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  1. Há dezenas de anos que o critério de distribuição de casas públicas e subsídios é para quem paga menos impostos e não para quem ganha menos.
    E o Estado nunca soube (ou quer) distinguir mas as Empresas Financeiras sempre o souberam fazer.
  2. Colocado por: jg231mais um

    https://x.com/HollyGrayle/status/2057828046141616249

    já tinha visto o vídeo, pensei que fosse mentira mas é verdade

    pq razão uma coisa destas existiria, poupa mais que 99% da população portuguesa, aliás o gajo recebe mais que 99% 🤣

    inacreditável, subsidios subsidios subsidios



    fds, esta natalidade anda a crescer imenso, 32.5% de aumento! está resolvido o problema da SS!

    claramente o problema dos preços n é da procura subsidiada e importada!


    Porque a ideia é destruir a Europa (leia-se, o povo europeu).

    Isto ainda vai correr muito mal.
    • AMG1
    • 23 maio 2026 editado
    Colocado por: CarvaiHá dezenas de anos que o critério de distribuição de casas públicas e subsídios é para quem paga menos impostos e não para quem ganha menos.
    E o Estado nunca soube (ou quer) distinguir mas as Empresas Financeiras sempre o souberam fazer.


    Se o estado fosse utilizar a metodologia dos Bancos, teria que assumir que não consegue controlar a fuga ao pagamento de impostos.
    Aqui há uns anos vivi profissionalmente uma situação completamente caricata, que foi ver o desespero de uma SFAC alemã, ligada a uma conhecida marca de automóveis, que não sabia como fazer negócio em Portugal, porque todos os modelos de scoring que tinham, nenhum conseguia avaliar a real capacidade crediticia dos clientes em Portugal. Claro que lhes faltava o óbvio e que os bancos nacionais sabem há muito, não confundir rendimento declarado com rendimento efectivamente disponível. A solução foi sub-contratar a avaliação de risco de crédito a um banco nacional.
    É tambem por isso que o tal "saque fiscal" tem de ser grande para os que não conseguem fazer essa proeza, que é ganhar 10 e declarar apenas 5, coisa que em Portugal está ao alcance de muitos, ao contrário da Alemanha.
  3. Colocado por: ferreiraj125Porque a ideia é destruir a Europa (leia-se, o povo europeu).

    Isto ainda vai correr muito mal.


    Não vejam isso dessa forma negativa. Se não fossem os imigrantes, que era feito do imobiliário Português? Estávamos estagnados como a Itália.

    O meu único problema com isto é o problema que possamos vir a ter no futuro, porque a realidade é que estamos a criar uma nova "base" na sociedade composta destes imigrantes, que um dia pode vir a revoltar-se.

    Por exemplo, se 50% dos nascidos em Lisboa são filhos de imigrantes, eu não sei se esta malta um dia vai aceitar viver numa sociedade em que eles têm de construir a sua vida do zero, enquanto os filhos dos que cá estavam antes, têm mais quando nasceram do que eles serão capazes de construir durante toda a sua vida. Normamente ao longo dos séculos foi este tipo de disparidades que gerou guerras e revoluções, o 25 de abril foi uma delas.
    Concordam com este comentário: John Doe
  4. A ausência de coesão social sempre constituiu uma ameaça à segurança de todos. Só que isso é verdade quer os excluídos sejam imigrantes ou nacionais. Aqueles que deixarmos para trás, acabarão sempre por impor a sua presença.
    Se excluirmos os filhos dos imigrantes, eles vão acabar por se revoltar, o mesmo aconteceria com os nossos filhos se sentissem que estavam a ser descriminados.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira, vmontalvao
  5. Colocado por: ferreiraj125Porque a ideia é destruir a Europa (leia-se, o povo europeu).

    Isto ainda vai correr muito mal.


    Como assim? Quem teve essa ideia? Quem?
    É normal o mundo evoluído, ocidental, ter cada vez menos filhos, por 1001 motivos.

