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  1.  # 1

    Gostaria de ter a vossa opinião sobre a seguinte ideia. Pretendo construir uma casa na aldeia cujo tereno já possuo e no qual o sol bate o dia todo desde o amanhecer ao pôr. A minha ideia é construir uma casa rés-do-chão tipo chalet, em que as fachadas viradas a norte e oeste e parte da fachada a sul seriam em pedra. Parte da fachada virada a sul e este seriam em madeira assim como a varanda. Será possivel combinar estes dois materiais ? que acham ? fazem ideia de quanto custaria uma casa destas ? Seria um T2 com divisões grandes no total talvez à volta dos 120 /130 m2. O local de construção seria a região de ponte de lima. Alguém conhece uma empresa capaz de levar a termo esta tarefa ?

    Obrigado.
  2.  # 2

    Caro Asdrubal,

    Um atelier de projetos deve conseguir ajudá-lo com todas essas questões

    cumprimentos
    nuno costa
    www.doisarquitectos.com
  3.  # 3

    asdrubal,

    É claro que é possível combinar madeira e pedra. Aliás, é combinação que é feita há já umas centenas de anos, e com belíssimos resultados...
    ;)
    Quanto ao custo, não irá diferir muito relativamente ao da construção dita "corrente"... E as exigências são equivalentes seja a casa construída em betão e tijolo ou pedra e madeira.
    Concordando com o doisarquitectos, comece pelos projectistas.

    Cumps.
  4.  # 4

    Assim como esta?
      casa madeira e pedra.jpg
    • tiagot
    • 16 julho 2012 editado

     # 5

    mas era melhor assim...que em chalet

    Fisher house in Hatboro, USA by architect Louis I Kahn
      Casa-Fisher-en-Hatboro-EU_Louis-I.-Kahn_Tec11-9.jpg
  5.  # 6

    Colocado por: tiagotmas era melhor assim...que em chalet

    Porquê?
    • tiagot
    • 16 julho 2012 editado

     # 7

    Porque me parece que a exigência do tipo chalet aponta para uma série de pressopostos de linguagem formal pré estabelecida e não para critérios de qualidade.

    Por mim seria preferível um pedido mais do género, em pedra e madeira porque são materiais bastante utilizados na zona, que se conseguem encontrar com facilidade e se integram bem na envolvente. Uma construção que assegure um ambiente interior com uma temperatura controlada e controlável económicamente ( bem isolada termicamente) que tire partido da situação em que se encontra e valorize a envolvente...etc, etc.

    O facto de ser chalet ou de qualquer outra forma não assegura qualquer qualidade por si mesmo.

    Como se vê nas duas fotos acima, o chalet é bem capaz de ter um ambiente interior bem menos interessante que na foto de baixo a avaliar pela dimensão e disposição das janelinhas.
    No seguimento de outros comentários, era apenas um pequeno alerta de que seria melhor concentrarem-se recursos na obtenção de construção e ambientes de qualidade do que desperdiçá-los a perseguir modas passageiras ou requerimentos unicamente estéticos.

    Por mim continuo a preferir a foto de baixo, sobretudo pela qualidade de ambiente interior que apresenta, pelo cuidado estabelecido na relação com exterior, entre outras coisas.

    Cumprimentos, Tiago
  6.  # 8

    Colocado por: tiagotComo se vê nas duas fotos acima, o chalet é bem capaz de ter um ambiente interior bem menos interessante que na foto de baixo a avaliar pela dimensão e disposição das janelinhas.

    A foto é do alçado a norte e as seguintes são da mesma casa...
  7.  # 9

    alçado principal
  8.  # 10

    Compreendo a sua posição, mas tem que aceitar que nem toda a gente tem opções estéticas iguais ás suas. A qualidade de uma construção felizmente não está associada à forma A ou à forma B mas sim ao seu processo construtivo e qualidade dos materiais.
    Ser chalé com janelas tipo fenetre ou um caixote sem telhado é indiferente e está provado que a sua harmoniosa integração na envolvente é possível para os 2 casos.
    Concordam com este comentário: raulschone, tiagot
  9.  # 11

    acesso da casa (fotos são do site da Rusticasa que a construiu)
  10.  # 12

    Fisher house in Hatboro, USA by architect Louis I Kahn
      fisher house.png
  11.  # 13

