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  1.  # 941

    Colocado por: TzRiUm médico ganhar 2k limpos mês por 40h de trabalho é vergonhoso.

    Vergonhoso sem duvida. Eu sou da área da saúde e confesso que estava longe de imaginar esse cenário. Mais ainda se considerarmos a idade dos 40 e pouco. Mesmo sabendo que, provavelmente, todos os médicos tenham (e ainda bem) forma de aumentar o valor mensal, é baixo demais para ser verdade! Um médico (tanto hospitalar como em centros de saúde) carrega uma responsabilidade constante que é desconhecida (ou ignorada) pelo grosso da população. Se uma pessoa fizer uma paragem cardíaca dentro de uma instituição de saúde, é para o médico que estiver à mão que todos vão olhar à espera de orientação. E se não orientar bem, é ao médico que serão feitas as perguntas incómodas. Agora tentem imaginar-se com esse peso por 2 mil eur por mês. E a formação pode ajudar, mas o que verdadeiramente ensina (e dá tranquilidade) é a prática. E a possibilidade de treinar reanimação, graça a Deus, não é frequente.
    Concordam com este comentário: eu
    • ivreis
    • 9 setembro 2025 editado

     # 942



    Reflitam na evolução dos vencimentos dos médicos internos. Valor bruto do vencimento de um interno de formação geral (Ano Comum) e da formação especifica (especialidade). O escalão 2 é atribuido a partir do 3º ano do internato. A tabela de cima é de 2007 (quando iniciei funções como interno do Ano Comum) e a de baixo é a de 2025.
    Em 2007 conseguia pagar a renda e sobrava... em 2025 a coisa complica né? Façam a evolução da relação salário minimo nacional:salário do médico interno e perceberão porque muitos emigram ou preferem nem ingressar na especialidade...
    Concordam com este comentário: eu, Sandra_cc
    • eu
    • 9 setembro 2025 editado

     # 943

    Colocado por: HAL_9000Portanto, aumentar impostos.

    Taxas moderadoras não são impostos.

    E têm outra vantagem: retiram das urgências aqueles que andam sempre a recorrer aos hospitais por qualquer coisinha.

    Para mim, foi um erro colossal acabarem com a maior parte das taxas moderadoras.

    Os doentes têm que começar a comparticipar mais nas despesas. Ser tudo (praticamente) gratuito para os doentes provoca muitos desperdícios e abusos.
    Concordam com este comentário: Sandra_cc, Jorge_Gonçalves, diouf_matos, Caravelle
  2.  # 944

    Colocado por: ivreisReflitam na evolução dos vencimentos dos médicos internos. Valor bruto do vencimento de um interno de formação geral (Ano Comum) e da formação especifica (especialidade). O escalão 2 é atribuido a partir do 3º ano do internato. A tabela de cima é de 2007 (quando iniciei funções como interno do Ano Comum) e a de baixo é a de 2025.
    Em 2007 conseguia pagar a renda e sobrava... em 2025 a coisa complica né? Façam a evolução da relação salário mínimo nacional: salário do médico interno e perceberão porque muitos emigram ou preferem nem ingressar na especialidade...
    Essa evolução é realmente vergonhosa.

    A questão que coloco ao ivreis é: essa situação é diferente para qualquer outra carreira? Quantos é que em 2007 ganhavam acima do salário mínimo e agora ganham o SMN? A Classe média porventura em Portugal não está a ser destruída aos poucos? Não estão os jovens qualificados todos a emigrar (onde se incluem naturalmente os médicos?
    A única maneira de aumentar de forma significativa o ordenado dos médicos é: ou gerir melhor, muito melhor, o orçamento do SNS, ou então toda a gente ganhar mais, para poder descontar mais em impostos. Não há milagres



    Colocado por: euTaxas moderadoras não são impostos.
    Apenas não o são tecnicamente. Na prática é um valor cobrado coersivamente e portanto é um imposto com outro nome.
    Eu tal como o "eu" também acho que muita gente recoria ás urgências sem necessidade, mas diria que neste momento essa triagem está a ser feita pela linha SNS 24, não?

