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    • LuB
    • 26 abril 2012 editado

     # 61

    Já me contentava com um "Estado" que me fornecesse serviços numa base de adesão voluntária.

    Ehhh...
    Já estou a ver qual seria a conversa dos ladrões à porta dum "freguês" que tem uma bela casa, mas não aderiu "voluntariamente" aos serviços que garantem a segurança pública.
    "Ó pá assaltamos este que a polícia não vem cá... Não tem polícia privativo, nem as cotas do tribunal em dia.
    Até o podemos matar e ficamos impunes.

    Ou então os bombeiros que não acodem a um sinistrado, e desculpam-se:
    - Olha, levamos este para o hospital? Coitado, está todo partidinho...
    - Vê lá, é melhor não! Pelo aspecto, o tipo não tem dinheiro para pagar a ambulãncia, quanto mais para pagar o conserto dos ossos!
  1.  # 62

    Eu continuo me arriscando e sonhando em ficar rica da noite pro dia

    Boa sorte e se por acaso tiver sorte ... me liga, vai!
  2.  # 63

    Boas,


    Deco recebe 15 pedidos por dia de famílias aflitas com dívidas

    ...
    "No ano 2000, quando começámos este projeto demos entrada de 152 processos. No ano passado foram registados 4288 processos", disse ao Expresso Natália Nunes, coordenadora do apoio ao sobre-endividado da DECO.
    ...
    Em 12 anos alterou-se significativamente o perfil das famílias em dificuldades. Atualmente, os agregados são compostos em média por três elementos, com rendimentos superiores aos 1500 euros mensais, enquanto em 2000, a maioria das famílias auferia rendimentos inferiores a 1000 euros mensais.
    Na maioria das vezes há cinco ou mais créditos, um crédito à habitação, um automóvel e vários créditos pessoais e todos eles quando chegam à DECO já estão numa situação de incumprimento.
    ...
    "As pessoas foram confrontadas com reduções no rendimento, porque não lhes estão a ser pagas as comissões ou as horas extraordinárias, e estas são as principais causas que hoje estão a levar as pessoas a uma situação de dificuldade", explica Natália Nunes.
    ...
    http://expresso.sapo.pt/deco-recebe-15-pedidos-por-dia-de-familias-aflitas-com-dividas=f721111

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  3.  # 64

    Boas,

    Mais de 700 empresas com salários em atraso em 2011
    A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) acompanhou, no ano passado, 707 empresas com salários em atraso, afectando 7.166 trabalhadores, de acordo com o seu Relatório Anual de 2011, que será hoje divulgado.

    De acordo com o documento, foram também acompanhadas 102 empresas com processos de despedimentos colectivos, abrangendo 6.157 trabalhadores, e 133 com despedimentos por extinção de postos de trabalho, afectando 8.520 trabalhadores. No total, foram abrangidos mais de 14.600 trabalhadores e detectadas 319 infracções, tendo sido aplicadas coimas entre os 287.334 e os 560.208 euros.

    A ACT acompanhou ainda 171 empresas que reduziram ou suspenderam as actividades laborais, num total de 4.616 trabalhadores afectados, 142 empresas que encerraram definitivamente, 94 que declararam insolvência ou falência e 16 que encerraram a título temporário
    http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=47918


    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  4.  # 65

    Olá a todos,
    o estado somos nós e é pena que os politicos portugueses nao saibam gerir bem os nossos impostos e o orçamento do estado.
    Como nas familias, quem gasta mais doque o que ganha vai à banca rota. Com o estado é a mesma coisa.
    Concordam com este comentário: Erdnaxela
  5.  # 66

    Colocado por: IreneMarianaOlá a todos,
    o estado somos nós e é pena que os politicos portugueses nao saibam gerir bem os nossos impostos e o orçamento do estado.

    Está enganada, eles gerem bem...não pensam é em si.
    Como nas familias, quem gasta mais doque o que ganha vai à banca rota. Com o estado é a mesma coisa.

    Está a ver como governam bem!!!
    Até ilusões criam :)))
  6.  # 67

    Boas,

    40% dos jovens até aos 34 anos ganham menos de 600 euros
    http://economia.publico.pt/Noticia/40-dos-jovens-ate-aos-34-anos-ganham-menos-de-600-euros-1543766

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  7.  # 68

    Boas,

    Os que nos representam
    A TVI24 teve a perplexa ideia de, na cerimónia da AR comemorativa do 25 de Abril, se pôr fazer perguntas sobre a democracia portuguesa a deputados das diferentes bancadas.

