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  1. Colocado por: diouf_matosQuer pagar para ir ao privado e ser atendido por um interno?
    Internos não digo, mas quantos "maçaricos" é que apanha no privado?

    Já lá vai o tempo em que pagava para ir ao privado ser consultado pelo Sr. Fulano de tal. Agora se quer o Sr. Fulano e tal, só tem vaga daqui a uns meses (depende se a consulta é paga por inteiro por si, se é por seguro e que seguro ou se é ADSE). A alternativa é escolher um maçarico qualquer.

    De qualquer maneira, se os hospitais privados absorvem uma parte significativa dos especialistas, é inevitável que participem na formação dos mesmos.
  2. Colocado por: Sandra_ccHá tarefeiros porque mesmo com 40h semanais + urgência extra 24h, há muitas urgências que não ficam cobertas (cada vez mais).
    Faltam médicos portanto?
  3. Colocado por: HAL_9000Faltam médicos portanto?


    Nesses hospitais sim.
  4. Colocado por: Sandra_ccNesses hospitais sim.
    Se faltam nesses hospitais, e simultaneamente não estão no desemprego......é porque faltam no mercado e trabalho
  5. Colocado por: HAL_9000Se faltam nesses hospitais, e simultaneamente não estão no desemprego......é porque faltam no mercado e trabalho


    Se você o diz.
    • Carvai
    • 11 setembro 2025 editado
    Colocado por: Sandra_cc

    Se vai transplantar um fígado é a cirurgia geral.


    Isto é um franchising do Barroso o mais bem pago do SNS sem sair de casa...
  6. Colocado por: ClioIIEu não me chateia nada que a saúde _também_ seja negócio, desde que o acompanhamento da pessoa seja como paciente (pessoa que precisa de ajuda e cuidados) e não como um mero cliente.
    Concordam com este comentário:Sandra_cc


    Como faz essa distinção?
  7. Colocado por: Sandra_cc

    Como faz essa distinção?


    Infelizmente só à posteriori é possível avaliar (e com reservas).
  8. Colocado por: ClioII

    Infelizmente só à posteriori é possível avaliar (e com reservas).


    Mas que critérios usa?
  9. Colocado por: HAL_9000E ainda dizem que não há falta de médicos. Por mais que o SNS aumente os salários base jamais vai conseguir competir com isto. Penso que não seja suposto o SNS pagar o suficiente para alguém comprar um apartamento todos os anos em Lisboa ( Se bem que o Alpalhão conseguiria comprar um a cada 10 sábados). Se não, hoje o objetivo é comprar um apartamento todos os anos. Amanhã é comprar dois apartamentos por ano. Depois de amanhã será comprar 3 and so on.
    A solução tem de passar por aumentar o número de especialistas.

    Devido à falta de dermatologistas no público, no ano passado fui a um dermatologista no privado. Paguei 120 euros, estive lá dentro cerca de 6 mim, e desde o primeiro momento senti que a dermatologista me estava a mandar embora. Isto pode ser tudo, mas não é medicina.


    Esteve 6min porque a avaliação era fácil, não deixando espaço para dúvidas ou exploração de critérios. Não carecia de mais tempo pois não havia dúvidas sobre diagnóstico ou tratamento. É simples.

    Já dei muitas consultas de um minuto e menos que isso, em que o doente nem precisou de se sentar.

    Não foram consultas mal feitas, nem incompletas.

    Eram questões sem margens para dúvida em que me bastava ver o exame de imagem, ou ler o relatório de patologia para propor terapêutica.


    Sendo honesta, há alguns doentes que até dispensaria da consulta porque já sei ao que vão e vejo os exames no sistema antes de eles chegarem.

    Muitas vezes não se trata de serem coisas simples ou não, mas sim situações inequívocas de diagnóstico, terapêutica e prognóstico.
  10. Colocado por: Sandra_cc

    Mas que critérios usa?


    Isso é casuístico, e depende muito do mal que aflige. Em boa parte depende de segundas opiniões de outros profissionais e/ou comparações com casos semelhantes. Sim, isto tanto é verdade para o médico como para o mecânico. Evidentemente que com a saúde somos mais exigentes, já que pode não haver segunda oportunidade e, normalmente, um paciente é uma pessoa que está em maior ou menor medida fragilizada.
  11. Colocado por: ClioII

    Isso é casuístico, e depende muito do mal que aflige. Em boa parte depende de segundas opiniões de outros profissionais e/ou comparações com casos semelhantes. Sim, isto tanto é verdade para o médico como para o mecânico. Evidentemente que com a saúde somos mais exigentes, já que pode não haver segunda oportunidade e, normalmente, um paciente é uma pessoa que está em maior ou menor medida fragilizada.


    Parece muito vago e arbitrário, mas aceito.
  12. Colocado por: Sandra_cc

    Parece muito vago e arbitrário, mas aceito.


    E de facto é, Sandra. Como lhe digo, é casuístico, não há dois casos exatamente iguais.