    Repare que o acesso ao SNS não é assim tão simples, para as pessoas acorrerem ao serviço por tudo e por nada. Eu praticamente não uso o SNS porque não consigo uma consulta em tempo útil, para ter médico de família, tenho de o ter a 300km do meu local de residência. Acha mesmo que a solução é dificultar ainda mais o acesso ao SNS?

    O que tem de haver sim é uma educação para a saúde, para que as pessoas consigam distinguir uma situação leve de uma situação que requer uma consulta.

    Sem saber onde era aplicado o dinheiro cobrado nas taxas moderadoras, não consigo ter a certeza se acabar com elas foi um erro colossal, até porque depois havia imensas isenções, e na verdade quem acabava por as pagar eram os mesmos de sempre, e que em situações de rotina já pouco recorrem ao SNS.


    Colocado por: euOs doentes têm que começar a comparticipar mais nas despesas. Ser tudo (praticamente) gratuito para os doentes provoca muitos desperdícios e abusos.
    Na verdade não é gratuito, os doentes só não pagam na hora que recorrem ao serviço, mas pagam-no indiretamente através dos inumeros impostos (ex. foram criados uns impostos, com os quais até concordo, Ssobreo açúcar, tabaco, álcool, alimentos processados, etc que se não revertem para o SNS, deveriam reverter).
    Isso não implica que os doentes não necessitem de ter uma maior consciência do preço das coisas par que recorram aos serviços com mais parcimónia.



    Colocado por: Casa da HortaVergonhoso sem duvida. Eu sou da área da saúde e confesso que estava longe de imaginar esse cenário. Mais ainda se considerarmos a idade dos 40 e pouco. Mesmo sabendo que, provavelmente, todos os médicos tenham (e ainda bem) forma de aumentar o valor mensal, é baixo demais para ser verdade!
    O valor choca de facto, mas todo o país está assim casa. Toda a gente dos 40 para baixo, em empregos ditos normais, recebe uma miséria.
    Era interessante o governo fazer uma conta simples: Valor anual gasto em honorários com pessoal médico / nº profissionais que o em teoria o SNS precisa para assegura um bom funcionamento (incluindo neste cálculo dados de produtividade). Provavelmente concluiam que seria possivel duplicar o ordenado a todos os médicos e ainda sobrar algum. Como disse a minha amiga tem um ordenado base de 3.5K ou coisa que o valha, mas depois leva para casa 7K limpos (em média) e ainda tem tempo para dar consultas em 4 locais diferentes. Se isto lhe "sai do corpo"? Pois acredito que sim. Mas se lhe duplicarem o ordenado, nada nos diz que ela não queira levar os 14K mais privado em vez de deixar de fazer o privado, ou que deixe de fazer SIGIC, disponibilidade, etc, e na prática iamos estar a pagar mais por menos serviço.
    A melhor solução será mesmo indexar os rendimentos a indices de produtividade. Indíces que sejam perfeitamente mesuráveis e que não possam ser facilmente adulterados (vide Dr. Alpalhão).
  3.  # 945

    Colocado por: HAL_9000A questão que coloco ao ivreis é: essa situação é diferente para qualquer outra carreira?


    Não tenho dados das outras carreiras senão fazia-lhe as contas.
    Mas usando a Pordata dá para fazer uma comparação porreira:
    Em 2007 o salário médio anual ajustado a tempo inteiro foi de 15689€
    Em 2023 o salário médio anual ajustado a tempo inteiro foi de 22933€ (+46%)

    Comparando o vencimento do Interno do Ano Comum em 2007 (1490€) e o de 2025 (1863€) temos um aumento de 25%. Contudo esse aumento foi mais expressivo apenas nos ultimos 2 anos porque em 2023 o vencimento era de apenas 1653€ o que dá um aumento de apenas 11%.

    Portanto, em comparação com o salário médio, os médicos viram o seu ordenado de entrada no mundo do trabalho a crescer muito menos. Altamente motivador, não acha?

