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  1. Colocado por: diouf_matosQuer pagar para ir ao privado e ser atendido por um interno?


    E quantos são e as pessoas nem sabem? Nos atendimentos permanentes/urgências dos grandes grupos e muitas das consultas de MGF são feitas por internos ou médicos sem especialidade. E um clinico geral não é igual a um MGF... apesar de a grande generalidade da população não saber a diferença e achar que é tudo a mesma coisa. Mas isso são outros quinhentos.

    Quem tiver curiosidade pode ir aqui e verificar se o médico é clinico geral / interno / especialista.
    Concordam com este comentário: Sandra_cc
  2. Colocado por: diouf_matosSecalhar até é um dos motivos pelo qual as pessoas vão ao privado, não lidar com inexperiência.


    E no entanto tudo o que é transplantes é feito nos hospitais públicos. Acto cirúrgico de elevado grau técnico de uma das especialidades mais prestigiadas e cobiçadas do sector médico.
    Concordam com este comentário: HAL_9000
  3. Colocado por: diouf_matos

    Quer pagar para ir ao privado e ser atendido por um interno?

    Secalhar até é um dos motivos pelo qual as pessoas vão ao privado, não lidar com inexperiência.



    Que fique já clarificado que também no privado não faltam internos.

    Eu própria faço muitas cirurgias em que recorro a internos de especialidade como ajudantes. 50% das minhas cirurgias são com internos como ajudantes

    Mas há internos em consultas da privada e em urgências.

    Eu própria na minha estreia na privada ainda estava no terceiro ano do internato de especialidade e dei consultas de especialidade em privada desde então.
  4. Colocado por: Nostradamus

    E no entanto tudo o que é transplantes é feito nos hospitais públicos. Acto cirúrgico de elevado grau técnico de uma das especialidades mais prestigiadas e cobiçadas do sector médico.


    Os transplantes são feitos por uma panóplia de especialidades. E não por uma (que é "das mais prestigiadas e cobiçadas").

    Exemplos.

    Se vai transplantar um coração é a cardio-toracica.

    Se vai transplantar um fígado é a cirurgia geral.

    Se for um excerto de osso. É a ortopedia.

    Até a urologia faz transplantes!

    E por aí fora...
  5. Colocado por: HAL_9000como me apercebi que o desemprego afetava sobretudo esses estive a ler melhor e aparentemente também afeta muitos GP que já não são nem resident nem junior.

    De qualquer maneira são médicos e não deixa de ser uma situação de desemprego médico.

    quantos é que tem por cá a ganhar bastante bem como tarefeiros? Não me parece que o desemprego seja um problema para já.
    Não sei se já é possível(se ainda nao é, sra inevitável), mas como os hospitais privados têm vindo a recrutar mão de obra no SNS sobretudo na ultima década, também terão de contribuir para o esforço de formar especialistas, se quiserem continuar a ter mão de obra sem abdicar da sua margem de lucro.



    Vários grupos privados já contribuem na especialidade. Lusíadas, CUF e Trofa saúde.
    Concordam com este comentário: ivreis
    Estas pessoas agradeceram este comentário: HAL_9000
  6. Colocado por: diouf_matosSecalhar até é um dos motivos pelo qual as pessoas vão ao privado, não lidar com inexperiência.

    Infelizmente isso n é verdade, no inverno de 24 os meus miúdos foram atendidos na pediatria do privado por médicos que se notava cabal falta de experiência (que até os pais têm),e em 2 das vezes com diagnósticos/errada e ou insuficiente.

    Felizmente têm uma pediatra de outro grupo privado com experiência. E uma das vezes acabei mesmo por ir à Estefânia (pela primeira vez na vida), onde o atendimento foi excelente, mas as condições são más, e nem vou falar do que se encontra.
  7. Colocado por: ivreis

    E quantos são e as pessoas nem sabem? Nos atendimentos permanentes/urgências dos grandes grupos e muitas das consultas de MGF são feitas por internos ou médicos sem especialidade. E um clinico geral não é igual a um MGF... apesar de a grande generalidade da população não saber a diferença e achar que é tudo a mesma coisa. Mas isso são outros quinhentos.

    Quem tiver curiosidade pode iraquie verificar se o médico é clinico geral / interno / especialista.
    Concordam com este comentário:Sandra_cc


    A mais gira até acontece no SNS em que muitos doentes pensam ter sido operados por um especialista e um interno, mas na verdade foram dois internos...

