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    • AMG1
    • 14 agosto 2025
    Colocado por: dmanteigas
    Eu continuo sem perceber isso... os dados nao sao contraditados pelo proprio estado. Isso foi a imagem que o PR quis passar ca para fora para tentar negar aquilo que mais uma vez e OBVIO nao so para mim mas qualquer pessoa que nao viva debaixo de uma pedra.
    E aqui o mais importante e mesmo nao existirem dados. A nao existencia de dados e a prova factual e objetiva que recebemos mais do que conseguiamos acolher. E completamente irrelevante se o valor e 1.4, 1.5 ou 1.7 milhoes. Nao e mais ou menos 100 mil imigrantes que faz a diferenca. O problema esta la na mesma.


    Que você continua sem perceber, isso já eu percebi, mas só pode ser por não querer perceber.
    O Ministro diz "alhos", aparentemente com base em informação da AIMA, o INE diz "bugalhos", mas para si não há contradição nenhuma. Das duas uma, ou você não distingue entre alhos e bugalhos ou então a AIMA ou o INE, um deles ou os dois, deixaram de ser organismos estatais.
    Obviamente que quem não vê o que você vê, só pode ser porque "vive debaixo de uma pedra". Aparentemente até inclui nesse grupo o PR que vive num palacio com vista para o tejo. Pois, era em sentido figurado. Claro que sim, porque um professor catedrático de direito, que chega a PR depois de uma vida inteira a ter uma profissão intelectual, só pode viver "debaixo de uma pedra". Já os obtusos, que vivem com duas palas nos olhos que só os deixa ver o que lhe cresce na ponta do nariz, esses são uns visionários.
    E que tal um pouco mais de respeito pela opinião dos outros, mesmo por a daqueles que não concordam consigo, nem que seja por magnanimidade para com quem não tem o privilégio de ver o que para si é "ÓBVIO". Imagino que as maiúsculas seja para me facilitar a leitura na escuridão existente debaixo do calhau onde de encontro.
    Como ja escrevi, eu nem sequer contesto que tenhamos recebido pessoas demais. Apenas acho que seria importante saber quantos são e quem são. Creio mesmo que seria melhor que o governo tivesse essa informação antes de começar a implementar politicas públicas para lidar com a questão. Mas é claro, que eu sou só mais um dos que não vêem o OBVIO.
    Claro que se pode dar o caso de eu estar enganado e o governo ja ter essa informação, mas nesse caso porque não a partilha com todos. Será que o ministro Leitão Amaro, não sabe que há portugueses que ainda "vivem debaixo de uma pedra" e que por isso teimam em achar que, conhecer é melhor do que não conhecer, e que conhecer é mais do que adivinhar o todo a partir do pouco se vê ou vive.


    Nao. Esta a confundir residencia com nacionalidade. Quem tem os mesmos direitos constitucionais sao os nacionais portugueses.
    Mas e uma discussao esteril pois nos temos um entendimento diferente relativamente a este assunto e se nem entre os juizes do TC e claro...


    É obvio que não é uma questão esteril. O que é bsstante obvio é que o dmanteigas não conhece a constituição. Sugiro que leia p.e. os artigos 12° e 15°. Talvez depois disso seja mais fácil perceber a diferença interpretativa dos Juizes do TC, ou seja aquilo a que você chamou de vies ideológico.
    Se a leitura da constituição não o enfadar muito, ainda pode optar por ler a declaração de voto da juiza Maria Urbano, talvez perceba melhor o que é a diferença entre opinião juridica e opinião politica, ou seja talvez passe a perceber o significado do tal vies ideológico e de como é que ele se manifestou neste caso.
    Mas para que estou eu a gastar latim, você não precisa de nada disto, até porque é "OBVIO" que não "vive debaixo de nenhuma pedra".


