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    • m6rk
    • 17 maio 2026 editado
    Gen, backup, grid.

    A Deye prefere chamar-lhes GEN, LOAD, GRID.

    Supomos que temos um inversor de 6kw numa instalação de 13,8.
    Ligando o grid à rede, o backup a uma parte da casa e o gen a uma resistência de uma AQS.
    1- caso falhe a energia, os equipamentos ligados ao backup têm energia?

    Têm energia até um máximo aprox. 5.8kW (os 6kW do inversor subtraídos da energia necessária para alimentar o inversor e outros componentes que não são propriamente os consumos domesticos), desde que os paineis e/ou a(s) baterias(s) sejam capazes de produzir essa energia.

    2- em caso afirmativo, qual a razao do uso de um ATS?

    No seu caso - inversor de 6kw e quadro/rede interna/potencia contratada de 13,8kW - o inversor não é capaz de gerir internamente toda a sua rede e nesse caso tem de ter um ATS ou a versão manual (MTS).
    Caso a sua potencia fosse inferior à do Deye (por exemplo potencia contratada 6,9 kW com inversor de 8 kW) então poderia ligar toda a sua rede à porta LOAD do inversor e usar o ATS interno do inversor.

    3- Se o que estiver no backup exceder os 6Kw, continua a ser abastecido? Ou fica limitado a 6kw?

    Se exceder os 6 kW, o sistema de proteção interna do inversor dispara e o inversor desliga-se. Passado algum tempo o inversor tenta arrancar e se se mantiver a sobrecarga volta a desligar, se a carga passar a ser inferior a 6kW o inversor arranca normalmente.
    Quando o inversor dispara por sobrecarga, os relés ficam muito quentes e vão aquecendo cada vez mais à medida que o inversor vai tentando arrancar.

    4- em caso de excedente e configurando a porta gen para isso, só o excendente é que será usado? Ou seja, imaginemos que ligamos uma resistência elétrica de 2kw, mas apenas temos 1kw de excedente, só esse 1kw é que é enviado, ou ele vai buscar á rede o restante?
    Tenho essas duvidas, porque tenho 4 QEs, mas só num deles é que tenho equipamentos que consomem muita energia (BC e 2Ves), e em caso de apagão apenas necessito que o resto seja alimentado. E ponderava ligar o restante ao backup e deixar o resto no grid.

    Para o seu objetivo e procurando evitar criar problemas aos relés internos do Deye, talvez o melhor seja accionar os seus equipamentos através de um (ou mais) relé DIN cuja porta de sinalização é alimentada a partir da porta GEN do Deye.

    Ao contrário dos Deye de há uns anos, os relés dos Deye atuais já não são Panasonic de boa qualidade. Agora são componentes chineses de pior qualidade e menor capacidade e, onde a Deye antes usavam um único relé, usa agora um par para tentar cumprir a mesma função. O problema é que, qualquer que seja a qualidade de 2 relés em paralelo, eles nunca fecham/abrem ao mesmo tempo e desgraçadamente o relé que nasceu a disparar mais cedo vai ser sempre e consistentemente massacrado até à morte... altura em que vai emitir aquele fumo branco mágico que assinala uma cascata de desgraças dentro do inversor e a passagem do inversor ao estado de "pesa papéis".
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Beira Interior Power
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  1. Colocado por: m6rkNo seu caso - inversor de 6kw e quadro/rede interna/potencia contratada de 13,8kW - o inversor não é capaz de gerir internamente toda a sua rede e nesse caso tem de ter um ATS ou a versão manual (MTS).


    Em 1º lugar, muito obrigado pelo excelente esclarecimento e contributo.

    Agora as dúvidas:
    O ATS só funciona em caso de falha de energia. A ver se entendo, o ATS está localizado entre a entrada do QGE e a instalação, correto? A função é apenas cortar para fora. Em caso de falha de energia o DEYE não alimenta através da porta GRID (AZUL), correto? Só alimenta através da porta Backup (VERMELHO). Portanto tudo o que está a montante da PORTA GRID (AZUL) está OFF.

    Ainda não percebi a razão do ATS a não ser em caso de reestabelecimento de energia, o inversor necessitar de fazer novamente a sincronização.

    Quanto à porta LOAD, bem me parecia que tinha essa funiconalidade. E refere bem essa questão dos relés. A questão é: Eu até posso ligar essa saída a um contactor. Mas como consigo saber que a resistencia do AQS (que está a ser alimentada via contactor) só está a receber o excedente?
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  2. Alguém tem ideia da força de aperto dos grampos que seguram os painéis aos carris? Já consultei os documentos que a loja disponibiliza e, embora mencionem claramente a necessidade de uma chave dinamométrica, NUNCA dizem a força de aperto necessária!
  3. Força mais fraca da aparafusadora, no fim aperta à mão.
  4. Colocado por: pcspinheiroAlguém tem ideia da força de aperto dos grampos que seguram os painéis aos carris?

