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    • emad
    • 2 fevereiro 2017

     # 41

    Diga-me onde alguma vez desejei o mal aos outros?
  1.  # 42

    o m.arq. desrespeitou o trabalho de outro profissional

    mas o moreira anda muito mal acompanhado, ou pelo menos só lhe tem parada á frente desenhos de caca, que bem vistas as coisas qualquer empreiteiro sem os mesmos fazia melhor.

    isto é publico é certo mas certas generalizações são mesmo baixar o nível. bolas.
  2.  # 43

    Trata-se de uma casa de dois pisos no Douro, com mais de 200 anos. Reconstrução de cerca de 450 m2.
    O preço era de 12000+iva no total, como é evidente, incluindo projectos de especialidades, projecto de execução e mapas de medições.
    Não achei caro, dada a qualidade dos projectistas, incluindo o gabinete de engenharia, embora sabendo muito bem que aqui pelo forum se tem pago muito menos.
    Nem me estou a chorar. Só faltava que me pusesse a chorar por causa de 1500 euros. Só gosto que as pessoas cumpram aquilo que acordam. O arquitecto é que está no terreno. É experiente e é da zona. Tem obrigação de conhecer a jurisprudência do M. da Cultura, cujos pareceres são vinculativos, no caso.
    Depois de lhe ter dito que estava desapontado e que aquilo não estava no contrato, respondeu que não deixava projectos a meias e assumia ele as despesas. Não sei bem que despesas são, se é o trabalho, se é o papelo do projecto, fotocópias, etc.
    Concordam com este comentário: GMCQ
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Pedro Barradas, GMCQ
  3.  # 44

    silas

    tem em mãos um projeto com alguma complexidade e que merece especial empenho e atenção.

    tente perceber exatamente as circunstancias que levaram ao indeferimento,

    o arquiteto devia ter acautelado melhor essa intervenção promovendo sucessivas reuniões previas na camara e no organismo que tutela esse tipo de intervenção.

    em todo o caso tente sempre retomar a empatia necessária com o arquiteto, pois será sempre uma mais valia.

    boa sorte para a frente.
  4.  # 45

    Colocado por: silasTrata-se de uma casa de dois pisos no Douro, com mais de 200 anos. Reconstrução de cerca de 450 m2.
    O preço era de 12000+iva no total, como é evidente, incluindo projectos de especialidades, projecto de execução e mapas de medições.

    Quanto ao preço, parece-me normal, para bons projectistas.

    Colocado por: silasTem obrigação de conhecer a jurisprudência do M. da Cultura, cujos pareceres são vinculativos, no caso.

    Ele tem é a obrigação de saber que existia a possibilidade do projecto não ser aprovado.
    Concordam com este comentário: Pedro Barradas, marco1, riscos
  5.  # 46

    é isso mesmo Picareta

    eu quando meto um projeto, já vai muito debatido com o cliente e assumo aquilo que meto e assim como faz parte dos meus honorários a respetiva aprovação.
    portanto assim a frio não dá para entender a postura profissional do arquiteto.
    Concordam com este comentário: Skinkx
    • tiagot
    • 3 fevereiro 2017 editado

     # 47

    Não conhecendo o enredo e tudo o que estava combinado, como arquiteto posso referir-lhe que infelizmente, a jurisprudência do M. da Cultura e de outros organismos do estado é uma coisa um bocado relativa.
    As leis sucedem-se e são revistas a uma velocidade absurda. Muitas das vezes são vagas, e muitas outras contradizem-se.
    Temos muitas vezes, legislação em vigor com 60/70 anos a ser utilizada ao mesmo tempo com legislação criada à meses com contradições entre si.

