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  1.  # 781

    Boas,

    Colocado por: Luis K. W.Não é todos os dias que uma proposta do PCP é aprovada por unanimidade na AR.
    Ora vejam...


    http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=34253

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Luis K. W.
  2.  # 782

    Colocado por: oxelferDivirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista

    http://aventar.eu/2011/11/02/tempo-de-minhocas-e-de-filhos-de-meretriz/
  3.  # 783

  4.  # 784

    Estes malandros pregavam que os direitos adquiridos não são passíveis de entender mas para o tacho deles os direitos adquiridos terão que ser tomados em conta!
  5.  # 785

    Colocado por: becasMas os vícios do Estado não doem a todos...por igual...ou doem???!!!!


    O mínimercado aqui da rua esta falido. Sugere que todos os residentes na rua paguem as dividas do mínimercado aos fornecedores?
  6.  # 786

    Colocado por: luisvv

    O mínimercado aqui da rua esta falido. Sugere que todos os residentes na rua paguem as dividas do mínimercado aos fornecedores?


    O que é que o **** tem a ver com as calças???? Empobrecer os trabalhadores ajuda a manter o pequeno comércio, é? Pensei que fosse ao contrário...
    Concordam com este comentário: Jorge Rocha
  7.  # 787



    O que é que o **** tem a ver com as calças???? Empobrecer os trabalhadores ajuda a manter o pequeno comércio, é? Pensei que fosse ao contrário...
    Concordam com este comentário:Jorge Rocha


    Então, nao acha que a falência do mínimercado da minha rua devia doer a todos?
  8.  # 788

    As falências dos minimercados doem a todos tal como doi a falta de poder de compra de todos aos minimercados.
    Concordam com este comentário: becas
  9.  # 789

    Colocado por: SchopferGottInteresses levam os politicos a fazer negocios ruinosos, para os quais os nossos credores emprestam dinheiro, mesmo sabendo da situação (Ex. Submarinos), obrigando o estado a manter contratos para compra e manutenção de equipamento (armamento, e outros) a entidades estrangeiras (Alemãs, Francesas etc), a troco de dinheiro emprestado e entregue nas mãos de corruptos.

    A aquisição dos nossos «ricos» submarinos (foram os MAIORES submarinos construídos até então na Alemanha) foi contratada por 769 milhões. A adjudicação foi por 842 milhões. Segundo os últimos dados custaram cerca de MIL Milhões de euros. E está tudo normal...

    Segundo a Justiça ALEMÃ, a Ferrostaal distribuiu 33,9 Milhões de euros em luvas em Portugal.

    O antigo Cônsul honorário de Portugal em Munique, arguido do processo na Alemanha, terá recebido 1,6milhões de euros para, no Verão de 2002, (APENAS) ter arranjado um almoço entre o vendedor-chefe da Ferrostaal e o primeiro-ministro português, Durão Barroso.

    Só falta descobrir para onde foram os outros 32,3 milhões...

    A decisão de adquirir os submarinos aos alemães foi tomada a 6/Nov/2003, por proposta do Min. Defesa, Paulo Portas. Uma semana mais tarde, a 14/Nov/2003, o Der Spiegel publicou as fotografias de Barroso, Portas e Bagão Felix à frente de um submarino e com a frase: «TAMBÉM LUCROU COM OS SUBMARINOS?» (e ninguém foi acusado de difamação em Tribunal...).

    E continuamos à espera das CONTRAPARTIDAS previstas no contrato...
  10.  # 790

    Boas,

    "Há quem, como eu, esteja fora de moda e defenda as privatizações. Mesmo para quem não defende, deve ser difícil ter medo de privatizações quando se tem um Estado tão incompetente e corruptível. Está para nascer uma gestão que tenha sido pior para os contribuintes portugueses do que a gestão do Estado. Assim foi em muitas empresas: perdulária, obediente, instrumentalizada, cobarde, por vezes simplesmente burra. Mas o desejo de capital privado não pode fazer baixar a guarda nos processos de venda. Há demasiado dinheiro e poder em jogo. Foi exactamente através de privatizações que se criou uma teia, rica e perigosa, de oligarcas na Rússia. E quanto a nós, mais vale prevenir. Sabiamente."
    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=521585