    Isso choca de frente com o consumismo, com os lucros, a productividade. Ficam a faltar trabalhadores para isso. Ou quem faz o serviço são máquinas, ou se importam pessoas.
    Simples.

    Alguma vez pusemos em questão abrandar? Produzir menos tralha e serviços? Viver com menos? Trabalhar menos horas?

    A demografia teve um boom no pós-guerra. Esse boom gerou muito emprego, muito de tudo.
    A demografia abrandou, porque não abrandou a produção?

    O CEO que não apresente crescimento é despedido pelo accionista.

    Então a oferta e a procura não funciona aqui?

    A demografia é como a pressão de ar, tende para o equilibrio. Se há regiões do mundo com sobrepopulação, e noutras, precisam-se de mais engenheiros, agricultores, trolhas, haverá sempre uma procura pelo equilíbrio.
    Um indiano ou brasileiro que vem ocupar uma vaga numa universidade, é o mote para não se fechar tal curso... manter professores, etc.

    Temos é que definir o que queremos. Se queremos diminuir a população habitante do país, deveremos, sem rodeios admitir que muitos negócios irão fechar, muitas escolas passarão a lar de idosos, muitas profissões deixarão existir, e muitos dos trabalhos serão máquinas a fazê-los. E não há nada de mal nisso.

    Não podemos é querer o sol na eira e a chuva no nabal. Convém, como sociedade, decidirmos para que lado queremos ir...

    As crianças portuguesas hoje, quantos primos têm? E os seus pais, nos 30-40 anos hoje, quantos primos têm? E os pais e tios destes, hoje nos 60-70, quantos primos tinham? E o que produz hoje alguém com 30 anos, face ao que produziu alguém das gerações acima com a mesma idade?
    No fundo, a coisa é tão simples quanto esta...
    O mercado só funciona se houver clientes. Como o futebol só funciona se houver quem assista ao jogo, seja no estádio ou em casa.
    Não há milagres.

    Nada disto é novo. Tem sido o dilema de qualquer país desenvolvido nas últimas décadas.
    Concordam com este comentário: AMG1
  6. Colocado por: N Miguel Oliveira

    Como assim? Quem teve essa ideia? Quem?
    É normal o mundo evoluído, ocidental, ter cada vez menos filhos, por 1001 motivos.

    Isso choca de frente com o consumismo, com os lucros, a productividade. Ficam a faltar trabalhadores para isso. Ou quem faz o serviço são máquinas, ou se importam pessoas.
    Simples.

    Alguma vez pusemos em questão abrandar? Produzir menos tralha e serviços? Viver com menos? Trabalhar menos horas?

    A demografia teve um boom no pós-guerra. Esse boom gerou muito emprego, muito de tudo.
    A demografia abrandou, porque não abrandou a produção?

    O CEO que não apresente crescimento é despedido pelo accionista.

    Então a oferta e a procura não funciona aqui?

    A demografia é como a pressão de ar, tende para o equilibrio. Se há regiões do mundo com sobrepopulação, e noutras, precisam-se de mais engenheiros, agricultores, trolhas, haverá sempre uma procura pelo equilíbrio.
    Um indiano ou brasileiro que vem ocupar uma vaga numa universidade, é o mote para não se fechar tal curso... manter professores, etc.

    Temos é que definir o que queremos. Se queremos diminuir a população habitante do país, deveremos, sem rodeios admitir que muitos negócios irão fechar, muitas escolas passarão a lar de idosos, muitas profissões deixarão existir, e muitos dos trabalhos serão máquinas a fazê-los. E não há nada de mal nisso.

    Não podemos é querer o sol na eira e a chuva no nabal. Convém, como sociedade, decidirmos para que lado queremos ir...

    As crianças portuguesas hoje, quantos primos têm? E os seus pais, nos 30-40 anos hoje, quantos primos têm? E os pais e tios destes, hoje nos 60-70, quantos primos tinham? E o que produz hoje alguém com 30 anos, face ao que produziu alguém das gerações acima com a mesma idade?
    No fundo, a coisa é tão simples quanto esta...
    O mercado só funciona se houver clientes. Como o futebol só funciona se houver quem assista ao jogo, seja no estádio ou em casa.
    Não há milagres.

