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  1.  # 61

    Colocado por: Pedro BarradasDepois seria uma questão de optimizar estas geometrias todas ( largura, profundidade da pala) para optimizar a incidência solar neste vão.
    Pois ainda temos a variação horária dentro destes dias... com a incidência rasante de Nascente e Poente.

    obrigado. Só confirma a minha opinião, é sempre uma solução de compromisso. Podemos verificar que uma pala que sombreie totalmente um vão num dia de Verão, corta mais de 50% dos ganhos solares num dia de Inverno.
  2.  # 62

    Numa casa que seja bem isolada (lã de rocha, xps, eps...) e que tenha bem controladas as perdas de ar quente e entradas de ar frio (janelas com corte térmico, VMC....) a necessidade de massa torna-se relativa. Pois numa casa bem isolada e protegida aquece-a e arrefece-a rapidamente, e como a casa está bem isolada o conforto mante-se.
    Se numa casa destas bem isolada lhe acrescentarmos alguma massa (exemplo de laje em betão) obviamente vai ajudar mas não é factor decisivo.
    Existem casas construidas em LSF que obdecem aos critérios do instituto "Passive Haus", por isso não é por aí. Tem é de ser bem construídas e executadas, mas isso já é outra coisa (infelizmente no caso do Layman).
  3.  # 63

    É pá tantas regras por causa do sol?! Há coisa melhor que ter muita luz solar a entrar pela casa dentro?!

    Se há coisa que me apaixonei na minha casa foi por esse aspecto, luz muita luz natural a entrar pela casa dentro.

    No Verão estando em casa nada melhor que aquela luz toda a entrar por lá dentro, e de portadas abertas!

    Não estando em casa fecha-se os estores e pronto a casa já não se torna um forno.
    • alexp
    • 3 dezembro 2014 editado

     # 64

    Colocado por: sergioleite57Numa casa que seja bem isolada (lã de rocha, xps, eps...) e que tenha bem controladas as perdas de ar quente e entradas de ar frio (janelas com corte térmico, VMC....) a necessidade de massa torna-se relativa. Pois numa casa bem isolada e protegida aquece-a e arrefece-a rapidamente, e como a casa está bem isolada o conforto mante-se.
    Se numa casa destas bem isolada lhe acrescentarmos alguma massa (exemplo de laje em betão) obviamente vai ajudar mas não é factor decisivo.
    Existem casas construidas em LSF que obdecem aos critérios do instituto "Passive Haus", por isso não é por aí. Tem é de ser bem construídas e executadas, mas isso já é outra coisa (infelizmente no caso do Layman).


    100% de acordo. Mas sem VMC com recuperação por exemplo, só as renovações de ar obrigatórias por lei mandam a térmica ao charco, para não falar no arrefecimento, que muito dificilmente se conseguirá sem AC, já com inercia forte, a ventilação nocturna poderá conseguir manter as temperaturas confortáveis durante o dia.

    A inercia não é mais que uma medida de eficiência energética, já que armazena energia para utilização diferida, e como tal irá sempre reduzir as necessidade energéticas para climatização.
  4.  # 65

    Colocado por: alexpA inercia não é mais que uma medida de eficiência energética, já que armazena energia para utilização diferida, e como tal irá sempre reduzir as necessidade energéticas para climatização.


    Será mesmo assim?
  5.  # 66

    é, embora só por si não garanta isso. tem que ser conjugado com os ganhos e percas.
    Concordam com este comentário: alexp
  6.  # 67

    vmc?!
  7.  # 68

  8.  # 69

    Colocado por: RCPORTUGALvmc?!


    VMC está neste momento em discussão neste tópico:

    https://forumdacasa.com/discussion/31603/93/valtores-eu-tambem-vou-construir-uma-moradia/#Item_12
  9.  # 70

    Colocado por: rui moreira

    Será mesmo assim?

    Podemos usar a comparação com os painéis solares térmicos. Os paineis que estão no telhado, recolhem a energia solar para aquecer a água. Se tiver um depósito de inercia (acumulador de agua) de 25lt, essa agua seria aquecida a 70graus, hipoteticamente em 30 minutos. Durante o resto do dia, os paineis teriam que dissipar a energia para o meio ambiente, a menos que a agua fosse utilizada. Ou seja, os colectores apenas iriam ter um rendimento de uns 20%, já que durante a maior parte do dia não seria aproveitada a energia recolhida pelos mesmos. Para resolver isso, coloca-se um depósito de 300lt. Os 300lt de agua são a inercia do sistema, vão acumular a energia durante todo o dia para ser consumida de modo diferido.