    Que interessa BOLA para esta discussao. Eu vejo sempre esse argumento. 'Ah e tal mas e os portugueses nos anos 80 que iam ilegais para Franca'. E um excelente exemplo e um belo problema... para Franca. E que me lembre, o nosso problema nao e Franceses a virem aos magotes para Portugal a alegarem a recriprocidade.
    Um Portugues que emigre passa a ser 'problema' do Pais que o acolhe, da mesma forma que os brasileiros que imigram para ca passam a ser problema nosso e nao do Brasil. Portugal nao tem obrigacao nenhuma de deixar de exigir o que quer que seja aos imigrantes por aquilo que os seus proprios emigrantes fizeram no passado.


    Mantendo a metáfora da "bola" eu diria que ou você não percebeu o que eu escrevi, ou então resolveu "chutar para canto".
    Eu não tinha em mente os portugueses que emigraram, ainda tenho a noção de que nem todos têm obrigação de perceber o que esse acto de emigrar significa.
    Apenas quiz dizer que as suas preocupações, numa hipotética emigracao para o Japão, muito provavelmente não são partilhadas por todos os outros portugueses, coisa que você acaba por validar, mas porque partiu (propositadamente?) de uma interpretação errónea do que eu escrevi.
    Mas eu percebo, deve ser doloroso ter de concordar com alguém que "vive debaixo de uma pedra".
    Depois e no seu estilo habitual do "todos ao molho e fé em deus" está novamente a confundir duas coisas distintas. Uma coisa e a integração, outra é a aculturação. Se você olhar para um daqueles paises construidos por imigrantes, p.e. os USA, o que você vê são uma miríade de comunidades com base na origem, mas cujos individuos estão completamente integrados na sociedade americana. O outro avô dos meus netos, passa a vida a encher a boca com o facto de ser italiano, quando não sabe dizer duas palavras seguida na lingua de Dante, só esteve uma única vez em Itália já depois de ter 50 anos e nem sequer sabe determinar com exactidão qual é o grau de parentesto que tinha com o imigrante italiano de quem herdou o nome. O mais curioso é que se julga um especialista em italianices, desde a história, ao vinho. Obviamente tudo coisas que foi aprendendo à distância e que juntou com umas quantas histórias familiares que ouviu, mas para ele essa pertença é sagrada. Na verdade, ele é só mais um americano descendente de italianos. Já nem falo dos meus irmãos e sobrinhos, mas ao menos esses não se dizem portugueses, eu também não os deixaria, mas isso é outra história.
    Em resumo, haver integração não significa que cada um não assuma a sua identididade, ou talvez melhor, a sua matriz identitaria. Pode viver-se decadas num pais diferente do nosso, constituir por lá familia e criar laços que vão perdurar para o resto da vida. Pode ate ter-se por esse país um sentimento de gratidão e admiração impossivel de descrever, sem que nada disso belisque o sentimento de pertença à nossa matriz cultural. Hoje tenho irmãos, filhos, sobrinhos e netos que não são portugueses e pouco conhecem disto, mas todos gostam de ostentar essa origem, mesmo que por vezes o façam de forma bem desajeita e até algo "naif", para as pessoas que são, mas isso não me irrita, pelo contrário comove-me, tal como o meu pai se comovia com os meus irmãos quando eles se assumiam como portugueses (que não são "de jure"), ou então fazerem-se entender em português, mesmo que para isso fizessem um esforço colossal para o resultado final absolutamente pifio que obtinham.
    Portanto, meu caro dmanteigas, claro que existem comunidades estrangeiras isoladas em muitos paises, mas isso não significa necessariamente que os estrangeiros que mantêm a sua identidade elvivam nesse estado de guetizacao. Não é a existencia de bairros italianos, gregos ou portugueses em muitas cidades americanas, que são sinal de menor integração dessas pessoas. Até pode ter sido no passado, mas hoje já não são nada disso. Na maioria dos casos são apenas a expressão pratica de uma diferença que é partilhada por pessoas com a mesma origem e que ainda sentem orgulho em o demonstrar aos seus conterrâneos.


    Eu tambem nao estou a dizer que sao todos iguais.
    ....


