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  1. Colocado por: Carvai
    Espetáculo, ganham todos e até os jovens que continuam a viver em casa dos pais.



    Só gente incapaz fica mais de 20 anos a pagar uma casa. As prestações do banco são quase uma renda congeladae só quem não evolui profissionalmente toda a vida é que não consegue fazer amortizações. Ou esse dinheiro só serve para trocar de carro, telemóvel ou viajar.
    Eu as duas casas que comprei para HP paguei em 7 anos. A 1ª graças á inflação ( com juros fixos de 20,5%) e a 2ª por melhoria da carreira profissional. E nunca trabalhei para o Estado (excepto na tropa antes do 25A) onde nem é preciso grande esforço para ganhar mais, basta umas greves regulares.
    E o meu filho com 42 anos também já pagou a casa em 8 anos embora tivesse um empréstimo a 40. O totoloto dele foi comprar em 2015. E alguma ajuda dos pais porque preferem vê-lo fora de casa e com 2 netos do que cá por casa.


    "so gente incapaz fica mais de 20 anos a pagar" que grande disparate/falta de noção.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira, psergio57
  2. Tenho pena que a iliteracia financeira neste país seja tal que medidas inflacionarias (contribuem para o aumento dos preços das casas) como o crédito a 100% sejam vistas como algo positivo.

    E uma boa medida, deflacionaria, e que evita o sobreendividamento é vista como algo negativo.

    A própria comunicação social é parte do problema, ao anunciar isto como "vai ficar mais difícil comprar casa", ao invés de explicarem as coisas à população.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira, AMG1, NAV
  3. Colocado por: ferreiraj125Tenho pena que a iliteracia financeira neste país seja tal que medidas inflacionarias (contribuem para o aumento dos preços das casas) como o crédito a 100% sejam vistas como algo positivo.

    E uma boa medida, deflacionaria, e que evita o sobreendividamento é vista como algo negativo.

    A própria comunicação social é parte do problema, ao anunciar isto como "vai ficar mais difícil comprar casa", ao invés de explicarem as coisas à população.


    Como é que vão explicar o que não sabem?
    A via mais fácil é apelar ao primarismo óbvio: sem as ajudas do estado e sem o crédito a perder de vista é evidente que fica mais complicado aos jovens sairem de casa dos pais.
    Explicar que essas medidas têm o efeito de inflacionar os preços, enquanto o seu fim pode ter o efeito inverso e isso acabara por ser positivo para jovens e menos jovens, isso é muito dificil, porque é contra intuitivo e até contrário à propaganda governamental.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira, eu
    Estas pessoas agradeceram este comentário: ferreiraj125
  4. Colocado por: AMG1propaganda governamental.


    Tenho pena que este governo tenha esta visão powerpoint das coisas... Preferia que apostassem mais no excel do mercado que no show off...

    Esperava mais sinceramente... depois do que aconteceu à Habitação nos tempos do Costa... que estes arrumassem com essa questão duma forma mais acertiva e menos "espetacular".

    O que vejo, é que cada vez mais, teremos mais gente endividada e por mais tempo. E que mesmo aqueles que outrora compraríam só com capitais próprios, estarão condenados a ir ao banco também...

    De pensar que quando começámos certos projectos para venda, os preços na fase de projecto, eram uma fracção dos praticados aquando o término da obra.

    Tudo bem que muita coisa aconteceu, que ajudou a inflacionar os preços. Mas tenho em creer que sem "clientes" com estas capacidades de endividamento, os preços seriam irremediávelmente mais baixos.
  5. Colocado por: JPJDLVso gente incapaz fica mais de 20 anos a pagar" que grande disparate/falta de noção.


    Exacto.
    Acontece que nem toda a gente duplica rendimentos, para que o crédito passe de 40 a 20... nem tem ajudas dos pais ou do governo... ou que pensa noutras coisas na vida além da casa...
    Concordam com este comentário: JPJDLV
  6. Colocado por: Carvai
    Mais interessante é ver que criar dificuldades aos jovens portugueses de comprar casas é considerado um aspeto positivo. Portantes vamos eliminar a procura dos jovens e quem vai comprar as casas ficando estas mais "baratas"?
    Os velhos como eu, os imigrantes ou o pessoal de meia idade que já tinha casa mas entretanto divorciou-se?