    Fontes
    https://www.pordata.pt/pt/estatisticas/salarios-e-pensoes/salarios/salario-medio-anual-ajustado-tempo-inteiro
    https://www.simedicos.pt/pt/servico-juridico/tabelas-salariais/
  4.  # 946

    Colocado por: HAL_9000Como disse a minha amiga tem um ordenado base de 3.5K ou coisa que o valha, mas depois leva para casa 7K limpos (em média) e ainda tem tempo para dar consultas em 4 locais diferentes.


    É portanto assistente (3.351,42€) ou seja já tem uma especialidade.
    Para levar 7K limpos do SNS é porque faz urgências e eventualmente SIGIC mas tem de fazer pelo menos 2 ou 3 urgências extra por mês. Estamos a falar entre 48-72h/extra por mês para além das horas extra que já faz habitualmente durante a semana (numa urgência semanal de 24h por norma 6-12h são extra). É muita hora extra...
    Eventualmente também aderiu à dedicação plena que lhe dá +25% desses 3.5K.

    Colocado por: HAL_9000Se isto lhe "sai do corpo"? Pois acredito que sim.


    Gabo-lhe a capacidade de ainda andar em mais 4 sitios privados! Ou não tem filhos ou qualquer dia quebra e fecha a porta do SNS.
  5.  # 947

    Colocado por: euTaxas moderadoras não são impostos.

    E têm outra vantagem: retiram das urgências aqueles que andam sempre a recorrer aos hospitais por qualquer coisinha.

    Errado.
    Quem está lá sempre, é quem não paga nada.
  6.  # 948

    Colocado por: ivreisComparando o vencimento do Interno do Ano Comum em 2007 (1490€) e o de 2025 (1863€) temos um aumento de 25%. Contudo esse aumento foi mais expressivo apenas nos ultimos 2 anos porque em 2023 o vencimento era de apenas 1653€ o que dá um aumento de apenas 11%.
    Se vamos comprar com o vencimento em início se carreira, então para ser justo o ivreis deveria comparar com o rendimento médio dos jovens em início de carreira( mas eu até arrisco a dizer "jovens" até aos 35 anos) e é capaz de ter uma surpresa. No caso dos farmacêuticos, que eu conheço bem, não devo falhar muito se disser que o ordenado de entrada na carreira até reduziu face a 2007.

    Óbvio que esses valores são altamente desmotivadores. Até lhe digo mais um médico hoje em dia no ano comum, ao comparar os seus rendimentos com os colegas que estão agora na casa dos 50-60, ainda fica mais desmotivado.



    Colocado por: ivreisEm 2023 o salário médio anual ajustado a tempo inteiro foi de 22933€ (+46%)
    sabe o que é verdadeiramente grave? Constatar que o rendimento médio geral da população portuguesa ( e não em início de carreira) é de pouco mais de 1600 euros.

    Existem dados de qual é o rendimento médio (ajustado a tempo inteiro) apenas da classe médica? Com este rendimento é que pode comprar a evolução do rendimento médio geral, não com a evolução do rendimento médio de um médico no ano comum
  7.  # 949

    Colocado por: ivreisGabo-lhe a capacidade de ainda andar em mais 4 sitios privados! Ou não tem filhos ou qualquer dia quebra
    sim já é especialista. Tem dois filhos, e apesar de o pai efetivamente ser mais presente, ela consegue gerir de modo a ter pelo menos um dos dias do fds para estarem todos juntos.

    Penso que ela tb recebe por estar de prevenção, além dos extras que o ivreis mencionou.

    Não duvido que quanto mais conseguir faturar no privado, menos SNS fará. Ainda está relativamente no início da carreira, daí que ainda se dedique bastante ao SNS.
    • TzRi
    • 9 setembro 2025

     # 950

    Colocado por: HAL_9000sim já é especialista. Tem dois filhos, e apesar de o pai efetivamente ser mais presente, ela consegue gerir de modo a ter pelo menos um dos dias do fds para estarem todos juntos.

    Penso que ela tb recebe por estar de prevenção, além dos extras que o ivreis mencionou.