    Pois não. Você só menciona "os brasileiros", para depois mencionar atitudes e comportamentos que presenciou nalguns elementos dessa comunidade. Pegar em comportamentos individuais e qualificar toda uma comunidade com base nesses comportamentos não faz qualquer sentido.
    Ninguém está dispensado de respeitar a lei e as regras da sa convivência social, seja nativo ou imigrante. Naturalmente que sera sempre mais dificil para um estrangeiro recem chegado, mas isso não o dispensa, a ele de se esforçar e a nós de o ajudar, nem que seja apenas rectificando, de forma mais benévola ou não, dependendo do que está em causa.
    Creio que foi o Nuno Miguel, que já aqui disse que o êxito da integração, também depende da nossa disponibilidade para participarmos nessa integração. Eu não posso estar mais de acordo, mas isso não significa que tenhamos de prescindir de nada, apenas que devemos indicar o caminho certo a quem ainda não o viu.
    Haverá sempre quem não quer ver esse caminho, mas para esses o destino também não lhes vai reservar o mesmo que aos outros.


    Evidente. Mas respeitar a cultura onde se 'aterra' e precisamente ir apanhando essas dicas sociais atraves da interacao com os locais. O que nao acontece em Portugal.


    O dmanteigas é uma pessoa informada e culta, por isso ciente do seu lugar nos sitios onde for ter. O mais natural é que faça todos os esforços para não beliscar com o que encontrar. Até porque sabe que isso lhe é conveniente. Contudo, como muito bem sabe, a grande maioria dos imigrantes económicos não não têm essas "ferramentas". Logo, também é possível que muitos tenham mais dificuldade em encontrar o "registo" certo. Quem teimar em não o encontrar deve evidentemente ser admoestado a fazê-lo.
    A integração precisa de principios e de regras. Quem se esforca deve ver esse esforço recompensado e normalmente é isso que acaba por acontecer. Quem demonstrar que não está interessado, só há um caminho. Como diz o povo, "a porta da rua é serventia da casa". Nada disto é incompativel com a compreensão e aceitação das diferenças e dificuldades de cada um.
    Como o exemplo sueco bem demonstra, as discriminações positivas, nesta matéria, são tão prejudiciais quanto as negativas. Mas convém que não sejamos mais exigentes com os outros do que connosco e isso por vezes acontece, mesmo entre portugueses.

    Agora deixe-me contar-lhe uma história que se passou há mais de 40 anos.
    Numa aula de lingua e cultura italiana, na universidade de Perugia decorre um debate sobre os benefícios e malefícios da imigração. Os participantes eram dois grupos de estudantes universitários, suecos e franceses. Eram jovens que para além da sua formação normal, também estudavam o idioma italiano e por isso participavam naquele curso de verão por dois meses, mas como eu faltei que me fartei, nem dei pela coisa passar.
    Como seria de esperar, a maioria dos franceses tinham uma visão da imigração bem mais negativa do que os suecos, até porque estes ainda não tinham a experiencia que só viveriam mais de 20 anos depois.
    Quer dum lado, quer do outro, havia uns mais inflamados na argumentação e outros mais moderados.
    Entre os franceses mais entusiasmados havia uma certa rapariga com vários dotes dignos de serem apreciados, mas nenhum deles era a qualidade da sua argumentação, que raiava o mais imbecil e vil racismo. Nos exemplos negativos que dava estavam invariavelmente a comparação entre africanos e portugueses.
    A dada altura do debate e a propósito de uma coisa qualquer, a bem dotada rapariga, sai-se com este desabafo "...mas apesar disto tudo, eu até prefiro os portugueses aos marroquinos ou tunisinos", foi nessa altura que um dos jovens que integrava o grupo sueco lhe pergunta: onde é que preferes os portugueses. Será na cama?
    Talvez devido aos voluptuosos dotes da francesinha, nunca mais esqueci este evento e depois, a pergunta nem era meramente retórica, também havia por ali alguma autenticidade.
    Escusado será dizer que o debate acabou aí e eu tive direito a sermão, que também tive oportunidade de rebater, fazendo uso da minha qualidade de português, o que tornava a pergunta bem mais razoável do que muitos pensaram.
    Felizmente que eu já não tenho nem a espontaneidade nem o espirito de cruzado que tinha por essa altura, senão já teria dado tratamento idêntico a muitos comentários que vejo por aqui.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira
  1. Um bom exemplo do que o AMG1 descreve, acontece muitas vezes com os cidadãos com dupla nacionalidade por exemplo.