    Não se trata de criar dificuldades aos jovens, mas de não lhes alimentar ilusões.
    Eu percebo que a maioria das pessoas que compra uma casa para viver o faz porque não vê uma alternativa melhor, mas criar a ideia de que alguém que compra uma casa pelo equivalente a mais de 20 anos do seu salario liquido, apenas porque a pode pagar em 45 anos é um absurdo e ver um jovem de 25 anos fazer isto deveria preocupar-nos a todos, porque o resto da vida desse jovem vai ficar sujeita a essa divida. Onde fica o espaço para correr riscos e evoluir pessoal e profissionamente, sobretudo naqueles que não tem pais para os ajudar, mem heranças à sua espera.
    Claro que há sempre casos que ultrapassam todos os entraves e chegam onde ninguem era capaz de antever, mas isso são as excepções e a maioria das pessoas não é excepcional, apenas normal e é para esses, os ditos normais que as políticas publicas devem ser orientadas.
    Os filhos de familias com posses ou os génios esses vão sempre ter exito em tudo o que façam, a não ser que sejam burros ou calões e mesmo nesse caso, alguns ainda assim safam-se bem.
    Concordam com este comentário: eu, N Miguel Oliveira
  7. Colocado por: N Miguel Oliveira

    Tenho pena que este governo tenha esta visão powerpoint das coisas... Preferia que apostassem mais no excel do mercado que no show off...

    Esperava mais sinceramente... depois do que aconteceu à Habitação nos tempos do Costa... que estes arrumassem com essa questão duma forma mais acertiva e menos "espetacular".

    O que vejo, é que cada vez mais, teremos mais gente endividada e por mais tempo. E que mesmo aqueles que outrora compraríam só com capitais próprios, estarão condenados a ir ao banco também...

    De pensar que quando começámos certos projectos para venda, os preços na fase de projecto, eram uma fracção dos praticados aquando o término da obra.

    Tudo bem que muita coisa aconteceu, que ajudou a inflacionar os preços. Mas tenho em creer que sem "clientes" com estas capacidades de endividamento, os preços seriam irremediávelmente mais baixos.


    Eu não alimentei nem alimento essa esperança sobre este governo, até porque como o Nuno sabe melhor do que eu, este problema é demasiado complicado para ser resolvido de forma simples, rápida e indolor para todos, que é a fórmula mágica com que muitos politicos (Costa e LM incluidos) procuram convencer os eleitores.
    A forma mais simples e óbvio que permitiria, não ver a resolução do problema, mas um caminho para essa resolução, só podiam ser medidas que aumentassem o numero de casas disponível de imediato e a prazo. Ora isso não é facil de fazer para ninguém e menos ainda para quem a essa dificuldade ainda junta alguns preconceitos ideológicos e ideia erradas sobre o que é ou deve ser a propriedade fundiária e a habitação que não são a mesma coisa.
    Tal como acontece na maioria das grandes cidades europeias, nós precisamos de um programa de habitação publica que não se esgote nos mal fadados bairros sociais, mas isso exige um investimento que nem o Costa, nem o LM puderam/podem fazer e, a meu ver, também não o quiseram/querem fazer por mero preconceito ideológico, num caso porque via essa habitação como um estigma para os seus utilizadores e "lucro fácil" para os privados que aceitassem financiar e no outro porque vê nisso uma ingerência do estado no mercado habitacional, que aos seus olhos é inaceitável.
    Em meu entender, estão ambos errados e o resultado está à vista. Os agentes deste mercado cumprem o seu papel, que é maximizar os seus proveitos com o menor investimento/risco possivel e se têm governos que os ajudam nessa tarefa, tanto melhor e não vão mudar "uma palha" para alterar isso, a não ser que lhe ofereçam um negócio melhor.
    Eu sou razoavelmente céptico quanto a capacidade, em exclusivo, dos mecanismos de mercado para resolver esta crise, mas posso ser surpreendido e se for assim, tanto melhor. Mas parece que tenho um aliado inesperado nesta visão, o actual ministro Pinto Luz, que quer agora promover o associativismo cooperativo na construção de habitação, veremos se não é só mais fogacho.
  8. Existem muitas estatísticas sobre a evolução dos preços de venda das casas, mas também gostaria de ver estatísticas sobre como tem evoluído o custo dessas casas… as matérias primas subiram muito, a mão de obra idem, a produtividade nas obras deve ter baixado bastante já que cada vez existe menos pessoal qualificado, as regras legais cada vez são mais e isso tem um custo, etc.

