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  1. CONVIVÊNCIA ENTRE JANELA E PAREDE
    I
    As diversas tipologias da arquitectura vernacular
    constituem o testemunho da vontade do
    Homem em fazer adequar as construções ao clima, adoptando os recursos naturais locais
    existentes.
    Esta reflexão vai de encontro ao entendimento de Oliveira Fernandes e Maldonado onde
    consideram que “Os edifícios, enquanto elementos na paisagem, foram reflectindo na sua construção fortes influências da região, do clima, dos materiais, da geografia, da história e da cultura. Daí que, …, a arquitectura vernácula assinala as diferenças entre o Norte mais frio no
    Inverno e o Sul mais quente no Verão traduzindo assim os ensinamentos captados pelo homem ao longo dos tempos.”
    Quando uma das principais funções da fachada é de funcionar como uma barreira selectiva aos
    agentes climáticos, deve ser colocada a seguinte pergunta: “Qual a influência da configuração da
    fachada e dos seus elementos principais - parede e envidraçados - no consumo energético do edifício?”
    A evolução da janela, em termos de materiais e sistemas utilizados, formas e dimensões,
    confirmam a preocupação do Homem em gerir a energia proveniente da radiação solar.
    Tendo em conta a grande variabilidade construtiva e a evolução no fabrico dos materiais ao longo dos séculos, parece ser pertinente a exposição de uma resenha histórica da janela
    enquadrada na História da Arquitectura e da Engenharia. É uma história simples e interessante que não pode ser dissociada do meio ambiente em que os edifícios foram construídos, bem como, da história da evolução tecnológica dos materiais e da construção.
    A relação compromisso entre área não opaca e área opaca é uma das principais preocupações a
    considerar na concepção das superfícies envolventes dos edifícios, tornando-se mais premente no actual contexto energético em que o mundo vive.
    Porém, esta preocupação tem raízes milenares. O Homem primitivo sentiu necessidade de rasgar
    aberturas no seu abrigo para usufruir dos raios solares como fonte de iluminação e de
    aquecimento. Todavia, estas aberturas sem qualquer tipo de protecção criaram situações de
    desconforto, pelo que o Homem foi obrigado, muitos séculos antes da utilização do vidro, a
    conceber soluções amovíveis de obturação.
    Em algumas das construções das antigas sociedades da Mesopotâmia e do Egipto, a iluminação dos espaços era garantida através das janelas dos clerestórios, conforme atesta a iconografia encontrada. As habitações dos gregos, dos etruscos e dos romanos primitivos apenas tinham uma
    abertura que funcionava como porta.
  2. II
    Com o expansão e desenvolvimento do Império Romano, as cidades começaram a crescer,
    apareceram os grandes edifícios públicos e alguns destes apresentavam aberturas nas suas
    paredes e coberturas, preenchidas com chapa de vidro enquanto que outros apresentavam
    postigos tapados com portadas de madeira ou com engradados de pedra ou metal. Em alguns
    edifícios mais requintados, as aberturas eram preenchidas com pedras translúcidas como a ágata e o alabastro. O fabrico de vidro soprado para aplicação em vasos e copos era já uma actividade corrente no império romano, mas a sua utilização em janelas estava reservada às classes sociais mais abastadas devido à onerosidade do seu processo de fabrico.
    De acordo com Rodrigues “Nos começos do século I a.C., os Romanos já tinham
    inventado janelas envidraçadas com caixilhos de bronze [53 x 45cm e 1,25 cm de espessura],
    como se comprovou pelo seu achado em Pompeia.”
    Mais tarde, na Europa, a arquitectura românica sucede à construção romana, que é reconhecida
    por apresentar pequenas aberturas nas paredes, em virtude das dificuldades e condicionantes impostas pelos métodos construtivos característicos dessa época.

