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      FD
    • 2 fevereiro 2012

     # 1

    Na senda de algumas conversas que temos aqui tido no fórum...



    OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA

    Baterias que 'morrem' após 18 meses de ser estreadas, impressoras que bloqueiam ao chegar a um número determinado de impressões, lâmpadas que se fundem às mil horas... Porque, apesar dos avanços tecnológicos, os produtos de consumo duram cada vez menos?

    O canal 2 da Televisão Espanhola e RTVE.es transmitem "Comprar, deitar fora, comprar" um documentário que nos revela o segredo: obsolescência programada, o motor da economia moderna.

    Rodado em Espanha, França, Alemanha, Estados Unidos e Gana, "Comprar, deitar fora, comprar" percorre a história de uma prática empresarial que consiste na redução deliberada da vida de um produto para incrementar o seu consumo porque, como já publicava em 1928 uma influente revista de publicidade norte-americana, "um artigo que não se desgasta é uma tragédia para os negócios".

    O documentário, realizado por Cosima Dannoritzer e co-produzido pela Televisão Espanhola, é o resultado de três anos de investigação, faz uso de imagens de arquivo pouco conhecidas; junta provas documentais e mostra as desastrosas consequências para o meio ambiente que derivam desta prática. Também apresenta diversos exemplos do espírito de resistência que está a crescer entre os consumidores e recolhe a análise e a opinião de economistas, desenhadores e intelectuais que propõem vias alternativas para salvar economia e meio ambiente.

    UMA LÂMPADA NA ORIGEM DA OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA

    Edison pôs à venda a sua primeira lâmpada em 1881. Durava 1500 horas. Em 1911 um anúncio na imprensa espanhola destacava as mais-valias duma marca de lâmpadas com uma duração certificada de 2500 horas. Porém, como se revela no documentário, em 1924 um cartel que agrupava os principais fabricantes da Europa e Estados Unidos pactuou limitar a vida útil das lâmpadas eléctricas a 1000 horas. Este cartel chamou-se Phoebus e oficialmente nunca existiu porém em "Comprar, deitar fora, comprar" é-nos mostrado o documento que supõe que seja o ponto de partida da obsolescência programada, que se aplica hoje a produtos electrónicos de última geração como impressoras ou iPods e que se aplicou também na indústria têxtil com a conseguinte desaparição das meias de vidro à prova de rasgões.

    CONSUMIDORES REBELDES NA ERA DA INTERNET

    Através da história da caducidade programada, o documentário pinta também um fresco da história da Economia dos últimos cem anos e aponta um dado interessante: a mudança de atitude nos consumidores graças ao uso das redes sociais e Internet. O caso dos irmãos Neistat, o do programador informático Vitaly Kiselev ou o catalão Marcos López, dão boa conta disto.

    ÁFRICA, VAZADOURO ELECTRÓNICO DO PRIMEIRO MUNDO

    Este "usar e deitar fora" constante tem graves consequências ambientais. Como vemos neste trabalho de investigação, países como o Gana estão a converter-se na lixeira electrónica do primeiro mundo. Ali chegam periodicamente centenas de contentores carregados de resíduos a coberto duma etiqueta que diz 'material em segunda mão' e duma suposta contribuição para reduzir o fosso digital mas que acabam por ocupar o espaço dos rios ou os campos de jogos das crianças.

    Mas para além da denuncia, o documentário trata de dar visibilidade a empreendedores que põem em prática novos modelos de negócio e escuta as alternativas propostas por intelectuais como Serge Latouche, que diz empreender a revolução do 'decrescimento', da redução do consumo e a produção para liberar tempo e desenvolver outras formas de riqueza, como a amizade ou o conhecimento, que não se esgotam ao usá-las.

    (Tradução livre do texto de)

    SUSANA RODRÍGUEZ 04.01.2011
    Concordam com este comentário: Paramonte, Tavares Miguel
  1.  # 2

    Em algumas impressoras existe um chip q conta o número de fotocópias e qdo chega a um certo número....deixa de funcionar...a reparação é mais cara q uma inpressora nova....mas há uma maneira de fazer reset ao chip...
  2.  # 3

    Já tinha visto...recomendo vivamente a todos verem com muita atenção.
  3.  # 4

    Todos nós estamos a sentir isto na pele.

