Colocado por: VarejoteNessa altura eram baratas e poucos conseguiam comprar.
Boa — fiz uma pesquisa aprofundada e aqui vai o resumo honesto e accionável.
Conclusão curta (resumida)
Não existe, nas fontes públicas que consultei, uma estatística oficial consolidada que dê a percentagem das transacções residenciais (por número ou por valor) em Portugal que são efectuadas por fundos de investimento.
Com base em dados públicos disponíveis e em algumas aproximações razoáveis, a participação dos fundos nas transacções residenciais por valor parece ser muito reduzida — tipicamente abaixo de 2% do mercado residencial total num ano recente; por número de transacções será ainda menor (muito provavelmente << 5%). Isto é uma estimativa provisória — não um valor oficial.
O que procurei (fontes principais)
Número total de habitações transaccionadas (INE / fontes agregadas): ~156.325 vendas em 2024.
globalpropertyguide.com
Volume total de transacções imobiliárias (valor em mercado residencial e global do imobiliário): relatórios de mercado que apontam para ~€28 mil milhões (valor total de transacções 2023, fonte: Diário Imobiliário / compilados).
Diário Imobiliário
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Volume de investimento institucional (mercado de «investment» que inclui fundos, private equity, etc.): ~€1,7–2,0 mil milhões em 2023 (valor de transacções de investimento). Relatórios de consultoras (Cushman, JLL, Savills) descrevem a composição do mercado de investimento — mas esses valores referem-se sobretudo a investimento em activos de rendimento (muito do qual é comercial — escritórios, retalho, hotéis), não ao mercado retalhista/residencial de transacções entre particulares.
Cushman & Wakefield
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pdf.euro.savills.co.uk
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Porque não existe um número claro
As consultoras e o Banco de Portugal / INE reportam volumes de investimento (transacções de investidores institucionais) e total de transacções residenciais, mas raramente partilham uma quebra ‘investidores institucionais × residencial’ de forma agregada e pública.
Muitas bases detalhadas que permitem cruzar isto (por exemplo Confidencial Imobiliário) são paywalled e usadas por profissionais do mercado; relatórios públicos das consultoras focalizam sobretudo o mercado de investimento (tipicamente comercial) e não quantificam claramente a quota dos fundos no mercado residencial retalhista.
confidencialimobiliario.com
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Estimativa rápida (metodologia e números)
Se quiser uma estimativa feita com dados públicos e hipóteses explicitadas, aqui está uma aproximação conservadora:
Volume total de transacções residenciais (ex.: 2023) ≈ €28 bn.
Diário Imobiliário
Volume total de transacções de investimento institucional (todos os activos) em 2023 ≈ €1.7 bn — a maior parte é comercial.
Cushman & Wakefield
Hipótese plausível: a fracção desse investimento institucional que foi residencial (mercado de investimento residencial, não transacções retalhistas entre particulares) é pequena — por exemplo €0,2–0,5 bn (isto é um intervalo de hipótese, não um dado directo).
Se assumirmos €0,2–0,5 bn residencial por fundos, então a quota por valor seria:
0,2 / 28 = 0,7%
0,5 / 28 = 1,8%
Portanto, por valor dos negócios residenciais, uma estimativa conservadora coloca os fundos na ordem de 0.5%–2% do total num ano típico recente. Por número de transacções (casas vendidas), como os fundos compram mais frequentemente blocos/portfólios e não muitas unidades isoladas, a percentagem seria muito inferior (provavelmente bem abaixo de 1–3% do número de negócios).
Nota: estas são estimativas baseadas nas fontes públicas que citei e em hipóteses razoáveis sobre a divisão residencial/comercial do investimento institucional. Não são cifras oficiais.
Fontes consultadas (exemplos)
INE / compilações sobre transacções/residências vendidas.
globalpropertyguide.com
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Relatórios de consultoras (Cushman & Wakefield, Savills, JLL) sobre volumes de investimento 2023/2024.