    Esta percepção é reforçada por Rodrigues ao descrever que “a construção na arte românica é
    um aprendizado do aparelho romano recticulatum, utilizando pedras talhadas em esquadria, formando paralelepípedos para levantar muros robustos e espessos, com vãos estreitos, verdadeiras seteiras, evitando reduzir o peso das abóbadas de pedra. Deste modo os interiores tornaram-se sombrios, recebendo pouca luz natural, permanecendo na penumbra.”
    Gradualmente e com a engenharia do gótico, a arquitectura libertou-se das restrições impostas
    pelas paredes portantes características do românico. Esta interpretação também é corroborada por Rodrigues quando refere que “a arte gótica representa um avanço extraordinário da Engenharia na solução de um problema até então insolúvel: iluminar amplamente com luz natural o interior de uma igreja sem que o peso das abóbadas de pedra fendesse e derrubasse as paredes, fragilizadas pela abertura de grandes vãos….No românico predominava a penumbra e o crepúsculo nos interiores; no gótico a luminosidade…”.
    Paralelamente, o fabrico do vidro também sofreu transformações, pois “a partir dos século XI e
    XII desenvolveu-se a técnica dos vitrais para cobrir grandes janelas ogivais de estilo gótico. A
    técnica do vitral…baseava-se na fabricação de pedaços de vidro colorido pela técnica do
    mosaico, que se ligavam uns aos outros através de juntas de gesso ou de chumbo.”
    Posto isto, os conhecimentos técnicos construtivos e de fabrico do vidro evoluíram no sentido de permitir a execução de aberturas em paredes com dimensões superiores às das construções do passado. Assim, as igrejas góticas francesas, no século XII, foram pioneiras na criação de grandes aberturas preenchidas com vitrais translúcidos.

    No que se refere à arquitectura civil europeia, durante o período do feudalismo, com excepção
    dos castelos e palácios, a habitação comum era muito primitiva e apresentava habitualmente a
    porta como abertura única. Quando muito, a casa desta época apresentava pequenas aberturas protegidas com portadas de madeira. Graças ao crescimento das cidades que geralmente se encontravam circunscritas pelas muralhas, a tipologia da arquitectura doméstica sofreu alterações importantes, assinalando-se a necessidade de construção de edifícios em altura que obrigou à introdução de pequenas aberturas.
    Mais tarde, mas apenas nos edifícios nobres, foi incorporado o envidraçado chumbado à parede
    com possibilidade de abertura de portadas pelo lado interior.
    Todavia, e regra geral, as janelas das habitações da Idade Média permaneciam fixas, pequenas e
    exibiam vidros normalmente muito subdivididos, pelo que as fracções envidraçadas eram
    reduzidas. Em termos de comportamento face ao ar e água, o desempenho destes envidraçados não terá sido muito eficiente tendo em conta as descontinuidades entre vidros e a ligação precária do envidraçado à parede.
    A época renascentista foi uma época de grande desenvolvimento e esplendor para as janelas.
    Neste período, as janelas sofreram grandes transformações em termos de dimensões, formas e modo de funcionamento, tendo sido concebidos diversos modelos. A janela renascentista passou a ter folhas móveis com mainéis de pedra ou de madeira a funcionarem como batente e com caixilho de madeira fixo às faces do vão, quando em épocas anteriores a própria parede constituía o aro, ao qual se chumbava o vidro.
  3. III
    A preocupação dos homens daquela época com o conforto nos espaços interiores é revelada com a introdução de algumas inovações, nomeadamente, a aplicação de massa de vidraceiro que permitiu melhorar a estanquidade da junta entre o vidro e o caixilho da janela, o uso sistemático de portadas e a execução de gola nas faces do vão para montagem do aro da janela.
    Entretanto, por alturas do Renascimento Tardio (século XVI), o fabrico do vidro em Veneza
    sofreu grandes progressos, tendo sido iniciada a produção de chapas de vidro plano de grandes
    dimensões, pelo que, começaram a surgir vãos envidraçados menos subdivididos e com maior
    área de exposição facilitando a entrada dos raios solares. Assinala-se neste período, a concepção
    por Palladio (1508-1590) de um tipo de janela composta por duas folhas verticais, encimadas por uma bandeira transversal, que serviu de modelo às janelas dos séculos
    XVII e XVIII.