    Agora «obrigam-nos» a comprar lâmpadas "economizadoras" que, para além de não iluminarem tão bem como as incandescentes, não duram NADA que se compare com a tempo de vida anunciado.

    Tenho guardado as lâmpadas que se têm fundido em minha casa, a pensar o que hei-de fazer com elas (ouvi dizer que o conteúdo destas lâmpadas é altamente poluente).
    Talvez enfiá-las pelas goelas de quem nos obriga a comprá-las...

    Tenho umas lâmpas fundidas da Philips de 5W(25W)-230lm, classe A, com uma esperança de vida de 10 anos/10.000horas, que não duraram nem TRES MESES.
    Outras Philips de 28X(35W)-346lm, que deviam durar 2 anos/2.000horas, e não duraram DOIS MESES.

    Claro que, apesar de ser um produto da Philips de Eindhoven, nas The Nederlands, e ser um produto com a chancela «CE», procurando as letras mais minusculas vemos lá a (provável) verdadeira razão deste descalabro:

    «Made in China»
    Concordam com este comentário: eu, becas, Picareta
  4.  # 5

    Ou então prc...People republic of china.
    • eu
    • 3 fevereiro 2012

     # 6

    Luis K. W. comigo passou-se exatamente o mesmo. 10,000 horas !? Algumas nem 500 horas duraram...
  5.  # 7

    A mim elas começam a perder potência e depois acabam por se fundir. Quando vou substituir a que fundiu deparo-me sempre com uma lampada queimada, com o interior negro e por vezes o formato da mesma está deformada.
  6.  # 8

    Por isso agora compro leds.. Não ficam muito mais caros que as económicas e gastam menos, se duram mais??? Logo veremos!!
  7.  # 9

    Tenho uma vizinha que já trocou uns quantos em 3 anos de residência.
    • eu
    • 3 fevereiro 2012

     # 10

    Colocado por: system32se duram mais??? Logo veremos!!

    Os meus anunciam 50,000 horas de duração. Portanto, em teoria durariam uns... 50 anos! Sim, sim... acho que ainda vou viver o suficiente para mudar estes LEDs todos...
  8.  # 11

    Tenho uma vizinha que já trocou uns quantos em 3 anos de residência.

    Deve ser interessante essa sua vizinha ...

    (Honni soit qui mal y pense)
    Concordam com este comentário: Luis K. W.
  9.  # 12

    Por acaso não serão de 230v??

    É que os problemas que também já tive foi só em focos de 230v. O transformador interno para ser pequeno é muito fraco, rebenta e leva a lâmpada toda com ele!!




    Colocado por: branco.valterTenho uma vizinha que já trocou uns quantos em 3 anos de residência.
  10.  # 13

    Colocado por: branco.valterTenho uma vizinha que já trocou uns quantos em 3 anos de residência.


    Está-se a referir aos Leds não é?
  11.  # 14

    Hoje em dia a lista de acessórios de um automóvel tem quase o tamanho das páginas amarelas. É que, no fundo no fundo, já está tudo inventado, resta acrescentar gadgets. E saber de antemão quanto é que nos vai custar quando cada uma dessas mariquices avariar.
    Do segmento topo aos baratuchos, há de tudo: http://www.autoportal.iol.pt/noticias/geral/este-e-o-pior-carro-do-mundo .
    Eu já deixei de comprar carros novos, prefiro qualquer coisa que não precise de um doutorado pelo MIT para descobrir o que se passa quando (e não se) avaria.
  12.  # 15

    Epá vocês são do piorio, nem conhecem a minha vizinha e já estão a dizer mal da "pobre" rapariga.
  13.  # 16

    Colocado por: Luis K. W.Todos nós estamos a sentir isto na pele.

    Agora «obrigam-nos» a comprar lâmpadas "economizadoras" que, para além de não iluminarem tão bem como as incandescentes, não duram NADA que se compare com a tempo de vida anunciado.