    As prendas e elogios depois vão para o especialista.

    Mas é tao frequente que as pessoas nem têm noção e juram a pés juntos que foi o especialista que os operou.

    Mas deixe lá! Em sentido oposto, na minha consulta da privada, ainda ouço muitas vezes: 'mas quem me vai operar? A doutora também opera?!'. Não sei se é por ser mulher, por parecer jovem, ou as duas. Mas às vezes irrita.
  8. Colocado por: N Miguel OliveiraOlá. Mas porque é que os trabalhadores do SNS, médicos, enfermeiros, gente de bata, não trabalham só 8h/dia, em regime de exclusividade, sem part-times no privado, com um salário ao nível do privado?

    Porque é que há tarefeiros?

    Se há falta de funcionários, formem-se mais.
    Se não há falta, porque é que há tantas horas extra?
    Concordam com este comentário:HAL_9000



    Porque o estado não consegue pagar nem perto do privado.

    Só 8h por dia?! Tipo finanças das 9h às 17h?! 😂 Haha! Assim quase até me sentia tentada!!!lol

    Há tarefeiros porque mesmo com 40h semanais + urgência extra 24h, há muitas urgências que não ficam cobertas (cada vez mais).


    Estão a formar-se sempre mais. Em 25 anos as vagas triplicaram. Mas o resultado é ainda menos cobertura de serviços do SNS. Tudo indica que: mais colegas formados = menos colegas no SNS.
  9. Colocado por: Sandra_ccE não por uma (que é "das mais prestigiadas e cobiçadas").


    Peço desculpa se ofendi a senhora dra pelo uso do singular para generalizar em vez do plural.

    No entanto não invalida aquilo que eu disse.


    Colocado por: Sandra_ccSe vai transplantar um fígado é a cirurgia geral.


    Ia jurar que era feito pela especialidade de gastro.
  10. Colocado por: Nostradamus

    Peço desculpa se ofendi a senhora dra pelo uso do singular para generalizar em vez do plural.

    No entanto não invalida aquilo que eu disse.




    Ia jurar que era feito pela especialidade de gastro.


    Não jure! Que sai-lhe mal!

    Gastro nem sequer é uma especialidade cirúrgica.

    A gastroenterologia é uma especialidade clínica e de diagnóstico. Faz exames como colonoscopias e endoscopias. Cirurgias não faz.

    Não ponha um gastroenterologista a transplantar um fígado, por favor, nem mesmo a um piriquito!

    Aliás, por favor, pela sua saúde, de todos e até dos piriquitos, não deixe um gastroenterologista operar nada nem ninguém!

    Invalida, porque quase todas as especialidades cirúrgicas fazem transplantes, mas nem por isso são todas 'as mais cobiçadas'.
  11. Colocado por: Sandra_ccA seguir vão ao Google e metem estudos e notícias que favorecem as suas ideias, sem que percebam o essencial sobre a profissão
    Não é preciso ficar tao chateada por os estudos e notícias contradizerem a sua opinião. A realidade é o que é. Não fui eu que escrevi aquelas notícias.

    Pois se o pais não consegue pagar mais, ha duas soluções, gere-se melhor, e o dinheiro do SNS é melhor distribuido (e aqui eu acho que há médicos que não querem que seja feita uma gestão diferente da atual), ou então tem de aumentar a oferta de mão de obra de modo a mitigar as nossas carências.
  12. Já agora.

    Em muitos casos é bem mais difícil seguir clinicamente um doente transplantado, que transplantar o doente.

    O colega de MGF deve ter alguns que lhe devem dar dores de cabeça por causa dos imunossupressores...
    Concordam com este comentário: ivreis
  13. Colocado por: HAL_9000Não é preciso ficar tao chateada por os estudos e notícias contradizerem a suaopinião. A realidade é o que é. Não fui eu que escrevi aquelas notícias.

    Pois se o pais não consegue pagar mais, ha duas soluções, gere-se melhor, e o dinheiro do SNS é melhor distribuido (e aqui eu acho que há médicos que não querem que seja feita uma gestão diferente da atual), ou então tem de aumentar a oferta de mão de obra de modo a mitigar as nossas carências.



    Está tudo a ser feito como você deseja. Descanse.