    Entre 12 e 20nM. Nunca mais de 20nM.

    Varia de fabricante para fabricante e num mesmo fabricante depende das características específicas do modelo do painel, razão pela qual o fabricante fornece sempre essa informação no manual de instalação.

    Uma vez instalados, os painéis dilatam e contraem muito, pelo que é necessário deixar a aparelhagem de fixação com folga:
    a) Se for apertado com menos de 12 Nm, é possível que com o tempo frio os painéis contraiam, fiquem mais "soltos" e fiquem mais susceptíveis ao vento mais forte.
    b) Se for apertado com mais de 20nM, é possível que, nos meses mais quentes de verão em que é não é raro os painéis atingirem 80 °C, os painéis dilatem muito e deformem a armadura (em geral alumínio 30~40mm) e/ou partam o vidro.
  5. Obrigado. Em consulta ao CoPilot, foi-me recomendado um valor de 14-16 Nm, com base em "standards da indústria". Confesso que nunca vi uma chave dinamométrica na mão dos instaladores...
  6. Eu apertei nos 15nm. Na altura foi também o valor a que cheguei. Mas só medi 2 ou 3 grampos com a chave dinamometrica, dos mais de 30.

    Calibrei a aparafusadora com base nesses e depois foi só com essa medida. Julgo que era no 3 ou 4 numa black n decker
    • m6rk
    • 17 maio 2026 editado
    Colocado por: jfsmoreiraAinda não percebi a razão do ATS a não ser em caso de reestabelecimento de energia, o inversor necessitar de fazer novamente a sincronização.

    O ATS (ou a versão manual, MTS) quer seja externo, quer seja interno ao inversor, cumpre a mesma função, a saber, permite que ao seu QGE cheguem sempre e apenas os mesmos 2 fios - fase e neutro. Em rigor tem também um ponto médio em que não há saída nenhuma.

    Na porta I do ATS (a porta preferencial) são ligados os cabos que vêm do contador (ou diferencial nas instalações mais antigas) da e-Redes e na porta II são ligados os cabos que vêm da porta LOAD do Deye. Na porta de saída são ligados os cabos que vão para o QGE.

    Quando há tensão no cabo que vem da e-Redes é ela que alimenta o seu QGE. Neste caso o inversor fica ligado pela porta GRID ao seu QGE e, dependendo da configuração escolhida, é por essa porta que recebe a energia para a sua própria alimentação, para carregar a bateria, etc. e é também por esta porta que o inversor injeta corrente no QGE (vinda dos painéis e/ou da bateria). Tendo a eletricidade a natureza fisíca que tem, os seus equipamentos preferirão consumir a eletricidade que tão solicitamente lhe é disponibilizada pelo inversor ali ao lado, em detrimento da eletricidade que a e-Redes lhe quer vender.

    Quando não há tensão na rede o inversor entra em "modo ilha" (por obrigação legal os inversores só podem entrar em modo ilha quando estão desligados da rede geral) e então uma de 2 coisas pode acontecer:
    a) Tem uma bateria com carga suficiente para alimentar o inversor e ele arranca, faz o shunt interno entre as saídas neutro e terra, junta-lhe a fase e a tensão fica disponível na porta LOAD e é entregue na porta II do ATS e daí para o seu QGE.
    b) Não tem bateria, mas tem tensão suficiente produzida pelos painéis fotovoltaicos para fazer arrancar o inversor em modo "black-start" (que no caso do seu Deye anda um bocadinho acima dos 125V CC) e neste caso o inversor arranca e funciona como descrito em a). O funcionamento dos inversores apenas com os painéis pode ser muito errático e fazer comutar os relés internos de forma furiosa, se tiver poucos painéis, se estes estiverem muito sujos ou em mau estado, se chover muito, se nevar, se houver muitas nuvens, se a luz solar for insuficiente, etc.

    Mas como consigo saber que a resistencia do AQS (que está a ser alimentada via contactor) só está a receber o excedente?

    Tem de confiar no manual do Deye e na programação nele descrita, veja todas as entradas referentes a "smart load", por ex.:
    ** "Power=500W, ON: 100%, OFF=95%: When the PV power exceeds 500W, and battery bank SOC reaches 100%, Smart Load Port will switch on automatically and power the load connected. When the battery bank SOC < 95% or PV power < 500w, the Smart Load Port will switch off automacally".

    Se o inversor Deye estiver bem configurado, irá fornecer-lhe indicações no mostrador sobre o que está a fazer e para onde está a distribuir a energia. Não é por acaso que um inversor Deye custa o mesmo do que 3 máquinas de lavar loiça...

    Se for especialmente desconfiado, vai sempre a tempo de instalar um Shelly (CT do Shelly clampado no cabo que sai da porta "GEN").
  7. Colocado por: hangasEu apertei nos 15nm. Na altura foi também o valor a que cheguei.