    Ou seja, como compara o valor de venda com o custo efetivo?
  9. Colocado por: Jorge_GonçalvesExistem muitas estatísticas sobre a evolução dos preços de venda das casas, mas também gostaria de ver estatísticas sobre como tem evoluído o custo dessas casas… as matérias primas subiram muito, a mão de obra idem, a produtividade nas obras deve ter baixado bastante já que cada vez existe menos pessoal qualificado, as regras legais cada vez são mais e isso tem um custo, etc.

    Ou seja, como compara o valor de venda com o custo efetivo?


    Isso não se aplica ao mercado Português. Em Espanha, o custo de construção é igual a Portugal, se for ver uma pesquisa por apartamentos novos, é sensivelmente metade do preço. O que determina os preços é o máximo que as pessoas podem pagar.

    As ajudas que o estado Espanhol deu foi para os jovens comprarem as casas mais barato enquanto em Portugal foi permitir-lhes comprar casas mais caras. E temos os resultados.

    Numa pesquisa rápida encontrei esta: Moradia em banda com 248 m² área bruta por 243.000 €, na primeira linha num condominio com piscina.

    - Promoção de obra nova
    - Venda direta do promotor
    - Sem comissão para o comprador
    - Preço mais IVA (10%) e despesas de compra e venda

    Deixo o link para as más linguas:

    https://www.idealista.com/pt/obra-nueva/111261043/inmueble/111263436/
  10. Nós em Portugal não conseguimos fazer nada perto disto. Isto fica a 1000 euros o m2, num condominio com piscina à frente do mar. Wtf? Quanto é que isto iria custar em Portugal ? No minimo uns 800 mil euros.

    Lá está, os Espanhois conseguem construir a 1000 euros o M2 em empreendimentos, coisa que nós em Portugal não fazemos.


    E depois há outras coisas, por exemplo, eles têm empreendimentos com apartamentos a preços mais reduzidos para pessoas com grau de deficiência superior a 33%
  11. Diria (sem dados para comprovar), que é mais comum edificios maiores, com maior numero de fogos, mais densidade, em terrenos de forma regular e de maior tamanho...

    Eu acredito que parte da solução poderia advir do Ordenamento do Território também. A economia de escala começa com o terreno, e o que é permitido construir...
    Concordam com este comentário: ferreiraj125
    • eu
    • 17 maio 2026 editado
    Colocado por: rod_2000O que determina os preços é o máximo que as pessoas podem pagar.


    Obviamente.

    O exemplo mais flagrante são os preços de apartamentos usados, que custaram amendoins nos anos 90, e agora são vendidos por 300 mil.

    Porque há quem compre.
    Concordam com este comentário: ferreiraj125
  12. Entre 2017 e 2014 tivemos mais de 1 Milhão de imigrantes a residir em Portugal.
    No mesmo periodo tivemos uma média anual de casas construidas de 17000 ano.
    Depois é só fazer contas (eu não consigo sofro de iliteracia financeira), e acusar os governos de ajudar demasiado os jovens...

    https://ffms.pt/sites/default/files/2025-12/18.12.2025%20PR%20Pordata%20Migra%C3%A7%C3%B5es.pdf
    Já agora peço aos craques de economia por aqui que façam asa seguintes contas para um jovem de 30 anos:
    Comprar uma casa agora de 250K sem entrada e a pagar em 40 anos.
    Comprar uma casa de 200K em 2027 com entrada de 10% e a pagar em 20 anos. (prever uma queda de 20% com o fim dos apoios).
    Qual a melhor alternativa sem apoio da familia?
    Qual a dificuldade de qualquer governo construir umas 250K casas a preços acessíveis, tirando serem estrupidos?
    A anedota das cooperativas num país onde nem meia dúzia de condóminos se entende para arranjar um telhado ou um elevador?
    Concordam com este comentário: ferreiraj125
  13. Colocado por: eu

    Obviamente.