Cushman & Wakefield
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pdf.euro.savills.co.uk
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Confidencial Imobiliário (referido como fonte de dados transaccionais, mas é paywalled).
confidencialimobiliario.com
Artigos de mercado / compilados por portais (Diário Imobiliário, GlobalPropertyGuide).
Diário Imobiliário
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Colocado por: dmanteigasAinda sobre este assunto da financeirizacao da habitacao em Portugal... perguntei ao ChatGPT se conseguir estimar a participacao dos fundos no mercado residencial em Portugal. A resposta fica abaixo:
Colocado por: AMG1Onde é que neste "apanhado" ficam situações como o projecto recentemente aprovado para a zona da matinha em Lisboa, onde serão construidos cerca de 700 apartamentos, em que o promotor é um fundo de investimento?
Ou aquele empreendimento construído junto ao rio, em Marvila, que enquanto esteve a venda fez subir os preços médios daquela freguesia para valores astronómicos e que entretanto comecaram a baixar, porque a maioria dessas casas ja foram vendidas?
Colocado por: dmanteigasNao existe nenhuma 'financeirizacao' da habitacao que tenha feito subir o preco do T3 em Castelo Branco.
Colocado por: dmanteigasE vamos aqui esquecer o que acontece la fora e focar-nos naquilo que acontece em Portugal.
Colocado por: jg231agora os impostos na suíça são mais altos que aqui, o que se aprende, ui o seguro de saúde obrigatorio, meu deus

Colocado por: dmanteigasMuitos tinham capacidade mas nao tinham confianca no futuro
Colocado por: euNas últimas intervenções, parece que se esqueceram da principal questão no que respeita aos preços: a oferta versus procura.
Do lado da oferta, veja-se isto:
Do lado da procura, por um lado temos os imigrantes a querer casas para arrendar, por outro lado temos o estado a ajudar os jovens a comprar casa.
Menos oferta e mais procura só podia dar nisto.
A solução? É óbvia: é preciso construir mais casas.
Colocado por: N Miguel OliveiraNão houvesse facilidade em arranjar créditos, metade não comprava nada. Nem em Castelo Branco, nem noutro lado. Ou comprava mais barato.
Colocado por: N Miguel OliveiraA questão só é internacional ou não, em função da escala que se usa.
Se virmos a coisa numa perspectiva global, e considerar UE como um país. Tudo tem subido.
Colocado por: N Miguel OliveiraSobre a imigração, há muito país em que as casas subiram muito. Sem que tenham vivido esse fenómeno de aumento da população de modo considerável em tão curto espaço de tempo.
Colocado por: N Miguel Oliveiratambém nos podemos dedicar a analisar os preços nas X freguesias do concelho de Estarreja. Mas sem ver o que se passa em Lisboa, em Madrid, em Londres, em Washington... é sempre uma análise manca.
Colocado por: euMenos oferta e mais procura só podia dar nisto.
A solução? É óbvia: é preciso construir mais casas.
Colocado por: AMG1Estas comparações sem explicitação dos critérios acabam sempre por deixar muito a desejar, dão-nos uma ideia, mas...
Colocado por: marco1a caminho do terceiro mundo, e bolas aquele sotaque já recorrente em muita coisa....
Colocado por: CarvaiEpá isto da inflação imobiliária é tão grave que vender uma casa pelo mesmo preço 3 anos depois já é considerado crime.
https://www.cmjornal.pt/politica/detalhe/cunhado-vende-imovel-a-leitao-amaro-pelo-mesmo-preco-que-o-comprou
Colocado por: CarvaiEpá isto da inflação imobiliária é tão grave que vender uma casa pelo mesmo preço 3 anos depois já é considerado crime.
https://www.cmjornal.pt/politica/detalhe/cunhado-vende-imovel-a-leitao-amaro-pelo-mesmo-preco-que-o-comprou