    Da mesma forma, abrem-se vãos a Sul nas habitações para recolher a energia solar, caso não exista massa dentro da habitação (inercia) essa energia não ficará retida (acumulada).
    No Verão o processo é o mesmo, só que em vez de arrefecermos com o Sol, arrefecemos com a ventilação nocturna, caso não exista massa para "assimilar a temperatura mais baixa", a mesma não perdurará durante o dia.

    Quanto à "quantidade ideal de inércia" para cada caso, já são contas que os sr.s Engs. fazem no projecto de térmica tendo em conta todos os factores.
    Concordam com este comentário: marco1
  10.  # 71

    Cada caso é um caso, e em muitas situações é um pau de dois bicos: ganha por um lado e perde por outro....
    É tentar ter o equilibrio na balança.
  11.  # 72

    Colocado por: alexpPodemos usar a comparação com os painéis solares térmicos. Os paineis que estão no telhado, recolhem a energia solar para aquecer a água. Se tiver um depósito deinercia(acumulador de agua) de 25lt, essa agua seria aquecida a 70graus, hipoteticamente em 30 minutos. Durante o resto do dia, os paineis teriam que dissipar a energia para o meio ambiente, a menos que a agua fosse utilizada. Ou seja, os colectores apenas iriam ter um rendimento de uns 20%, já que durante a maior parte do dia não seria aproveitada a energia recolhida pelos mesmos. Para resolver isso, coloca-se um depósito de 300lt. Os 300lt de agua são a inercia do sistema, vão acumular a energia durante todo o dia para ser consumida de modo diferido.


    Concordo.
    Agora pergunto eu, e quando não existem ganhos naturais(sol) fica mais barato pagar (energia) para aquecer 300 litros de água ou para aquecer 25 litros de água?
  12.  # 73

    Colocado por: rui moreiraConcordo.
    Agora pergunto eu, e quando não existem ganhos naturais(sol) fica mais barato pagar (energia) para aquecer 300 litros de água ou para aquecer 25 litros de água?

    Presumo que quer falar do custo de aquecer a massa de uma habitação com inercia, mas isso é uma falsa questão, porque a massa não consome energia, apenas a armazena.
  13.  # 74

    Colocado por: alexpPresumo que quer falar do custo de aquecer a massa de uma habitação com inercia


    Eu limitei-me a "usar" a sua comparação dos paineis solares e do depósito de inércia. Não respondeu á minha questão:
    Colocado por: rui moreiraAgora pergunto eu, e quando não existem ganhos naturais(sol) fica mais barato pagar (energia) para aquecer 300 litros de água ou para aquecer 25 litros de água?


    Esta não entendi.

    Colocado por: alexpcusto de aquecer a massa de uma habitação com inercia, mas isso é uma falsa questão, porque a massa não consome energia, apenas a armazena.


    A massa não consome energia. Mas a fonte de aquecimento/arrefecimento para aquecer/arrefecer a massa consome.
    Em que ficamos? Afinal A "inercia... irá sempre reduzir as necessidade energéticas para climatização" ou nem por isso?
  14.  # 75

    ó rui

    a massa e a sua inércia não é para estar sempre a carregar, dai chamar-se inércia. enfim está só a ver a coisa por um angulo.
  15.  # 76

    Colocado por: rui moreiraEm que ficamos? Afinal A "inercia... irásemprereduzir as necessidade energéticas para climatização" ou nem por isso?


    Claro que reduz. O Rui está a partir do principio que o betão consome energia. O betão acumula energia e devolve-a novamente de volta.

    Depois de ter a agua quente no deposito de inercia não tem que a aquecer novamente.
  16.  # 77

    Eu penso que cada caso é um caso.
    Ás vezes pode dar jeito ter uma inércia grande nas paredes (ou outros elementos). Que podem ainda ser configurados para trabalhar com o clima local.
    Num lugar onde faz calor todo o ano, de dia e de noite, não preciso de paredes com uma enorme inércia. Mas se por exemplo tenho a construção num local onde durante o dia é quente e à noite arrefece muito, até me pode saber bem a parede ir largando calor durante a noite, calor que acumulou durante o dia.

    Lembro-me sempre de me contarem (na faculdade) o exemplo da biblioteca no Algarve, calculada para ter uma enorme massa nas paredes.
    Durante o dia, as paredes conseguiam absorver parte do calor imitido pelos utentes do espaço (e também do exterior). E à noite, porque a biblioteca não tinha uso, era forçada a ventilação do espaço para arrefecer o mais possível as paredes. Isto porque no local as noites eram bastantes frescas.
    O projecto térmico é do Eng. Guilherme Carrilho da Graça, e o projecto de arquitectura é do pai (o João).

    http://www.natural-works.com/projects/tavira.php
  17.  # 78

    O nosso RCCTE até é bem explicito.

