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  1.  # 1

    Vi o "vosso" fórum e decidi deixar aqui um rastilhozinho para uma nova discussão!

    Casas novas, bonitas cheias de luz como disse o IB e tudo o mais, mas.... são casas para uma vida?

    E que vida?

    Não quero pintar o vosso espaço de negro, nem de azul profundo, mas vi que pensam em tudo ao pormenor, os arquitectos, os engenheiros, as licenças camarárias, tudo! E se eu, que cai neste fórum por acaso, que não sei nada de construção, vos disser que estão todos muito correctos mas que estão a deixar algo para trás! Ficam curiosos?

    Uma casa até pode ser feita com todos os correctos artefactos, cálculos e artimanhas que só os "técnicos especializados " que a anita falava sabem, mas e esses técnicos não falham?
    O Arquitecto é o único profissional capaz de projectar devidamente um espaço de habitar disse o asimplmind, mas um espaço para quem habitar? O comum mortal?

    Então façamos este teste…todos vocês que têm o projecto da casa das vossas vidas em mão, o projecto que estão a elaborar com todas as vossas energias, o projecto em que estão a acreditar fielmente que vos vai acompanhar até ao fim da vida, pensem bem, esse projecto está mesmo capaz das vossas expectativas? Está correcto em todos os pormenores? Tem tudo o que vocês precisam? E tem tudo o que vocês possam vir a precisar?

    Eu aposto que não! A perfeição é impossível, mas não é de perfeição que falo.

    Não estou a falar no azar, ou sorte quem sabe, de casar e ter quadrigêmeos, estou a falar no facto de envelhecermos, quer queiramos quer não! Estou a falar do facto de todos nós andarmos na rua e podermos sofrer um acidente, estou a falar no facto de todos os arquitectos saberem projectar muito bem até que lhes são impostas condições.

    A lei prevê que todos os equipamentos sejam acessíveis por um deficiente, é isso que vocês vêem ao olhar para o vosso projecto?

    Que bom que vocês não são deficiente, eu também não sou, felizmente, nem tenho ninguém perto que seja, mas estou a tirar um curso de teatro e vi me obrigado a passar por situações ditas normais mas numa cadeira de rodas. Devo vos dizer que fiquei aterrorizado.

    Em minha casa só tinha acesso ao que quer que fosse se coloca-se a cadeira dentro da divisão e depois me sentasse, porque a cadeira não passava nas portas, não conseguia ir à WC, nem à cozinha, nem sequer sair do quarto.

    Eu não sei os custos que pode vir a aumentar o facto de se preparar uma casa para o pior que nos pode acontecer, mas…. Não será um bom investimento??

    Adoro a minha casa, sou completamente apaixonado por ela, mas naquele dia fiquei deprimido ao ponto de ver que uma casa que me faz tão feliz me pode deixar tão infeliz!

    Passei a dar mais valor às pessoas com deficiência e percebi que se pensarmos todos no pior, talvez não cheguemos ao pior!

    Deixo vos a mensagem para que pensem!!

    Gostei muito do vosso espaço, pode ser que apareça mais vezes,

    Até sempre,
    Agere non Loqui
    Estas pessoas agradeceram este comentário: FD, Susana
    • IB
    • 19 Novembro 2007

     # 2

    Olá Agere :)

    Por acaso, pensei e penso.
    Para já, gostava de uma casa térrea e claro que não existe a casa perfeita, nem nunca vai existir porque como já tinha referido noutro tópico, nós nunca estamos contentes com nada.

    De qualquer modo, se lhe disser que quando comprei o meu andar, o que reparei foi nas condições de acessibilidade para cadeiras de rodas ou para carrinhos de bebés, é capaz de ficar espantado ;)
    São coisas que não comentei porque me habituei a pensar nisso desde que me lembro... Ninguém sabe o dia de amanhã e como tal, é melhor prevenir que remediar.

