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  1.  # 1

    Olá a todos/as

    Eu e a minha mãe temos o nosso imóvel há venda, na próxima semana irá ser assinado o CVCP. Com a venda deste imóvel ela irá comprar um imóvel para ela fora de Lisboa (estamos só a aguardar para assinarmos o contra do imóvel atual para ela assinar o do novo).
    Eu entretanto também encontrei um imóvel para mim, o meu marido e os nossos dois filhos mas entretanto foi me dito que tinham de marcar uma reunião com a câmara por se tratar de um imovel em AUGI. E basicamente é por isso que estou aqui. Tenho pesquisado por este assunto e quanto mais leio mais confusa fico, com mais receio do que me possa meter e preciso que alguém mais experiente ou entendido no assunto para me dar umas luzes.

    O imóvel é uma moradia com saneamento, água e luz que já foi construído há umas boas décadas. Antigamente era um café com a parte traseira com habitação mas foi tudo transformado em habitação. Tem um espaço aberto nas traseiras murado e com rede. A casa está completamente impecável pois o proprietário era da construção civil e ao longo dos anos sempre fez manutenção e remodelação do imóvel.

    Isto tem feito a minha cabeça em papas. O imóvel está dentro do nosso orçamento sem termos de ficar a 1 hora e 40 de Lisboa (onde os meus filhos estudam e eu não faço tenção nenhuma de os tirar de lá). O que é que eu devo fazer? Que informações e detalhes são importantes e indispensáveis de eu saber? A câmara irá dar uma resposta mais rápida por ser uma imobiliária a contá-los ou provavelmente não irão responder antes de eu ter de sair do imóvel que estamos a vender? Iremos ter coimas? O valor das coimas poderá ser visto como investimento ou não compensa? Por que valores andarão essas coimas?
    Peço desculpa tantas perguntas mas são apenas só algumas das que andam aqui às voltas na minha cabeça desde quarta feira.

    Desde já agradeço imenso a quem responder.
    •  
      marco1
    • 15 outubro 2022 editado

     # 2

    comece por marcar uma reunião na camara, pelo menos fica marcada.
    1. o imovel é uma moradia correto?
    2. quais os documentos que lhe foram fornecidos sobre o imovel?
    3. não deve ter licença de utilização quase de certeza, isso se tiver que recorrer ao credito bancário pode ser complicado
    4. sabe alguma coisa dessa AUGI? se está em processo de legalização, se já foi legalizado e tem alvará de loteamento?
    5. todas essas alterações que o proprietário fez poderão incorrer em algo que não está legal nem com possibilidade de legalizar

    penso, parece, que está demasiado a leste de toda uma série de questões e poderá estar a dar um passo em falso. Tente assessorar
    -se com alguem entendido (um gabinete de projetos da zona, ou algum técnico camarário da área do urbanismo que eventualmente tenha acesso) e não só por aqui no forum pois é preciso conjugar/cruzar uma série de informações para aferir a situação concreta, e já para não falar do estado do imovel em si que pode aparentemente apresentar-se como tudo bem, mas ter uma série de problemas patologias não visiveis a "olho nu".
    Concordam com este comentário: ADROatelier
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Bárbara O.
  2.  # 3

    Deve ir à Câmara da zona saber a situação dessa AUGI.

    Aí poderá perguntar quem é o representante dos proprietários dessa AUGI. Esse representante poderá, talvez, ser a pessoa que a poderá esclarecer melhor a situação da AUGI. Ou então perguntar a alguém que resida nessa AUGI.

    No mundo ideal essa AUGI deverá estar a caminho do destaque dos lotes, ou seja da legalização. Informe-se dos custos desta operação na Câmara e se essa legalização está em curso ou não.

    Basicamente, quando compra um terreno de uma AUGI, não é verdadeiramente dona do terreno mas sim co-proprietária do grande terreno onde a AUGI se encontra. Por isso se diz que nas AUGI os lotes não estão destacados, como deveria ser. Por exemplo a Câmara de Sesimbra parecia ter um projeto para legalizar as AUGI na Lagoa de Albufeira, não sei se tudo correu bem.

    Conheço casos de legalizações de AUGI que correram bem, mas os co-propritáros tiveram que pagar as taxas e custas à Câmara, o que foi ainda um dinheirinho.

    Sendo uma casa e não um terreno, no seu caso, penso que haverá mais garantias para si.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Bárbara O.
  3.  # 4

    Sempre, sempre informar-se junto da autarquia, que é a entidade mais importante na situação das AUGI's - mesmo que leve tempo. Não se precipite.
    O que é importante apurar, num primeiro passo:
    - Existe licença de utilização?
    - Existe loteamento aprovado?
    - Existiu algum projecto de arquitectura para o local/ antecedentes?
    - Se não estiver aprovado, em que fase está?
    - Existem compensações a pagar? Se sim, em que valor?
    - Veja se ainda existe a comissão do bairro e tente informar-se sobre o lote.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Bárbara O.
  4.  # 5