    Colocado por: zedasilvaCompreendo a sua posição, mas tem que aceitar que nem toda a gente tem opções estéticas iguais ás suas. A qualidade de uma construção felizmente não está associada à forma A ou à forma B mas sim ao seu processo construtivo e qualidade dos materiais.
    Ser chalé com janelas tipo fenetre ou um caixote sem telhado é indiferente e está provado que a sua harmoniosa integração na envolvente é possível para os 2 casos.
    Concordam com este comentário:raulschone,tiagot



    Como disse antes a opção não tem que ver com questões de forma mas antes na adaptação da intervenção à envolvente e às necessidades/possibilidades dos futuros ocupantes.
    Ser em chalet ou noutra forma não garante qualidade.

    Aqui está um agradável exemplo...agora em estilo chalet!

    http://mimoa.eu/projects/Switzerland/Versam/House%20Truog%20Gugalun

    Mas não é por ser chalet que assegura a qualidade. É antes pelo cuidado e pela exigência no processo de projecto e construção e na adaptação dos mesmos à envolvente.
  12.  # 14

    Colocado por: tiagot
    Mas não é por ser chalet que assegura a qualidade. É antes pelo cuidado e pela exigência no processo de projecto e construção e na adaptação dos mesmos à envolvente.


    Aqui estamos plenamente de acordo. Se bem que eu acho que nem sempre a construção se tem que adaptar à envolvente. Casos há em que a mesma pode ser antagónica da harmonia com a mesma e mesmo assim ser de excelente qualidade arquitectonica.
    Mas como a maioria das nossas construções têm que ter aprovação camarária muita das vezes de um técnico ressaibiado lá vem a famosa expressão:
    É de indeferir por inadequada inserção com a envolvente.
    Concordam com este comentário: raulschone, tiagot
  13.  # 15

    ... muita das vezes de um técnico ressaibiado lá vem a famosa expressão:
    É de indeferir por inadequada inserção com a envolvente.

    Eu acho que isso é mais um mito urbano que outra coisa. Até hoje só conheci um caso, e foi facílimo de resolver.
  14.  # 16

    Colocado por: j cardoso
    Eu acho que isso é mais um mito urbano que outra coisa. Até hoje só conheci um caso, e foi facílimo de resolver.


    Pois mas nem toda a gente tem a sua pontaria para conseguir dar uma cabeçada mesmo na cana do nariz dos técnicos camarários.
    Concordam com este comentário: raulschone, oxelfeR (RIP)
  15.  # 17

    Zedasilva, que exagerado ... mais depressa partia a minha frágil cabeça que o nariz do técnico.
    Não se esqueça que a recusa do técnico tem de ser justificada, não chega apenas dizer que a inserção é inadequada, tem de dizer porquê. E, cá entre nós, não é difícil rebater esse argumento ...
  16.  # 18

    É de indeferir por a operação urbanística afectar negativamente o património edificado da envolvente.
    alínea a) do nº 24 do DL 555/99 com as alterações previstas no DL 26/2010

    Como se justifica isto sem ser com uma bela de uma cabeçada?
  17.  # 19

    E primeiro lugar pedindo a fundamentação dessa afirmação, o porquê. Em 2º lugar com o parecer de 3 ou 4 ilustres profs. de arquitectura, apresentando em anexo vários exemplos de edificações em que os mesmos argumentos apresentados foram valorizados de modo diferente pelo mesmo técnico, o que não costuma ser difícil.
    Muita determinação e um advogado presente.

    PS: em último recurso apresento-me nas reuniões com o técnico acompanhado dos meu primos Lelo e Meno ...
  18.  # 20

    Sai sempre mais barato a bela da cabeçada ou então o requerente recorrer ao técnico A ou B que são quem consegue aprovar os projectos naquela zona.
    Hoje acordei mal disposto e mais mal disposto fiquei depois de ter ido a uma obra e não ter conseguido implicar com nada.

    : (((
 
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