    O exemplo mais flagrante são os preços de apartamentos usados, que custaram amendoins nos anos 90, e agora são vendidos por 300 mil.

    Porque há quem compre.


    Quando não há melhor alternativa...que remedio!
    Este é também um dos resultados de deixarmos toda a gente dependente dos "humores" do mercado.
    Quando um dos principais actores do mercado faz estas declarações, não restam duvidas sobre quão "virtuosa" é a capacidade do mercado, neste caso bancário, para se auto-regular e sobretudo da aprendizagem que fizeram com os eventos da última crise.
  14. Colocado por: euO exemplo mais flagrante são os preços de apartamentos usados, que custaram amendoins nos anos 90, e agora são vendidos por 300 mil.

    É o mercado a funcionar em pleno, clarinho como água! :)

    Mas o meu tema é outro… colocando de lado esta correlação entre oferta e procura, quanto custa a mais construir hoje face a 2010 por exemplo? MP mais caras, mão de obra também, mais exigências legais, etc., ou seja, tudo coisas que fazem aumentar o custo de construção e nada para baixar.

    Comprar uma casa hoje custa +x%/m2 e construir quanto mais custa? Fazendo esta conta, podemos ter uma melhor noção de qual é efetivamente a margem que existe para ajustar os preços num cenário de maior equilíbrio entre a oferta e a procura.
  15. Colocado por: N Miguel OliveiraDiria (sem dados para comprovar), que é mais comum edificios maiores, com maior numero de fogos, mais densidade, em terrenos de forma regular e de maior tamanho...

    Eu acredito que parte da solução poderia advir do Ordenamento do Território também. A economia de escala começa com o terreno, e o que é permitido construir...

    O Miguel fala frequentemente do exemplo americano e não posso estar mais de acordo.

    Aqui perto de mim, estão a construir uma urbanização nova de raiz, com talvez uns 200 lotes para moradias. Atualmente, estão mais de 50% prontas ou em conclusão e não existem 2 iguais! Nem nenhum construtor que tenha feito mais do que uma!

    Cada vez que lá passo, lembro-me de si… se isto fosse nos EUA, eram todas iguais, feitas pelo mesmo construtor e provavelmente… iam custam “metade” (eficiência e economia de escala)
  16. Colocado por: rod_2000


    Numa pesquisa rápida encontrei esta: Moradia em banda com 248 m² área bruta por 243.000 €, na primeira linha num condominio com piscina.

    - Promoção de obra nova
    - Venda direta do promotor
    - Sem comissão para o comprador
    - Preço mais IVA (10%) e despesas de compra e venda

    Deixo o link para as más linguas:

    https://www.idealista.com/pt/obra-nueva/111261043/inmueble/111263436/

    Na primeira linha das estufas de Almeria, das poucas obras da humanidade vistas do espaço.
    Screenshot-20260517-105531-Chrome
  17. Colocado por: Jorge_GonçalvesO Miguel fala frequentemente do exemplo americano e não posso estar mais de acordo.

    Aqui perto de mim, estão a construir uma urbanização nova de raiz, com talvez uns 200 lotes para moradias. Atualmente, estão mais de 50% prontas ou em conclusão e não existem 2 iguais! Nem nenhum construtor que tenha feito mais do que uma!

    Cada vez que lá passo, lembro-me de si… se isto fosse nos EUA, eram todas iguais, feitas pelo mesmo construtor e provavelmente… iam custam “metade” (eficiência e economia de escala)


    Por acaso no meu comentário, eu pensava nos quarteirões espanhóis, nas extensões de cidades como Madrid, Barcelona, etc... em que um edifício ocupa o quarteirão inteiro, e onde se aposta mais pelos apartamentos, que por moradias em banda. Essas são quase exclusivas para a malta rica... sendo que a classe média se contentará com um apartamento entre outros 400 ou 500.

    Sobre os projectos nas Americas, nem tudo é repitivo e enfadonho como o "200 casas iguais" faz pensar. Sim, é verdade, que certas vezes, a imaginação não dá para mais e encontramos exemplos maus de repetição levada a um extremo.

    Mas nem sempre é assim, e é nos bons exemplos em que penso quando escrevo sobre aquelas bandas.

