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    •  
      marco1
    • 6 fevereiro 2014 editado

     # 1

    um concelho : um tribunal, uma repartição de finanças, um posto de ctt, um centro de saúde pelo menos e escolas até ao secundário.
    se porventura o concelho não tem população mínima exigível então que se acabe com o concelho no seu todo.
    é assim que se faz um pais, o resto é tudo conversa da treta e ideologia tecnocrata de quem quer apenas engordar a vaca gorda.
  1.  # 2

    308 concelhos... o mal começa logo aqui...
    Concordam com este comentário: mog, tostex
    • eu
    • 6 fevereiro 2014

     # 3

    Colocado por: Erga Omnes308 concelhos... o mal começa logo aqui...

    Qual é o mal?
  2.  # 4

    Colocado por: euQual é o mal?

    Custos com um município x 308

    Se fossem 100, era custos com um município x 100....mais barato.
    • eu
    • 6 fevereiro 2014 editado

     # 5

    Colocado por: PicaretaCustos com um município x 308

    Se fossem 100, era custos com um município x 100....mais barato.

    Não é assim tão simples. O facto de termos um município maior em vez de dois pequenos, pode não significar uma poupança relevante.
  3.  # 6

    não sei se a palavra centralismo ainda existe sabem....reina-se melhor.
  4.  # 7

    Colocado por: eu
    Não é assim tão simples. O facto de termos um município maior em vez de dois pequenos, pode não significar uma poupança relevante.


    Olhe, só em ordenados já era uma poupança muito, muito considerável...
  5.  # 8

    Se menos monicípios significasse muito menos despesa, então com a redução de freguesias estamos a gastar muito menos. A questão é que até o próprio governo que reduziu as freguesias disse que com esta modança não haveria poupanças significativas.
    Com menos monicípios pode-se reduzir despesa em parte da máquina administrativa, e em alguma economia de escala, contudo a maior parte dos trabalhadores tem de se manter, o Lixo a recolher é o mesmo, as escolas são as mesmas, o número de processos que entram na câmara é o mesmo. E por outro lado aumentam custos de transporte já que o monicípio é maior, etc.

    Isto não significa que alguns não devam ser fundidos, alguns atualmente têm tão pouca população, que acabam por não ter massa crítica e dinheiro para fazer grande coisa, e sempre se reduziam uns cargos políticos, que é o que menos gosto em ter tantos municípios.

    Mas por outro lado não podemos esquecer que se o interior ainda vai tendo alguma coisa deve muito aos monicípios e pouco ao governo central. Acabar com a generalidade dos municípios só iria agravar a desertificação do interior do país, com tudo o que há de negativo inclusive para as grandes cidades.

    Pode e deve-se poupar nos municípios, pode-se, mas não creio que os maiores problemas do país estejam aí.
  6.  # 9

    Claro que é. Só a cambada de vereadores Assembleias municipais etc.. Mesmo que tivesse mais alguns funcionários que uma câmara teria será muito mais barato. E sabem mais : Portugal, pais pequeno, é dos poucos países a ter Freguesias, outra mama. Podiam ter postos de atendimento da câmara em cada hoje freguesia e dispensar os políticos todos das freguesias!!

    Colocado por: eu
    Não é assim tão simples. O facto de termos um município maior em vez de dois pequenos, pode não significar uma poupança relevante.
    • eu
    • 7 fevereiro 2014

     # 10

    Colocado por: system32Claro que é. Só a cambada de vereadores Assembleias municipais etc.. Mesmo que tivesse mais alguns funcionários que uma câmara teria será muito mais barato. E sabem mais : Portugal, pais pequeno, é dos poucos países a ter Freguesias, outra mama. Podiam ter postos de atendimento da câmara em cada hoje freguesia e dispensar os políticos todos das freguesias!!

    Os vereadores e a restante equipa dirigente de uma câmara municipal custam quanto por ano? Qual é a percentagem desse custo no orçamento total da câmara?

    Será que vale a pena andar a mexer nas câmaras, para poupar uns amendoins?

    Eu sou totalmente a favor das poupanças e ganhos de eficiência no estado, mas que se ataquem as despesas GORDAS... atacar as pequenas despesas e deixar as grandes despesas na mesma, é ilógico.

    Por exemplo, faz algum sentido poupar 250 mil euros a eliminar a câmara municipal de "freixo de espada à cinta de baixo", para depois...: http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3671083
    • mog
    • 7 fevereiro 2014

     # 11

    Colocado por: eu
    Os vereadores e a restante equipa dirigente de uma câmara municipal custam quanto por ano? Qual é a percentagem desse custo no orçamento total da câmara?

    Será que vale a pena andar a mexer nas câmaras, para poupar uns amendoins?

    Eu sou totalmente a favor das poupanças e ganhos de eficiência no estado, mas que se ataquem as despesas GORDAS... atacar as pequenas despesas e deixar as grandes despesas na mesma, é ilógico.