    Não estou chateada porque estou fora do SNS.
  14. Colocado por: ivreisJuntamente com uma colega com quem já trabalho há quase 10 anos, montei (convenci um pequeno grupo de recem especialistas) uma super equipa na minha USF (onde lá trabalho há 18 anos) e hoje somos um USF-B com nivel de IDE de 86 (de 0 a 100). Todos os médicos assumem mais doentes na lista do que o previsto na lei. Com isto garanto a todos os profissionais da equipa o máximo dos suplementos das USF-B previsto na lei. Para além de garantir médico de familia a quase 100% da população residente na área da USF.
    Como o ivreis não fez questão de manter o anonimato, penso que quem acompanha o tópico tem bem noção que é um excelente exemplo de um profissional que acrescenta um enorme valor ao SNS. Sinto-me compelido a agradecer-lhe apesar de infelizmente a minha área de residência não ser na USF onde trabalha.
  15. Colocado por: Sandra_cc


    Está tudo a ser feito como você deseja. Descanse.
    Só não estou descansado porque o SNS infelizmente está cada vez pior, e eu acho que é das coisas boas que Portugal ainda tem.
  16. Colocado por: HAL_9000Só não estou descansado porque o SNS infelizmente está cada vez pior, e eu acho que é das coisas boas que Portugal ainda tem.


    E não acha estranho estar a degradar-se à medida que acontece precisamente aquilo que propõe, na medida de haver mais médicos?
  17. Colocado por: ivreisTive a sina de me juntar a alguém que também prefere o SNS ao privado e infelizmente nunca serei rico. Colegas dela compram apartamentos em Lx todos os anos (através da empresa claro!). Andamos nós aqui a falar de ganhar 4-5-6-7k/mês quando alguns na privada fazem isso por dia. E nem é preciso muito. Na ObGin o céu é o limite. Na privada 30 ecografias num dia e mais 2 ou 3 partos (cesarianas eletivas) e rapidamente se meteram 5k ao bolso (num dia!). E é possível fazer isto dia sim, dia sim...
    E ainda dizem que não há falta de médicos. Por mais que o SNS aumente os salários base jamais vai conseguir competir com isto. Penso que não seja suposto o SNS pagar o suficiente para alguém comprar um apartamento todos os anos em Lisboa ( Se bem que o Alpalhão conseguiria comprar um a cada 10 sábados). Se não, hoje o objetivo é comprar um apartamento todos os anos. Amanhã é comprar dois apartamentos por ano. Depois de amanhã será comprar 3 and so on.
    A solução tem de passar por aumentar o número de especialistas.

    Devido à falta de dermatologistas no público, no ano passado fui a um dermatologista no privado. Paguei 120 euros, estive lá dentro cerca de 6 mim, e desde o primeiro momento senti que a dermatologista me estava a mandar embora. Isto pode ser tudo, mas não é medicina.
  18. Colocado por: Sandra_ccprecisamente aquilo que propõe, na medida de haver mais médicos?
    Não se está a degradar por haver mais médicos. Aliás o facto de haver mais médicos é que tem minorado a velocidade com que se degrada.

    O SNS está-se a degradr porque os Hospitais privados, enquanto negócio, começaram a florescer a partir do momento em que se reuniram as condições políticas e conómicas para tal. Quanto a isto transcrevo as palavras do ivreis"Sou demasiado orientado por normas e "guidelines" clinicas e medicina baseada na evidência para continuar na medicina mercantilista em que o que importa é o quanto o médico prescreve de exames para serem feitos no hospital e o máximo de consultas por hora." Isto é negócio, não é saúde.
  19. Colocado por: ivreisMas nesta área até o SNS se chega à frente mas mesmo assim não chega para competir com a privada. Por exemplo em Portalegre o valor hora padrão para a ObGin são 100€/h. 24h são 2400€. E mesmo assim é um pincel completar as escalas.
    A tal amiga que falava dos 7K limpos no SNS...é precisamente dessa especialidade. Se calhar não é assim tão complicado atingir esses valores, nem serão necessárias assim tantas horas.
  20. Eu não me chateia nada que a saúde _também_ seja negócio, desde que o acompanhamento da pessoa seja como paciente (pessoa que precisa de ajuda e cuidados) e não como um mero cliente.
    Concordam com este comentário: Sandra_cc
 
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