    Um russo-ucraniano pode ser tão russo como um russo ao mesmo tempo que é tão ucraniano como um ucraniano. E mesmo assim tomar partido por um dos lados naquela guerra.

    Há muito português que não merecia o passorte que herdou... e não é dificil ver mais esforço num cidadão que se naturalizou por causa do agradecimento que sente pelo país de acolhecimento e pelo percurso que teve que fazer até ter a nacionalidade, que muitos dos nativos.

    Uma coisa não invalida a outra. Podem perfeitamente ser complementares e cumulativas. Veja-se o cubano em Miami, em que os países de origem e de aconhimento não podiam ser mais diferentes.

    No fundo, eu posso ser um minhoto orgulhoso, ao mesmo tempo que adoro Portugal e a Europa... isso não me impede de amar Espanha ou a Suíça, ou outro qualquer com uma cultura totalmente diferente.

    Quando lemos por aqui: "o brasileiro saiu da favela, mas a favela não saiu do brasileiro", isso é tremendamente injusto. Parece que a única versão de brasileiro que há, é o que só faz asneira e que cospe no prato, inculto e que abusa do sistema.
  2. Colocado por: N Miguel OliveiraQuando lemos por aqui: "o brasileiro saiu da favela, mas a favela não saiu do brasileiro", isso é tremendamente injusto. Parece que a única versão de brasileiro que há, é o que só faz asneira e que cospe no prato, inculto e que abusa do sistema.


    Concordo, mas desses que refere há cada vez mais, alguns até criminosos violentos que andam a executar rivais. Destes haver um já é demais.
  3. Colocado por: Malaico_EVConcordo, mas desses que refere há cada vez mais, alguns até criminosos violentos que andam a executar rivais. Destes haver um já é demais.


    Normal, se há mais gente, haverá mais de tudo, mais criminosos e mais crimes, mais carros, mais acidentes, maiores filas em qualquer coisa, mais gente a procurar casa, creches, etc etc...
    Quanto aos criminosos mais complicados, qualquer um já é demais de facto, seja imigrante ou nativo.
  4. Colocado por: ferreiraj125https://cnnportugal.iol.pt/habitacao/jovens/nelson-mariana-henrique-e-nuno-tem-mais-de-35-anos-e-salarios-acima-da-media-nao-conseguem-comprar-casa-em-portugal/20250812/687f7e19d34ef72ee4489874


    é curioso que um dos entrevistados diga explicitamente que não lhe interessa comprar mas sim continuar a arrendar (consegue pagar uma renda de 950€!), e diga que além de não conseguir encontrar apartamento a preços decentes para arrendar em Lisboa, parte do seu salario é usado para ajudar a mãe a pagar o seu propio arrendamento, porque a reforma já não dá para pagar casa alugada na região de Lisboa. e o mesmo entrevistado diz depois que quer emigrar, sendo que de todos os destinos possíveis escolhe Nova Iorque, uma cidade onde a habitação deve ser ainda mais cara que Lisboa para quem não tiver um emprego top nem pais ricos.
    a habitação está impossível em Lisboa, num mundo ideal ninguém devia ser obrigado a comprar, TUDO CERTO.. MAS obrigado a fazer uma reflexão sobre as condições atuais, nenhuma das decisões que esta pessoa faz vão ajuda-lo no futuro, queixa-se da imprevisibilidade mas escolhe fazer exactamente o mesmo que os pais escolheram (apesar de ter dinheiro para pagar a sua renda de 950€ e ainda ajudar a mãe). claro, se as condições macro mudarem, esta pessoa vai eventualmente melhorar a sua vida, mas nas condições actuais simplemente mete-se mais e mais a jeito, tipo o sapo que continua na panela a ferver lentamente,
    o ser humano é um bichinho interessante.

    ...