    Não duvido que quanto mais conseguir faturar no privado, menos SNS fará. Ainda está relativamente no início da carreira, daí que ainda se dedique bastante ao SNS.



    Ela poderá estar também numa daquelas vagas carenciadas que abriram em tempos e em que recebiam + uma % do ordenado por ocuparem essa vaga. Esse valor não é, de todo, a realidade de todos os médicos. No privado, sim. No público, especialidades não cirúrgicas, nem perto...
  8.  # 951

    Colocado por: HAL_9000sabe o que é verdadeiramente grave? Constatar que o rendimento médio geral da população portuguesa (e não em início de carreira) é de pouco mais de 1600 euros.

    Estão todos a emigrar. Para repararem estamos com 70-80 mil emigrantes num pais em que em 2024, nasceram 84.642 crianças, e as que nasceram em Lisboa, metade é de mães estrangerias...

    Curiosamente nenhum dos meus amigos que emigrou é da área da saúde, por isso parece-me que as coisas não estão assim tão mal. Mas daqui a uns tempos venho para aqui mandar uns bitaites já que irei trabalhar nuns projetos para os SPMS nos próximos tempos 😉
    • eu
    • 9 setembro 2025

     # 952

    Colocado por: nielskyQuem está lá sempre, é quem não paga nada.


    Mas tem que começar a pagar, é essa a minha opinião.
    • ivreis
    • 9 setembro 2025 editado

     # 953

    Colocado por: HAL_9000Se vamos comprar com o vencimento em início se carreira, então para ser justo o ivreis deveria comparar com o rendimento médio dos jovens em início de carreira( mas eu até arrisco a dizer "jovens" até aos 35 anos) e é capaz de ter uma surpresa. No caso dos farmacêuticos, que eu conheço bem, não devo falhar muito se disser que o ordenado de entrada na carreira até reduziu face a 2007.

    Dê-me os dados que eu faço as contas. Eu quando escrevo ou digo algo apresento provas concretas.
    Ali na tabela tem os valores do internato de formação especifica até ao 6º ano (nas especialidades cirurgicas) e para esses houve um aumento de 33% (ainda longe dos 46%)... 7 anos após o fim da licenciatura acha que ainda são "jovens em inicio de carreira" ? Eu conheço engenheiros informáticos que 7 anos após a licenciatura já tinham vencimentos anuais brutos na casa dos 70-80k e tinham posições que eram tudo menos "jovens em inicio de carreira".


    Colocado por: HAL_9000sabe o que é verdadeiramente grave? Constatar que o rendimento médio geral da população portuguesa ( e não em início de carreira) é de pouco mais de 1600 euros.

    Concordo a 200% consigo. Ganha-se pouco em Portugal. Os números da emigração falam por si. O meu cunhado, atualmente nos seus 30 emigrou há 7 anos (curso de Direito). Para ele ganhar 4k é "uma miséria".


    Colocado por: TzRiEla poderá estar também numa daquelas vagas carenciadas que abriram em tempos e em que recebiam + uma % do ordenado por ocuparem essa vaga. Esse valor não é, de todo, a realidade de todos os médicos. No privado, sim. No público, especialidades não cirúrgicas, nem perto...

    Essas vagas carenciadas são sobretudo na MGF e não permitem ter ordenados de 7k limpos. Aliás na MGF sem horas extra em força dificilmente consegue ganhar 7k limpos. 4-5K sim é possível.
  9.  # 954

    Colocado por: ivreisê-me os dados que eu faço as contas. Eu quando escrevo ou digo algo apresento provas concretas.
    Não seja por isso. Numa pesquisa rápida não encontro dados relativos a 2007 para esta faixa etária em específico, mas pode consultar no link abaixo a evolução do rendimento liquido médio e mediano entre 2011 (ano em que os rendimentos de toda a gente, mas sobretudo dos mais jovens começaram a sofrer bastante com a austeridade) e 2024.