    Em 1674, George Ravenscroft incorpora óxido de chumbo na composição do vidro cujo índice de
    refracção é superior ao dos vidros anteriores. A partir de 1688, tem início o fabrico, em França,
    de chapas de vidro planas incolores de maiores dimensões (40 a 50cm2) para janelas.
    Sensivelmente, a partir do século XVII, foi difundida na Europa e na América do Norte, a janela guilhotina, considerada como um exemplo de funcionalidade. Esta janela possui duas folhas, sendo a superior fixa e a inferior móvel de trajectória vertical. As folhas são
    constituídas por vidros dispostos entre pinázios de madeira. Também é frequente a aplicação de
    portadas interiores.

    Ainda sobre a janela guilhotina, Oliveira e Galhano historiam que “ a grande maioria das
    casa velhas, porém, mostra hoje janelas de guilhotina, cujo uso se divulgou entre nós a partir dos começos do século XVIII; o sistema teria, …, sido trazido para Portugal pelos ingleses que aqui – e especialmente no Norte e no Porto – se instalaram em seguida à celebração do Tratado de Methuen em 1703, … e que o haviam aprendido dos Holandeses.”
    No século XVIII surgiu a janela “à francesa” que tem como particularidade a forma como as
    folhas de batente se encaixam na posição de fechadas.

    No entanto, em Portugal, identifica-se um momento marcante que determinou a modificação dos hábitos construtivos das edificações: o terramoto de 1755.
    A definição de um edifício protótipo no plano de reconstrução de Lisboa após o terramoto de
    1755 ditou novas tendências construtivas e estéticas. O desenho das fachadas deste edifício tipo obedeceu a um esquema rígido, apresentando dois tipos de janelas, a saber: janelas de sacada e janelas de peito. Estes dois tipos de janelas diferem na dimensão em altura, pois as primeiras vão até ao pavimento inferior, permitindo o acesso às varandas.
    Verifica-se que as janelas de peito são, normalmente, janelas de guilhotina ou janelas de batente com duas folhas de abrir com dois vidros cada e bandeira superior fixa. Em relação às janelas de sacada, estas eram normalmente, preenchidas com bandeira superior e dois
    batentes com três vidros cada e uma almofada na parte inferior.

    Os vãos desta época incorporavam caixilharias de madeira fixadas às cantarias das vergas, das
    ombreiras e do peitoril e portadas de madeira colocadas pelo lado interior.

    O regime iluminado do Marquês de Pombal tenta impor uma nova ordem económica e
    administrativa através da construção de núcleos urbanos em regiões do país com potencial
    económico, pelo que o surto construtivo de edifícios pombalinos não foi exclusivo em Lisboa, estendendo-se a Vila Real de Santo António, Porto Côvo, Manique do Intendente e Porto (época dos Almadas).
    Assim sendo, não é de estranhar que os edifícios construídos nesses locais tenham aspectos em
    comum, nomeadamente, os tipos de vãos envidraçados.
  4. IV
    Paralelamente, “A indústria vidreira conheceu um grande impulso em Portugal precisamente
    através do Marquês do Pombal, que em 1769 confere privilégios especiais ao inglês Guilherme
    Stephens para criação da Real Fábrica do Vidro da Marinha Grande. Será esta fábrica a fornecer,
    alguns anos depois as vidraças dos edifícios que se constroem em Lisboa”.
    Com o passar do tempo, a destruição provocada pelo terramoto é esquecida e os edifícios foram
    sendo construídos de uma forma mais “simplificada”. Estes edifícios “simplificados” aparecem nas Avenidas Novas de Lisboa, e são conhecidos como sendo gaioleiros. Gaioleiro é a
    “…designação que se dispõe para a construção que se segue ao período pombalino e que perdura até ao primeiro modernismo e à introdução do betão armado, ou seja, o período compreendido aproximadamente entre a década de 70 do século XIX e a década de 30 do século XX.”
    Embora o desenho da fachada não é tão rígido como no período pombalino, estes edifícios
    apresentam janelas de sacada e de peito, de batente, preenchidas com duas folhas de abrir e
    bandeira. Os vidros nesta época apresentam dimensões superiores.
    Como referido anteriormente, o Porto no tempo dos Almadas, a partir sensivelmente de 1764,
    sofreu importantes transformações urbanísticas com reflexos nas tipologias dos edifícios. As
    fachadas obedeciam igualmente a esquemas rígidos onde aparecem as janelas de peito e de sacada.
    Destaca-se, contudo a aplicação da janela guilhotina, em edifícios construídos antes da era dos Almadas. No século XIX foram adoptadas para as janelas de sacada e de peito, sistemas de envidraçados de batente com duas folhas, bandeira e abertura para o interior. O sistema de
    obscurecimento adoptado foi a portada de madeira colocada no interior. Destaca-se nestes
    edifícios a grande percentagem de área envidraçada das fachadas.