    "O povo tem de ir para a rua protestar contra os "sacrifícios" impostos pelo Governo e as políticas de austeridade da 'troika', defende Francisco Van Zeller, o antigo presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), à Antena 1. Se não for feito, "ou somos parvos ou estamos mortos", atira."
    http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO013896.html

    "Qual o significado deste regresso? Que paralelismos se podem fazer com condições e lutas sociais do passado? De âmbitos diferentes (comunidade, cidade, região, país), a greve geral foi sempre uma manifestação de resistência contra uma condição gravosa e injusta de caráter geral, ou seja, uma condição suscetível de afetar os trabalhadores ou até a sociedade no seu conjunto, mesmo se alguns setores sociais ou profissionais fossem mais diretamente visados por ela. "
    "Ontem, foi a luta por uma democracia que representasse o interesse das maiorias sem voz; hoje, é a luta por uma democracia que, depois de parcialmente conquistada, foi esventrada pela corrupção, pela mediocridade e pusilanimidade dos dirigentes e pela tecnocracia em representação do capital financeiro a quem sempre serviu. "
    "Em geral, podemos dizer que a greve geral na Europa de hoje é mais defensiva que ofensiva, visa menos promover um avanço civilizacional do que impedir um retrocesso civilizacional. É por isso que ela deixa de ser uma questão dos trabalhadores no seu conjunto, para ser uma questão dos cidadãos empobrecidos no seu conjunto, tanto dos que trabalham como dos que não encontram trabalho. Na rua, a única esfera pública por enquanto não ocupada pelos interesses financeiros, manifestam-se cidadãos que nunca imaginaram manifestar-se a favor de causas alheias. De repente, as causas alheias são próprias."
    http://aeiou.visao.pt/a-greve-geral=f633847

    "Num momento em que a Europa se confronta com a mais séria crise desde a guerra de 1939-45 e em que os «mercados» derrubam governos eleitos, como na Grécia e na Itália, e em que a Alemanha manda na Europa a seu belo prazer, sem controlo democrático, haja dinheiro ou não, com maior ou menor empobrecimento dos povos e das Nações, a defesa da democracia passa a ser a primeira prioridade. É neste contexto, para que não se derramem lágrimas de crocodilo a posteriori, que os portugueses se devem mobilizar e exprimir publicamente o seu descontentamento, através de greves, manifestações e outras formas permitidas legal e constitucionalmente. É nestes momentos que faz mais sentido defender os direitos democráticos e a democracia."
    http://www.ionline.pt/opiniao/greve

    "São inúmeros os casos de funcionários públicos com curso superior que ganham em torno dos 800 euros brutos com tudo incluído e sem descontos, e que raramente conseguem sair do posto de trabalho antes das 20h, desde logo porque houve aposentações sem substituição. São inúmeros os casos de funcionários públicos que trabalham sem condições em edifício degradado, com computadores e sistemas informáticos ultrapassados e com grande responsabilidade, para ganhar cerca de 600 euros líquidos. São, refira-se ainda, pagadores da totalidade dos impostos devidos e, porque tudo é registado, não possuem rendimento por fora, nem isenção de taxas moderadoras, nem direito a automóvel da empresa e nem pagamento de despesas. Se até agora dificilmente podiam, por exemplo, comprar um seguro de saúde e ir médico desejado, com os "cortes" anunciados começa a ser difícil educar condignamente os filhos (tal como acontece com os desempregados)."
    http://aeiou.visao.pt/crise-actual-culpados-e-vitimas=f634971

    "Na semana passada, a Fitch cortou o "rating" de Portugal para lixo e justificou a decisão com as péssimas previsões para o desempenho da economia portuguesa. Um credor atento devia ponderar outros aspectos, como a forma como a consolidação orçamental será realizada. Gastar menos do que aquilo que se tem é diferente do que vender património ou captar receitas irrepetíveis, deixando tudo o resto na mesma, à mercê da próxima crise, sempre pior que a precedente."
    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=522271