    Nada disto é novo. Tem sido o dilema de qualquer país desenvolvido nas últimas décadas.


    Dilema para o qual não existe sequer uma só solução e muito menos uma solução tão simples como acabar com a imigração.
    A imigração não é nada de novo, apenas o resultado da forma como os recursos estão distribuidos pelo mundo. A imigração económica procura os locais onde existem recursos disponíveis, no caso trabalho que possam fazer a troco de uma vida melhor do que a existente no local de origem.
    Quem teve a sorte de nascer naquilo a que habitualmente chamamos primeiro mundo, a unica diferença que tem dos restantes seres humanos é mesmo só essa, o local de nascimento. É claro que o mundo não é um conto de fadas e todos competimos pelas mesmas coisas, mas convém não esquecermos, que nesta história, nós somos os previligiados e que devemos esse privilégio a alguém que antes de nós o conquistou, nada no mundo foi entregue aos seres humanos por ordem divina, tudo resultou do esforço e engenho de alguém. Qualquer português tem no seu ADN vestígios de gente que veio dos locais mais recônditos do globo. Cada um de nós faz o melhor que sabe e pode para melhorar a sua vida e se temos melhores possibilidades de o conseguir do que muitos dos actuais imigrantes, isso também resulta do esforço de muitos dos nossos antepassados que imigraram para este canto do mundo.
    Naturalmente que qualquer país tem uma capacidade limitada de receber imigrantes e que não devemos receber quem não queira não participar no esforço comum, mas nada disto é incompativel com a necessidade de tratarmos condignamente quem nos procura, porque isso é também honrar a memoria de quem conquistou o privilégio de que hoje usufrimos.
    O problema é que nesta discussão sobre a imigração há permanentemente não só um "elefante na loja de porcelana", mas também um "mamute", num caso é o racismo mal disfarçado de muitos que ombreia com a ignorância e insensatez de outros tantos.
    Qualquer solução com futuro, nunca virá dum debate entre estes dois grupos. Por mais vocal ou apelativo que ele possa parecer, nunca será mais do que palha que acabará por voar com o vento. O que ficará será sempre a tolerância e a seriedade e não o ódio ou a mentira, mesmo que circunstancialmente possa parecer o contrário.
    Claro que a população europeia vai mudar, não amanhã, mas mudará e também por influência de quem vem de outras paragens, porque também foi isso que ocorreu no passado e que resultou no que somos hoje.
    Quem tiver medo do futuro, não terá outra solução do que não seja "comprar um cão", porque ele (o futuro) não vai pedir licença para acontecer.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira, fagulhas
    Estas pessoas agradeceram este comentário: N Miguel Oliveira
  7. Colocado por: AMG1Claro que lhes faltava o óbvio e que os bancos nacionais sabem há muito, não confundir rendimento declarado com rendimento efectivamente disponível. A solução foi sub-contratar a avaliação de risco de crédito a um banco nacional.
    É tambem por isso que o tal "saque fiscal" tem de ser grande para os que não conseguem fazer essa proeza


    Ora...
    Por isso e que a questao da habitacao tambem tem muito que se lhe diga. Pois como digo sempre... nao da para dizer que temos um problema de acesso a habitacao e os numeros de casas vendidas estao em numeros recorde. E porque ha quem pague.

    Colocado por: rod_2000O meu único problema com isto é o problema que possamos vir a ter no futuro, porque a realidade é que estamos a criar uma nova "base" na sociedade composta destes imigrantes, que um dia pode vir a revoltar-se.


    Nao pode. Vai. Porque a esmagadora maioria deles que serao de 2a geracao nao vai subir no elevador social. Filhos de pais pobres, que chegam aqui muitas vezes em condicoes precarias, que vao ter dificuldades de aprendizagem... enfim, um dos varios problemas de integracao que quando apontados tornam alguem 'fascista'. Mas ha sempre quem defenda que conseguimos facilmente integrar tudo o que venha, haja vontade.