    Nelson vive numa casa arrendada com a mulher, “com contrato a termo”. Paga 950 euros. Nos últimos anos foi obrigado a mudar-se três vezes. “Até consigo pagar a renda, mas é a imprevisibilidade. Quero ter uma família e não posso estar refém deste mercado. A renda aumenta todos os anos”.
    Comprar casa, para Nelson, nunca foi um objetivo. Viveu com os pais numa casa arrendada, não tinham qualquer propriedade.
    “Ganho acima da média, mas, para a minha geração, se não formos herdeiros, é impossível”. A verdade é que Nelson não recebe ajuda dos pais. Pelo contrário, é ele – e o irmão, que vamos conhecer a seguir – quem tem de ajudar a mãe a pagar a renda. A única solução que encontraram custava mais do que a pensão. “Ela era arrendatária, o contrato cessou aos 65 anos e não renovaram o contrato. A renda duplicou de um dia para o outro”.Nelson prepara-se para voltar a emigrar. Nova Iorque é o destino. Pode parecer contraditório que vá para uma das cidades mais caras do mundo quando se queixa dos valores em Lisboa. Tem tudo a ver com a proporção: com o peso que a renda leva do salário.
  5. É preciso um equilibrio entre o que há para comprar e o que há para arrendar. Sermos todos proprietários não melhora a situação, até porque na verdade quem é o proprietário não é quem compra mas sim o banco.
    Se todos "temos" que comprar... o dinheiro esvai-se na mesma, em imobiliárias, em impostos, seguros, etc... além da tendência em manter-se no mesmo sítio, mesmo emprego, etc...
    Precisamos que haja apartamentos e casinhas para alugar, sobretudo nas tipologias mais pequenas... para aqueles que não podem nem querem entalar-se com um crédito tão cedo, para os que têm uma situação laboral instável, etc...
    Concordam com este comentário: Pedro Barradas, desofiapedro
  6. Colocado por: N Miguel OliveiraÉ preciso um equilibrio entre o que há para comprar e o que há para arrendar. Sermos todos proprietários não melhora a situação, até porque na verdade quem é o proprietário não é quem compra mas sim o banco.
    Se todos "temos" que comprar... o dinheiro esvai-se na mesma, em imobiliárias, em impostos, seguros, etc... além da tendência em manter-se no mesmo sítio, mesmo emprego, etc...
    Precisamos que haja apartamentos e casinhas para alugar, sobretudo nas tipologias mais pequenas... para aqueles que não podem nem querem entalar-se com um crédito tão cedo, para os que têm uma situação laboral instável, etc...
    Concordam com este comentário:Pedro Barradas


    reality check:

    - em Portugal, desde o euro, tem sido melhor ser comprador/propietário do que arrendatário. inclusive qd havia mais oferta no mercado de aluguer, as tx juro e condições de crédito eram tão favoraveis que ainda assim compensou comprar. neste momento, com um mercado com menos oferta, quem tem habitação para alugar tem beneficiado de transferencia de riqueza a níveis de fazer inveja a muitas empresas. quem não aluga mas é propietário, beneficia de não estar à mercê do mercado.

    - a única forma de construir patrimonio para quem tem menos recursos é comprar casa a crédito. é o único activo para o qual os bancos emprestam dinheiro ao tuga comum e que estatisticamente tem tendencia a não perder valor (por isso é que os bancos emprestam).

    - eu pessoalmente acho inócuo dizer que arrendar permite mais mobilidade (é verdade), quando 99% das pessoas não quer mudar de vida. de que serve isso se as pessoas querem viver para sempre no mesmo sítio? a ironia do artigo é que o entrevistado ganha acima da média e consegue pagar uma renda de 950€, mas tem que ajudar a mãe que escolheu NÃO ser propietária e agora tem uma reforma que não lhe permite alugar em Lisboa -- de certeza que em alguma aldeia ou cidade mais de interior podia viver mais barato, deveria estar feliz com essa possibilidade de mobilidade..

    - mudam as causas, mas isto é mais ou menos um fenómeno globalizado. e os eleitores não têm sido eficientes em escolher líderes que consigam resolver a situação.