    Um exemplo que entronca num comentário acima:

    Aqui há uns anos levamos a nossa filha mais nova a um dermatologista, pois escamava a pele da mão. Escolhemos o dermatologista mais reputado na cidade.

    Levou muito pouco tempo a fazer o diagnóstico e aviar uma receita, o que seria de supor que "a avaliação era fácil, não deixando espaço para dúvidas ou exploração de critérios. Não carecia de mais tempo pois não havia dúvidas sobre diagnóstico ou tratamento."

    Ficamos foi de pé atrás com a expressão de dúvida na cara do homem enquanto aviava a receita, confirmada com a do farmacêutico: é que o medicamento prescrito é recomendado só para adultos, e em último caso, pois era potencialmente carcinogénico.

    A solução, claro foi consultar outro especialista. Concluiu-se que afinal não era uma questão de ser fácil ou difícil ou de ter dúvidas ou não no diagnóstico: tinha dúvidas, mas preferiu despachar a criança em minutos com um medicamento desadequado.

    Isto, para mim, é um caso evidente de desrespeito pelo doente, para mais sendo uma criança. E só concluí isto depois de gastar 75€ (há uns anos) na consulta, mais o medicamento na farmácia, mais a consulta noutro especialista (de ter rondado o mesmo valor), que tudo somado para o comum cidadão português não são trocos (é ver o ordenado mediano do tuga).

    Para mim este é o caso em que o paciente não é visto e respeitado como uma pessoa fragilizada, mas como um misto de cliente e gado, i.e., vaca leiteira para ordenhar.


    FELIZMENTE, e merece ser sublinhado, o exemplo acima é o pior caso que comigo aconteceu e está longe de ser a prática habitual: já fui muitas vezes atendido em médicos particulares dos quais fiquei com excelente impressão. E não tenho dúvidas que a esmagadora maioria dos profissionais são pessoas competentes e com ética de trabalho (que espero que não se desvaneça com as reuniões meramente de produtividade em substituição das de pendor clínico como aconteceu com o ivreis).
  13. Colocado por: ClioII

    E de facto é, Sandra. Como lhe digo, é casuístico, não há dois casos exatamente iguais.


    Um exemplo que entronca num comentário acima:

    Aqui há uns anos levamos a nossa filha mais nova a um dermatologista, pois escamava a pele da mão. Escolhemos o dermatologista mais reputado na cidade.

    Levou muito pouco tempo a fazer o diagnóstico e aviar uma receita, o que seria de supor que "a avaliação era fácil, não deixando espaço para dúvidas ou exploração de critérios. Não carecia de mais tempo pois não havia dúvidas sobre diagnóstico ou tratamento."

    Ficamos foi de pé atrás com a expressão de dúvida na cara do homem enquanto aviava a receita, confirmada com a do farmacêutico: é que o medicamento prescrito é recomendado só para adultos, e em último caso, pois era potencialmente carcinogénico.

    A solução, claro foi consultar outro especialista. Concluiu-se que afinal não era uma questão de ser fácil ou difícil ou de ter dúvidas ou não no diagnóstico: tinha dúvidas, mas preferiu despachar a criança em minutos com um medicamento desadequado.

    Isto, para mim, é um caso evidente de desrespeito pelo doente, para mais sendo uma criança. E só concluí isto depois de gastar 75€ (há uns anos) na consulta, mais o medicamento na farmácia, mais a consulta noutro especialista (de ter rondado o mesmo valor), que tudo somado para o comum cidadão português não são trocos (é ver o ordenado mediano do tuga).

    Para mim este é o caso em que o paciente não é visto e respeitado como uma pessoa fragilizada, mas como um misto de cliente e gado, i.e., vaca leiteira para ordenhar.


    FELIZMENTE, e merece ser sublinhado, o exemplo acima é o pior caso que comigo aconteceu e está longe de ser a prática habitual: já fui muitas vezes atendido em médicos particulares dos quais fiquei com excelente impressão. E não tenho dúvidas que a esmagadora maioria dos profissionais são pessoas competentes e com ética de trabalho (que espero que não se desvaneça com as reuniões meramente de produtividade em substituição das de pendor clínico como aconteceu com o ivreis).


    Qual era afinal o diagnóstico e qual foi a terapêutica adoptada?

    E qual a terapêutica prescrita pelo 'mais reputado da cidade'?

    Muitas vezes, caminhos diferentes mas resultados idênticos.
  14. Colocado por: Sandra_cc

    Qual era afinal o diagnóstico e qual foi a terapêutica adoptada?

    E qual a terapêutica prescrita pelo 'mais reputado da cidade'?

    Muitas vezes, caminhos diferentes mas resultados idênticos.



    Já não me consigo lembrar e, como compreende, não estou em posição de discutir tecnicidades que escapam à minha ciência.

    Mas se o "caminho diferente" implica um medicamento que só deve ser prescrito para adultos em último caso já que é potencialmente cancerígeno, não preciso de ciência para perceber que apanhei um mau profissional.
  15. Colocado por: ClioII


    Já não me consigo lembrar e, como compreende, não estou em posição de discutir tecnicidades que escapam à minha ciência.

