócio se te podes meter no imobiliário lol. E isto acaba por levar a um problema grave do ponto de vista do investimento e da inovação e da criação de postos de trabalho.

    Portanto, o problema é, na minha opinião, a corrupção do governo, porque quem está no governo beneficia de algo que a nivel macro prejudica o país. Mas pronto, tá tudo bem, eu também procuro o melhor para mim antes do que seria o melhor para o país, o que é preciso é go with the flow e entender as dinamicas.
  11. Colocado por: AMG1Se olharmos para a UE, a partir do indice de Bird, p.e. é claro que é sobretudo naqueles estados onde a carga fiscal é mais elevada que o esforço dos contribuintes é menor, pela simples razão de que é melhor distribuido.


    Aqui o problema e que o AMG1 acha que a casa se constroi pelo telhado. Enquanto tivermos um esforco fiscal elevado, nunca conseguiremos criar as condicoes de prosperidade necessarias para baixar o esforco fiscal aumentando a carga fiscal.
    O problema e que Portugal neste momento com a despesa publica galopante que tem, nao consegue fazer nada de relevante neste aspeto sem comprometer as contas publicas. E preciso encontrar uma solucao que nao seja um choque fiscal puro.
    Perdemos essa oportunidade com quase uma decada de juro negativo.

    Colocado por: AMG1Não é por acaso que a OCDE tem instado o estado português a desagravar a carga fiscal sobre is rendimentos do trabalho por contrapartida dos impostos sobre a manutenção da propriedade.


    Que vamos ser sinceros, e uma posicao muito estupida.
    Eu sei que no imaginario coletivo, o mercado da habitacao portugues e dominado por fundos imobiliarios anonimos sem escrupulos e por 500 ou 600 americanos ricos cada um com 2000 casas. Mas a realidade do mercado habitacional e muito mais deprimente. A participacao destes 'agentes do mal' e praticamente irrelevante. Aumentar os impostos sobre a manutencao da propriedade vai ter um impacto dramatico na esmagadora maioria das familias que sao proprietarias. E se a ideia for 'taxar' quem tem mais casas vai ser uma das medidas mais ruinosas de sempre. Vai afetar o emigrante que usou as poupancas de uma vida para comprar 2 ou 3 casas que ou aumenta ainda mais as rendas ou vende a propriedade. Vai afetar a confianca dos investidores que ja e baixa. E tudo isto para arrecadar uma migalha que nao resolve rigorosamente nada.
    Vai ser como os 'windfall taxes' que andava a defender durante a crise inflacionaria. Ou impostos sobre os ultra ricos como o Hollande implementou em Franca e teve que retirar no 3o ano de vigencia antes que se confirmasse que na realidade o estado perde mais dinheiro com extorcao fiscal.
  12. Colocado por: dmanteigasEnquanto tivermos um esforco fiscal elevado, nunca conseguiremos criar as condicoes de prosperidade necessarias para baixar o esforco fiscal aumentando a carga fiscal.



    Eu não diria aumentar os impostos sobre património.
    Imi, ok.
    Agora taxar à bruta mais valias?? Não acho. Deixei as pessoas ter dinheiro. Ele volta para a Economia.
    Taxar transacções? Para quê? Só afasta potenciais interessados.
    Taxar 38%(!) a um salário bruto de 3500€ (mais SS). Valha-me Deus!…
    Deixei as pessoas ter dinheiro que volta para o Estado.
    Só assim se criam condições dinâmicas e valor efectivo!

    Mas isto sou eu…
    Um 0 à esq. no meio disto tudo.
  13. E o facto de a garantia pública para os Jovens terminar em 31 Dez de 2026, pode estar a levar muita gente a comprar agora porque depois podem não ter condições para o fazer.

    Outro fator importante é que os bancos podem dificultar o acesso ao crédito nos próximos tempos.
    https://sicnoticias.pt/economia/habitacao/2026-04-24-video-banco-de-portugal-quer-dificultar-acesso-ao-credito-a-habitacao-6c7b4c6b


    Eu durante outros tempos posso não ter concordado que isto era uma bolha, mas se isto não têm ar de bolha, eu não sei.
  14. Descobri recentemente que para a garantia pública no crédito habitação em Portugal não é necessário ser cidadão Português. Portanto, os milhões (ninguém sabe quantos foram) que entraram em Portugal, conforme forem conseguindo os documentos e trabalho, podem logo pedir crédito para a casa, sem entrada, recorrendo a uma garantia providenciada por todos nós.
    Concordam com este comentário: dmanteigas
    Estas pessoas agradeceram este comentário: ferreiraj125
  15. Colocado por: rod_2000Descobri recentemente que para a garantia pública no crédito habitação em Portugal não é necessário ser cidadão Português. Portanto, os milhões (ninguém sabe quantos foram) que entraram em Portugal, conforme forem conseguindo os documentos e trabalho, podem logo pedir crédito para a casa, sem entrada, recorrendo a uma garantia providenciada por todos nós.


    só agora?

    não esquecer o IRS jovem que é ano 0, essa **** paga a prestação da casa durante 10 anos, loucura total
  16. Colocado por: rod_2000E o facto de a garantia pública para os Jovens terminar em 31 Dez de 2026, pode estar a levar muita gente a comprar agora porque depois podem não ter condições para o fazer.

    Outro fator importante é que os bancos podem dificultar o acesso ao crédito nos próximos tempos.
    https://sicnoticias.pt/economia/habitacao/2026-04-24-video-banco-de-portugal-quer-dificultar-acesso-ao-credito-a-habitacao-6c7b4c6b


    Eu durante outros tempos posso não ter concordado que isto era uma bolha, mas se isto não têm ar de bolha, eu não sei.


    aqui os apartamentos velhos estão a ficar ao preço dos novos, literalmente a maior parte da pop está impedida de comprar qualquer coisa e não sou eu que vou dar 300k por uma **** de 100m2, mais vale pegar num pre-fabricado e colocar num sitio qualquer, é ao ponto que isto está a chegar
    • PR10
    • 27 abril 2026
    Colocado por: rod_2000Descobri recentemente que para a garantia pública no crédito habitação em Portugal não é necessário ser cidadão Português. Portanto, os milhões (ninguém sabe quantos foram) que entraram em Portugal, conforme forem conseguindo os documentos e trabalho, podem logo pedir crédito para a casa, sem entrada, recorrendo a uma garantia providenciada por todos nós.


    É os nossos bons governos. Abriu as portas a tudo que entra em Portugal e com os mesmos direitos ou mais que os Portugueses. Conhecem mais algum País no Mundo igual?
    Estas pessoas agradeceram este comentário: ferreiraj125
  17. Colocado por: PR10

    É os nossos bons governos. Abriu as portas a tudo que entra em Portugal e com os mesmos direitos ou mais que os Portugueses. Conhecem mais algum País no Mundo igual?


    E no entanto há cada vez mais problemas de atrasos em obras por falta de mão de obra. Pode ter havido algum descontrolo nas regras para quem cá chega, mas sem atrativos ninguém vem e depois bem se podem queixar da falta de casas.
 
0.0500 seg. NEW