    Colocado por: N Miguel OliveiraIsso choca de frente com o consumismo, com os lucros, a productividade. Ficam a faltar trabalhadores para isso. Ou quem faz o serviço são máquinas, ou se importam pessoas.
    Simples.


    Nao tem de chocar.
    Ha varias medidas simples que conseguem cortar facilmente com esses 'problemas'. Por exemplo, subir o IVA na restauracao e hotelaria para a taxa normal em vez de lhes dar um incentivo fiscal disfarcado.

    Colocado por: AMG1Dilema para o qual não existe sequer uma só solução e muito menos uma solução tão simples como acabar com a imigração.


    Nao existe ninguem normal da cabeca que defenda acabar com a imigracao. Nem o Chega.
    Aqui o problema e que se criou uma dicotomia 'pro imigracao' vs 'anti-imigracao' quando na realidade a divisao tem a ver com os criterios de migracao. Ha uma parte que quer regras mais rigidas e criterios claros, enquanto outra nao quer criterios nenhuns.
    Acabar com a imigracao nao existe (porque ate vivemos num espaco de fronteiras abertas) e e estupido.
    Mas nesta altura, ate o mais fervoroso socialista ja consegue admitir envergonhadamente que e necessario regras e limites.
    Mas isto depois de terem tomado decisoes que tornaram a vida da classe media portuguesa muito mais dificil.

    Colocado por: AMG1Qualquer solução com futuro, nunca virá dum debate entre estes dois grupos. Por mais vocal ou apelativo que ele possa parecer, nunca será mais do que palha que acabará por voar com o vento. O que ficará será sempre a tolerância e a seriedade e não o ódio ou a mentira, mesmo que circunstancialmente possa parecer o contrário.


    E tinha sido tao simples nao deixar que um dos lados fosse representado por apenas um grupo. O que retirou toda a credibilidade aos moderados que 'acordaram' agora depois de andarem anos a dizer que os outros eram racistas e xenofobos.

    Colocado por: AMG1Naturalmente que qualquer país tem uma capacidade limitada de receber imigrantes e que não devemos receber quem não queira não participar no esforço comum, mas nada disto é incompativel com a necessidade de tratarmos condignamente quem nos procura, porque isso é também honrar a memoria de quem conquistou o privilégio de que hoje usufrimos.


    Sim, mas repare que ate um 'insuspeito' como o AMG1 agora refere isso. Quando eu comentava isto em 2022 e 23... :)
    E mesmo agora a discussao continua completamente inquinada. Pois ate quem suposta e um dos 'pilares da democracia' esta constantemente com propaganda politica disfarcada de noticiario. E como os imigrantes que salvam a seguranca social, aquela mentira que so 'cola' quem fez a escolaridade obrigatoria sem nunca perceber realmente como funciona o sistema fiscal e a organizacao do estado.
  8. Colocado por: dmanteigasHa uma parte que quer regras mais rigidas e criterios claros, enquanto outra nao quer criterios nenhuns.


    Curiosamente, essa é a propaganda dos tais fascistas e xenofobos, quando fazem pausa nas acusações a algum grupo em particular, e destilam insultos a quem não vota neles.

    Nunca lí ninguém neste fórum, ou na rua, defender uma imigração sem critério, nem agora, nem antes. Mas o argumento volta e meia lá aparece, como que se fosse verdade. Mesmo quando "dizemos" que deveria ser algo estilo Suíça por exemplo... a malta só está atenta se estamos "de acordo" ou não, de que o indiano não toma banho. Idem para a questão da atribuíção da nacionalidade.

    A crítica para com muitos ferverosos do Chega, mantém-se na mesma... que é muitos deles pegarem com algum grupo em particular, que aquilo que querem é algo tão simples quanto melhorar de vida. Em vez de discutir, com tino e sem berros, esses tais critérios de entrada.

