Colocado por: becasDeixa lá de lado a retórica
Colocado por: becaspodemos desculpar a morte de uns com a morte de outros?
Colocado por: becasPodemos tolerar que se defenda a morte de crianças deficientes com o argumento de que há crianças a morrer de fome (e não é preciso ir para África, há crianças a morrer por fome ou maus tratos em Portugal)?
Colocado por: becasNão estás (mesmo) a confundir as coisas?
Colocado por: becasA intransigência do respeito pela vida humana, para mim, é a mesma quer se trate das crianças famintas em África quer se trate do bebé inglês que morreu por negligência médica.
Colocado por: j cardosoDito isto é fácil perceber porque não posso concordar com o system32.
Colocado por: j cardosoO rapaz chama-se João. Tem 25 anos - vai fazer 26 -, e não tem sequelas físicas. E o resto?, perguntarão; digam vocês: apercebemo-nos que sabia ler tinha ele 3 anos e meio - veio ter comigo à cozinha a chorar furioso com os senhores da televisão que tiravam as legendas antes que ele conseguisse ler tudo. Entrou para a faculdade com 16 e acabou o mestrado (Bolonha) com 21. A minha opinião é suspeita mas a verdade é que tem uma inteligência acima da média e estou convencido que o sucedido no nascimento acabou por não o afectar. È verdade que tem mau feitio, mas provavelmente isso tem mais a ver com a genética que com o nascimento.
Colocado por: oxelfeR
Acho que já uma vez te respondi a isso.
Colocado por: oxelfeR
Sinceramente?
Não sei.
Colocado por: oxelfeR
Será?
Conta as palavras que já escreveste sobre uma e sobre outra.
Colocado por: oxelfeRApenas fiz (tentei fazer) uma associação que podes não ter entendido onde eu queria chegar
Colocado por: becasPois eu tenho a certeza.
Colocado por: becasa defesa intransigente da vida humana
Colocado por: becasAbra-se um tópico sobre a morte de crianças famintas em África
Colocado por: becasuma coisa é, por omissão, de certo modo tolerar a morte das crianças em África (que é o que acabamos por fazer todos) e outra é defender a morte consciente e intencional de algumas crianças, concebidas como não pessoas.
Colocado por: becasNão entendi mesmo.
Colocado por: becasApesar de ser uma mulher de letras,
Colocado por: becassou (quase sempre) bastante linear e pragmática nos meus raciocínios.
Se tivesse ficado com sequelas, se não tivesse aprendido a ler aos 3 anos, se não tivesse entrado para a faculdade aos 16 e acabado aos 21, teria sido legitimo acabar-lhe com a vida?
De outra forma, se tivermos garantias que aquela pessoa não vai ser capaz de sobreviver pelos seus meios, se soubermos que irá sempre ser "diferente", se tivermos certeza que vai sofrer pela vida fora, se assumirmos tudo isto como uma realidade, teremos o direito de negar a sua existência?
Colocado por: j cardosoÉ meu filho; por muito "batida" que seja a frase, é carne da minha carne, é sangue do meu sangue. Não sei explicar como nem porquê mas isso basta-me para o defender até à morte. Gostava de te poder explicar mas não sei: é visceral. Há coisas na vida sobre as quais não sou capaz de ser racional, esta é uma delas: é meu filho e basta!
Colocado por: j cardosoÉ meu filho; por muito "batida" que seja a frase, é carne da minha carne, é sangue do meu sangue.
Colocado por: becas(E aqui, JOão, até te posso conceder que, para defender as minhas filhas, seria capaz de matar).
Colocado por: becas
A causa mais frequente de parelesia cerebral é a falta de oxigenação durante o parto. Portanto, matar-se-ia a criança após o nascimento...mas como as lesões não são facilmente mensuráveis logo aí, esperava-se até aos 2 ou 3 anos para perceber se aquela vida seria útil à sociedade ou um fardo intolerável, certo? Aposto que os pais destas crianças ficariam todos contentes por não terem que aguentar um trambolho a vida toda (aconselho-o a ler alguns blogues de pais de crianças deficientes para perceber o alívio que não seria despacharem os filhos).
Ainda dentro do seu raciocínio, suponho que teria de haver um comité para decidir o que são "defeitos graves": por ex., o pé boto (que exige tratamento caros, pode ser tolerado? e a falta de um membro? e a cegueira ou a surdez?
Considerando que já é legal há muito tempo o aborto em casos de malformações graves detetadas no período de gestação, que inovações (na sua opinião) teriam de ser introduzidas para libertar a sociedade dos tais fardos inúteis, consumidores de dinheiros públicos?
É para isso que servem as comissões de ética, para determinarem o que se pode fazer de forma útil.
Colocado por: j cardosoao nível das funções cerebrais - e talvez motoras. Seguiu-se a ladainha do costume com que procuraram atenuar a notícia: tenham força, vocês são novos e terão outras oportunidades.
Colocado por: j cardosoMas alguma vez eu aceitaria que uma qualquer comissão de ética decidisse sobre a vida do meu filho? Mais lhes valia cuidarem da deles ..
Isto é, aceitarias que uma comissão (ou qualquer outra coisa) te obrigasse a ter um filho que não querias (independentemente dos motivos)?
Colocado por: j cardosoMais uma vez não sei justificar mas a minha resposta é: não concebo a ideia de não querer um filho; se pudesse tinha 12 ou mais.
Colocado por: system32Eu como pai ( que até sou) se soubesse que ia deitar ao mundo um atrasado mental, preferia fazer outro!!
Outra conversa seria se, mais tarde, ficasse assim por acidente ou doença!!
Colocado por: oxelfeRBoas,
Serve para os dois lados, presumo eu, não?
Isto é, aceitarias que uma comissão (ou qualquer outra coisa) te obrigasse a ter um filho que não querias (independentemente dos motivos)?
Divirtam-se,
João Dias e seu gato psicanalista
Colocado por: becasSabes muito bem que nenhuma comissão ética opina quando uma mãe/casal decide abortar.
Colocado por: becasMas se calhar deveria (já expliquei a minha posição sobre o aborto lá mais para trás).
Colocado por: oxelfeRSim, imaginemos que até concordo:
- Qual a razão que apresentarias para não haver uma comissão que decidisse se um casal têm condições (financeiras, psicológicas, sociais) ou não para serem pais?
- Qual a razão que apresentarias para não haver uma comissão que decidisse qual a educação adequada aos teus filhos?
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Colocado por: becas
Não sei dizer isto de outro modo... se eu tivesse que escolher, antes um atrasado mental com limitações cognitivas que um atrasado mental com limitações afetivas e morais.
Colocado por: system32tenho um familiar próximo que trabalha a exactamente com essas crianças!!