    ...
    de resto, eu estou de acordo consigo, seria bom que o mercado fosse equilibrado ao ponto de que escolher entre alugar/comprar apresentasse beneficios/riscos/custos que se equilibrassem entre si. não era esse o ponto do meu post. apenas apreciei a ironia da situação especifica do entrevistado, que consegue pagar uma renda de 950€ (=11400€/ano, =57000€ em cinco anos), ajudar financeiramente a mãe cuja reforma não lhe permite pagar a própia renda, e diz que não tem interesse em ser propietário..
    Concordam com este comentário: dmanteigas
  7. Colocado por: palmstroke- eu pessoalmente acho inócuo dizer que arrendar permite mais mobilidade (é verdade), quando 99% das pessoas não quer mudar de vida.

    É mesmo inócuo, porque mesmo comprando e sabendo gerir amortizações, pode perfeitamente ir mudando de tipologia e de localização. Ao longo da minha vida comprei 3 casas e vendi 2. Ao mesmo tempo também fui investindo numa na "terra" que por acaso é no Algarve.
    E tive pena de quando me reformei (pouco antes dos preços dispararem) não ter vendido o T3 na Amadora por uma pequena moradia com piscina (para os netos) na zona de Setúbal. Tinha mais qualidade de vida com praia e golfe muito perto. Mas a minha mulher não gostou do que vimos - ou era muito isolada ou tinham "má vizinhança" - mas em termos financeiros era perfeitamente acessível.
  8. Colocado por: palmstrokereality check:

    - em Portugal,


    Sim, bem sabemos como é em Portugal, e fora também. Desde começou o desiquilibrio entre ser proprietário ou inquino, o caminho tem sido o aumento desse desiquilibrio. O gap é cada vez maior, o que por sua vez empurra cada vez mais gente para o lado que já estava mais pesado. Isso faz com que ambos lados fiquem cada vez mais caro, porque ninguém mete um imóvel com a mesma renda, quando no prédio vê os vizinhos a mudarem e a paguerem cada vez mais por um imóvel que cada vez fica mais velho. E vice versa...

    Quanto à mobilidade... depende. Se cada vez há menos imóveis no mercado de aluguer, que faz? Compra uma casa cada vez que muda de região? Claro que há gente que prefere manter-se no mesmo sítio que nasceu, por questões familiares e outros motivos perfeitamente válidos e compreensíveis. São os mesmos que passam a vida a queixar-se que ganham uma miséria a menos que empreendam.

    Bem sabemos o que leva a que cada um se safe o melhor que pode, mas se isso é bom individualmente, tem sido um desastre no conjunto. Em que quem nasceu mais tarde, ou quem nunca conseguiu passar para o lado dos proprietários... cada ano que passa, vê esse "pseudo" objectivo ficar mais longe... porque até pode ter poupado X num ano, mas passado um ano, as casas custam 2 ou 3X a mais. Que vai fazer, créditos a 50 anos? E depois 60? E depois 70?... há coisas que não esticam. Mesmo que faça uma casa muito mais pequena e simples, os mínimos olímpicos dos orçamentos continuarão um desastre... porque o mínimo também tem um limite.

    E não só na construção. Vejo terrenos a 150k€ à venda, que custaram 30, 35k€ há 12-15 anos.
    Mesmo que sejam vendidos a 100, é muita a diferença.

    Nada disto é novo, nem parece haver problema, o banco empresta...

    Parece-me obvio, que sem um mercado de arrendamento saudável, o país estagnará quanto à mobilidade laboral... ou viveremos todos em roulottes... ou acaba-se a migração, cada um tem um canteiro para semear uns pés de tomate e um capoeiro para comer uns ovitos a cada 3 dias...

    No final, o que conta aqui é o número de anos que precisa para comprar qualquer coisinha. Esses anos estão-se a esticar drasticamente... no limite, seremos todos inquilinos. O que muda é que para uns o senhorio é na verdade um banco e uma seguradora...

