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  1.  # 281

    Colocado por: barreiraMas vão manter os preços de quando o IVA era(é) a 23%.


    Sera? O impacto pode nao ser generalizado, mas ha muito local onde esta a ser dificil vender apartamentos que estao em planta e sao para entregar em 2027/28 porque a maior parte dos compradores quer casa agora (principalmente para aproveitar as medidas para jovens). Nao acho improvavel que muitos estejam a espera do IVA para poder fazer um 'desconto' e tornar mais 'competitiva' esta solucao. Alem de que isto nao e uma medida para baixar os precos agora mas num horizonte temporal de 3 a 5 anos.
    Eu acho que vai ter algum sucesso, porque com o estancar da imigracao dos ultimos tempos e o 'normalizar' das medidas para jovens, a procura quase de certeza que vai sofrer uma estagnacao em 2026 vs 2025.
  2.  # 282

    Colocado por: barreira
    Mas vão manter os preços de quando o IVA era(é) a 23%.


    Num primeiro momento, sim.

    Mas a visão da margem extra vai tornar o negócio mais apelativo, e é natural que apareçam mais construtores e mais concorrência.
    A médio prazo é normal que apareçam mais construtores, mais ofertas de casa e preços ligeiramente mais baixos.
  3.  # 283

    Colocado por: dmanteigasDe certeza. Tambem notei isso aqui na zona, (...) tenho conhecimento de 2


    "Le doute n'est pas une condition agréable,
    mais la certitude est absurde."
    - Voltaire

    Eu gabo a sua convicção, seja no que fôr :)
    As generalizações são tramadas, sobretudo com se baseia em dois casos. Ainda assim, acredito que tenha razão. Uns quantos estarão em standby a ver no que isto dos 6% resulta na prática.
  4.  # 284

    Colocado por: N Miguel OliveiraEu gabo a sua convicção, seja no que fôr :)


    Calma. Isto e argumentacao basica.
    Basta existir 1 projeto adiado para isto ser verdade:

    Estará relacionado com o IVA a 6% e os contrutores estejam a adiar obras/vendas de apartamentos?


    Nao se trata de nenhuma 'generalizacao' mas logica argumentativa porque ha construtores a adiar obras e vendas.

    Alias, originalmente o primeiro utilizador a notar a reducao dos anuncios foi o rod mal a medida foi anunciada, quando disse que desapareceram X anuncios do idealista na zona de Lisboa naquele mesmo dia. Eu verifiquei o mesmo aqui na zona, com uma quebra superior a 20% no numero de anuncios vs aquilo que estava uns dias antes quando tinha verificado nas plataformas habituais. Isto nao se trata de conviccao mas uma evidencia empirica suportada por dados. O governo faz um anuncio, no mesmo dia centenas de anuncios desaparecem das plataformas. Nao ha como as duas coisas nao estarem correlacionadas.

    Se ha coisa que eu nao tenho e conviccoes. Eu tenho opinioes, as conviccoes sao apenas com base em dados factuais e objetivos. E mesmo ai cuidado, porque trabalhando em estatistica, sabemos que a incerteza entra sempre em jogo.
    Eu sou da opiniao que o IVA a 6% pode baixar/estabilizar os precos das casas. Nao e nenhuma 'conviccao'. Nao venha daqui a uns anos se os precos nao baixarem/estagnarem/normalizarem tambem dizer que eu estava convicto do que quer que seja...
  5.  # 285

    Colocado por: dmanteigasmas logica argumentativa porque ha construtores a adiar obras e vendas.


    Sim, e eu concordo consigo neste ponto do IVA reduzido.
    Apenas achei engraçada a maneira como começa a frase: "De certeza." mesmo sem dados nenhuns. Algo que é algo recorrente noutros temas também. Não leve a mal.
    • AMG1
    • 12 novembro 2025

     # 286

    Colocado por: dmanteigas
    ...Eu acho que vai ter algum sucesso, porque com o estancar da imigracao dos ultimos tempos e o 'normalizar' das medidas para jovens, a procura quase de certeza que vai sofrer uma estagnacao em 2026 vs 2025.


