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  1.  # 1

    O Governo aprovou esta quinta-feira em Conselho de Ministros os regimes jurídicos da produção de eletricidade destinada ao autoconsumo e à venda à rede elétrica de serviço público (RESP), que visam simplificar a produção de energia para consumo próprio.

    Refere a Lusa que o ministro do Ambiente, Moreira da Silva, explicou que a atual legislação permite a produção de eletricidade em casa, mas «com a obrigatoriedade» de que toda da eletricidade produzida em casa seja injetada na rede elétrica a preços bonificados.

    Segundo o ministro, os diplomas hoje aprovados, além de permitirem «manter a possibilidade de existência de pequena produção para injeção na rede sujeita a uma tarifa definida em leilão», abrem portas «a uma nova opção de produção de energia em Portugal: o autoconsumo».

    «Com este diploma, os portugueses poderão passar a produzir eletricidade em casa, não para injetar na rede, mas para o seu próprio consumo», sublinhou Moreira da Silva,citado pela Lusa, considerando que desta forma é colocado o «enfoque» no autoconsumo e não na injeção na rede, que segundo o ministro passa a ser uma opção complementar.

    O ministro adiantou que a eletricidade injetada na rede será vendida a um preço 10% inferior ao do valor do mercado, o que levará a que cada um «redimensione os painéis fotovoltaicos para as reais necessidades de consumo e não para a injeção na rede, onerando os custos dos outros consumidores».

    Para Moreira da Silva, o novo enquadramento legislativo dará um «claro incentivo» à eficiência energética.

    O ministro do Ambiente sublinhou ainda a «enorme simplificação de procedimentos» que será introduzida para a instalação das unidades de produção.

    Tratando-se de uma potência até 1,5 kwatts, cerca de seis painéis fotovoltaicos, basta apenas uma comunicação, sendo que apenas a partir de uma potência superior a 1 megawatt, ou seja, cerca de mais de 4 mil painéis, é necessária licença de produção, exemplificou.

    O ministro destacou as vantagens ambientais, financeiras e para a economia e política energética da nova legislação, considerando que dá a possibilidade a cada cidadão de produzir a sua própria eletricidade sem criar novos custos para o setor elétrico.



    interessado contacte [email protected]
      eficiencia1.jpg
  2.  # 2

    Falta o net metering!!!! Isso sim, seria uma mais valia...
  3.  # 3

    Quando é que temos a redacção final?
  4.  # 4

    Existe alguma previsão de quando será publicado em Diario da Republica?

    Quanto pode custar um sistema destes?

    Qual a produção a respetiva redução na fatura de eletricidade?
    • eu
    • 5 setembro 2014 editado

     # 5

    Colocado por: miguelg
    Quanto pode custar um sistema destes?

    Eu prevejo custos entre 2500 a 3000 euros.

    Um dos problemas do auto consumo é que a máxima produção é feita entre as 10H00 e as 17H00, exatamente quando a casa quase não gasta energia elétrica.
    Concordam com este comentário: lmcscarpediem
  5.  # 6

    Colocado por: eu
    Eu prevejo custos entre 2500 a 3000 euros.

    Um dos problemas do auto consumo é que a máxima produção é feita entre as 10H00 e as 17H00, exatamente quando a casa quase não gasta energia elétrica.


    Essa previsão é feita com base em quê?

    É que varia em função dos watts, inversor, dificuldade da montagem, etc etc. Actualmente, já se consegue >1€ por Wp. No entanto, o custo dependerá sempre do sistema que queiramos.

    A casa não gasta (para a maioria de nós), mas gasta a empresa. Há também possibilidade de recurso a baterias para armazenar e gastar à noite, mas isso encarece o sistema.
    • eu
    • 5 setembro 2014 editado

     # 7

    Colocado por: tostexEssa previsão é feita com base em quê?

    Sistema de 1,5 Kw. Baseio a previsão na evolução dos preços a que tenho assistido. Mas sim, depende de vários fatores.

    Colocado por: tostexHá também possibilidade de recurso a baterias para armazenar e gastar à noite

    Isso não compensa, devido ao custo das baterias.
  6.  # 8

    Na minha opinião são investimentos que ainda não compensam... Algo que demore uma "eternidade" a liquidar não me parece viável...
    Concordam com este comentário: Pedro Barradas, eu, jorgealves, lmcscarpediem
  7.  # 9

    Compensam por factores não financeiros. Pelo menos é a minha opinião.
    • mags
    • 5 setembro 2014

     # 10

    Boa noite,

    Sabem dizer-me se está lei têm efeitos retroativos ?