    Uma despachada deputada do PSD, perguntada sobre quem foi o primeiro primeiro-ministro pós-Revolução, o mais que conseguiu dizer, no meio de muitos risinhos, foi qualquer coisa como: "Oh, valha-me Deus... Não me faça essa pergunta que estou muito enervada hoje de manhã, acabei de tentar descobrir onde arranjava um cravo...". Outro optou por mudar de assunto (pela pesporrente amostra, não tardará a chegar a secretário de Estado de qualquer coisa): "Eu... acho que o mais importante é... é garantir que estamos a comemorar o Dia da Liberdade".

    À esquerda, igual panorama. Uma deputada do PCP, convicta: "Vasco Gonçalves!". E outro, do BE (?): "Está-me a apanhar desprevenido, mas... hum... aquele que mais me marcou foi... Vasco Lourenço".

    Entre os entrevistados, apenas Michael Seufert, do CDS, conhecia, honra lhe seja feita, tanto o nome do último presidente do Conselho do regime deposto como o primeiro primeiro-ministro da era democrática.

    Já vi escrito, com razão, que idêntico inquérito na maioria das redacções de jornais e TVs não daria resultados diferentes. Só que os jornalistas só se representam a si mesmos (ou nem isso...) e esta gente senta-se num órgão de soberania da democracia representativa. Quem representará é que não se sabe.
    http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=2443592&opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina


    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  8.  # 69

    Colocado por: oxelfeR (RIP)Boas,

    40% dos jovens até aos 34 anos ganham menos de 600 euros
    http://economia.publico.pt/Noticia/40-dos-jovens-ate-aos-34-anos-ganham-menos-de-600-euros-1543766

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
    E depois... isto até vai ser bom para a economia! Salários baixinhos... e em vez de mandarem fazer na China mandam fazer cá! Deve faltar pouco para nos tornarmos "escravos" da Europa.

    Alexandre
    • LuB
    • 27 abril 2012 editado

     # 70

    Jardim tem reforma de 167 mil euros por mês.... Uma ninharia.
    E, os bancos (neste caso o BCP) estão "em dificuldades".
    Alguem consegue entender isto?

    http://noticias.sapo.pt/banca/#4063
  9.  # 71

    Que é ...


    ... complexa, mas redunda na criação de algo semelhante a um estado mínimo por via contratual, em parte por supor que em algum momento se estabeleceria um monopólio de uma agência sobre determinado território.

    Por sua vez, Rothbard critica esta abordagem, e nega a legitimidade de tal entidade.

    Há aliás inúmeros exemplos ao longo da História de sistemas judiciais e paralegais privados, de génese e aceitação voluntária (ver referência no link abaixo às leis marítimas, p.ex).




    http://www.lewrockwell.com/rothbard/rothbard133.html
  10.  # 72

    Boas,

    Colocado por: luisvv... complexa, mas redunda na criação de algo semelhante a um estado mínimo por via contratual, em parte por supor que em algum momento se estabeleceria um monopólio de uma agência sobre determinado território.


    Mau ...
    Como resolverias o problema concreto?
    Sem teorias, o que se faria (seria possível fazer)?

    Colocado por: oxelfeR (RIP)Imagina que vais na rua e eu te dou uma bastonada no caco e te roubo a carteira.
    Agora das duas uma:
    1 - ou me dizes que é a lei do mais forte e tu como és mais fraco só tens de aguentar.
    2 - quem e que regras é que podes usar para me condena?


    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista

    PS: da inexistência já passaste a mínimo?
  11.  # 73

    Mau ... Como resolverias o problema concreto? Sem teorias, o que se faria (seria possível fazer)?

    Para Nozick, seria de esperar que algo semelhante a um Estado mínimo emergisse, em resultado da concorrência de agências fornecedoras de serviços.


    Imagina que vais na rua e eu te dou uma bastonada no caco e te roubo a carteira.
    Agora das duas uma:
    1 - ou me dizes que é a lei do mais forte e tu como és mais fraco só tens de aguentar.
    2 - quem e que regras é que podes usar para me condena?