    "A 3.ª República, em matéria de transparência e combate à corrupção, não tem sido feliz. E tem criado uma oligarquia político-partidária medíocre e que confunde interesse privado com interesse público, dando prevalência sempre ao primeiro. "
    http://www.ionline.pt/opiniao/duarte-lima-sera-julgamento-regime

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  11.  # 791

    Boas,

    Afinal os gajos até são "porreiros":

    Por iniciativa do PSD e do CDS, o Parlamento aprovou esta manhã uma nova proposta de cortes nos subsídios de Natal e de férias de funcionários públicos e pensionistas, que altera os limites que estavam previstos na proposta de Orçamento do Estado para 2012. Veja aqui qual o corte que vai sofrer.
    Ao abrigo da nova fórmula, serão prejudicados todos os que ganham mais de 600 euros brutos mensais (a proposta inicial previa 485 euros de limite, o equivalente ao salário mínimo), havendo perda total dos dois subsídios a partir dos 1.100 euros brutos, valor que compara com o limite de mil euros que constava da proposta de Orçamento do Governo.
    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=522311

    A maioria PSD-CDS recuou na proposta de aplicar a taxa máxima de IVA de 23 por cento ás actividades culturais e propôs que passe para a taxa intermédia de 13 por cento. Actualmente, o IVA é de seis por cento.
    http://www.publico.pt/Cultura/maioria-recua-na-taxa-maxima-do-iva-na-cultura-1522922

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  12.  # 792

    Colocado por: oxelferBoas,

    Afinal os gajos até são "porreiros":

    Por iniciativa do PSD e do CDS, o Parlamento aprovou esta manhã uma nova proposta de cortes nos subsídios de Natal e de férias de funcionários públicos e pensionistas, que altera os limites que estavam previstos na proposta de Orçamento do Estado para 2012. Veja aqui qual o corte que vai sofrer.
    Ao abrigo da nova fórmula, serão prejudicados todos os que ganham mais de600euros brutos mensais (a proposta inicial previa 485 euros de limite, o equivalente ao salário mínimo), havendo perda total dos dois subsídios a partir dos1.100euros brutos, valor que compara com o limite de mil euros que constava da proposta de Orçamento do Governo.
    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=522311

    A maioria PSD-CDS recuou na proposta de aplicar a taxa máxima de IVA de 23 por cento ás actividades culturais e propôs que passe para a taxa intermédia de 13 por cento. Actualmente, o IVA é de seis por cento.
    http://www.publico.pt/Cultura/maioria-recua-na-taxa-maxima-do-iva-na-cultura-1522922

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista


    Eia! Que generosos! São porreiríssimos! Eu, que vivo cá na ilha (rodeada de auto-estradas pagas mas sem estradas "normais" por onde possa circular), estou comovida até às tripas...
    •  
      MRui
    • 29 novembro 2011

     # 793

    Colocado por: Luis K. W.E continuamos à espera das CONTRAPARTIDAS previstas no contrato...

    É melhor esperarmos sentados. E nas próximas eleições, continuarmos a votar nos partidos da alternância do roubo.
    O voto é a arma do povo... a porra é que este povo é suicida.

    Aperta com eles Pedrinho!
  13.  # 794

    Boas,

    Colocado por: becasEia! Que generosos! São porreiríssimos! Eu, que vivo cá na ilha (rodeada de auto-estradas pagas mas sem estradas "normais" por onde possa circular), estou comovida até às tripas...


    O que me arrependo de não ser "estudioso":

    €40 milhões só para estudar aeroporto chumbado na Ota
    NAER gastou mais de €40 milhões a estudar a construção do novo aeroporto de Lisboa na Ota, Alenquer, uma localização que viria a ser abandonada.
    http://aeiou.expresso.pt/836440-milhoes-so-para-estudar-aeroporto-chumbado-na-ota=f690879

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  14.  # 795

    Que ilha becas?Xd
  15.  # 796

    Boas,

    Alguém que gosto de ler:


    O Estado que pague
    O patronato que tanto se queixa das "gorduras" do Estado, exigindo ruidosamente "menos Estado", acaba de, através da AEP e outras associações patronais, engordar a despesa do Estado em mais 35 milhões de euros, accionando o aval que obteve do mesmo Estado para financiar o megalómano projecto do Europarque.
    O Europarque deveria ser um exemplo de visão e gestão empresariais, até porque gerido pela fina flor do empresariado português. Afinal, "desde o início da sua exploração, em 1996, nunca teve resultados positivos" e a AEP tem que reconhecer "a impossibilidade da Associação Europarque em honrar os pagamentos a que estava obrigada", passando a batata quente para o Estado. Comprova--se, pois, que o Estado é um "desastre" a gerir e deve entregar aos privados empresas públicas, escolas, hospitais, etc..

    Desde as leis do condicionamento industrial do Estado Novo que, com raras excepções, a generalidade dos nossos empresários se habituou a viver sob protecção do Estado ou transferindo riscos para o Estado (nesta matéria, os Mellos são o exemplo típico do que é o "grande empresariado" português). É por isso que, mais do que com capacidade de iniciativa ou espírito empreendedor, o sucesso empresarial em Portugal se constrói antes com boas relações.
    Agora, do mesmo modo que pagarão a recapitalização da banca privada, serão os contribuintes quem pagará também os erros de gestão e as dívidas do Europarque.
    http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=2100132&opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina

    A afirmação do actual ministro da Educação de que o "princípio geral" que presidirá à "sua" reforma curricular do ensino básico e secundário é o de que "é necessário concentrar nas disciplinas essenciais" constitui todo um programa ideológico.
    Deixando de lado o obsessão de todo o bicho-careta que chega a ministro da Educação em Portugal em "reformar" mais uma vez os curricula escolares, tornando o ensino num laboratório de experiências educativas e os alunos em cobaias que se usam e deitam fora na próxima "reforma", tudo com os resultados que se conhecem, a opção por um ensino público limitado a "disciplinas essenciais" segue fielmente a rota ideológica do "saber ler, escrever e contar" de Salazar.
    Falta apurar o que o ministro entenderá por "essencial", mas outras medidas que tem tomado, como triplicar o valor dos cortes na Educação pública previsto no acordo com a "troika" enquanto financiava generosamente os colégios privados, levam a crer que o programa de empobrecimento anunciado por Passos Coelho é mais vasto do que parece. E que, além do empobrecimento económico das classes médias e mais desfavorecidas, está simultaneamente em curso o seu empobrecimento educativo.
    Para a imensa maioria que não tem meios para pôr os filhos em colégios privados (que, no entanto, financia com os seus impostos), o "essencial" basta. Mão-de-obra menos instruída é mão-de-obra mais barata. E menos problemática.
    http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=2091735&opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina

    É só um mais caso mas ilustrativo dos labirintos políticos através dos quais, passando pelo Estado, os milhões fluem, em Portugal, do bolso dos contribuintes para o de certos grupos económicos, invariavelmente os mesmos.
    Noticia a "Agência Financeira" que a reguladora do sector rodoviário denunciou em 2010 ao então secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, que a Estradas de Portugal estava a negociar um contrato ruinoso com o grupo Ascendi, referente às auto-estradas entre Barcelos e Guimarães e Famalicão e Vila Pouca e a várias ligações dos IC16, IC17 e IC30.
    O trânsito era, pelos vistos, pouco e a concessionária perdia dinheiro pois se pagava apenas com portagens. O anterior Governo resolveu-lhe o problema: passou a pagar à Ascendi, por estradas que não custavam um cêntimo ao Estado, 1,864 milhões em rendas fixas, recebendo 1,267 milhões de portagens. Para isso mudou o Código da Contratação Pública e entregou depois (ou antes, não se sabe) a feitura do contrato a um escritório de advogados... ligado às construtoras.
    O resultado foi um rombo de 597 milhões anuais na despesa pública que você, leitor, e eu estamos agora a pagar à Ascendi, isto é, à Mota--Engil de Jorge Coelho e ao BES.
    O então presidente da Estradas de Portugal é hoje presidente da Opway, construtora do BES e accionista da Ascendi. E Paulo Campos figura de proa do "novo PS" de Seguro. Tudo está bem quando acaba em bem.
    http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=2055962&opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina

    Aguarda-se agora que o ministro revele as cores (eu aposto malevolamente no azul, a mais imaterial das cores, símbolo de irrealidade e de "rêverie") com que pintará o Aeroporto de Beja, que iria ter, segundo "estudos", 178 mil passageiros em 2009 e 1,8 milhões em 2020, e teve este ano, entre Maio e Julho, exactamente 164.
    http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=2045497&opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina

    O único dos "25 mais ricos" que pagará a crise é o mais rico deles, o trabalhador Américo Amorim, que irá esfalfar-se mais meia hora por dia sem remuneração (por isso me pareceu vê-lo, de cartaz na mão, no meio dos "indignados"). Felizmente emprega na sua Corticeira 3 300 outros trabalhadores, que irão dar-lhe 1 650 horas diárias de trabalho gratuito, equivalentes a 206 trabalhadores de borla. Poderá assim despedir 206 dos que não se contentam com ter trabalho e ainda querem salário.
    http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=2064222&opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina

    A consultora PwC fez as contas e concluiu que, se os contribuintes de baixos rendimentos verão em 2012 a carga fiscal agravada em relação a 2011, os de maiores rendimentos vê-la-ão, em contrapartida, amplamente reduzida. Citada pela edição online do "Expresso", a consultora apurou que contribuintes solteiros com rendimentos inferiores a 1500 euros irão pagar em 2012 mais 8% de IRS do que em 2011 enquanto os que auferem 3 000 ou mais pagarão... menos 8,9%. E o mesmo com os contribuintes casados: rendimentos até 2 500 euros (casais onde só um ganha) vêm agravado o IRS, ao passo que rendimentos de, por exemplo, 6 000 euros pagarão... menos 5,2%; e, do mesmo modo, casais com dois titulares a ganhar até 2 000 euros pagarão mais e os que ganharem acima disso pagarão menos.
    http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=2066995&opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina

    Temos, pelos vistos, um cábula a ministro das Finanças. Embora sejam os portugueses quem, quatro meses depois, deve enfiar as orelhas de burro.
    http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=2069649&opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina

    A única conclusão possível é a de que somos governados por gente capaz de tudo, que talvez limpe educadamente os pés mas tem as mãos sujas.
    http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=2079559&opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina

    O medo que esta gente, que tanto fala em Democracia, tem da Democracia é assustador. Aparentemente, o projecto de suspensão da Democracia por 6 meses (ou por 48 anos) estará já em curso. Pinochet aplicou no Chile as receitas de Milton Friedman suspendendo sangrentamente a Democracia. Como é que "boys" de Chicago como Gaspar ou Santos Pereira, que chegaram a ministros sem nunca antes terem governado sequer uma mercearia, o fariam em Democracia?
    http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=2094826&opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina

    E, como o povo tende a ser pobre e mal agradecido quando lhe tiram o pão, já terá posto o ministro das Polícias (contemplado, no OE para 2012, com mais 400 milhões de euros, quando todos os outros ministérios viram os orçamentos reduzidos) a tratar do caso, "monitorizando", segundo informa o DN, "grupos, organizações e protagonistas" através das secretas e reforçando os "operacionais" das "unidades de manutenção da ordem" (apesar de tudo, a expressão "Polícia de choque" era menos hipócrita).
    A resposta de Passos Coelho para os problemas inevitavelmente criados pelas suas políticas de desemprego e de miséria parece, pois, ser a consubstanciada no célebre refrão dos Trabalhadores do Comércio: "Quietinho e caladinho ou levas no focinho". Como um outro génio das Finanças, Manuela Ferreira Leite tinha afinal razão quando preconizava a necessidade de suspensão da democracia por seis meses. Ou por 48 anos, só o futuro o dirá.
    http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=2033688&opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina

    Uma verdadeira festa à madeirense: financiamento com dinheiros públicos dos negócios de empresários de hotelaria e comerciantes locais, tudo gente amiga que, como de costume, não gastará um chavo, limitando-se a ficar eternamente grata a Jardim e a embolsar lucros com incontáveis e embasbacadas multidões de turistas que "vai vir em 'charters'" da China e do Mundo inteiro para ver as "iluminações"; e contratação das "iluminações" por ajuste directo à empresa de um ex-deputado do (surpresa!) PSD-M e por um preço meio milhão acima do valor por que ela se propusera fazê-las em concurso público entretanto anulado após impugnação de outros concorrentes.
    http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=2142292&opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina

    Os portugueses habituaram-se a ouvir ministros e primeiros-ministros anunciar ano após ano o fim da crise, ou o princípio do fim da crise, ao mesmo tempo que lhes vão ao bolso em nome da crise. Em 2006 foi o saudoso Manuel Pinho, em 2009 foi Sócrates, já este ano foi Passos Coelho, agora Álvaro Santos Pereira. Pena é que a crise ligue tanto ao que eles dizem como ao que eles fazem.
    http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=2123127&opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina

    A mesma gente não manifesta, no entanto, idêntico fervor democrático face aos recentes golpes de Estado, consumados e não imaginários, na Grécia e em Itália, países onde, por imposição do Deus Mercado e de Merkel e Sarkozy, seus profetas, governos resultantes do voto foram substituídos por governos "técnicos" sem mandato popular.
    http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=2120726&opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina



    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
    Estas pessoas agradeceram este comentário: kuGu_eLu
  16.  # 797

    oxelfer,
    dei-lhe um agradecimento mais uma vez pela forma como tem vindo a alimentar a discussão.
    Não li, nem pretendo ler toda essa literatura política e respectivas notícias. Leio na diagonal só para ficar situado.
    E esse bichinho era quase causa para ter de ir comprar um monitor novo.
    • becas
    • 29 novembro 2011 editado

     # 798

    Que ilha?

    Uma ilha peculiar, sem subsídios à insularidade! Depois de séculos no mais total isolamento, constuíram-se auto-estradas com fundos comunitário em cima das anteriores vias rápidas (IP). Muito bem, finalmente as acessibilidade que eram nossas por direito - não são um luxo! (eu sou natural de uma cidade do litoral, mas estes 20 anos de vida na interioridade fazem-me vestir as dores ancestrais deste pobre povo sempre esquecido). E agora taxam-se, todas e sem isenções. Para sair (ou entrar, sublinhe-se!) tenho duas opções: demorar entre 4 a 6 horas (sem exagero nenhum) ou pagar muito em portagens. Tivessem deixado as anteriores IP e não me queixaria. Assim, é um assassínio lento, metódico, calculista. Não nos quererão vender aos espanhóis? É mais barato e rápido chegar a Madrid que a Lisboa...
    O OE para 2012 inclui o fim dos apoios à interioridade...já estamos desenvolvidos ou podemos morrer cá longe?!

    Ontem ouvi claramente o reitor de uma universidade do litoral (por sinal caquética, ou não teria tanta necessidade de eliminar a concorrência) defender o fim dos politécnicos do interior. Mas de onde nos virão estes genes de abutres?!
    Concordam com este comentário: Tavares Miguel
  17.  # 799

    Não pague as portagens, não pague os impostos, e vai ver como eles vão lhe dar mais atenção e talvez até lhe ofereçam estadia gratuita no litoral com direito às 3 refeições diárias e talvez até a um lanchito e ginásio gratuito..isto tudo sem ter que se deslocar de carro ou transportes públicos diariamente. Com sorte ainda lhe dão trabalho. :)
  18.  # 800

    Boas,

    Colocado por: becasE agora taxam-se, todas e sem isenções. Para sair (ou entrar, sublinhe-se!) tenho duas opções: demorar entre 4 a 6 horas (sem exagero nenhum) ou pagar muito em portagens.


    Cara becas:
    Muito sinceramente, quem me dera a mim que os "vossos" problemas passassem a ser as portagens, com isso poderiam vocês bem.
    O que me quer parecer é que vão ter problemas muito mais graves e tenho dúvidas que "possam" com eles.

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
 
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