    Uma coisa é aventurar-se com um crédito tendo um salário "médio", em que a casa custa 150 ou 200k... Outra bem diferente é quando qualquer barraco está nos 350, 450k.
  9. Colocado por: palmstroke- eu pessoalmente acho inócuo dizer que arrendar permite mais mobilidade (é verdade), quando 99% das pessoas não quer mudar de vida. de que serve isso se as pessoas querem viver para sempre no mesmo sítio? a ironia do artigo é que o entrevistado ganha acima da média e consegue pagar uma renda de 950€, mas tem que ajudar a mãe que escolheu NÃO ser propietária e agora tem uma reforma que não lhe permite alugar em Lisboa -- de certeza que em alguma aldeia ou cidade mais de interior podia viver mais barato, deveria estar feliz com essa possibilidade de mobilidade..


    Este e um dos principais problemas. Os portugueses no geral sao extremamente comodistas, e quando e para mudar, ninguem concebe mudar de Lisboa para Castelo Branco. E logo de Lisboa para Geneva.


    Colocado por: palmstrokeapenas apreciei a ironia da situação especifica do entrevistado, que consegue pagar uma renda de 950€ (=11400€/ano, =57000€ em cinco anos), ajudar financeiramente a mãe cuja reforma não lhe permite pagar a própia renda, e diz que não tem interesse em ser propietário..


    O nao ter interesse em ser proprietario pode ser por varios motivos. Pode ter dinheiro para pagar a renda, mas nao para juntar para a entrada de uma casa. Pode ter uma vida demasiado instavel e conseguir pagar 950e hoje mas nem 400 amanha. Existe uma miriade de razoes. Infelizmente em Portugal nos ultimos tempos todos querem ser proprietarios a qualquer custo e o problema tambem vem por aqui. A quantidade de pessoas que eu conheco que se tornaram proprietarios nos ultimos tempos ficando completamente de calcas na mao... (sem fundo de emergencia, no limite do endividamento, sem trabalhos particularmente estaveis).


    Colocado por: CarvaiÉ mesmo inócuo, porque mesmo comprando e sabendo gerir amortizações, pode perfeitamente ir mudando de tipologia e de localização


    E tendo estabilidade financeira... o grande problema e que o portugues comum nao vive com folga financeira para gerir amortizacoes e sustentar a manutencao de um imovel, o risco de ter um arrendado, etc.

    Colocado por: N Miguel OliveiraParece-me obvio, que sem um mercado de arrendamento saudável, o país estagnará quanto à mobilidade laboral...


    E incrivel como tudo esta ligado. O proprio mercado de arrendamento ser o que e tambem esta ligado a nossa organizacao economica, onde o trabalhador portugues previligia o emprego para a vida e o crescimento vertical em detrimento do crescimento horizontal. O portugues comum, em 2025, ainda continua a casar com o posto de trabalho. Sendo esse um dos motivos tambem dos baixos salarios.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira
  10. Colocado por: Vítor MagalhãesAté à data de hoje bani e eliminei vários comentários do user "Luís" com as mais váriadas variantes de nicks, mas sempre com o mesmo estilo de escrita e de raciocínio. Pelos vistos banir não é suficiente e por incrível que pareça este sujeito teima em criar emails novos só para se registar no fórum e continuar com a sua semântica que não quero acreditar que reflita a sua verdadeira opinião e forma de estar perante a sociedade.

    Você é, sem dúvida, um fenómeno raro. Ninguém o chamou, ninguém o quer por perto, mas lá está você — sempre a aparecer como se o mundo estivesse à sua espera. Spoiler: não está.

    A sua presença tem o mesmo efeito que um mosquito no ouvido às três da manhã. Pequeno, irritante, impossível de ignorar. E o pior? Você acha mesmo que está a contribuir com algo de útil para o fórum.
    Por favor, não ache que é indispensável, resuma-se a sua insignificância e procure outro sítio para debitar as fezes que lhe saem da ponta dos dedos. Finja que está com cólicas e desapareça daqui homem!!!!


    luis5555
    luis555
    mm22
    mm44
    lm7879
    luis444
    luis666
    luis888
    luis55
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    luis5
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    carlos11
    carlos12
    Klaus11
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    999
    lm79
    lui33