    E parece-me que, cada vez mais, os próprios arquitectos pensam nesses pormenores. Parece-me !...

    Mas ainda bem que apareceu porque o seu comentário faz mesmo muito sentido :)

    Cumps
    Isabel
  2.  # 3

    Bom dia!

    Ao que parece o meu arquitecto preocupa-se com isso, ate porque tenho nos milhares de papeis que são o projecto final tenho plantas de acessibildade a deficientes bem como casas de banho com espaços de manobra(que já são xigidas por lei, mas que a maioria das camaras municipais fecha os olhos).

    è dificil pensal que um dia vamos utilizar essas plantas e esses espaços de manobra... mas não podemos pensar que só acontece aos outros...

    abraços
  3.  # 4

    Acho que já entrou em vigor algumas alterações com esse fim.

    Uma delas é a obrigatoriedade de haver um quarto no R/C. É complicado colocar uma rampa ou elevador para o 1º piso numa moradia.
  4.  # 5

    Colocado por: relopesAcho que já entrou em vigor algumas alterações com esse fim.

    Uma delas é a obrigatoriedade de haver um quarto no R/C. É complicado colocar uma rampa ou elevador para o 1º piso numa moradia.


    Não é bem assim. Leiam o Decreto com atenção, é que essa foi também a ideia que me venderam... e mal.
  5.  # 6

    Quarto no piso 0, só obrigatório apartir da tipologia T3...
    • IB
    • 21 Novembro 2007

     # 7

    Mas o Pedro já "idealiza" as casas a pensar nesses pormenores ou só mesmo com base naquilo que lhe pedem?
  6.  # 8

    Caldas disse:
    O quarto no piso 0, só é obrigatório apartir da casa com lotação superior a 5 pessoas. Penso que isso dará um T4 não?
    Mas penso que como boa prática deveria ser sempre um quarto em r/c. Será que só quando há mais gente em casa é que pode haver a possibilidade de necessiar de um qarto com acesso para mobilidade condicionada.
  7.  # 9

    http://www.oasrn.org/pdf_upload/decretolei_163_2006.pdf
    Estas pessoas agradeceram este comentário: FD
    •  
      FD
    • 22 Novembro 2007

     # 10

    3.3.7 - Os pisos e os revestimentos das habitações devem satisfazer o especificado na secção 4.7 e na secção 4.8; se os fogos se organizarem em mais de um nível, pode não ser cumprida esta condição desde que exista pelo menos um percurso que satisfaça o especificado na secção 4.7 e na secção 4.8 entre a porta de entrada/saída e os seguintes compartimentos:
    1) Um quarto, no caso de habitações com lotação superior a cinco pessoas;
    2) Uma cozinha conforme especificado no n.º 3.3.3;
    3) Uma instalação sanitária conforme especificado no n.º 3.3.4.

    É isto de se fala?
    •  
      FD
    • 23 Novembro 2007

     # 11

    Ordem antecipa entrada em vigor de nova lei das acessibilidades

    Lusa
    23 de Novembro de 2007

    O novo diploma sobre a lei das acessibilidades vai entrar em vigor em Janeiro próximo, e com ele uma série de normas que a Ordem dos Arquitectos já começou a familiarizar com os seus associados através do Prémio Mobilidade 2007.

    Com a entrada em vigor do novo diploma, os projectos de edifícios de habitação têm que ter facilidades de acesso a deficientes ou pessoas de mobilidade reduzida, tal como já acontecia com edifícios públicos.

    Em declarações à Agência Lusa, Jorge Simões, arquitecto e júri do concurso Prémio Mobilidade 2007, referiu que este é "um avanço cultural e social" porque estabelece que "todos têm direito à mobilidade".

    Contudo, o mesmo responsável aponta defeitos à nova lei, "não exige aplicação imediata, dá um prazo de oito anos" para aplicação progressiva, o que significa que "só daqui a dez, doze anos, teremos edifícios completamente acessíveis".

