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  1.  # 1

    Boa noite fórum, gostava de ouvir a vossa opinião, acerca da indispensabilidade do projecto de execução.

    Trata-se de um projecto para uma moradia com cerca de 200m2, em que o cliente não quer esse projecto.

    Eu como arquitecto cuja experiencia até agora se resume a fazer e rever projecto de execução (este será o meu primeiro projecto independente) faz-me uma confusão tremenda fazer um projecto base e depois confiar ao desenrolar da obra a compatibilização dos restantes projectos, já para não falar das medições escolha dos materiais acabamentos etc.

    Por ultimo, o cliente exige assistencia técnica em obra, o que nao faz sentido nenhum porque nao tive controlo do projecto.
    Sem compatibilização e projecto de execução como se garante a qualidade do resultado final?
  2.  # 2

    Não garante.... você é simplesmente o autor do projeto de Arquitetura? Ou tem mais alguma função no desenrolar do processo?
  3.  # 3

    apenas autor do projecto de arquitectura
  4.  # 4

    Então não se preocupe com os erros que vão surgir em obra, ou as incompatibilidades com os projetos de especialidades no decorrer da obra.Esclareça e mostre ao seu cliente a importância dos projetos de execução.
  5.  # 5

    Eu já vi muitos projetos de execução e já apanhei clientes que quiseram definir até quase os parafusos a utilizar nisto ou aquilo (e não eram parafusos estruturais eram de móveis).
    Resultado, em obra estão sempre a mudar tudo e nunca um único acabou por cumprir o projeto de execução que mandou fazer. Raramente os donos de obra fazem noção do que está em projeto (o quarto afinal é pequeno, vi isto ou aquilo que gostei mais, etc... ) acabam por ser meses de trabalho para o lixo.

    Quando são projetos para entidades públicas a importância é diferente, no entanto para particulares a maior parte das vezes é dispensável.
    Existe no entanto um trabalho de detalhe e definição que pode ser efetuado em muitos casos que se julgue importante, mas não sou a favor de detalhar até o perfil do alumínio. Basta dizer qual a marca / modelo.

    Mas meus caros, o que sei eu?, sou apenas engenheiro..
    Concordam com este comentário: Pedro Barradas, marco1
  6.  # 6

    Colocado por: Nuno NunesMas meus caros, o que sei eu?, sou apenas engenheiro..

    lol
  7.  # 7

    Colocado por: Nuno NunesEu já vi muitos projetos de execução e já apanhei clientes que quiseram definir até quase os parafusos a utilizar nisto ou aquilo (e não eram parafusos estruturais eram de móveis).
    Resultado, em obra estão sempre a mudar tudo e nunca um único acabou por cumprir o projeto de execução que mandou fazer. Raramente os donos de obra fazem noção do que está em projeto (o quarto afinal é pequeno, vi isto ou aquilo que gostei mais, etc... ) acabam por ser meses de trabalho para o lixo.

    Quando são projetos para entidades públicas a importância é diferente, no entanto para particulares a maior parte das vezes é dispensável.
    Existe no entanto um trabalho de detalhe e definição que pode ser efetuado em muitos casos que se julgue importante, mas não sou a favor de detalhar até o perfil do alumínio. Basta dizer qual a marca / modelo.

    Mas meus caros, o que sei eu?, sou apenas engenheiro..

    Não são meses para o lixo, pagaram por isso é portanto se não seguiram a risca é porque não foi necessário.
    No entanto se algo correr ou corresse mal, essa poemenorizacao seria tida em conta e como tal afinal teria a sua utilidade.
    Já parece uma arquitecta com quem trabalhos, dos vários projectos que trabalhamos juntos só 1 está em execução. Segundo ela são trabalhos para o boneco, para não usar outra expressão. Mas sinceramente, se o cliente pagou o projecto, qual é o problema. Se calhar o senhor só queria mesmo um projecto e não uma casa.
    No fundo, pagaram-nos para fazer o projecto é foi isso que fizemos.
  8.  # 8