    "Isto não é o Bangladesh." É um exemplo perfeito disso.
    Concordam com este comentário: AMG1
  9. Colocado por: dmanteigasNao tem de chocar.
    Ha varias medidas simples que conseguem cortar facilmente com esses 'problemas'. Por exemplo, subir o IVA na restauracao e hotelaria para a taxa normal em vez de lhes dar um incentivo fiscal disfarcado.


    Você deixaria de ir ao restaurante se o IVA passasse a 23%? Para que precisassemos de menos cozinheiros?

    Você deixaria de construir a sua casa se levasse com 23% de IVA em vez de 6%? Para que precisassemos de menos trolhas?

    Como diz, são incentivos, são medidas simples.
    Para um problema complexo... entre a necessidade em produzir e consumir, com uma demografia cada vez mais envelhecida...

    Não é simples.
    Claro que "choca" com a realidade...

    Você deixaria o seu emprego para ir apanhar morangos? É que cada vez mais os jovens querem outras coisas... e cada vez mais teremos reformados no grupo dos consumidores, que tampouco vão apanhar morangos.

    É preciso que os reformados voltem a trabalhar ou que o morango seja de tal modo caro para que você considere mudar de trabalho. Alguma destas coisas irá acontecer?
    É a isso que me refiro, ou admitimos que temos um problema, e o morango passa a bem de luxo, ou a malta trabalha mais anos, ou temos mais filhos para que um deles vá para a apanha do morango, ou serão máquinas, ou algum imigrante. Qual destas "soluções" queremos como sociedade?
  10. Colocado por: dmanteigasNao pode. Vai. Porque a esmagadora maioria deles que serao de 2a geracao nao vai subir no elevador social. Filhos de pais pobres, que chegam aqui muitas vezes em condicoes precarias, que vao ter dificuldades de aprendizagem... enfim, um dos varios problemas de integracao que quando apontados tornam alguem 'fascista'. Mas ha sempre quem defenda que conseguimos facilmente integrar tudo o que venha, haja vontade.


    Não é um acto de fé.
    Não depende só da vontade deles.
    Nem só depende na nossa vontade e paciência.

    Não há integração sem reunião familiar por exemplo. Nem a há sem cursos de idiomas generalizados...

    Mas tampouco existe quando só se dão direitos e facilidades, sem contrapartidas, sem controlo, nem certas exigências básicas. A melhor maneira de integrar é de lhes dar-lhes responsabilidades também. Aprender o idioma é essencial.

    Não entendo é o que tem de positivo a actitude de certos partidos para que essa integração aconteça.
    Concordam com este comentário: AMG1
  11. dmanteigas Sim, mas repare que ate um 'insuspeito' como o AMG1 agora refere isso. Quando eu comentava isto em 2022 e 23... :)
    E mesmo agora a discussao continua completamente inquinada. Pois ate quem suposta e um dos 'pilares da democracia' esta constantemente com propaganda politica disfarcada de noticiario. E como os imigrantes que salvam a seguranca social, aquela mentira que so 'cola' quem fez a escolaridade obrigatoria sem nunca perceber realmente como funciona o sistema fiscal e a organizacao do estado.