    - Rendimento líquido mediano real (jovens 25-34 anos ): 2011-791€ ; 2024-980€ - Aumento de 24%.
    - Rendimento líquido médio real (jovens 25-34 anos ): 2011-933€; 2024-1085€ - Aumento de 16%.

    https://www.edustat.pt/detalhes-infostat?ID=42

    Colocado por: ivreisConcordo a 200% consigo. Ganha-se pouco em Portugal. Os números da emigração falam por si.
    O meu ponto de vista sempre esteve aqui. Se se ganha tão mal em Portugal, sobretudo nas gerações mais jovens, ao mesmo tempo que as mesmas se debatem com a maior carga fiscal de que há memória, como é que acha que se consegue aumentar o orçamento do SNS?
    A situação ideal, é com o mesmo dinheiro, e uma gestão muito mais eficiente, pagar melhor a todos profissionais do SNS.
    Concordam com este comentário: ivreis
  10.  # 955

    Colocado por: ivreis7 anos após o fim da licenciatura acha que ainda são "jovens em inicio de carreira" ?
    O ivreis estava a falar do vencimento do Interno do Ano Comum, daí eu ter mencionado que a comparação mais correta seria o vencimento dos jovens em início de carreira. Mas precisamente por ter lá os valores até ao 6º ano é que estendi a faixa etária até aos 35 anos.
  11.  # 956

    Colocado por: HAL_9000A situação ideal, é com o mesmo dinheiro, e uma gestão muito mais eficiente, pagar melhor a todos profissionais do SNS


    Mais uma vez concordo a 200%
  12.  # 957

    O mesmo é válido para o número de médicos.

    Já há médicos a mais.

    Portanto o ideal, é com o mesmo número, e uma gestão melhor, pagar melhor aos que existem. Em lugar de estar a pagar o curso a mais e mais,com total incapacidade de nos reter.
  13.  # 958

    Colocado por: Sandra_ccPortanto o ideal, é com o mesmo número, e uma gestão melhor, pagar melhor aos que existem

    Pagar melhor aos que existem não vai fazer fixar médicos no SNS, vai apenas obrigar os privados a aumentar os vencimentos, o que for preciso, para continuarem a ser atrativos. Uma urgência dum público pode fechar por falta de médicos, no privado isso é impensável.

    É este boom da oferta privada que está por detrás da falta de médicos no serviço público. E por mais que as escolas formem, mais serão necessários porque a tendência é para aumentar a capacidade no privado.

    Talvez um dia se chegue a um equilíbrio, onde o número de pessoas a recorrer ao privado seja tão significativo que faça com que a oferta pública seja suficiente.
    Concordam com este comentário: HAL_9000, NTORION
  14.  # 959

    Colocado por: Casa da Horta
    Pagar melhor aos que existem não vai fazer fixar médicos no SNS, vai apenas obrigar os privados a aumentar os vencimentos, o que for preciso, para continuarem a ser atrativos. Uma urgência dum público pode fechar por falta de médicos, no privado isso é impensável.

    É este boom da oferta privada que está por detrás da falta de médicos no serviço público. E por mais que as escolas formem, mais serão necessários porque a tendência é para aumentar a capacidade no privado.

    Talvez um dia se chegue a um equilíbrio, onde o número de pessoas a recorrer ao privado seja tão significativo que faça com que a oferta pública seja suficiente.



    Os privados, na esmagadora maioria, não pagam vencimento, mas sim honorários por acto médico.

    Os privados sempre existiram sob várias formas. A diferença actual é que, dada a incapacidade crescente do SNS, os privados começaram a investir em vários domínios que não faziam antes.

    Mas isso só foi possível e viável porque o SNS já não respondia.
  15.  # 960

    Algo que está correr muito bem em Portugal e é pouco falado: a vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório.
    Ontem aconteceu um Webinar sobre o tema, onde o nosso país foi mencionado como tendo tido os melhores resultados na prevenção de internamentos por esta causa. É uma vacina muito eficaz e que não mais deixará de ser administrada aos nossos recém-nascidos.

    Há mesmo coisas muito boas no SNS ;-)
    Estas pessoas agradeceram este comentário: HAL_9000
 
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