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  1.  # 41

    Colocado por: j cardoso
    Não sei se passa ao lado, por cima ou por baixo; é coisa com que não perco tempo e não me preocupa nada, afinal de contas não escolho os meus amigos pela qualificação académica. Aos outros trato-os por senhor, a não ser que façam questão de serem tratados por algum título. Nesse caso será conforme a minha disposição nesse momento, tanto faço a vontade como me faço de surdo, tem dias.
    Já que estou com a mão na massa deixe-me dizer-lhe que a mania do tratamento pelo título é apenas um sintoma de uma mentalidade tacanha muito vulgar; não há ainda muito tempo que me desloquei a um serviço público onde tinha uma reunião marcada. Fui acompanhado do meu cliente, um promotor imobiliário que se apresenta sempre irrepreensivelmente vestido, fato de bom corte e gravata. Quando lá chegamos e mesmo tendo sido eu a dizer ao que íamos, a funcionária vira-se para o promotor e diz : Faça favor de entrar Sr. Engenheiro, ao que este respondeu que não era engenheiro. A senhora, embaraçada, pediu desculpa e justificou-se dizendo que a reunião só era possível com a presença do eng.º Cardoso e que, não estando este presente, a reunião teria de ser adiada. Exactamente assim como se não houvesse a mínima possibilidade de ser eu o tal eng.º Cardoso - parece que não estava vestido como tal.

    José Cardoso

    Hahahahaha

    Bom afinal exitem talvez tipos que se aproveitem dos tais cognomes...e dá-se mais atenção aos bem vestidos.Afinal se nos dão mais atenção por esses promenores até tem a sua lógica andarmos aprumados de percings...
    Cá para mim até tem lógica os vendedores que aparecem por aqui ou por ali de vestes ou cognomes...pois são até capazes de vender mais peixe porque o labrego dá-lhes mais atenção...
    Mas olhe que nas obras da zona saloia;se um gajo aparece dessa forma;a malta vira-lhes a cara e aponta pelo menos o dedo para onde se dirigir...mas em Lisboa nas obras a malta dá-se ao luxo de acompanhar o fulano catedrático de vista,e dá-lhes uma atenção que até possivelmente seria boa educação se fosse também com quem lá aparece a pedir trabalho nas obras.
  2.  # 42

    Há pouco tempo, quando fui entregar um projecto para licenciamento, como proprietária, na Câmara Municipal, a funcionária notou que faltava uma assinatura na declaração da Ordem (que exigem). Agarrei na folha e mal pousei a caneta, a dedicada funcionária açambarcou-a porque, segundo ela, eu iria falsificar a assinatura e isso é ilegal. Por sorte, eu tinha uma cópia a mais.
  3.  # 43

    Colocado por: LiMatosHá pouco tempo, quando fui entregar um projecto para licenciamento, como proprietária, na Câmara Municipal, a funcionária notou que faltava uma assinatura na declaração da Ordem (que exigem). Agarrei na folha e mal pousei a caneta, a dedicada funcionária açambarcou-a porque, segundo ela, eu iria falsificar a assinatura e isso é ilegal. Por sorte, eu tinha uma cópia a mais.

    Esta teve piada.
  4.  # 44

    Colocado por: LiMatosHá pouco tempo, quando fui entregar um projecto para licenciamento, como proprietária, na Câmara Municipal, a funcionária notou que faltava uma assinatura na declaração da Ordem (que exigem). Agarrei na folha e mal pousei a caneta, a dedicada funcionária açambarcou-a porque, segundo ela, eu iria falsificar a assinatura e isso é ilegal. Por sorte, eu tinha uma cópia a mais.


