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  1. Colocado por: TyrandeAcho piada o pessoal vir criticar a malta da ADSE.
    Essa malta paga 3,5% do ordenado mensal para ter esse seguro, se quiser tê-lo.
    A única questão com a ADSE é que deveria ser extensível a qualquer trabalhador. Não sendo, configura de facto uma injustiça para quem recebe por exemplo o SMN, uma vez que por 30 euros não consegue um seguro se saúde com as mesmas coberturas. Muito menos um que seja também extensível aos filhos.

    Óbvio que quem tem um salário de mais de 2k, a ADSE representa um custo considerável.
  2. Colocado por: carlosj39Comentários ofensivos não são permitidos pelas regras do fórum.

    Concordo, mas infelizmente tem-se visto bastante neste tópico e não, não era para si o meu comentário/desabafo, embora não concorde com a sua opinião relativamente ao regime.
  3. Colocado por: TyrandeAcho piada o pessoal vir criticar a malta da ADSE.
    Essa malta paga 3,5% do ordenado mensal para ter esse seguro, se quiser tê-lo.

    Quanto é que os caríssimos pagam para ter seguro de saúde?


    Acho muito bem que paguem o que quiserem.

    Eu não aceito é pacientes da ADSE.
  4. Quando trabalhava pagava 0 de seguro. Quando me reformei pediram-me mais de 10% do valor da reforma.
    Agora só pago 1% de um plano de saúde e tenho consultas de especialidade por 17€ na hora.
    Depois pago 80€ por uma urgência ( 10 ou 15 minutos de espera) 200€ por uma TAC e não sei quanto pagarei por uma operação ou internamento pois ainda não usei.
    Claro que o saque fiscal de mais de 30% se mantem para ajudar os utentes dos PALOP's p.ex.
    • eu
    • 13 novembro 2025 editado
    Colocado por: Sandra_ccEu não aceito é pacientes da ADSE.


    Há pessoas que pensam que a ADSE é uma maravilha; mal sabem elas que em algumas cidades (eu diria até mesmo Distritos) não há um único médico com acordo ADSE (em várias especialidades).

    O valor que a ADSE quer pagar pelos serviços é quase um insulto.
    • AMG1
    • 13 novembro 2025
    Eu que não percebo nada de gestão da saúde, estou em querer que a maioria dos gestores hospitalares e dos ministros da saúde que ja tivemos, são tudo pessoas com conhecimento e experiência, mas nenhum conseguiu evitar que tenhamos de estar a debater este tema nestes termos.
    Óbviamente que o dr. Carlos Cortes será uma pessoa muito capaz e com opiniões muito meritórias sobre como melhorar o SNS. Contudo, tal como o dr. Cortes, deve haver no país mais umas 200 pessoas com igual experiência e conhecimento, só que a questão não é a opinião delas ser isenta ou não, provavelmente nenhuma é. O que interessa é encontrar alguém, ou melhor, uma equipa que consiga fazer a sintese de todo esse conhecimento e experiencia e a aplique em benefício do SNS, ou se não for no SNS, que o seja em benefício de um qualquer sistema que garanta acesso universal e cujos custos sejam comportaveis.
    Eu não faço nenhuma questão de ser atendido por um medico ou enfermeiro que sejam funcionarios públicos, mas também sei que no dia em que o acesso a cuidados de saude estiver sob controlo exclusivo dos privados, o conceito de "acesso universal" até pode continuar na lei, mas desaparece na prática.
    Só um míope não percebe que temos um sistema completamente disfuncional, que consome recursos que não temos e que mesmo assim da uma resposta insuficiente. Digo sistema, porque não estou a excluir os privados. Eles também têm de ter alguma responsabilidade sobre os seus ombros, a possibilidade de operarem neste sector tem de ter alguma contrapartida para a sociedade. No fim do dia ter um hospital não é o mesmo que ter outro negocio qualquer. Não é por acaso que as corporações dos médicos e dos banqueiros são das mais antigas, desde sempre os próprios perceberam que a regulação, neste caso a auto regulação era benéfica para as respectivas actividades.
    Concordam com este comentário: eu
  5. Colocado por: Sandra_cc

    Acho muito bem que paguem o que quiserem.

