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  1.  # 1

    Ola a todos. Preciso de conselho....
    estou em processo de divorcio e por falta de entendimento já temos advogados a tentar entrar em acordo....mas o meu marido surpreende-me cada vez mais. Diz que nao faz divorcio nem responde à minha proposta de acordo de responsabilidade parental (temos 2 filhos: de 3 e 7 anos) sem primeiro entrar em acordo com a partilha de bens.
    Ora, para começar na proposta dele de partilha de bens inclui um suposta divida aos meus sogros de cerca de 60.000 de dinheiros que foram oferecendo ao casal nos primeiros anos de casados e que agora querem de volta. Eu como nunca geri contas conjuntas nem os dinheiros do casal nem nunca assinei qualquer divida, ´´e legitimo ele colocar na proposta de partilha uma divida aos pais dele? Terei que levar ao ridiculo e tambem confrontar com tudo o que os meus pais deram, tal como nos dar de comer quase todos os dias durante 8 anos, assim como cerca de 14 meses num apartamento deles sem qq custo para nós, para alem de tudo o resto e apoio diário com as crianças.....etc ? Enfim....
    E gostaria da vossa opiniao, porque o único imovel que tempos ainda tem credito. Eu pretendo ficar junto com as crianças na casa de familia. Neste caso devo pedir avaliação do imóvel? Parece-me que valor actual é inferior ao de aquisição. É legitimo acordar ficar com o imovel pelo valor actual de mercado...mesmo sendo bem inferior?
    Para alem disso e sendo o imóvel germinado com os meus pais e o marido insiste em ficar com ele.....para mim é estratégia para pressionar mais dinheiro do que o que ele vale.....senao qual o interesse de ele ficar numa casa grande demais e junto aos ex-sogros? Sabendo ele que eu ficarei com as crianças. Sabe ele que está a tirar a casa aos filhos.....
    Alguem ja passou por algo assim?
  2.  # 2

    boa tarde

    estes casos nunca são fáceis... e por vezes podem complicar bastante.... pois depende de muitos factores...

    não me aprece que ofertas em dinheiro dos sogros sejam chamados para o divórcios... mas o seu advogado deve esclarece-la melhor que eu...

    quanto ao imóvel, deve fazer uma avaliação do mesmo, por alguém credível, do forma a apurar o valor de mercado actual.... e só depois de saber o valor actual. é que se parte para negociações....

    cumps

    Nuno Costa
  3.  # 3

    Antes de mais, parece-me que a intervenção de um bom advogado (não quer dizer que seja o mais caro) parece-me absolutamente imprescendível. Tentem não entrar em conflitos abertos, a bem das crianças.

    Colocado por: JUNE2013um suposta divida aos meus sogros de cerca de 60.000 de dinheiros que foram oferecendo ao casal nos primeiros anos de casados e que agora querem de volta


    Isto parece-me totalmente ilegítimo.

    Colocado por: JUNE2013nunca assinei qualquer divida


    Infelizmente, não precisa ter assinado para ser co-responsável pelas dívidas do casal. Mas dificilmente os pais terão comprovativos de dívida em relação ao próprio filho...

    Colocado por: JUNE2013Parece-me que valor actual é inferior ao de aquisição. É legitimo acordar ficar com o imovel pelo valor actual de mercado...mesmo sendo bem inferior?


    Para além do valor de aquisição e do valor atual, tem de ter em conta o que já foi amortizado. O valor em dívida é superior ao valor atual de mercado?

    Colocado por: JUNE2013qual o interesse de ele ficar numa casa grande demais e junto aos ex-sogros? Sabendo ele que eu ficarei com as crianças. Sabe ele que está a tirar a casa aos filhos.....


    Cuidado com estes pressupostos. A regra atual é a guarda conjunta e não é taxativo que a mãe fique mais tempo com os filhos do que o pai.

    Boa sorte, vai precisar...
  4.  # 4

    Colocado por: JUNE2013Terei que levar ao ridiculo e tambem confrontar com tudo o que os meus pais deram, tal como nos dar de comer quase todos os dias durante 8 anos, assim como cerca de 14 meses num apartamento deles sem qq custo para nós, para alem de tudo o resto e apoio diário com as crianças

    não sei porque apela de ridículo!

    não corresponde á verdade?

    então deve sim ser levado em consideração,


    mas comece por se aconselhar num advogado, por aqui somente podemos emitir opiniões pouco fundamentadas e sem qualquer valor jurídico\legal.
 
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