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  1.  # 41

    Eu não era para me pronunciar mas pronto também vou mandar a minha posta de pescada....queria relembrar que a maioria das pessoas se fizer greve é despedida (e não venham com as tretas que é um direito porque bem sabemos como funciona no privado) e que por outro lado os médicos pertencem àquela pequeníssima classe de privilegiados deste país. Tem facilmente trabalho, bem pago comparado com outras profissões, uma hora no privado dá para 4 consultas a 75 euros/cada, mas se calhar acham caro se um trolha lhes pedir 75 euros por um dia de trabalho num biscate la em casa do Sr. DOUTOR. Mais, já me aconteceu mais do que uma vez pedir recibo e ouvir que o Sr. DOUTOR se esqueceu do livro em casa para lá passar noutro dia. Enfim a greve não é para todos mas sim para quem pode.
  2.  # 42

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  3.  # 43

    É bem feito que a greve teve uma excelente adesão! Bem haja a eles e meus amigos dessa classe que tiram do ordenado deles para pagarem alguns medicamentos a quem não pode!!! Sim voces adoram contar o mal mas, felizmente neste país há excelentes médicos :-) Espero que ganhem ainda mais no futuro e que não emigrem. Temos um excelente curso de medicina onde quem vai para o exterior normalmente "brilha". Mas, eu quero eles cá.
  4.  # 44

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  5.  # 45

    http://oinsurgente.org/2012/07/11/medicos/

    Os grupos não têm direitos nem sentimentos. Temos de nos lembrar-nos disto para não cairmos no erro a que o colectivismo estrutural do nosso país nos empurra.

    Entre os Médicos haverá quem, individualmente, recebe muito mais do que devia e quem recebe muito pouco para o que faz. Por isso colocar os Médicos todos no mesmo saco dá azo a que, dependendo do ponto que se queira dar como demonstrado se pegue na estatística que interessa como argumento. Uns usarão valores máximos outros médios, outros mínimos. Outros simplesmente valores ad-hoc. Isto cria uma situação de conflito dificil de contornar e com maus resultados. Maus resultados porque ganha não quem tem razão mas quem tem mais força no momento.
    O SNS foi construído com uma mistura curiosa de socialismo e corporativismo. Do corporativismo temos este efeito, os médicos defendem não a sua posição individual mas todo o sistema. Um médico jovem, com uma baixa remuneração depois de muitos anos a estudar, com horários longos e irregulares não tem a mesma situação que o médico com 30 anos de carreira que ganha várias vezes mais em salário base, com extras que lhe permitem multiplicar esse base e que ainda por cima aparece pouco no Hospital tem.
    Quando temos cortes transversais, sem olhar para o caso individual qual é po resultado?
    Os que já estavam em baixo podem ficar abaixo da situação limite e preferem sair. Quantos médicos jovens se despediram do SNS recentemente? Eu conheço alguns. Já para os que são individualmente muito beneficiados pelo sistema, estes cortes são apenas beliscadelas. Ficarão apenas menos beneficiados.
    Como em tudo o resto, os cortes transversais que tratam pessoas que não são iguais, de forma igual, só podem dar mau resultado. Aqui o pedido de coragem não é pedido apenas ao governo. É também pedido aos médicos que sabem que o SNS está cheio de desperdícios, incluindo da responsabilidade dos próprios médicos e que não concordam com isso. Têm de se levantar e dizer “Não somos todos iguais”. Tal como não são todos iguais nem professores nem os magistrados públicos. Nesta altura em que os cortes serão inevitáveis é importante que a identificação dos problemas seja feita por dentro. Vinda de fora será muito provavelmente cega e transversal.
    Para quem está do outro lado da barricada, vale a pena lembrar que os Médicos não são todos iguais nem estão na mesma situação. Antes de mais temos de pedir que não sejam tratados como um grupo. Quanto a serem justamente remunerados só há uma solução, que o Estado deixe de ser dono dos serviços de saúde. Passará muito tempo até podermos ter uma sociedade em que o Estado não financie a saúde, mas existe uma boa base para que os serviços em si sejam todos privatizados. Infelizmente uma das justificações para a greve é exactamente a vontade de quererem manter as coisas como estão. Assim, quem trabalha e acredita no juramento de Hipócrates não vai lá.
  6.  # 46

    Colocado por: jorgferrEu não era para me pronunciar mas pronto também vou mandar a minha posta de pescada....queria relembrar que a maioria das pessoas se fizer greve é despedida (e não venham com as tretas que é um direito porque bem sabemos como funciona no privado) e que por outro lado os médicos pertencem àquela pequeníssima classe de privilegiados deste país. Tem facilmente trabalho, bem pago comparado com outras profissões, uma hora no privado dá para 4 consultas a 75 euros/cada, mas se calhar acham caro se um trolha lhes pedir 75 euros por um dia de trabalho num biscate la em casa do Sr. DOUTOR. Mais, já me aconteceu mais do que uma vez pedir recibo e ouvir que o Sr. DOUTOR se esqueceu do livro em casa para lá passar noutro dia. Enfim a greve não é para todos mas sim para quem pode.