    Eu não aceito é pacientes da ADSE.


    Se isto não vai contra o juramento que fez, não sei o que vai.

    Até dá nojo ver (ler) um médico a dizer que não aceita um paciente só pelo sistema de saúde que tem.

    Há gente da ADSE a descontar umas boas coroas pra ter esse sub-sistema de saúde. Bem mais do que alguns outros seguros privados que andam ai.
    Mas por ser da ADSE, já não atende.

    É pah, sem palavras.
    É que nem a pagar as pessoas vão lá.

    Têm de ser do clube que o médico gosta.
  6. Colocado por: HAL_9000Óbvio que quem tem um salário de mais de 2k, a ADSE representa um custo considerável.

    Ainda tenho, simplesmente por mera segurança e por causa dos miúdos, nestes anos todos sempre me deu prejuízo.
    E sei perfeitamente que é uma asneira, PQ já foi 1%, 1,5%, 2,5% e agora 3,5%, na próxima crise ou daqui a uns anos passa a 5%, e sendo nessa altura idoso e já tendo contribuído toda a vida, mesmo a 5% pode não compensar desistir nessa altura.

    Tb acho q poderia ser universal, não tarda muito será, só não se chamará ADSE, mas provavelmente será arranjada uma forma de financiar este SNS com uma contribuição especial para a saúde por parte de toda a gente (leia-se classe média para cima).
  7. Colocado por: TyrandeHá gente da ADSE a descontar umas boas coroas pra ter esse sub-sistema de saúde. Bem mais do que alguns outros seguros privados que andam ai.
    Mas por ser da ADSE, já não atende.

    Mas a falha é da ADSE que estabelece a comparticipação fixa a esses prestadores, por norma baixa, aceitam os que querem volume.
    Podemos ir a QQ um sem acordo e mandar a despesa para a ADSE, n é necessário o acordo direto. Claro, suportamos a diferença.
  8. Colocado por: Tyrande

    Se isto não vai contra o juramento que fez, não sei o que vai.

    Até dá nojo ver (ler) um médico a dizer que não aceita um paciente só pelo sistema de saúde que tem.

    Há gente da ADSE a descontar umas boas coroas pra ter esse sub-sistema de saúde. Bem mais do que alguns outros seguros privados que andam ai.
    Mas por ser da ADSE, já não atende.

    É pah, sem palavras.
    É que nem a pagar as pessoas vão lá.

    Têm de ser do clube que o médico gosta.


    Não vai em nada contra a ética profissional. Não sou obrigada a aceitar atender ADSE. Estou mesmo muito longe de ser a única.
  9. não é obrigada a ter acordo direto com a ADSE mas não pode recusar a atender um cliente só por ter ADSE, cobra o que tem a cobrar depois o cliente remete a fatura para a ADSE.
  10. Colocado por: marco1não é obrigada a ter acordo direto com a ADSE mas não pode recusar a atender um cliente só por ter ADSE, cobra o que tem a cobrar depois o cliente remete a fatura para a ADSE.


    Pode suceder, sim, mas não é comum. Muito raro. Os beneficiários da ADSE acabam por simplificar e ir directamente a colegas que aceitam 'à cabeça'.
  11. Colocado por: AMG1só que a questão não é a opinião delas ser isenta ou não, provavelmente nenhuma é.
    Por acaso eu acho essencial saber o quão isenta é ou não uma opinião. No caso do Carlos Cortes, representa uma organização cujos interesses não são exatamente os mesmos que os dos utentes beneficiários do SNS.

    Se bem se recorda, a Ordem dos Médicos também se opôs à prescrição por princípio ativo. Alias a OM recorreu a uma providência cautelar para impedir a aplicação da portaria que obriga a essa forma de prescrição, defendendo que a prescrição por princípio ativo punha em causa a segurança do doente.

    Ora volvidos mais de 10 anos toda a gente ja oercebeu que a única coisa que foi posta em causa foi o patrocinio que alguns médicos recebiam por parte das farmacêuticas. Não consta que a prescrição por princípio ativo tenha colocado em causa a qualidade do tratamento.

    Por isso mesmo é que quando o Carlos Cortes diz que "É impossível melhorar o SNS cortando nas despesas”, não se pode interpretar essa opinião sem ter em conta o papel que desempenha na OM.