    Tenho guardado as lâmpadas que se têm fundido em minha casa, a pensar o que hei-de fazer com elas (ouvi dizer que o conteúdo destas lâmpadas é altamente poluente).
    Talvez enfiá-las pelas goelas de quem nos obriga a comprá-las...

    Tenho umas lâmpas fundidas da Philips de 5W(25W)-230lm, classe A, com uma esperança de vida de 10 anos/10.000horas, que não duraram nem TRES MESES.
    Outras Philips de 28X(35W)-346lm, que deviam durar 2 anos/2.000horas, e não duraram DOIS MESES.

    Claro que, apesar de ser um produto da Philips de Eindhoven, nas The Nederlands, e ser um produto com a chancela «CE», procurando as letras mais minusculas vemos lá a (provável) verdadeira razão deste descalabro:

    «Made in China»
    Concordam com este comentário:eu,becas,Picareta


    Por acaso penso o exacto contrário. Quando tinha incandescentes elas fundiam-se frequentemente. Não sei se tinha algum problema no quadro eléctrico, mas volta e meia elas rebentavam.
    Assim, decidi trocá-las todas excepto os sítios onde eram pouco utilizadas como a despensa.
    Nunca mais tive nenhuma lâmpada fundida e já lá o ano de, salvo erro, 2006. Comprei tudo OSRAM.
  14.  # 17

    Ainda no mês passado substitui uma dessas...
  15.  # 18

    Epá vocês são do piorio, nem conhecem a minha vizinha e já estão a dizer mal da "pobre" rapariga.


    Mal, não... bem... então se já trocou uns quantos e continua (pelos vistos) aí para as voltas...
  16.  # 19

    Quando uma borboleta bate as asas no Taiwan, a terra treme em Freixe de Espada......
    Tendo dupla nacionalidade e sendo a familia da minha mãe de Bremen, durante a minha adolescência no início dos anos 80 e até à nossa malfadada entrada na CEE em 86, costumava passar as minhas férias de verão na Alemanha. Consequentemente os meus amigos de futebol de salão, pegando em 2 notas de conto, diziam-me assim: " Traz-me uns Adidas Stan Smith nº 40 ou uns Puma Maradona". Isto tornou-se uma rotina anual porque os Adidas duravam em média apenas 1 ano até aparecerem os primeiros buracos, pelo que eu tinha que trazer quase meia mala cheia de sapatilhas Adidas ou Puma (já nessa época dizia sempre Made in Taiwan) e o único a jogar com uns Sanjo era eu (custavam cerca de 500 paus e duravam vários anos). Quando alguns anos mais tarde, o vigarista do Bernard Tapie (lembram-se do corrupto presidente do Marselha) comprou a Adidas aos alemães, eu dizia aos meus amigos: Imaginem que o gajo em vez de gastar 100 milhões, teria gasto apenas 1 milhão com a Sanjo, poupando assim 99 milhões, pelo que poderia investir imaginemos 30 milhões com umas fábricas no Taiwan e outros 30 milhões com o Michael Jordan, Maradona etc. , sobrar-lhe-iam ainda cerca de 30 milhões e a Sanjo hoje seria como uma Nike/ Le coq sportif ou Reebock....mas infelizmente ninguém me ouvia pois estávamos a meio dos anos 80, estavam todos fartos de estar "fechados" cá dentro e só cantavam " Quero ver Portugal na CEE". Pouco ou nada preparados para o consumismo e abrindo-se o mercado económico europeu, passou a haver livre circulação de pessoas e bens, passou a haver mais de 2 dezenas de instituições bancárias, passou a haver créditos para tudo e mais alguma coisa (trabalhei quase 2 décadas a vender banquetes de casamento e garanto-vos que cerca de metade dos noivos me diziam: " Posso passar o cheque do sinal com data de... pois o banco está prestes a aprovar o crédito?)...Enfim passámos dos mais poupados aos mais endividados da CEE e agora a desculpa mais fácil é afirmar que a culpa é toda da "Merkozy"..............
  17.  # 20

    As culpas são repartidas por muitas pessoas e por muitas instituições, ninguém é somente o único culpado.

    PS: vi umas Sanjo à venda numa loja na Ericeira.
 
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