    Em relação à habitação rural tradicional portuguesa é possível identificar diversos tipos de casas
    que apresentam características próprias com base nos materiais e clima da região onde estão
    inseridos e nas actividades económicas locais. Assim, as casas tipo, das localidades mais
    evoluídas do norte (noroeste) de Portugal, construídas em granito ou xisto, apresentam as janelas
    guilhotina (mais frequente) e as janelas de batente com duas folhas de abrir para o interior. O
    sistema de obscurecimento usual é o das portadas de madeira colocadas no lado interior. A zona
    litoral centro do país, apresenta casas construídas à base de taipa e adobe, com janelas do tipo
    guilhotina com portadas interiores e de batente com duas folhas de abrir para o exterior.
    No entanto, os sistemas construtivos alteram-se significativamente, pois de acordo com Alves e Sousa “Com a invenção do cimento Portland e o desenvolvimento da produção do aço no início do século XIX, as preferências construtivas recaíram sobre as estruturas metálicas e de
    betão.”
    Paralelamente, o fabrico das caixilharias também é alterado, pois de acordo com Fernandes, este autor refere que a Europa, a partir de 1890, testemunha a aplicação da caixilharia metálica, verificando-se em alguns prédios urbanos a instalação de marquises e portas de ferro e de caixilharia de ferro para envidraçados de grandes dimensões e frestas.
  5. V
    O autor Peraza Sanchez confirma este facto ao identificar o final do século XIX com a lenta
    erupção da caixilharia metálica. Este autor comenta também que os perfis de ferro, embora de
    qualidade inferior, começam a ser aplicados nas habitações a preços mais competitivos comparados com a caixilharia de madeira.
    Também neste século (XIX), a partir da segunda metade, se verifica o impacto da revolução
    industrial no fabrico do vidro.

    Deste modo, a produção de vidro a grande escala tornou possível a obtenção do vidro a preços
    acessíveis e converteu o mesmo num material de consumo corrente.
    Segundo Fernandes, “o vidro surgia aplicado de modos diversos: era o material das grandes
    superfícies transparentes, moduladas por finas retículas de perfis metálicos …permitindo desse
    modo generosas e inesperadas iluminações do espaço interior que a translucidez do vidro
    martelado modulava e amaciava.”
    Todavia, recorde-se que nas primeiras décadas do século XX, se registaram algumas novidades
    importantes na construção civil. O advento do betão armado no final do século XIX e a massificação deste sistema construtivo em diversos países (incluindo Portugal a partir das décadas de 30 e 40 do século XX) marcaram o início do declínio da construção em alvenaria.
    Esta reflexão é reforçada por Alves e Sousa ao referir que “no início do século XX, as paredes resistentes de alvenaria foram relegadas para segundo plano em detrimento de outras soluções construtivas”, pelo que as alvenarias passaram a desempenhar um papel secundário de enchimento dos panos e daí que as paredes exteriores passaram a ter espessuras mais esbeltas e a constituir elementos independentes face à estrutura resistente.
    Porém, com o Estilo Internacional que dominou a arquitectura durante a primeira metade do século XX, a caixilharia submete-se à modulação e à industrialização, pelo que a caixilharia de
    ferro de produção industrial suplanta a caixilharia de madeira de produção artesanal. Os perfis de ferro por apresentarem secções mais esbeltas adaptaram-se melhor à estética deste movimento.
    Devido à execução das paredes das fachadas com soluções construtivas diferentes e à diminuição da altura dos pisos (pé-direito habitual dos pisos passou a ser de cerca de 3m), a colocação da janela passou a ter mais liberdade e menos condicionantes estruturais, pelo que pela primeira vez, surgem janelas com configurações na horizontal. Relativamente aos dispositivos de obscurecimento, constata-se o aparecimento da persiana exterior de enrolar em substituição das portadas de madeira, motivado pela menor espessura das paredes que constituem as fachadas dos edifícios.
    A partir de meados do século XX, a janela sofreu uma transformação radical com o aparecimento
    de novos materiais e acessórios que melhoraram o seu comportamento e funcionamento. A
    madeira deu lugar ao ferro, alumínio e PVC. As janelas de batente “à francesa” foram
    substituídas pelas janelas de correr por razões de economia de espaço.
    No caso concreto de Portugal, Pinto conta que “…até princípio da década de 70, a madeira
    era o material dominante na execução da caixilharia. No entanto o escassear de madeira exótica com a independência das ex-colónias e a introdução dos sistemas de alumínio no final da década de 60 conduziram a que a partir de meados da década de 70, o alumínio seja o material dominante na execução de caixilhos para aplicação de envidraçados, sendo
    pequena a implantação de sistemas de PVC, aço, ou de outros materiais.”