    O Carlos Cortes poderia por exemplo emitir uma opinião acerca da conduta do seu colega Miguel Alpalhão no Hospital de Santa Maria. Aí sim, seria importante saber a opinião do bastonário da ordem dos médicos. Mas curiosamente sobre esse caso ele nada disse.
  12. Colocado por: HAL_9000Por acaso eu acho essencial saber o quão isenta é ou não uma opinião. No caso do Carlos Cortes, representa uma organização cujos interesses não são exatamente os mesmos que os dos utentes beneficiários do SNS.

    Se bem se recorda, a Ordem dos Médicos também se opôs à prescrição por princípio ativo. Alias a OM recorreu a uma providência cautelar para impedir a aplicação da portaria que obriga a essa forma de prescrição, defendendo que a prescrição por princípio ativo punha em causa a segurança do doente.

    Ora volvidos mais de 10 anos toda a gente ja oercebeu que a única coisa que foi posta em causa foi o patrocinio que alguns médicos recebiam por parte das farmacêuticas. Não consta que a prescrição por princípio ativo tenha colocado em causa a qualidade do tratamento.

    Por isso mesmo é que quando o Carlos Cortes diz que "É impossível melhorar o SNS cortando nas despesas”, não se pode interpretar essa opinião sem ter em conta o papel que desempenha na OM.

    O Carlos Cortes poderia por exemplo emitir uma opinião acerca da conduta do seu colega Miguel Alpalhão no Hospital de Santa Maria. Aí sim, seria importante saber a opinião do bastonário da ordem dos médicos. Mas curiosamente sobre esse caso ele nada disse.



    Mais uma deturpação.

    A Ordem dos Médicos (OM) não é totalmente contra os medicamentos genéricos, mas opõe-se à substituição automática de medicamentos de marca por genéricos quando o médico não concorda ou quando o paciente já está adaptado a um medicamento específico. A OM argumenta que existem pequenas variações na biodisponibilidade e nos excipientes entre marcas diferentes, o que pode afetar alguns pacientes. No entanto, a OM também propõe que o preço de fármacos com a mesma substância ativa seja igual.

    A OM opõe-se à substituição de medicamentos de marca por genéricos sem o consentimento do médico, especialmente em situações onde a troca pode afetar pacientes com tratamentos estáveis ou sensíveis
  13. Colocado por: HAL_9000Por acaso eu acho essencial saber o quão isenta é ou não uma opinião. No caso do Carlos Cortes, representa uma organização cujos interesses não são exatamente os mesmos que os dos utentes beneficiários do SNS.

    Se bem se recorda, a Ordem dos Médicos também se opôs à prescrição por princípio ativo. Alias a OM recorreu a uma providência cautelar para impedir a aplicação da portaria que obriga a essa forma de prescrição, defendendo que a prescrição por princípio ativo punha em causa a segurança do doente.

    Ora volvidos mais de 10 anos toda a gente ja oercebeu que a única coisa que foi posta em causa foi o patrocinio que alguns médicos recebiam por parte das farmacêuticas. Não consta que a prescrição por princípio ativo tenha colocado em causa a qualidade do tratamento.

    Por isso mesmo é que quando o Carlos Cortes diz que "É impossível melhorar o SNS cortando nas despesas”, não se pode interpretar essa opinião sem ter em conta o papel que desempenha na OM.

    O Carlos Cortes poderia por exemplo emitir uma opinião acerca da conduta do seu colega Miguel Alpalhão no Hospital de Santa Maria. Aí sim, seria importante saber a opinião do bastonário da ordem dos médicos. Mas curiosamente sobre esse caso ele nada disse.


    Colocado por: HAL_9000Por acaso eu acho essencial saber o quão isenta é ou não uma opinião. No caso do Carlos Cortes, representa uma organização cujos interesses não são exatamente os mesmos que os dos utentes beneficiários do SNS.

    Se bem se recorda, a Ordem dos Médicos também se opôs à prescrição por princípio ativo. Alias a OM recorreu a uma providência cautelar para impedir a aplicação da portaria que obriga a essa forma de prescrição, defendendo que a prescrição por princípio ativo punha em causa a segurança do doente.