    Ora veja lá se descobre algum comentário meu a defender que deveriamos receber toda a gente que quizesse vir para cá.
    O que eu sempre defendi é que os imigrantes que nos procuram são aqueles de que a nossa economia precisa, ou seja, gente pouco qualificada para fazer trabalho mal pago e a razão disso é porque é esse o emprego que temos.
    Claro que seria melhor importarmos engenheiros, mas isso era se eles quizessem vir para cá tratar do lixo das cidades ou trabalhar nas estufas, com um salário miserável.
    O que é absurdo é achar que se fecharmos a porta a estes virão outros, o que simplesmente não vai acontecer. Também há a ideia peregrina, de que sem estes imigrantes, esses trabalhos seriam melhor remunerados, o que até pode traduzir uma boa vontade, mas não vai passar disso, porque o valor que esse trabalho gera não dá para muito mais.
    Não são os imigrantes os culpados da economia que temos, isso é responsabilidade nossa, eles só vêm trabalhar no que há disponível.
    E sim, o que não falta é, como eu escrevi, racismo do mais basico a enquinar este debate, tal como também há ignorância e insensatez, de que p.e. essa conversa sobre a segurança social é (em parte) um exemplo.
    E sim sou completamente insuspeito no que toca ao tema da imigração, nem podia ser de outra forma. Em 70 anos de vida, nasci num pais, cresci e tornei-me adulto noutro, onde tive filhos, daí passei para outro e acabei por regressar à casa de partida, ainda a tempo de cá trabalhar quase 20 anos. Eu sou um imigrante, toda a minha historia de vida é a vida de um imigrante, nalguns aspectos até mesmo aqui, onde nasci, me sinto frequentemente um imigrante. Sim vivi as dificuldades da integração, mas também vivi as vantagens de ser um imigrante integrado, ou seja alguém que pertence a dois locais diferentes, com os quais se identifica completamente e que até consegue fazer uso dessa qualidade em seu beneficio. Mas também vivi a impossibilidade da integração total, porque a dada altura a nossa identidade acaba por ser única, na medida em que já não se é dum lado ou do outro. Eu preciso, gosto e identifico-me com o país onde nasci, mas isso também acontece com aquele onde nasceram os meus irmãos e mais tarde as minhas filhas e onde tenho a maioria da familia e muitos dos amigos mais próximos. Talvez seja por tudo isso, que tenho asco a quem olha para um imigrante e em vez de ver uma pessoa, com todos os defeitos e virtudes que lhe são inerente, não vê mais do que um indiano, um brasileiro, um sueco ou um americano.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira
    Estas pessoas agradeceram este comentário: N Miguel Oliveira
  12. Colocado por: dmanteigas

    Nao pode. Vai. Porque a esmagadora maioria deles que serao de 2a geracao nao vai subir no elevador social. Filhos de pais pobres, que chegam aqui muitas vezes em condicoes precarias, que vao ter dificuldades de aprendizagem... enfim, um dos varios problemas de integracao que quando apontados tornam alguem 'fascista'. Mas ha sempre quem defenda que conseguimos facilmente integrar tudo o que venha, haja vontade.


    De facto é pouco provável que os filhos dos imigrantes pobres venham a ter um futuro diferente dos filhos dos portugueses pobres.
    O mesmo acontece com os filhos dos imigrantes ricos, também é bem provável que venham a ter um futuro idêntico ao dos filhos dos portugueses ricos, talvez até melhor, porque provavelmente têm "mais mundo".
    Isto é tão relevante, que até podia ter sido escrito pelo senhor de La Palice.
    Eu cheguei, com seis anos, a um pais de que nunca tinha ouvido falar. O meu pai não falava a língua e estava numa situação de extrema fragilidade económica. É certo que era um jovem com formação, mas isso não evitou dificuldades de toda a ordem durante muito tempo. Eu fui para uma escola, onde os professores não sabiam sequer como comunicar comigo. Passei as "passas do algarve" durante esse período que não foi assim tão curto.
    Foi sobretudo a atitude de alguns colegas, funcionários e professores que fizeram a diferença. Ainda hoje tenho no leque dos meus amigos proximos dois desses colegas...mas também tive os idiotas e os maus carácter que viam em mim não um miudo como eles, mas um ser exótico ali disponível para todos os "gozos" e patifarias.
    Tive sorte, três anos depois, o meu pai até já estava casado com uma dessas professoras, que veio a ser a mãe dos meus irmãos e eu também já não tinha qualquer dificuldade em me defender dos tais idiotas, muito pelo contrário.
    Há algumas pessoas que conheci nesse período e de quem nunca me esquecerei e de tudo o que fizeram por mim e por me ajudarem a passar esse momento dificil. Hoje sei que a diferença está em algo muito simples, apenas entre ter alguma empatia pelo outro, e a indiferença, quando não o desprezo, ou mesmo a hostilidade, por quem é diferente e isso até pode estar presente em pessoas que temos como estimáveis.
    A integração é sobretudo uma tarefa do imigrante, mas o ambiente em que isso ocorre não é indiferente ao êxito dessa integração.
    Se assumirmos todos que os filhos dos imigrantes indianos não serão bem sucedidos, por causa dessas razões que invoca, o que eu sei é que isso não os vai ajudar em nada a serem bem sucedidos.
    Mas também lhe digo que alguns vão ser muito bem sucedidos, porque nessa vivência de filho de imigrante vão ser capazes de encontrar vontade e força para contariar toda a adversidade. Veja o que se passa com as segundas e terceiras gerações de portugueses emigrantes vai ver de tudo.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira, ClioII
    Estas pessoas agradeceram este comentário: N Miguel Oliveira
  13. Colocado por: N Miguel OliveiraVocê deixaria de ir ao restaurante se o IVA passasse a 23%? Para que precisassemos de menos cozinheiros?