    A Inércia Térmica

    A inércia térmica de um edifício é a sua capacidade de contrariar as variações de temperatura no seu interior devido à sua capacidade de acumular calor nos seus elementos de construção. A velocidade de absorção e a quantidade de calor absorvida determina a inércia térmica dum edifício.
    A inércia térmica influi sobre o comportamento do edifício tanto de Inverno ao determinar a capacidade de utilização dos ganhos solares, como de Verão ao influenciar a capacidade do edifício absorver os picos de temperatura.
    Para efeitos do regulamento foram definidas 3 classes de inércia térmica: forte, média e fraca. A classe da inércia térmica resulta do cálculo da massa superficial útil por m² de área de pavimento cuja definição, cálculo e terminologia empregue vêm descritos no n.º 2 do anexo VII do RCCTE.

    Exemplos de situações de inércia térmica
    - Inércia térmica fraca (ex. alguns edifícios de serviços)
    Zonas independentes (salas, quartos) com tectos e pavimentos revestidos com um isolamento térmico e divisórias leves.
    - Inércia térmica média
    Situação como a anterior mas sem isolamento térmico em alguns dos elementos, para que a massa superficial útil total seja superior a 150 Kg/m² de área de pavimento.
    - Inércia térmica pesada (a situação mais corrente em edifícios de habitação)
    A massa superficial útil do pavimento e do tecto é superior a 300 Kg/m² e a das paredes é superior a 100 Kg/m².

    Os Ganhos Solares

    A energia solar é captada pelos envidraçados. De Inverno a energia solar contribui para reduzir as necessidades de aquecimento; de Verão contribui para aumentar as necessidades de arrefecimento. A energia captada depende da intensidade da radiação solar incidente no envidraçado, da área e do factor solar dos envidraçados.

    O Factor Solar dos vãos envidraçados
    O factor solar de um envidraçado é o quociente entre a energia que entra através dele e a radiação solar que nele incide.
    Nos cálculos para o Verão o factor solar do envidraçado "S" engloba a eventual protecção do mesmo. Nos cálculos para o Inverno o regulamento prevê a utilização do factor apenas da parte de vidro do envidraçado "Sv" com orientação no quadrante Sul ou horizontal. Só se consideram os ganhos solares pela área útil do envidraçado, que toma em conta os eventuais sombreamentos, e cujo cálculo vem descrito na Fig. IV 1 do RCCTE.
    Os valores do factor solar "S" e "Sv" das situações mais comuns encontram-se tabelados respectivamente nos quadros VI.8 e VI.9 do RCCTE.

    Os Ganhos Solares úteis de Inverno (anexo IV.1.3)
    De Inverno a radiação solar considerada é a incidente numa superfície vertical orientada a Sul (quadro III.2). Só parte da radiação é captada pêlos envidraçados (ver factor solar).
    Só parte desta energia solar captada pêlos envidraçados (os ganhos solares brutos) é que contribui para o aquecimento do edifício (os ganhos solares úteis), Este factor de utilização (Fig. IV 2) (a relação entre os ganhos solares brutos e úteis) resulta da inércia do edifício e da "GLR" (Relação Carga Captação).

    Os ganhos solares de Verão (anexo V.1.1)
    De Verão consideram-se os ganhos solares de todas as orientações (excepto Norte) (quadro V.4) bem como a duração média de insolação durante a estação de arrefecimento (anexo III.2.2.b).
  18.  # 79

    Colocado por: marco1ó rui

    a massa e a sua inércia não é para estar sempre a carregar, dai chamar-se inércia. enfim está só a ver a coisa por um angulo.


    Caro marco1, eu comentei a comparação do alexp: 300 l de água ou 25 l de água. Quando a energia não é à borla, vou ter que pagar para aquecer a água. Qual é mais barato aquecer: 300 0u 25? Qual foi o ângulo que eu vi a coisa?

    Colocado por: marco1a massa e a sua inércia não é para estar sempre a carregar, dai chamar-se inércia


    Então e as perdas? Se estipulo uma temperatura de conforto e tenho perdas, tenho que repôr essa temperatura. Fica mais caro subir/descer 1º em 300 de massa ou em 25 de massa(em aquecimento/arrefecimento)?
  19.  # 80

    rui
    a conversa está desvirtuada, insisto o seu angulo é outro, repare que por exemplo numa sala aquecida á partida uma com um aquecedor numa hora e outra que esteve a aquecer ao longo do dia com a radiação solar, agora experimente abrir as janelas todas e ao fim de uma hora torne a fecha-las e vai ver o que quer dizer inércia. NINGUEM está para aqui a falar que tenho de estar sempre a aquecer uma parede espessa, é ai que por isso eu digo que o seu angulo de visão é outro.
 
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