    Concordam com este comentário:Jorge_Gonçalves,rod_2000,N Miguel Oliveira
    Estas pessoas agradeceram este comentário:desofiapedro


    Atualização

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    w9ka4
    qrlpe
    zfm70
    cm0ob
    y1xkq
    dgzap
    3a9g8
    9ivrl
    swjcq

    Edit:

    dx4um
    Concordam com este comentário: rod_2000
    Estas pessoas agradeceram este comentário: vmontalvao, ferreiraj125
    • spvale
    • 18 agosto 2025 editado
    Colocado por: Vítor Magalhães

    Atualização

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    Estas pessoas agradeceram este comentário:vmontalvao

    Não deve trabalhar só pode ou é outro que fugiu do Magalhães lemos ou "casa amarela"
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Borgas
  11. Incrivel o trabalho o que homem têm para vir dizer nada.
  12. De certa forma há que dar valor ao trabalho envolvido.

    👀
  13. 38 contas = 38 endereços de email criados.

    É incrível a paciência que tem. Continua a espalhar a própria estupidez como se isso fosse mudar alguma coisa, mesmo sabendo que ninguém lhe liga nenhuma. Mantém a pose firme, como se estivesse a fazer uma grande figura, quando na verdade só expõe o ridículo da sua teimosia. No fim, não convence, não impressiona… só mostra até onde alguém consegue insistir no vazio.
    Concordam com este comentário: desofiapedro
  14. É o chamado pain in the ass.
  15. Colocado por: dmanteigasO portugues comum, em 2025, ainda continua a casar com o posto de trabalho.

    Os novos não são assim. É uma das coisas em que tenho orgulho na minha geração, quando o “chefe” começa a chatear muito, mudam-se para a empresa do lado e nem estão para se chatear. É a vantagem de termos salários baixos. A facilidade que eu tive em negociar tudo o que não era salário no meu contrato de trabalho até é irónico, veja-se tenho 25 anos e 30 dias de férias + 2 dias fixos.

    Colocado por: dmanteigasA quantidade de pessoas que eu conheco que se tornaram proprietarios nos ultimos tempos ficando completamente de calcas na mao... (sem fundo de emergencia, no limite do endividamento, sem trabalhos particularmente estaveis).


    Eu estou particularmente preocupado com este grupo de pessoas, eu acho que isto pode correr muito mal.
  16. Colocado por: rod_2000
    Os novos não são assim. É uma das coisas em que tenho orgulho na minha geração, quando o “chefe” começa a chatear muito, mudam-se para a empresa do lado e nem estão para se chatear. É a vantagem de termos salários baixos. A facilidade que eu tive em negociar tudo o que não era salário no meu contrato de trabalho até é irónico, veja-se tenho 25 anos e 30 dias de férias + 2 dias fixos.



    Eu estou particularmente preocupado com este grupo de pessoas, eu acho que isto pode correr muito mal.


    As pessoas não têm muitas hipóteses. Ou se atiram de cabeça à espera que corra tudo bem, ou continuam à espera que os preços baixem. Enquanto isso os preços continuam a aumentar e as pessoas a ficar cada vez mais longe de conseguir comprar. Porque à velocidade que isto está, fica difícil poupar o suficiente para sequer acompanhar a subida de preço.

    A hipótese é ir para algo mais barato, o que muitas vezes significa a precisar de obras. Se forem obras profundas é preciso ter um sítio para viver enquanto há as obras. Para não falar que quem não é da área lá se arrisca a ser enganado, a ter obras que derrapam no tempo e no orçamento.

    O mercado imobiliário em Portugal está feito de uma forma a que o vendedor tem todo o poder e informação na mão, enquanto o comprador tem praticamente 0.

    Não é fácil. Nada fácil mesmo.
  17. Colocado por: matavelhoso vendedor tem todo o poder e informação na mão, enquanto o comprador tem praticamente 0


    O que significa isto?
    Compradores com capital não têm informação zero, garantidamente.

    Agora compradores sem capitais próprios nem que seja para o sinal e de chapéu na mão, naturalmente que têm de andar à procura de um sapato que caiba no pé.
 
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