    Tudo isto no final, gera uma enorme área cinzenta, onde os pareceres ficam muitas vezes dependentes da "opinião/visão" do técnico que está a analisar os processos.
    Não esqueça inclusivé que qualquer processo passa por muitas secretárias e respetivas "visões".
    Já me aconteceu reunir com técnicos camarários para esclarecer situações dúbias. Entrarmos em acordo na dita reunião, e mais tarde o projeto ser chumbado porque afinal o chefe do departamento achou que a solução encontrada era arriscada para ele, e como não queria a mínima chatice para a câmara, optou pela solução mais fácil...chumbar e exigir alterações ao projeto.

    Ainda ontem precisamente, uma técnica camarária com quem estava a tirar dúvidas sobre um projeto que pretendia licenciar, me disse taxativamente que iria chumbar de caras porque estava a propor uma chaminé a menos de 10m de uma construção vizinha, conforme o artigo 113 do RGEU. Surpreendido, porque não conhecia o artigo de cor, ponderei a alteração. Mais tarde ao verificar o tal artigo, afinal parece dizer apenas que a chaminé tem que estar pelo menos 50 cm mais alta que qualquer construção num raio de 10m, o que é muito diferente.

    No entanto, é perfeitamente possível chumbar-me o projeto com base numa interpretação "alternativa" do dito artigo, e depois o técnico que se amanhe.

    Tudo isto para lhe dizer que todas estas questões não são simples nem lineares como às vezes se pensa.

    Enquanto técnicos, não fazemos legislação e somos obrigados a trabalhar com a que temos. E nem sempre conseguimos controlar estas situações apesar da boa vontade.

    O melhor que tem a fazer é falar com o/a seu arquiteto/a e tentar perceber bem a situação e chegar a um acordo, e tentar perceber que riscos há em cada versão do projeto e tomar essas decisões em conjunto com ele. Porque há situações que provocam chumbos nos projetos que não lembram a ninguém...
  6.  # 48

    Eu pretendia manter só a fachada que dá para a rua, que é muito interessante, com escada exterior para o piso superior, mantendo a sala de entrada deste piso com 30 m2 e a loja de baixo, com a mesma áera. Tudo o resto - que não se vê da rua, já que a casa está oblíqua em relação a esta - seria demolido, porque a qualidade arquitectónica é fraca e parte está em ruína.
    O M da Cultura não quer demolições, quer que se mantenha o piso inferior todo dividido em lojas. É caricato. Mas tenho de aceitar.
    Pois, a empatia como Arquitecto é que é o problema. Duvido que ele mantenha a disponibilidade. Ainda por cima vivo no estrangeiro e só contacto com o Arquitecto por email.
    Obrigado pelos comentários.
  7.  # 49

    Pois, isso cai muito nessa apreciação de processo muito personalizada, e com resultados imprevisíveis.

    Aconselho comunicação por skype. Facilita a comunicação e diminui mal-entendidos. Comunicação apenas escrita pode ter interpretações diversas e que podem facilmente descambar para conflitos.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: silas
  8.  # 50

    Só para completar. A casa não está classificada. Encontra-se num perímetro de protecção a um conjunto arquitectónico classificado.
    • Skinkx
    • 3 fevereiro 2017 editado

     # 51

    Colocado por: m.arqO segredo está noestudo prévioe não em parasitas tipo ITED ou mesmo toda a engenharia, ...


    Há pessoas que caladas eram poetas.

    50% dos projectos de arquitectura que vejo não passasm de puros actos de masturbação. Aquilo não foi concebido para ser construído ou funcional, foi desenhado para dar tusa ou pica ao tipo que pensou naquilo.

    E há quem pague dezenas de milhares de euros por isso e ainda bem, há tolos para tudo, um tipo tem que se poder rir com alguma coisa.
    Concordam com este comentário: jfsmoreira
  9.  # 52

    Colocado por: marco1é isso mesmo Picareta

    eu quando meto um projeto, já vai muito debatido com o cliente e assumo aquilo que meto e assim como faz parte dos meus honorários a respetiva aprovação.
    portanto assim a frio não dá para entender a postura profissional do arquiteto.
    Concordam com este comentário:Skinkx


    Não estamos a falar propriamente de um projecto barato, sem grande margem para encaixar alterações DURANTE a fase de aprovação do licenciamento.