    No entanto, as caixilharias de alumínio apresentavam um grande inconveniente que são as perdas energéticas excessivas resultantes do facto de o alumínio ter condutibilidade térmica elevada. A este problema, a indústria respondeu com o desenvolvimento de perfis de alumínio com ruptura da ponte térmica. Este novo tipo de perfil tem as faces, interior e exterior
    separadas por um elemento isolante composto por duas barras de poliamida reforçadas com fibra de vidro. Este sistema cria uma barreira à transferência de calor e os ruídos do exterior,
    favorecendo o conforto no interior da habitação.
  6. VI
    O século XX também testemunhou expressivas transformações na indústria do vidro, como refere Pinto na sua comunicação apresentada no 3º ENCORE :
    “Com o objectivo de limitar as perdas de calor por condução nos vidros simples, nos anos 40,
    foram desenvolvidos os vidros duplos e nos anos 60 os vidros duplos com intercalar metálico. No entanto, a utilização do vidro duplo apenas se generalizou na Europa após o choque petrolífero
    de 70, tendo uma aplicação mais generalizada no mercado nacional a partir dos anos 90.…Para
    prevenir os ganhos solares excessivos na estação de arrefecimento, em diversos edifícios dos anos 70 e 80 foram aplicados os primeiros vidros de controlo solar (vidro absorvente)...nos anos 70 foram desenvolvidos os vidros reflectantes com revestimento do tipo pirolítico … nos anos 80 foram desenvolvidos os vidros reflectantes com revestimento do tipo catódico.”

    Actualmente, e de acordo com Pinto, “a aplicação do vidro nos edifícios é efectuada
    correntemente através de um caixilho que normalmente é de: alumínio, madeira, PVC, aço ou de perfis compostos por mais de um material como é o caso das janelas alumínio-madeira. O caixilho ocupa uma área variável do vão envidraçado, rondando normalmente cerca de 30% da área total do vão…”
    Outro cenário sobre o mercado nacional de janelas é traçado : “ ao contrário do norte da Europa, o alumínio domina o mercado da caixilharia dos países do sul. E Portugal não é
    excepção…A caixilharia em PVC , ainda com pequena expressão no mercado nacional, também tem vindo a ganhar a confiança dos clientes…”
    Actualmente, existe no mercado uma grande variedade de tipologias de janelas com diferentes formas de movimentação das folhas de batente.
  7. Colocado por: CMartin
    De qualquer forma m.arq, os estores que o marco1 e eu também refiro, são os estores tradicionalmente conhecidos por essa designação.


    Colocado por: m.arq

    Qual designação?