    Fui ver agora o torque para os grampos s11 da sunfer e na ficha técnica indicam 7nm! Não sei que pesquisas fiz na altura para chegar aos 15, que é mais do dobro.
    E isto foi no inverno, dias antes do ano novo. Tenho que ir fazer uma revisão aquilo estou a ver.
    • m6rk
    • 17 maio 2026 editado
    Colocado por: hangasFui ver agora o torque para os grampos s11 da sunfer e na ficha técnica indicam 7nm! Não sei que pesquisas fiz na altura para chegar aos 15, que é mais do dobro.
    E isto foi no inverno, dias antes do ano novo. Tenho que ir fazer uma revisão aquilo estou a ver.

    Salvo melhor opinião, aquilo com que tem de se preocupar é com a força de aperto indicada pelo fabricante dos painéis.
    Se o manual dos painéis disser, por ex., 12Nm é essa a força de aperto que deve usar.

    Se para fixar esses painés estiver a usar grampos de fixação que indicam 7Nm então é provável que esse tipo de grampo não seja adequado àqueles painéis. De resto 7Nm parece mais a força de aperto usada nas estruturas de montagem daqueles painéis pequeninos que se instalam nas autocaravanas.

    Há 4 pontos críticos numa instalação:
    * as ferragens de fixação dos painéis (num mundo ideal seriam todas da K2 ou Schletter);
    * o calibre dos cabos bas baterias, por ex., nas agora habituais baterias de 16kWh (314 Ah) o calibre deveria ser de, pelo menos, 70mm2 (AWG 2/0);
    * o terceiro fator é a falta de reaperto das ligações - de todas as ligações elétricas;
    * por último, o mais fatal, o abuso das cargas que são penduradas na saída LOAD (Backup) do inversor.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: eu
  8. Colocado por: m6rkdiferencial nas instalações mais antigas) da e-Redes e na porta II são ligados os cabos que vêm da porta LOAD do Deye


    A porta load só tem energia em caso de falta de grid?

    Se tiver uma situação de backup parcial, os circuitos não essenciais ficam a montante do ATS?
    • eu
    • 17 maio 2026
    Colocado por: m6rk* o terceiro fator é afalta de reaperto das ligações - de todas as ligações elétricas;


    Fiz isso nos meus quadros elétricos uns 2 ou 3 anos depois da instalação e fiquei assustado.

    Nunca pensei que aparecessem tantas folgas !
    • eu
    • 17 maio 2026 editado
    Colocado por: m6rkO funcionamento dos inversores apenas com os painéis pode ser muito errático e fazer comutar os relés internos de forma furiosa, se tiver poucos painéis, se estes estiverem muito sujos ou em mau estado, se chover muito, se nevar, se houver muitas nuvens, se a luz solar for insuficiente, etc.


    O meu farta-se de comutar os relés quando há pouca luz, no início e fim do dia. Ele deteta diferença de potencial suficiente e liga o circuito DC. Claro que a corrente é zero, a tensão cai em flecha, e ele desliga logo a seguir. Passado uns segundos volta ao mesmo ciclo.

    Será que não há forma de alterar este comportamento? Isto vai dar cabo dos relés muito rapidamente.
  9. Colocado por: m6rk* por último, o mais fatal,o abuso das cargas que são penduradas na saída LOAD (Backup) do inversor.


    E qual é a consequência disto?
  10. Colocado por: HFSF

    E qual é a consequência disto?

    Tb gostaria de saber.
    Num dos circuitos que vi em backup total, toda a instalação da casa foi pendurada na porta load. Ou seja, era um circuito muito simples: Rede-Grid(inversor)-load-QGE-cargas
  11. Era assim que tencionava montar também: a casa toda na porta load... Como não tenho cargas críticas isoladas, em caso de falha da rede uso apenas o estritamente necessário; havendo rede funciona como "passthrough". Não vi nada contra desde que não se exceda a corrente máxima deste passthrough 🤷🏼
    Concordam com este comentário: hangas, mafgod
  12. E nesse caso. Há necessidade de um ATS?
  13. Colocado por: jfsmoreiraA porta load só tem energia em caso de falta de grid?

    Depende da configuração, veja no manual "5.7 System Work Mode Setup Menu"
    Concordam com este comentário: Beira Interior Power
  14. E é assim que tenho também. Parece ser até um setup bastante normal nos Victron quando em usados nessa configuração.

    A rede está lá para suportar o défice, o no caso do inversor de 5000VA suporta até 50A de pass-through.

    Claro que caso haja uma falha de rede, entra em overload durante o tempo para o qual foi desenhado e faz shutdown. Tudo dentro das specs.
  15. Colocado por: HFSF

    E qual é a consequência disto?

    Nenhuma, se o inversor aguenta e a bateria acompanha.
    Estás baterias que falamos dão não boa 100-150A que já é muita fruta
 
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