    Ou seja, vou instalar agora os painéis fotovoltaico, ( o registo já está pago), e iria vender a electricidade pela tabela do regime geral. Será que também vou ter de vender a um preço mais reduzido?

    Obrigada.
  8.  # 11

    Colocado por: Rodri12Na minha opinião são investimentos queaindanão compensam... Algo que demore uma "eternidade" a liquidar não me parece viável...
    Concordam com este comentário:Pedro Barradas,eu,jorgealves


    Pois essa é uma questão pertinente, é preciso analisar o custo/beneficio do sistema, se gastar €2500 no sistema, quanto poderei poupar por mês em eletricidade?
    Existem outros custos a considerar?
    Em quantos anos tenho o sistema pago?

    Não se trata de saber exatamente em quanto fica o sistema, porque existem sempre variantes, o mais importante para já é ter uma ideia se poderá valer a pena o investimento.
    Mesmo das 10h00 ás 17h00 está a ser consumida energia, o sistema consegue produzir o suficiente para nesse periodo alimentar por exemplo um frigorifico?
  9.  # 12

    Colocado por: magsBoa noite,

    Sabem dizer-me se está lei têm efeitos retroativos ?

    Ou seja, vou instalar agora os painéis fotovoltaico, ( o registo já está pago), e iria vender a electricidade pela tabela do regime geral. Será que também vou ter de vender a um preço mais reduzido?

    Obrigada.


    Julgo eu que pelo princípio da não retroactividade da lei não, a lei só retroage se houver benefício para a pessoa.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: mags
  10.  # 13

    Colocado por: Anonimo18072022ASe for mesmo assim parece-me até bastante razoável tendo em conta que assisto muitas vezes a outras escolhas de soluções com tempos de amortização bastante maiores.
    Não se esqueça que haverá dias em que não produzirá nada e não se esqueça da manutenção ao equipamento que não será barato.
    Concordam com este comentário: Anonimo18072022B
  11.  # 14

    Um sistema destes tem manutenção programada ou preventiva? Tinha ideia que era só correctiva, as tais avarias.
  12.  # 15

    Todos os sistemas de produção domésticos são baseados em sistemas fotovoltaicos ou também outras formas de produção doméstica? Tipo energia eólica?
  13.  # 16

    Caro Etics,

    Um problema das contas que fez é que para autoconsumo doméstico, não é fácil aproveitar toda a energia produzida sem usar baterias. No caso, consumir 1,5Kw/h requer mais do que os standby e o frigorífico. De todo o modo, se os custos dos painéis continuarem a baixar como parece estar a acontecer, pode-se começar a considerar esta solução. Vamos primeiro ver a legislação definitiva para perceber melhor todo o enquadramento.
    • ceac
    • 6 setembro 2014

     # 17

    Entrariam aqui os pisos radiantes com bastante inércia pra guardar parte dessa energia onde o sol de inverno valer a pena. Tipo o Algarve, por exemplo.
  14.  # 18

    Colocado por: ceacEntrariam aqui os pisos radiantes com bastante inércia pra guardar parte dessa energia onde o sol de inverno valer a pena. Tipo o Algarve, por exemplo.

    isso é exclusivamente térmico,

    aqui a discussão é sobre os fotovoltaicos,

    PS: somente uma muito pequena parte do pais é que não tem condições para usufruir do aquecimento ambiente via solar, o valor do investimento é ainda elevadissimo.
    • eu
    • 6 setembro 2014

     # 19

    Colocado por: jorgealvesisso é exclusivamente térmico,

    Olhe que não é totalmente descabido usar a energia elétrica fotovoltaica com piso radiante elétrico ou com ar condicionado...
    Concordam com este comentário: kakai
  15.  # 20

    Colocado por: euOlhe que não é totalmente descabido

    se fizer bem as contas verá que è uma aberração gastar 20.000€ para poupar um máximo de 500€\ano.

    existem em desenvolvimento sistemas que fazem um misto e vamos ver a que preços chegam ao mercado.
 
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