    O pior é que não são só os médicos a esquecerem-se do recibo. São os trolhas, as empregadas domesticas, ou seja quase todos os portugueses, lolol
  7.  # 47

    Colocado por: tortuliaÉ bem feito que a greve teve uma excelente adesão! Bem haja a eles e meus amigos dessa classe que tiram do ordenado deles para pagarem alguns medicamentos a quem não pode!!! Sim voces adoram contar o mal mas, felizmente neste país há excelentes médicos :-) Espero que ganhem ainda mais no futuro e que não emigrem. Temos um excelente curso de medicina onde quem vai para o exterior normalmente "brilha". Mas, eu quero eles cá.


    Não é so em medicina que os portugueses brilham lá fora...
  8.  # 48

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  9.  # 49

    Mas ainda ontem vi nas notícias que faltam médicos no interior, e q algumas câmaras até dão alojamento e terreno...
  10.  # 50

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  11.  # 51

    Colocado por: ParamonteMas ainda ontem vi nas notícias que faltam médicos no interior, e q algumas câmaras até dão alojamento e terreno...


    Mas ir para o interior não tem interesse...a maioria das clínicas esta situada no litoral e os coitadinhos dos médicos se forem para o interior não se contentam em trabalhar só em um hospital público... afinal 1500e não dá para nada...
  12.  # 52

    Colocado por: oxelfeR (RIP)Boas,



    Para meditar:

    Presumindo que os três pilares da democracia são a segurança/justiça, a saúde e a educação:

    Os agentes da segurança/justiça trabalham onde o estado lhes manda (incluindo juízes).
    Os agentes da educação trabalham onde o estado lhes manda (incluindo juízes).
    Os agentes da saúde ...


    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista



    E os agentes de segurança não ganham horas extras, não podem trabalhar em mais lado nenhum e em inicio de carreira não ganham mais de 700e e vão para onde lhes mandam..
    O mesmo se passa com os professores..

    Os médicos estão é muito mal habituados
  13.  # 53

    - Que "defende" que cortes não deviam ser transversais? Que quem ganhe mais "pague" mais?


    Qual é a dúvida? Cortes cegos são ... cegos. A questão não é quem ganhe menos ou mais, é quem ganha menos ou mais em função do que produz.
    Problema identificado, passemos ao próximo: como definir onde e como cortar?

    Que os cortes sejam identificados por uma parte interessada? Não resultariam cortes "irrelevantes"?

    Se já leu um ou dois posts meus, já sabe: quem está lá em cima não vê o que se passa ao nível do chão. Um ministro sabe do geral: quanto tem disponível para gastar, e os objectivos.
    Cortar 10% aqui ou 15% acolá é a forma mais rápida, mas é reconhecidamente imprecisa. Dizer a uma instituição: "olhe, tem aqui menos 10% do que no ano passado, oriente-se" é obviamente diferente de dizer "Olhe, tem que cortar 10% nos custos de pessoal, 10% nos custos de funcionamento e 10% nos custos de coçar a micose".
  14.  # 54

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  15.  # 55



    Já é uma evolução ;)


    Evolução, porquê? É uma mera questão de hierarquia de preferências:

    Inexistência de Estado
    Estado mínimo
    Estado social-democrata relativamente eficiente
    Estado social-democrata ineficiente
    Estado ditatorial.
  16.  # 56

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  17.  # 57

  18.  # 58

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  19.  # 59

    Tenho imensas dúvidas que as duas situações não tenham exactamente o mesmo efeito ...

    Em qualquer empresa isso acontece: é preciso cortar x, certas despesas são mais fáceis de cortar, outras menos.

    Desde que haja um mínimo de autonomia, e um mínimo de capacidade de gerir os recursos humanos.

    Claro que se vamos para um sistema tipo escolas,,com a aberração dos concursos e de tudo o que dai resulta, nao há solução.
  20.  # 60

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