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    • CG30
    • 9 setembro 2012

     # 1

    Boa tarde. Tenho andado a pesquisar na net mas só encontro penhoras pelo fisco ou pelo banco e ainda não consegui encontrar o que queria.

    Tenho uma dívida a receber de uma empresa cliente e estou a pensar seguir para a execução da dívida. A minha questão prende-se com o seguimento da acção. Segundo percebi, caso o devedor não pague, é feita a execução de bens. Penso que no meu caso, a penhora de um terreno que a devedora tem chega para cobrar a dívida.

    A minha questão prende-se com a posterior venda do terreno. O agente de execução vai à empresa devedora e penhora o terreno. Mas depois como é desencadeado o processo de venda do terreno e por quem? É pelo tribunal ? É o devedor que tem que o vender?

    É esta a minha questão.

    Obrigado e cumprimentos.
  1.  # 2

    Tem que contratar um advogado.
  2.  # 3

    se tem uma divida para cobrar de um cliente, comece por intentar uma acção judicial e depois reze para que a divida seja reconhecida pelo devedor, porque na grande maioria dos casos aqui é que a coisa complica e muito,

    depois disto transitado em julgado, é que pode começar a pensar como é que vai receber a divida, até pode acontecer que o devedor lhe pague sem precisar de nada, ou podem acontecer tantas outras coisas que acho mais fácil acertar no euromilhões.
    • CG30
    • 9 setembro 2012

     # 4

    Mas eu tenho tudo facturado, e aliás, IVA pago às finanças (sem ver nenhum ainda). Por isso tenho como provar as dívidas.
  3.  # 5

    Avance com uma injunção, e espere que ele não se oponha. É o que eu faço, e penhoro tudo o que os devedores tiverem. É um processo muito mais rapido, e mais barato.
  4.  # 6

    Pela minha experiência discordo em absoluto do caro jorgealves... De resto, talvez 80% das execuções não são objecto de oposição...

    Que se metam muitas acções sem viabilidade aí já concordo consigo.

    É o Agente de Execução que promove a venda, ouvido o exequente...

    Cumps
  5.  # 7

    Colocado por: Erga OmnesPela minha experiência discordo em absoluto do caro jorgealves

    pois pela minha experiência pessoal, aconteceu comigo, está desde 2002 em tribunal e acho que vai dar em nada, além daquilo que adiantei ao advogado e nem o IVA( IVA esse que tinha pago ao estado sem ter recebido do cliente) vou conseguir recuperar.

    mas como não sou advogado não tenho dados que me permitam ver além do meu conhecimento pessoal.
  6.  # 8

    Teve azar com o advogado :P. Infelizmente está "área do Direito" ainda é encarada por muitos advogados como uma área "menor" e pouco rentável, pelo que deixam os processos a ganhar pó na gaveta... Depois os clientes e cidadãos em geral deixam de acreditar na justiça (que tão largas costas tem...).

    Conselho: Procurem sempre escritórios que cobram pouco quando o processo entra e, em compensação, dêm S: Fee (percentagens) maiores. Só assim é vai haver motivação para trabalhar nos processos.

    Existem casos em que efectivamente não há nada a fazer... mas, novamente, se der com um causídico honesto (e que só vá ter rentabilidade com o processo cas venha a cobrar - a tal questão do S. Fee) muitas dessas situações são evitadas, através de um aconselhamento assertivo.

    Já têm vindo ter pessoas comigo a dizer que não sabem nada do processo e que não conseguem falar com o advogado e depois de uma consulta que demora 30 segundos vejo que, no caso era uma injunção, deu entrada já o devedor estava insolvente há quase 1 ano...

    Vale a pena acreditar na justiça e na acção executiva mas tem que se ser exigente com o mandatário, pois o resultado (ao contrário do que habitualmente se pensa) vai depender em 70% do advogado.

    Cumps
 
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