    Se estivéssemos a falar de alterações posteriores à aprovação do projecto, de alterações em obra, ainda vá, mas isto assim é usura. Imagino quanto não levará por alterações posteriores à aprovação do projecto.
  10.  # 53

    Skinkx

    são coisas diferentes, não confunda alterações que na fase de licenciamento são imputadas a inconformidades do projeto, com alterações promovidas pelo DO durante ou apos a obra.

    um projeto tem um preço e é para ser aprovado, para isso o técnico tem de incluir as mexidas que forem necessárias em face das indicações camarárias.
  11.  # 54

    Colocado por: silasDepois de lhe ter dito que estava desapontado e que aquilo não estava no contrato, respondeu que não deixava projectos a meias e assumia ele as despesas.


    então está o problema resolvido, ele tentou mandar o barro à parede (não se pode condenar o homem por tentar a sorte), não conseguiu e tomou uma posição responsável ao assumir o seu erro/falha
    Concordam com este comentário: GMCQ
  12.  # 55

    Colocado por: marco1mas o moreira anda muito mal acompanhado, ou pelo menos só lhe tem parada á frente desenhos de caca, que bem vistas as coisas qualquer empreiteiro sem os mesmos fazia melhor.


    Concordo consigo... talvez ande mal acompanhado... mas também já é o 5º que me passa pelas mãos... e o que eu bem verifico é que há muita falta de imaginação... os projectos parecem todos chapa 5 ... impessoais e outros nada práticos...

    Mas como disse... talvez ainda não tenha encontrado o tal arquitecto...

    Contudo, e volto a referir... um excelente estudo previo é essencial... mas para este estudo ser excelente é essencial contar com as necessidades das outras especialidades.... que por vezes esses arquitectos se esquecem.
  13.  # 56

    sim teve a atitude correta, estas situações devem ser encaradas como os ossos do oficio.
  14.  # 57

    Colocado por: m.arqO segredo está noestudo prévioe não em parasitas

    Ainda que esta afirmação possa ter sido feita em tom de brincadeira, há coisas que caiem sempre muito mal.
    Especialmente vindo de uma classe que tem um longo caminho a percorrer no sentido de demonstrar a sua "utilidade"
    Felizmente que cada vez mais vão aparecendo bons profissionais desta arte.
    Os outros, o mercado encarregar-se-á de fazer a seleção natural.
  15.  # 58

    Colocado por: marco1Skinkx

    são coisas diferentes, não confunda alterações que na fase de licenciamento são imputadas a inconformidades do projeto, com alterações promovidas pelo DO durante ou apos a obra.

    um projeto tem um preço e é para ser aprovado, para isso o técnico tem de incluir as mexidas que forem necessárias em face das indicações camarárias.


    Por isso é que eu separei as primeiras das últimas - se acho normal que se cobrem alterações implementadas pelo DO durante o decorrer da obra, alterações necessárias ao licenciamento custarem 2 mil euros é um absurdo.

    O que eu fiz ainda foi um corolário disso - se pelas alterações em projecto e antes de licenciamento já vai com 12 k + 2k, imagino quanto não esfolará ao cliente por umas alterações com alvará emitido ou umas telas finais.

    Há pessoas, e isto vale para todo o tipo de projectistas, sem quaisquer escrúpulos. Em abono da verdade, pode haver algo que não conheçamos em profundidade, mas você próprio reconhecerá que isto aqui, à primeira vista, não parece muito bem.
  16.  # 59

    Colocado por: jfsmoreirapor vezes esses arquitectos se esquecem.

    No tipo de obras que por aqui são discutidas, a arquitetura não passa de uma especialidade com igual importância das outras todas que compõem o projeto.
    Se quisermos ser mauzinhos, até podemos dizer que é a que tem os profissionais menos qualificados, uma vez que necessita de verificação/aprovação de uma entidade .
  17.  # 60

    É pah façam lá todos as pazes
 
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