    Mas se o "caminho diferente" implica um medicamento que só deve ser prescrito para adultos em último caso já que é potencialmente cancerígeno, não preciso de ciência para perceber que apanhei um mau profissional.


    Quem lhe disse que o medicamento era só para adultos e carcinogenico? O farmacêutico?
  16. Colocado por: Sandra_cc

    Quem lhe disse que o medicamento era só para adultos e carcinogenico? O farmacêutico?


    A documentação que acompanha o medicamento, emitida pelo fabricante do mesmo segundo a lei vigente e após homologação das autoridades competentes. Se fosse pela mera vontade do fabricante, duvido que tal indicação constasse.
  17. Colocado por: Sandra_ccPorque o estado não consegue pagar nem perto do privado.

    Só 8h por dia?! Tipo finanças das 9h às 17h?! 😂 Haha! Assim quase até me sentia tentada!!!lol

    Há tarefeiros porque mesmo com 40h semanais + urgência extra 24h, há muitas urgências que não ficam cobertas (cada vez mais).


    Estão a formar-se sempre mais. Em 25 anos as vagas triplicaram. Mas o resultado é ainda menos cobertura de serviços do SNS. Tudo indica que: mais colegas formados = menos colegas no SNS.


    Então não há dinheiro para pagar melhor salários, mas depois já há para os tarafeiros ou serviços extra pagos a peso de ouro?

    Sim, 40h semanais.
    Como qualquer outro profissional vá.

    Mesmo as empresas que trabalham 24h, com 3 turnos de 8h. Onde se supõe que faz 8h e não 12 ou 14h. Como é que é possível que alguém ligado à saúde e que necessita de concentração e frescura, anda a espetar facas nas pessoas estando cansado, solonento, sem paciência.

    É como digo, se precisam de trabalhar 12 ou 14h por dia, 60-70h por semana porque há demasiado trabalho, pois bem, formem-se mais. Formem-se os que forem preciso. Abram-se mais vagas, dê mais oportunidade aos imigrantes, etc etc...

    O que os médicos não querem é verem os seus rendimentos baixarem, e com legitimidade. Mas isso não pode acontecer à custa do mau funcionamento que prestam nestes esquemas em que saltam do público para o privado, do privado para o público, em função da hora do dia.
  18. Colocado por: N Miguel Oliveira

    Então não há dinheiro para pagar melhor salários, mas depois já há para os tarafeiros ou serviços extra pagos a peso de ouro?

    Sim, 40h semanais.
    Como qualquer outro profissional vá.

    Mesmo as empresas que trabalham 24h, com 3 turnos de 8h. Onde se supõe que faz 8h e não 12 ou 14h. Como é que é possível que alguém ligado à saúde e que necessita de concentração e frescura, anda a espetar facas nas pessoas estando cansado, solonento, sem paciência.

    É como digo, se precisam de trabalhar 12 ou 14h por dia, 60-70h por semana porque há demasiado trabalho, pois bem, formem-se mais. Formem-se os que forem preciso. Abram-se mais vagas, dê mais oportunidade aos imigrantes, etc etc...

    O que os médicos não querem é verem os seus rendimentos baixarem, e com legitimidade. Mas isso não pode acontecer à custa do mau funcionamento que prestam nestes esquemas em que saltam do público para o privado, do privado para o público, em função da hora do dia.


    De facto parece que há dinheiro, mas parece que é mais fácil gastar nos tarefeiros.

    Formem-se mais?! Calma homem! Já se formam mais do triplo que há 20 anos! Este ano aumentaram outras vez as vagas em +6%.

    Ok. Se não se pode saltar do privado para o público, o melhor é fazer como eu e cada vez mais colegas...só privado!
  19. Colocado por: Sandra_ccDe facto parece que há dinheiro, mas parece que é mais fácil gastar nos tarefeiros.

    Formem-se mais?! Calma homem! Já se formam mais do triplo que há 20 anos! Este ano aumentaram outras vez as vagas em +6%.

    Ok. Se não se pode saltar do privado para o público, o melhor é fazer como eu e cada vez mais colegas...só privado!


    Mas se há dinheiro, o SNS poderia competir com o privado. Isto porque o privado também precisa de clientes. E nesta altura, muitos desses clientes vão ao privado, não pela decoração do hotel/hospital, mas pela radidez e organização. É isso que parece faltar ao SNS, e não dinheiro. Porque dinheiro, ele aparece para pagar a tarefeiros, etc...

    E sim, se há falta... se tenho que pagar 2 ou 3h por dia em horas extra a um profissional... em vez de contratar mais... algo está errado. E aquilo que me parece errado, é esta perninha no privado. Se têm que escolher entre um e outro, e este seja o privado, tudo muito bem. Além da relutância em preencher o mercado com o numero de profissionais que fazem falta.
 
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