    Se houver mesmo a obra , deixe alterar á vontade depois ganha mais nas telas finais ;) muitas vezes acabam por ser quase projetos novos
  9.  # 9

    Colocado por: riscosSe houver mesmo a obra , deixe alterar á vontade depois ganha mais nas telas finais ;) muitas vezes acabam por ser quase projetos novos

    O problema é fazer telas finais de algo que não acompanhaste.
  10.  # 10

    Colocado por: callinasNão são meses para o lixo, pagaram por isso é portanto se não seguiram a risca é porque não foi necessário.
    No entanto se algo correr ou corresse mal, essa poemenorizacao seria tida em conta e como tal afinal teria a sua utilidade.
    Já parece uma arquitecta com quem trabalhos, dos vários projectos que trabalhamos juntos só 1 está em execução. Segundo ela são trabalhos para o boneco, para não usar outra expressão. Mas sinceramente, se o cliente pagou o projecto, qual é o problema. Se calhar o senhor só queria mesmo um projecto e não uma casa.
    No fundo, pagaram-nos para fazer o projecto é foi isso que fizemos.

    Eu não sou arquitecto e a minha experiência não é como tal. Nas especialidades não costumamos ter projetos de execução na vertente em que é aqui falada. Temos alguns pormenores e pouco mais.

    A minha experiência neste caso é como director de obra ou como responsável pela fiscalização e é neste aspecto que falo em trabalho desperdiçado. Até agora ainda está para acontecer chegar ao final de obra, pegar nos dossiers com o projeto de execução (por vezes 50/70 desenhos) e pensar que realmente foi trabalho aproveitado. Aproveitaram-se quanto muito 3/4 desenhos por vezes.

    Por vezes serve para o cliente ter mais algumas noções do trabalho que pretende mas no fim a maior parte admite que não lhe serviu para grande coisa. Conheço muitos arquitectos cujo projeto de execução acabou por ser um trabalho volante. Fizeram um no início da obra e acabaram por fazer mais dois ou três no decorrer. Alguns chegavam ao final e já não podiam atender o telefone ao dono de obra (o problema é que tinha incluído as alterações ao projeto na miséria que pediram de acompanhamento de obra)
  11.  # 11

    Obrigado, já deu para perceber que em pequenos projectos é comum não haver projecto de execução.

    Ainda assim para o coordenador de projecto faz sentido prever (ou antes tem mesmo que existir) uma revisão do projecto após entregues as especialidades, para certificação da coerência do projecto a entrar em obra.
  12.  # 12

    Colocado por: origamiObrigado, já deu para perceber que em pequenos projectos é comum não haver projecto de execução.

    Sim estará correto. De qualquer modo mesmo em grandes projetos corre mal (é a nossa sina) Existem é mais pessoas a discutir e depois faz-se um relatório onde ficam as coisas acertadas (pelo menos é essa a ideia)

    Colocado por: origamiAinda assim para o coordenador de projecto faz sentido prever (ou antes tem mesmo que existir) uma revisão do projecto após entregues as especialidades, para certificação da coerência do projecto a entrar em obra.

    Absolutamente.
    Logo com o projeto de arquitetura deve ser feito quase a par o projeto de incêndios (pelo menos quando necessário projeto), este é o que mais influência alterações à arquitetura.

    Após a execução das especialidades devem ser feitos ajustes devidos a possíveis alterações da estrutura, térmica, acústica etc...
    É muito comum nos pormenores de arquitetura ver estipulado um isolamento com 5 cm e depois na térmica estar um com 8cm. Se o construtor utilizar os 5cm de quem é a culpa ?? (essencialmente compete ao fiscal e diretor técnico estas verificações, mas quando os construtores apenas querem o projeto de arquitectura e estabilidade para dar orçamento fazem tudo para cumprir o projeto pelo qual deram orçamento)