    Obvio.
    E economia 101.
    Da mesma forma que subir o IVA para 23% torna o turismo portugues menos competitivo que outros e ia resultar numa contracao e menor necessidade de mao de obra nao especializada.
  14. Colocado por: ferreiraj125

    Porque a ideia é destruir a Europa (leia-se, o povo europeu).

    Isto ainda vai correr muito mal.


    nós estamos a ser tão roubados, a europa está acabada

    A new draft bill from the Health Ministy would see taxes raised for adults without children to support Germany's flagging elderly care system


    😂😂

    aqui é o mesmo e vai piorar, tenho de arranjar mesmo forma de deixar de descontar
    Concordam com este comentário: ferreiraj125
  15. Colocado por: dmanteigasObvio.
    E economia 101.
    Da mesma forma que subir o IVA para 23% torna o turismo portugues menos competitivo que outros e ia resultar numa contracao e menor necessidade de mao de obra nao especializada.


    Convém lembrar que um terço dos turistas são portugueses. E que nem toda a gente que almoça num restaurante no dia a dia está de passeio... Sobretudo fora das grandes urbes, quem ocupa os restaurantes são os trabalhadores que não levam tupperware nem vão comer a casa. E olhe que devem ser bastantes...

    Ainda assim, eu gosto da ideia de termos uma só taxa de IVA. E se possível, que não fosse de 23%.
  16. Colocado por: ferreiraj125https://www.dn.pt/economia/alta-presso-nos-preos-estrangeiros-tm-capacidade-de-pagar-mais-43-por-uma-casa-que-os-portugueses

    https://sicnoticias.pt/economia/habitacao/2026-05-27-estrangeiros-representaram-quase-30-das-compras-de-imoveis-no-ano-passado-787c2137

    assim não é facil


    Ou seja, basicamente o mesmo que acontece com os nossos emigrantes.


    Sobre a notícia da SIC... aparentemente Brasileiros e Angolanos a liderar... e eu que pensava que malta desses países vinham com as manias do terceiro mundo, que não se adaptavam e mais não sei o quê. Afinal é malta com pasta...

    De resto, nada de novo. É algo comum e natural no mundo desenvolvido, compra quem pode pagar mais, seja nacional ou estrangeiro. Que tenhamos malta com capacidade para pagar mais no nosso país, não é nada mau. Falta saber é se na realidade residem ou se fazem de conta...

    É como quando quem compra na terrinha, trabalha em Lisboa. Não é bem justo, mas é assim a viola...
  17. Colocado por: ferreiraj125https://www.dn.pt/economia/alta-presso-nos-preos-estrangeiros-tm-capacidade-de-pagar-mais-43-por-uma-casa-que-os-portugueses

    https://sicnoticias.pt/economia/habitacao/2026-05-27-estrangeiros-representaram-quase-30-das-compras-de-imoveis-no-ano-passado-787c2137

    assim não é facil


    Portugal apresentou a maior variação anual dos preços do mercado imobiliário residencial na área do euro


    sempre em primeiro!
 
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