    Mas por alguma razão em particular? Roupa? ia com o cabelo no ar, algo?
  5.  # 45

    É por essas e por outras que uma pessoa que conheço, de fracos recursos financeiros, mas sempre decentemente vestida (tinha sido costureira quando nova, sabia fazer milagres com roupa usada ..), quando precisava de ir pedir ajuda à assistente social, vestia os trapos mais velhos e horrorosos que tinha lá em casa. Se a assistente a visse decentemente vestida, não lhe dava ajuda - os pobres querem-se maltrapilhos (e os senhores engenheiros engravatados).
  6.  # 46

    exijo que o j cardoso me passe a tratar por Marquês de Monte Nelas.

    Assim farei logo que o MRui Senhor Marquês de Monte Nelas se dê ao respeito e me comece a tratar por Muene Kanda - titulo concedido, juntamente com duas ufeko, pelo grande Muata Ianvo, senhor das Lundas, dos Tchokwe e do Cassai.

    José Cardoso
  7.  # 47

    Vou meter-me ao barulho!

    Já que não gostam do "tu", vou passar a exigir que me tratem por Sir Doutor Engenheiro Professor poiosbrancos

    E ai de quem me tratar por senhor. Leva logo nas orelhas
  8.  # 48

    Pode até exigir, mas não vai ter sorte...
  9.  # 49

    poiosbrancos
    permita-me a pergunta, é o quê?
  10.  # 50

    Colocado por: pdavidmarquespermita-me a pergunta, é o quê?

    Deve ser os ditos e brancos.
  11.  # 51

    Colocado por: Jorge Rocha
    Estamos a falar do português falado ou escrito...afinal existem siglas dr.em cheques e noutros documentos no lugar do nome ou antes do nome,e não existe canalizador por exemplo...trata-se afinal que na nossa sociedade portuguesa está muito tecnocrata,e alguns babam-se até à medula com esses prefixos(penso eu)em vários países dr.só de saúde...e quando alguém chama sr.dr.;pensa-se o quê?Que é doutourado em medicina?Precisa-se saber mesmo se um tipo tem algumas cadeiras de estudo quando se escreve nos documentos essas siglas dr.etc?(não acha exagero?)Ou passa-lhe ao lado?


    Duas situações:

    1ª - Aqui ha uns tempos fui a Madrid beber um copo com uns amigos de lá... No meio da conversa veio esta discussão sobre a questão do doutor em Portugal... Eles riram-se entre dentes e vi logo que ali havia piada... Eles responderam que em Portugal era só gente MUITO IMPORTANTE. Até o que recolhe o lixo em Portugal é marechal, "marechal do coche de la merdia" nas palavras deles... (atenção não tenho nada contra os que apanham o lixo, pelo contrário)

    2ª - O meu pai vende material de construção, e aqui há uns tempos numa ajuda de beneficiência da junta de um determinado local, foi levar um material, onde 95% era pago pela dita junta e o restante pelo dono... Pois não é que o cheque da referida senhora, que mal sabia ler, dizia em cima: Doutora... é de risos...
  12.  # 52

    Meus amigos...
    Penso que esta coisa do doutor isto e doutor aquilo são restícios do passado retrógado que solicitava a submissão de quem não estudava até rebentar...ainda por cima com a agravante que nesse tempo nem todos podiam estudar por falta de meios(poder monetário)
  13.  # 53

    Os espanhóis são reputados ordinarões, não são exemplo para ninguém no que diz respeito a lidar com o próximo. Mas concordo com o exagero que há em Portugal na utilização do "doutor" por parte de quem é apenas licenciado (e há licenciados em universidadezecas privadas que sabem menos que pessoas saídas de um bom liceu). Lembro-me de há 10 anos ter enxovalhado publicamente uma colega de licenciatura que, apenas terminado o percurso universitário, foi ao banco trocar o livro de cheques e o cartão multibanco por um que dissesse "Dra. Parvalhona de Tal". Foi divertido.
  14.  # 54

    Colocado por: poiosbrancos

    Mas por alguma razão em particular? Roupa? ia com o cabelo no ar, algo?