    De novo: há inúmeros exemplos de ordem social, e de sistemas legais e paralegais não impostos coercivamente.

    the successful operations of merchant courts since the Middle Ages, those courts which successfully developed the entire body of the law merchant. None of those courts possessed the power of enforcement. He might have added the private courts of shippers which developed the body of admiralty law in a similar way.
    How then did these private, "anarchistic," and voluntary courts ensure the acceptance of their decisions? By the method of social ostracism, and by the refusal to deal any further with the offending merchant. This method of voluntary "enforcement," indeed proved highly successful. Wooldridge writes that "the merchants' courts were voluntary, and if a man ignored their judgment, he could not be sent to jail…. Nevertheless, it is apparent that … [their] decisions were generally respected even by the losers; otherwise people would never have used them in the first place…. Merchants made their courts work simply by agreeing to abide by the results. The merchant who broke the understanding would not be sent to jail, to be sure, but neither would he long continue to be a merchant, for the compliance exacted by his fellows … proved if anything more effective than physical coercion."[3] Nor did this voluntary method fail to work in modern times.


    PS: da inexistência já passaste a mínimo?

    Eu? Não. Se voltarmos atrás, este ramo da discussão começou por "já me contento com ...".
    É uma questão de graduação, se quisermos: num eixo de + livre a - livre, eu preferirei sempre qualquer ponto mais perto do + .
  12.  # 74

    Boas,

    Colocado por: luisvvDe novo: há inúmeros exemplos de ordem social, e de sistemas legais e paralegais não impostos coercivamente.


    Se era para rir, teve efeito.

    Espera lá, então ou eu funciono segundo as regras do tribunal ou sou "ostracizado", então onde é que para a minha liberdade individual?


    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  13.  # 75

    Boas,

    Colocado por: luisvvDe novo: há inúmeros exemplos de ordem social, e de sistemas legais e paralegais não impostos coercivamente.


    Neste caso a "ostracização" seria o quê?
    Não te deixamos assaltar-nos mais?


    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
    • luisvv
    • 27 abril 2012 editado

     # 76

    Se era para rir, teve efeito.
    Espera lá, então ou eu funciono segundo as regras do tribunal ou sou "ostracizado", então onde é que para a minha liberdade individual?


    A sua liberdade continua onde sempre tiver estado. A liberdade individual não pressupõe ausência de regras, apenas a sua não imposição por meio de violência ou ameaça de.
  14.  # 77

    Neste caso a "ostracização" seria o quê? Não te deixamos assaltar-nos mais?


    Embora lhe possa parecer estranho, a privação da liberdade não é a única forma de penalizar um comportamento indesejado - e é perfeitamente possível conceber "sistemas" orientados para a reparação do dano, por exemplo.
  15.  # 78

    Ehhh... Já estou a ver qual seria a conversa dos ladrões à porta dum "freguês" que tem uma bela casa, mas não aderiu "voluntariamente" aos serviços que garantem a segurança pública. "Ó pá assaltamos este que a polícia não vem cá... Não tem polícia privativo, nem as cotas do tribunal em dia.
    Até o podemos matar e ficamos impunes.


    Ou então os bombeiros que não acodem a um sinistrado, e desculpam-se:
    - Olha, levamos este para o hospital? Coitado, está todo partidinho...
    - Vê lá, é melhor não! Pelo aspecto, o tipo não tem dinheiro para pagar a ambulãncia, quanto mais para pagar o conserto dos ossos!


    Que estranho: a segurança e a justiça são bens tão essenciais que podemos ridicularizar a ideia de alguém ter opção de pagar por eles, e até de escolher quem os forneça. Mas ao mesmo tempo, ridicularizamos a ideia de que alguém não quereria pagar por eles.

    (e eles até são "gratuitos", não são? )
  16.  # 79

    Boas,

    Colocado por: luisvvEmbora lhe possa parecer estranho, a privação da liberdade não é a única forma de penalizar um comportamento indesejado - e é perfeitamente possível conceber "sistemas" orientados para a reparação do dano, por exemplo.


    Não me parece estranho, mas ...
    ... acho que tem tantas probabilidades de funcionar como o comunismo (poe ex.), isto é, depende muito da "boa vontade" dos intervenientes.


    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  17.  # 80

    Boas,

    Colocado por: luisvvQue estranho: a segurança e a justiça são bens tão essenciais que podemos ridicularizar a ideia de alguém ter opção de pagar por eles, e até de escolher quem os forneça.


    Por outro lado, restringir a segurança e justiça a quem pode pagar por eles, não é nada ridículo.

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
 
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