    Colocado por: marco1comece por marcar uma reunião na camara, pelo menos fica marcada.
    1. o imovel é uma moradia correto?
    2. quais os documentos que lhe foram fornecidos sobre o imovel?
    3. não deve ter licença de utilização quase de certeza, isso se tiver que recorrer ao credito bancário pode ser complicado
    4. sabe alguma coisa dessa AUGI? se está em processo de legalização, se já foi legalizado e tem alvará de loteamento?
    5. todas essas alterações que o proprietário fez poderão incorrer em algo que não está legal nem com possibilidade de legalizar

    penso, parece, que está demasiado a leste de toda uma série de questões e poderá estar a dar um passo em falso. Tente assessorar
    -se com alguem entendido (um gabinete de projetos da zona, ou algum técnico camarário da área do urbanismo que eventualmente tenha acesso) e não só por aqui no forum pois é preciso conjugar/cruzar uma série de informações para aferir a situação concreta, e já para não falar do estado do imovel em si que pode aparentemente apresentar-se como tudo bem, mas ter uma série de problemas patologias não visiveis a "olho nu".
    Concordam com este comentário:ADROatelier


    Antes de mais muito obrigada pela sua resposta!
    Quanto às questões que me fez
    1. Sim é uma moradia em banda
    2. Nenhum, mas segunda feira irei pedir e inclusive perguntar pela licença de habilitação, caderneta predial e certidão de registo predial
    3. A compra irá ser feita com capitais adquiridos da venda do imóvel onde habitamos atualmente. Por essa razão não necessitamos de recorrer a empréstimos. O valor total da venda será para dividir entre mim e a minha mãe.
    4. Não sei nada sobre. Inclusive pelo que me pareceu os proprietários e a agência que eles têm a auxiliar a venda também não. Eles marcaram ou irão marcar reunião com a câmara para obter autorização para venda (foi o que me foi transmitido)
    5. Quanto a isso deduzo que na resposta da câmara também irá constar essas informações.

    Irei fazer como a pessoa que comentou a seguir a si e tentar saber no que poderei me estar a meter junto com a câmara. Penso ser a alternativa mais fiável pois como para eles tanto lhes faz que seja vendido ou não irei ter respostas sem qualquer interesse por trás.
  5.  # 6

    Peça um documento emitido pela comissão do bairro, a indicar os eventuais montantes em dívida (ou a sua inexistência).
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Bárbara O.
  6.  # 7

    Peça o regulamento do loteamento augi.
  7.  # 8

    Colocado por: ParamonteDeve ir à Câmara da zona saber a situação dessa AUGI.

    Aí poderá perguntar quem é o representante dos proprietários dessa AUGI. Esse representante poderá, talvez, ser a pessoa que a poderá esclarecer melhor a situação da AUGI. Ou então perguntar a alguém que resida nessa AUGI.

    No mundo ideal essa AUGI deverá estar a caminho do destaque dos lotes, ou seja da legalização. Informe-se dos custos desta operação na Câmara e se essa legalização está em curso ou não.

    Basicamente, quando compra um terreno de uma AUGI, não é verdadeiramente dona do terreno mas sim co-proprietária do grande terreno onde a AUGI se encontra. Por isso se diz que nas AUGI os lotes não estão destacados, como deveria ser. Por exemplo a Câmara de Sesimbra parecia ter um projeto para legalizar as AUGI na Lagoa de Albufeira, não sei se tudo correu bem.

    Conheço casos de legalizações de AUGI que correram bem, mas os co-propritáros tiveram que pagar as taxas e custas à Câmara, o que foi ainda um dinheirinho.

    Sendo uma casa e não um terreno, no seu caso, penso que haverá mais garantias para si.


    Muito obrigada por também me ter dado um resposta. O seu comentário ajudou me principalmente a perceber o que realmente significa uma AUGI.
    Não sei se é necessário marcação ou não mas para a semana irei me deslocar até há câmara do município e informar me. Se o feedback que obtiver não for agradável não me resta hipótese sem ser seguir em frente e procurar outro imóvel pois onde estamos está para breve a finalização do processo de venda.
    É triste por a casa é espetacular e todos nós gostámos imenso mas enfim, às vezes é mesmo assim. Seguir em frente e não olhar o que ficou para trás.
  8.  # 9

    Colocado por: ADROatelierSempre, sempre informar-sejunto da autarquia, que é a entidade mais importante na situação das AUGI's - mesmo que leve tempo. Não se precipite.
    O que é importante apurar, num primeiro passo:
    - Existe licença de utilização?
    - Existe loteamento aprovado?
    - Existiu algum projecto de arquitectura para o local/ antecedentes?
    - Se não estiver aprovado, em que fase está?
    - Existem compensações a pagar? Se sim, em que valor?


    Obrigada pela sua resposta!
    Já deu para perceber que preciso de muito mais informações em relação ao imóvel do que aquelas que me foram dadas. As agências ppr vezes só querem vender e não levam em consideração a situação que podem colocar as famílias que irão para certos imóveis.
    Tal como já referi anteriormente irei procurar pessoalmente por toda a informação AUGI referente ao imóvel. De momento é só o que me resta fazer. Se não tivesse gostado tanto casa honestamente depois de todos os vossos comentários seguia em frente porque se avizinha aí uma trabalheira e uma dor de cabeça.
  9.  # 10

    Muito obrigada a todos os que têm respondido há minha publicação. Agradeço mesmo de todo o coração.

    Como já disse em comentários anteriores irei saber junto com a câmara em que ponto de situação se encontra o imóvel. Apesar de ninguém ser obrigado a responder irei manter vos informados da situação e voltar a recorrer há vossa ajuda se for possível. Esta publicação também poderá servir de auxílio a alguém algum dia.
 
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