    Ora volvidos mais de 10 anos toda a gente ja oercebeu que a única coisa que foi posta em causa foi o patrocinio que alguns médicos recebiam por parte das farmacêuticas. Não consta que a prescrição por princípio ativo tenha colocado em causa a qualidade do tratamento.

    Por isso mesmo é que quando o Carlos Cortes diz que "É impossível melhorar o SNS cortando nas despesas”, não se pode interpretar essa opinião sem ter em conta o papel que desempenha na OM.

    O Carlos Cortes poderia por exemplo emitir uma opinião acerca da conduta do seu colega Miguel Alpalhão no Hospital de Santa Maria. Aí sim, seria importante saber a opinião do bastonário da ordem dos médicos. Mas curiosamente sobre esse caso ele nada disse.



    Outra deturpação.
      Screenshot_2025-11-13-22-13-21-866_com.android.chrome-edit.jpg
  14. Colocado por: NTORION
    Mas a falha é da ADSE que estabelece a comparticipação fixa a esses prestadores, por norma baixa, aceitam os que querem volume.
    Podemos ir a QQ um sem acordo e mandar a despesa para a ADSE, n é necessário o acordo direto. Claro, suportamos a diferença.


    Certo.

    Se me pagarem sem ser pelos valores do acordo da ADSE e depois o beneficiário remeter a sua despesa ao subsistema...por mim, ok.

    Mas é raro.

    Os benefíciarios da ADSE preferem ir directamente aos colegas que aceitam o acordo do subsistema. Normalmente colegas menos experientes e/ou com procura menor, que precisam de volume de doentes.
  15. Colocado por: Sandra_ccMais uma deturpação.

    A Ordem dos Médicos (OM) não é totalmente contra os medicamentos genéricos, mas opõe-se à substituição automática de medicamentos de marca por genéricos quando o médico não concorda ou quando o paciente já está adaptado a um medicamento específico. A OM argumenta que existem pequenas variações na biodisponibilidade e nos excipientes entre marcas diferentes, o que pode afetar alguns pacientes. No entanto, a OM também propõe que o preço de fármacos com a mesma substância ativa seja igual.

    A OM opõe-se à substituição de medicamentos de marca por genéricos sem o consentimento do médico, especialmente em situações onde a troca pode afetar pacientes com tratamentos estáveis ou sensíveis
    Onde é que está a deturpação?

    Até me admira a ordem não ser contra trocarem a marca do papel higiénico que compram para as casas de banho dos hospitais "sem o consentimento do médico".

    Colocado por: Sandra_ccOutra deturpação.
    "o relatório da IGAS não foi enviado à ordem" :) Jornalistas e comentadeiros tiveram acesso ao relatório, mas a OM não teve.

    Será que O Ministério da Saúde enviou para a Ordem dos médicos os dados de execução orçamental do SNS para que o Carlos Cortes tenha emitido a opinião mencionada atrás?
  16. Colocado por: Sandra_cc
    A Ordem dos Médicos (OM) não é totalmente contra os medicamentos genéricos, mas opõe-se à substituição automática de medicamentos de marca por genéricos quando o médico não concorda ou quando o paciente já está adaptado a um medicamento específico. A OM argumenta que existem pequenas variações na biodisponibilidade e nos excipientes entre marcas diferentes, o que pode afetar alguns pacientes. No entanto, a OM também propõe que o preço de fármacos com a mesma substância ativa seja igual.

    A OM opõe-se à substituição de medicamentos de marca por genéricos sem o consentimento do médico, especialmente em situações onde a troca pode afetar pacientes com tratamentos estáveis ou sensíveis
    Além do mais, a citação que aqui coloca (e que não referencia) não se refere especificamente à obrigatoriedade da prescrição por princípio activo, que foi aquilo que eu mencionei. Quanto a isso:

    - "A Ordem dos Médicos rejeita a prescrição por Denominação Comum Internacional por estar em causa «a defesa da qualidade da medicina e dos doentes» e propõe uma uniformização dos preços de todos os medicamentos com o mesmo princípio activo." in
    https://sol.sapo.pt/2011/02/07/ordem-dos-medicos-propoe-preco-igual-para-marcas-com-a-mesma-substancia-activa/
 
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