    DISPOSITIVOS DE OCLUSÃO NOCTURNA, DE SOMBREAMENTO DOS VÃOS E DE PROTECÇÃO SOLAR
    Existem no mercado muitos tipos diferentes de dispositivos de oclusão nocturna, de
    sombreamento e de protecção solar dos vãos.
    Estes dispositivos devem ser o mais flexível possível de modo a serem adaptados às variações do clima, durante o dia e durante o ano. Assim, no Inverno, o dispositivo deverá permitir a entrada de radiação solar, e no Verão, o mesmo deverá constituir um entrave aos ganhos solares.
    Estes dispositivos para além de garantir, durante a noite, o obscurecimento, também podem
    contribuir para a redução das perdas térmicas (o desempenho depende do tipo). Durante o dia,
    estes mesmos dispositivos quando activados funcionam como protecção solar e como reguladores de luminosidade.
    Quanto à sua localização em relação ao envidraçado, estas protecções podem ser classificadas como exteriores, interiores e intermédias, sendo os primeiros considerados mais eficientes, dado que reflectem a radiação solar antes dela entrar no espaço interior e dissipam para o exterior a energia absorvida.
    As portadas e as persianas podem ser colocadas no exterior ou no interior e proporcionam, para além do conforto térmico, segurança contra a intrusão. O controlo solar com este tipo de dispositivos não é muito flexível. Estes podem ser fabricados em diversos materiais: madeira, alumínio e PVC.
    Existem os designados estores que compreende um alargado conjunto de modelos, podendo ser
    colocados no exterior, no interior ou entre vidros. Os tipos de estores mais utilizados são os
    estores de tela, os estores de lâminas e de lamelas e as lamelas de sombreamento.
    Os estores de telas podem ser verticais ou projectáveis e podem ser colocados no exterior ou no interior. As telas podem ser fabricadas em diversos tipos de materiais, sendo os mais comuns, o algodão, o acrílico, o poliéster e o polipropileno. A escolha do tipo de tela deverá ter em conta alguns aspectos, nomeadamente, a protecção solar oferecida, a resistência ao vento e a impermeabilidade. Estes tipos de dispositivos não apresentam desempenho térmico tão bom comparando com as portadas e as persianas, mas em contrapartida, o controlo solar é mais eficaz.
    Os estores de lâminas são normalmente colocados no interior. As lâminas são manobradas através de fios ou correntes, podem estar na horizontal ou na vertical e são fabricadas em madeira, alumínio ou PVC. Estes tipos de dispositivos não apresentam desempenho térmico tão bom comparando com as portadas e as persianas, mas em contrapartida, o controlo solar e a regulação da luminosidade são excelentes.

    Os estores de lamelas são normalmente colocados no exterior e são constituídos por lamelas fixas ou orientáveis. As lamelas podem estar na horizontal ou na vertical e são fabricadas em madeira, alumínio, vidro ou PVC. Estes tipos de dispositivos não apresentam desempenho térmico tão bom comparando com as portadas e as persianas, mas em contrapartida, o controlo solar e a regulação da luminosidade são excelentes.

    As lamelas de sombreamento são estruturas colocadas no exterior, constituídas por lamelas de metal, madeira ou PVC. Este tipo de solução é instalado na fachada do edifício e é adequado a
    edifícios com grandes superfícies vidradas. Em termos de controlo solar e da regulação da
    luminosidade são excelentes.
    (...)

    Também existem outras soluções que podem ser integradas ou não na arquitectura do edifício que proporcionam o sombreamento da janela, tais como palas e vegetação de folha caduca."

    Fonte de todos os últimos textos acima publicados sobre Janelas E Estores: Reabilitação térmica e energética de vãos envidraçados.