    "Esta é uma lei que se impõe, não se pode adoptar depois, quando o número de idosos aumentar. Não é possível ter pessoas presas em suas casas, com os custos de assistência domiciliária a aumentar", sublinhou.

    Com o Prémio Mobilidade, a Ordem e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa pretenderam mostrar que "não há problema em aplicar a nova lei, sem acréscimos de custo significativos". Embora algumas vezes os arquitectos reajam "com alguma hostilidade" a novas leis que introduzem condicionantes ao desenho de edifícios, Jorge Simões frisou que todos os arquitectos desenham edifícios "para serem vividos pelas pessoas".

    No entanto, o mesmo responsável manifestou-se convicto de que não vai existir grande resistência por parte da classe à adopção das novas directivas, "ter um ambiente edificado acessível também é a garantia da sua sustentabilidade".

    O prémio foi ganho por Cláudio Vilarinho, por cumprir todas as normas de acessibilidade, bem como pela "humanização da utilização do edifício ao nível dos espaços comuns, que incentivam relações de vizinhança em espaços diferenciados".


    http://www.construir.pt/2007/11/23/ordem-antecipa-entrada-em-vigor-de-nova-lei-das-acessibilidades/

    É o mesmo Claudio Vilarinho que anda por aqui, certo? Parabéns!
  8.  # 12

    Ora cá esta uma grande questão, as acessibilidades! Realmente não há lei perfeita e esta não é de certeza!

    Pois então só um lar com mais de 5 pessoas pode receber um deficiente, pois tá claro!

    Será que os gatos fedorentos já sabem disto??? :)É mais um tesourinho Português!

    Saúde
    Anita
  9.  # 13

    LOL !!

    As coisas que se veem! Eu sou deficiente, palavra dificil de dizer, confesso!!!
    Não o era até um infurtúnio! Hoje sou! Não com muita vontade de o ser, mas sou, adiante, a principio nunca reenvidicava os meus direitos como deficiente até ao dia em que depois de esperar alguns minutos na caixa de um supermercado sem reclamar a minha prioridade chega uma senhora com muito bom ar, gravida de uns 4 meses e me passa à frente e com uma grande descontração me diz:
    Desculpe mas estou grávida e tenho prioridade!

    grrrr....sabem aquela anedota do isso a ti passa te mas a mim.....

    Pois é apartir dai passei a reclamar tudo! Claro que quando vou ao supermercado não passo à frente de ninguem porque não sinto necessidade disso, mas a nivel de locais publicos e de acessibilidades a estes, reclamo em tudo o que é repartição!

    Finanças, segurança social, centro médico, hospitais, tudo!!!!!

    Será que a lei que obriga a ter acessibilidade para deficientes nas habitações já reparou que existem espaços publicos que não o tem?? Acho excelente que se começe a dar importancia a acessibilidade, mas atenção aos exageros! Uma casa só é obrigada a ter acessibilidade apartir de um T4????? E os edificios??? O meu tem cerca de 6 anos, a lei já vigorava e não tem rampa de acesso à entrada principal! Tem a garagem como me referiu o construtor?
    É tudo uma questão de numeros, sabiam que se tiverem uma casa já edificada e só depois ficarem com uma incapacidade e tiverem de fazer obras para a casa se tornar acessivel a uma cadeira de rodas podem fazer um emprestimo a custo reduzido de juros!? Pois é o estado está já a precaverse para isso, não vá o diabo tece-las e assim voçês já tem a casinha preparada para vos receber e não vão reclamar nada ao estado!

    :)

    Bem pensemos positivos, o estado não está a fazer contas à carteira, está sim a pensar nos seus contribuintes com muito carinho e afinco! A parte de querer reduzir todos os beneficios dos deficientes é mera expeculação!

    Já agora fica a dica, os deficientes tem direito a construir casa ou a comprar com juro reduzido também! A muito custo, mas tem direito!

    Saudações
    Sofia