    Eu achava que estava tudo em ordem ;)

    A única pista que me ocorre é o facto de a moça, sem ler, me ter dito que "o" engenheiro não tinha assinado. Como sou "uma" engenheira...

    Só se os engenheiros não podem assinar projectos para a própria casa... Era uma bela regra.

    Não sei.
  15.  # 55

    Há uns tempos, um amigo meu deu-me um cartão de visita como forma de anunciar a sua nova empresa.

    Como ele vive na Inglaterra, o cartão estava em inglês, mas antes do nome dele esta "ENG". Não me aguentei e chamei-lhe cagão.

    A resposta dele foi que também tinha mandado fazer cartões em português e, como cá isso faz diferença, ele usou o mesmo template.

    É o que temos...

    Parafraseando o Nilton: "Olha, o que estás a fazer?"
  16.  # 56

    Colocado por: Italiano Os espanhóis são reputados ordinarões, não são exemplo para ninguém no que diz respeito a lidar com o próximo.
    Concordo!
    Recuso terminantemente aceitar que eles possam alguma vez ter sido «nuestros hermanos».
    Nem sequer meios-irmãos!
    Colocado por: adan1ª - Aqui ha uns tempos fui a Madrid beber um copo com uns amigos de lá... No meio da conversa veio esta discussão sobre a questão do doutor em Portugal...
    LOL!!
    Isso vindo de um país que é uma Monarquia, com Reis Princesa Duques e Marquesas "a sério"(!), conhecido por aí imperar a enorme vaidade (nacional e individual), internacionalmente e nacionalmente caricaturado com personagens saídos de romances de cavalaria com sonhos grandiosos, e onde tinham essa coisa única que eram «los Grandes» (de España...)...

    Colocado por: Italiano Mas concordo com o exagero que há em Portugal na utilização do "doutor" por parte de quem é apenas licenciado.
    Há 2 maneiras de ver a coisa:
    o que se passa recentemente, e o que se passava há umas dezenas de anos (de que ainda há resquícios).

    Para os que ascenderam recentemente à licenciatura, e que são os primeiros em várias gerações a obtê-la, é natural que sintam um orgulho desmesurado.
    Em Portugal a massificação de licenciaturas é um fenómeno relativamente recente.

    No meu caso, como tenho licenciados na família desde, pelo menos, 1687, mais um menos um... :-)

    «Antigamente», como os licenciados eram muito poucos (no ano em que o meu pai se licenciou só foram umas dezenas a terminar o curso no ISTécnico), é natural que OS OUTROS, os que não eram licenciados, lhes atribuissem uma importância desmesurada. E que os licenciados aceitassem a importância que lhes atribuiam de bom grado.
  17.  # 57

    Colocado por: pdavidmarquespermita-me a pergunta, é o quê?


    Sou um ser humano, que por acaso tem formação académica em engenharia

    Mas não sou Sir, nem professor, nem doutor
  18.  # 58

    Colocado por: poiosbrancos

    Sou um ser humano, que por acaso tem formação académica em engenharia

    Mas não sou Sir, nem professor, nem doutor


    Oh senhor engenheiro, já podia ter dito! ;-)
  19.  # 59

    Colocado por: Luis K. W.No meu caso, como tenho licenciados na família desde, pelo menos, 1687, mais um menos um... :-)
    Colocado por: ? nessa época viviam onde??..em que zona do país

    Esses meus «avós» eram de Viana do Castelo.
    E a licenciatura foi em Coimbra, claro.
  20.  # 60

    Colocado por: Anonimo16062021
    Já imaginou tratar alguém numa obra por sr.trolha,sr.picheleiro,ou sr.ferrageiro?


    Desculpe, é a forma como eu trato as pessoas quando me dirigo a elas, só se já tiver confiança com elas é que trato por tu mas normalmente a pessoas dentro da minha faixa etaria (estou nos quarentas) os outros é por voce ou o senhor.

    Não fica mal e o respeito com respeito é bonito.


    Cpm
 
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