    Em primeiro lugar, são precisas constructoras com dimensão e arcaboiço suficientes para levar a cabo empreitadas dessas... empresas que comprar terrenos com vários hectares e construir poucos edificios de apartamentos ou de moradias, e densos.

    Nas moradias em banda por exemplo... um conjunto se 5 ou 6 habitações é visto como um edificio em propriedade horizontal, ainda que à vista desarmada pareçam casas em banda normais. Ora, isto permite muita concentração de infraestrutura por exemplo... em que por edificio há um só local técnico que depois distribuí pelas habitações, idem para o lixo, ou certas "amenidades" como lhe chamam, como jardins, acessos, etc...

    Mesmo no caso de loteamentos de casas isoladas, com 300 casas por exemplo... podem ser construídas por uma só constructora... mas em que em vez de 300 casas iguais... tem uns 5 ou 6 modelos diferentes, em que depois muda certos materiais, cores, texturas, etc... espelha esquerda-direita, etc... ou permite com a mesmíssima planta um look mais clássico e tradicional, ou um mais arrojado e contemporâneo... e no final, tem uma mistela de 300 casas únicas e "personalizadas"... em que esta mistela caótica foi "planeada" e "controlada"...

    Ou seja, a economia de escala está lá, um player construiu 300 casas, sabendo exactamente quanto custaria erguer cada uma delas... o que permite vendê-las com menores margens de segurança e incerteza.

    No final, não se gastou em 300 projectos de casas individuais... houve só 5 ou 6... em que numa o "material 1 e 2" eram A e B, e noutro modelo igual o "material 1 e 2" era B e A, ou C e D, ou C e A, e por aí fora...

    Confesso que gosto muito deste sistema, pois permite ter um bairro relativamente democrático, com moradias mais ou menos semelhantes em tamanho e preço... o que faz com que para gerir certas coisas, como "ora se o Estado não nos corta a relva público cada 2 semanas, podemos, entre vizinhos, pagarmos todos o mesmo por um serviço de manutenção ou reparação estilo condomínio".
    Ou seja, não estámos à espera que o estado faça tudo... podemos ter iniciativa colectiva e desenrascarmo-nos sozinhos...

    Agora queremos uma piscina comum... entre 300 vizinhos podemos comprar um lote ou dois, e construir a piscina para uso do bairro... em vez de esperarmos 30 anos entre promessas do presidente da junta, financiamento, e construção dum bem público, que no final cobra bilhete na mesma...

    O bairro de Rivermark, em Santa Clara, Califórnia (0,6km²) é um bom exemplo disso na minha opinião. Mas não é preciso ir tão longe, não faltam bons exemplos na Europa também... e mesmo em Portugal certamente encontrará uns quantos bem pensados e destinados à classe média. Simplesmente não os conheço.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: ferreiraj125
  18. Colocado por: argoNa primeira linha das estufas de Almeria, das poucas obras da humanidade vistas do espaço.


    Por acaso achei interessante a minha pesquisa sobre as estufas de Almeria. De onde nós comemos nos supermercados.

    Fui pesquisar algo idêntico em Portugal e não encontrei, o sitio mais parecido seria em Sines, onde um T2 novo com 70 m2 ronda os 330 mil. Com um cheirinho da ZILS.

    Isto aqui é para chegar à conclusão que o comparável entre Portugal e Espanha, lá é sempre mais barato por um imóvel em condições idênticas.
  19. https://www.dn.pt/governo-quer-canalizar-mais-de-500-milhes-de-euros-do-oramento-do-estado-para-construo-de-casas-acessveis?utm_source=chatgpt.com


    De acordo com esta notícia, o estado planeia construir 12k habitações a precos acessiveis e para isso vai contrair um empréstimo de €1,34bi junto do BEI. Mesmo que esse fosse o custo total dessas 12000 casas e a noticia diz que não é, cada uma dessas casas construida a "custos acessiveis" custará €117k.
    Ora, quando o argumento é afirmar que não há dificuldade em qualquer governo construir 250.0000 casas dessas e só não o faz por estupidez, das duas uma, ou o comentário vem de alguém que tem a mesma familariedade do Elan Musk no tratamento de milhares de milhões, ou então, como já por aqui foi afirmado, de alguém com uma enorme "falta de noção".
    O comentário sobre as cooperativas, também merecia uma resposta, mas para "anedota", já basta esta.
 
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