    https://www.google.pt/url?sa=t&source=web&rct=j&url=https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/57657/1/000136341.pdf&ved=0ahUKEwjKz5mnrNrVAhVIzRQKHTwsAq8QFghrMAw&usg=AFQjCNH3NMTnriXLNlPHmJ56JtNQf675Mw
  8. Actualizações à sala.
    Concordam com este comentário: VCAC
      Lareira 20170920_100654.jpg
      sala jantar 20170911_183012 (1).jpg
      sala e 20170920_095755.jpg
  9. O escritório.
    Concordam com este comentário: VCAC
      escritorio a 20170920_095958.jpg
      escritorio b 20170911_173704 (1).jpg
      escritorio b 20170911_173916 (1).jpg
  10. Ao quarto
      quarto 20170911_182931(0) (1).jpg
  11. Os santinhos e os crucifixos.
      santinhos nossa sra do o 20170911_182942 (1).jpg
      santinhos 20170911_182916 (1).jpg
      cruz 20170911_180502 (3).jpg
  12. Gosto das Bergeres com o Adamascado rosa
  13. Gosto do oratório.
    Será o meu próximo projeto, assim que arranjar madeira.
  14. Obrigada, zé e João.
    E eu, o meu próximo projecto, para já, é meter-me num curso de interiores/ambientes, para ir buscar a parte técnica. Depois tenho outro projecto maior em vista, mas esse, lá mais para a frente.
    Não me atrai muito decoração de interiores assim como o mercado a vê (ou como a conhecemos), pretendo algo mais alargado/abrangente, mas ao mesmo tempo, específico, pontual. E pretendo apenas uma fatia representativa da área, não o todo, porque acho o todo descaracterizado e generalista, não é para mim porque o meu gosto e o que me dá prazer, são outros : gosto do muito pessoal, muito feito ao individual, sem preconceitos ou ideias préfeitas.
    Só assim faz sentido para mim, porque, depois disto, quero fazer realmente o que me preenche, por realização.
    Se usarmos o fórum como amostra, não é nada disto que almejo, (são capazes de perceber..(?)).
    • VCAC
    • 21 setembro 2017 editado
    Cmartin, ainda não tinha visto estas ultimas fotos.
    O espelho que colocou agora na lareira da sala, na minha opinião, fica lá melhor que o espelho-sol (que por sa vez se enquadra muito bem na lareira do escritorio).
    Na lareira da sala, até deixaria ficar apenas o espelho...em destaque...isolado.
    Boa troca. Gostei!

    (Na mesa de jantar, experimentou trocar as cadeiras? De um lado a grande e pequena, como tem, e do outro em frente à grande colocar a pequena e vice-versa (fiz-me entender? Tipo fazer um x). Nao sei se fica bem ou não. ..era apenas em jeito de experiência... )
    Estas pessoas agradeceram este comentário: CMartin
    • HenDua
    • 22 setembro 2017 editado
    Sou novo no fórum mas já tropecei em muitos comentários seus CMartin.
    Gosto das suas ideias e do seu gosto. Gosto acima de tudo da sua disponibilidade em opinar e tentar encontrar soluções para os problemas dos outros ao ponto de, noutro tópico, pensarem que era casada com o criador do tópico que andava a pedir uns conselhos!

    Muita sorte nesse próximo projecto!

    Compreendo com o que diz que não é isto que almeja mas eu acho que está muito bem conseguido. Parabéns!
    Concordam com este comentário: joaosantos
    Estas pessoas agradeceram este comentário: CMartin
  15. Colocado por: HenDuaCompreendo com o que diz que não é isto que almeja mas eu acho que está muito bem conseguido.

    Obrigada Hendua. É simpático ter dito isso.
    Eu almejo isto para o meu ambiente sim.
    Tenho é alguma dificuldade em fazer perceber o meu estilo ao fórum. Mesmo.
    Uma coisa é sugerirmos para os outros, temos que nos tentar por na sua pele, ou melhor tentar perceber minimamente do que gostam, antes de sugerirmos seja o que for.
    Estilo pessoal. O meu. O seu. O do outro.
  16. E gosto mais de casas velhas do que de novas.
    É uma paixão que eu tenho.
  17. Colocado por: HenDuaSou novo no fórum

    Já tinha visto o seu tópico.
    Tem que dar uma volta à sua planta.
  18. Colocado por: CMartin
    Tenho é alguma dificuldade em fazer perceber o meu estilo ao fórum. Mesmo.
    Uma coisa é sugerirmos para os outros, temos que nos tentar por na sua pele, ou melhor tentar perceber minimamente do que gostam, antes de sugerirmos seja o que for.
    Estilo pessoal. O meu. O seu. O do outro.


    E não é esse o grande desafio de quem projecta, constrói, decora...?

    Eu chegar a sua casa e por tudo ao meu gosto, é mais ou menos fácil. Agora eu por a sua casa ao seu gosto isso já é bastante mais complicado!
    Isso é, aliás, uma das características que eu já lhe reconheço. Você procura interpretar os gostos de cada um antes de sugerir o que quer seja e consegue, pelo que tenho visto, ter bom gosto dentro do que os outros pretendem, isso é fantástico! Por isso espero sinceramente que tenho os maiores sucessos nesse novo projecto e que consiga fazer da sua paixão, o seu ganha pão (que pelo que percebi isto não é a sua profissão).
    Estas pessoas agradeceram este comentário: CMartin
 
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