    Por exemplo, faz algum sentido poupar 250 mil euros a eliminar a câmara municipal de "freixo de espada à cinta de baixo", para depois...:http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3671083


    Quando falamos deste tipos de custos, falamos de custos de funcionamento. Custos que, independentemente da câmara, têm de ser assumidos. Uma câmara pequena também tem custos com pessoal de apoio à presidência e vereação, chefes de divisão, etc. É possível, sim, diminuir parte dos custos de funcionamento (não numa proporção directa, claro), com a reorganização do mapa municipal, diminuindo o nº total de municípios.
    Pensemos numa empresa: porque é que algumas empresas se fundem? Porque podem cortar em despesas de funcionamento (mantendo a eficácia) e, sobretudo, porque ganham escala. E esta última questão é crítica em termos autárquicos: bem ou mal, as pessoas mais do que terem acesso a uma piscina, escola, gimnodesportivo, etc, querem ter tudo isto no seu concelho. Mesmo que na terra ao lado, a 2 ou 3 kms de distância, já haja esse equipamento. Só que fica no concelho vizinho. Logo, duplicam-se investimentos e, pior ainda, custos de funcionamento desses equipamentos. Equipamentos esses que, nalgumas casos, têm quase tantos utilizadores quanto pessoal para os manterem a funcionar (passe o óbvio exagero). Tenho a certeza que, com concelhos maiores, poderíamos gastar menos em estruturas dessas sem perder a eficácia do serviço.
    Não se trata, obviamente, de redesenhar a régua e esquadro, mas julgo que há margem para alterar. O problema, é que quando se trata de reformar, há sempre resistência há mudança, e aqui por vários motivos.
    Em suma, pergunto: faz sentido que hoje tenhamos sensivelmente o mesmo mapa municipal que tínhamos no tempo em que andávamos de carroça?
  7.  # 12

    Portugal gourmet "precisa" de um interior deserto, mínimo e purinho, com a populaça suficiente nesse interior e que o grosso dela se amontoe na grande urbe e arredores sem poluir os espaços naturais do interior.
    em suma numa visão radical temos um edifício de escritórios grande e central ( lisboa) com um grande jardim e coutadas á volta.
    podemos dizer que isto é a ordem natural da evolução económica e social mas também sabemos que certas medidas artificiais, intencionais, o vão proporcionando.
  8.  # 13

    mog

    essa questão é outra, trata-se de organização do território, o que é diferente de extinção e desertificação.
    • mog
    • 7 fevereiro 2014

     # 14

    Colocado por: marco1mog

    essa questão é outra, trata-se de organização do território, o que é diferente de extinção e desertificação.


    Marco, parece-me evidente que reorganizar o mapa autárquico implica não só mas também diminuir o nº total de municípios. Uma reforma do poder municipal implica alteração do mapa autárquicos, mas também o financiamento dos municípios e as suas atribuições/competências, etc. Quanto à desertificação, muito poderia ser dito sobre esse assunto.
    • eu
    • 7 fevereiro 2014

     # 15

    Colocado por: mogQuando falamos deste tipos de custos, falamos de custos de funcionamento. Custos que, independentemente da câmara, têm de ser assumidos. Uma câmara pequena também tem custos com pessoal de apoio à presidência e vereação, chefes de divisão, etc. É possível, sim, diminuir parte dos custos de funcionamento (não numa proporção directa, claro), com a reorganização do mapa municipal, diminuindo o nº total de municípios.

    Claro que sim, vão existir poupanças. Mas que valor? Provavelmente é um valor tão baixo que não compensa...

    Colocado por: mogPensemos numa empresa: porque é que algumas empresas se fundem?

    Cuidado com essas comparações: são mundos muito diferentes.
  9.  # 16

    Existem muitas localidades em que as Câmaras e os serviços associados são os principais, por vezes quase os únicos, empregadores.

    É verdade que se forem extintos os municipios se poupam uns trocos (uns 100 milhoes/ano...), mas provavelmente várias localidades também deixarão de existir.
  10.  # 17

    na altura da regionalização era so malta a dizer que se iria dividir o pais, os comunistas foram os primeiros!!! é o que dá sermos governados por gente com visão do futuro ate 4 anos "ano de eleiçoes" somos o que somos por o nosso pais foi moldado á imagem de uma classe politica pobre, cheia de vicios, que é sem duvida alguma uma das vergonhas que os portugueses têm
  11.  # 18

    Portugal é Lisboa, o resto é paisagem.
  12.  # 19

    Se pensarmos que um presidente da câmara de Londres governa um número de munícipes (8,174 milhões) equivalente (quase) à população de Portugal inteiro ...
    Era só falar com ele a ver se podia vir governar-nos como deve ser ...
    • eu
    • 7 fevereiro 2014

     # 20

    Colocado por: mln2c
    É verdade que se forem extintos os municipios se poupam uns trocos (uns 100 milhoes/ano...), mas provavelmente várias localidades também deixarão de existir.

    Para comparação: só a câmara de Lisboa tem um orçamento anual de mais de 700 milhões de euros ! Uma única câmara!

    Reitero: o número de câmaras municipais é quase irrelevante para a despesa total com os municípios, porque o grosso da despesa não tem nada a ver com o Presidente, vereadores ou restante equipa dirigente.
 
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