    Uma coisa que considero essencial é efetuar um mapa de medições. É a única maneira de garantir que todas as propostas são para os mesmos trabalhos e que todos os trabalhos estão incluídos nos preços.
    Concordam com este comentário: Pedro Barradas
  13.  # 13

    mapa de medições e caderno de encargos em especialidades so entra em Projeto de execução, se não pagam para isso Chapéu!!!!!!
    Concordam com este comentário: Riscador
  14.  # 14

    Colocado por: origamiAinda assim para o coordenador de projecto faz sentido prever (ou antes tem mesmo que existir) uma revisão do projecto após entregues as especialidades, para certificação da coerência do projecto a entrar em obra.


    Isso não é ser coordenador de projeto é ser revisor
    O coordenador coordena todas as especialidades de forma a que quando for para imprimir tudo esteja já acertado.


    Colocado por: Nuno NunesÉ muito comum nos pormenores de arquitetura ver estipulado um isolamento com 5 cm e depois na térmica estar um com 8cm.


    Sim em maus projetos de arquitetura, aqueles com pormenores tipo chapa 7. Os bons projetistas sabem que essa definição só é feita em fase de projeto de especialidade
  15.  # 15

    Exactamente.

    Uma coisa que considero essencial é efetuar um mapa de medições. É a única maneira de garantir que todas as propostas são para os mesmos trabalhos e que todos os trabalhos estão incluídos nos preços.


    Sim faz todo o sentido. Que valores ronda a execução de um mapa de medições do projecto?
  16.  # 16

    Colocado por: zedasilvaIsso não é ser coordenador de projeto é ser revisor
    O coordenador coordena todas as especialidades de forma a que quando for para imprimir tudo esteja já acertado.


    quando os vários projectistas são contratados separadamente vai dar ao mesmo


    Colocado por: riscosmapa de medições e caderno de encargos em especialidades so entra em Projeto de execução, se não pagam para isso Chapéu!!!!!!
    Concordam com este comentário:Costa Martins arq


    e porque não incluir o mapa de medições como elemento à parte? mesmo que não haja caderno de encargos e pormenorização
  17.  # 17

    Colocado por: origamiquando os vários projectistas são contratados separadamente

    Para isso mesmo é que foi crida a figura de coordenador
    O grande mal é que pelas mais variadas razões ainda muito poucos técnicos entenderam o que realmente significa ser coordenador.
    O papel de revisor deveria caber à fiscalização, esses sim deveriam intervir no projeto logo antes de o mesmo ser enviado para os empreiteiros.
  18.  # 18

    Colocado por: origamie porque não incluir o mapa de medições como elemento à parte? mesmo que não haja caderno de encargos e pormenorização

    ~
    Pode ser feito fica é com um mapa de medições e estimativa de custo com o projeto de licenciamento. Claro que o D.Obra pode pedir medições sem projeto de execução.
  19.  # 19

    Colocado por: Nuno Nunesu já vi muitos projetos de execução e já apanhei clientes que quiseram definir até quase os parafusos a utilizar nisto ou aquilo (e não eram parafusos estruturais eram de móveis).
    Resultado, em obra estão sempre a mudar tudo e nunca um único acabou por cumprir o projeto de execução que mandou fazer. Raramente os donos de obra fazem noção do que está em projeto (o quarto afinal é pequeno, vi isto ou aquilo que gostei mais, etc... ) acabam por ser meses de trabalho para o lixo.

    Quando são projetos para entidades públicas a importância é diferente, no entanto para particulares a maior parte das vezes é dispensável.
    Existe no entanto um trabalho de detalhe e definição que pode ser efetuado em muitos casos que se julgue importante, mas não sou a favor de detalhar até o perfil do alumínio. Basta dizer qual a marca / modelo.


    Concordo em pleno.
  20.  # 20

    Posso dizer por RIDICULO QUE PARECE que já apanhei projetos que chegaram as versões 20 e poucos. Já nem ligava, a cada 3 dias chegava uma versão nova!!
 
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