    Estava a ironizar?
    Se a procura reduzir e por via disso os preços baixarem, para si isso é um sucesso da medida de redução do IVA para 6%, é isso?
    Mas estou consigo e suspeito que o governo também, esta medida como impacto na redução dos preços só deve começar a fazer efeitos daqui por 3 a 5 anos, mais ou menos quando já ninguém se lembrar do assunto.
  6.  # 287

    Colocado por: AMG1Estava a ironizar?


    Nao, mas talvez possa clarificar.
    Eu acho que isto e uma medida essencialmente de medio prazo (apesar de poder ter tambem algum efeito no curto prazo, mas relativamente limitado creio). No entanto, e possivel que pelo que eu disse o governo consiga vender algum 'sucesso' no curto prazo em que o maior efeito nem e do IVA a 6% mas dos fatores que indiquei.
  7.  # 288

    • NGC
    • 12 novembro 2025

     # 289

    Gostava muito, mas parece-me que o governo anda a cantar a duas vozes, a das infraestruturas e a das finanças....
    Como no final o que conta são os EURs, cheira-me que vão prolongar a discussão deste tema ate ao verão de 2026
    • AMG1
    • 12 novembro 2025

     # 290

    Colocado por: dmanteigas

    Nao, mas talvez possa clarificar.
    Eu acho que isto e uma medida essencialmente de medio prazo (apesar de poder ter tambem algum efeito no curto prazo, mas relativamente limitado creio). No entanto, e possivel que pelo que eu disse o governo consiga vender algum 'sucesso' no curto prazo em que o maior efeito nem e do IVA a 6% mas dos fatores que indiquei.


    Ou seja você, tal como eu e suspeito que o governo também, não fazemos a minima ideia do efeito que esta medida terá no valor das casas, nem quando esse efeito será sentido, se chegar a ser.
    Vistas as coisas desta forma, não há como não aplaudir esta medida.
    Claro que a diminuição da receifa fiscal do estado, também corresponde um ganho fiscal de alguém, se vai ser ao consumidor final, isso não interessa para nada...salvo para "vender" a dita medida e você ainda diz que o governo comunica mal.
  8.  # 291

    Seja como fôr, medidas no curso prazo, que tenham grande impacto, não acredito que existam. Ora, se esta medida avançar e o IVA passar a 6%, nem que o impacto seja daqui a 10 anos... já seria bom. Quanto mais cedo se começar, melhor. Normalmente esse é o nosso mal... não gostámos de governar a largo prazo e ver o seguinte governo apanhar os frutos... mas tem que ser.

    Agora, também acho que por aqui, neste grupo, estamos a mal entender os efeitos que isto poderá ter. A medida é feita para alavancar empreendimentos e construções multi-familiares. E ainda bem. É isso que precisámos. Quanto aos Donos de Obra individuais, eu não sei se esta medida será tão boa assim... pois apesar de poderem poupar umas massas, passarão a competir pelos empreiteiros, pela mão de obra, e pelo stock de materiais, com esses eventuais empreendimentos de maior escala.
    Construir casa individual isolada poderá começar a ser coisa só de rico (o que até é o normal por esse mundo fora).

    Ainda assim, é sempre de saudar qualquer medida que ajude a que se construa mais na generalidade.

    Só espero que isto vá de mão dada com um melhor planeamento e PDMs pensados para isto também... senão o boom vai ser nenhum...

    Não basta querermos blocos de apartamentos, precisámos que o Ordenamento possibilite a junção de lotes e terrenos com escala para isso também. Os que existem, muitas vezes não permitem este tipo de construções. Espero também que se reconsidere a altura limite e se possa aumentar a densidade do numero de fogos.

    Como dizem no Portugalex: "abram os jolhos malta!"
  9.  # 292

    Colocado por: AMG1não fazemos a minima ideia do efeito que esta medida terá no valor das casas

    Pior não deve ficar.

    Colocado por: AMG1diminuição da receifa fiscal do estado


    Com jeito ainda sobe.
    O sector é uma selva.
    Talvez por 6%, a malta não queira arriscar a perder garantias por pedir sem factura.
    Na volta, ainda se recaudam mais impostos e não menos... quem sabe.

    E os 6%, a que se aplicaria?
    Aos projectos por exemplo?
    Há tantas situações ambiguas no sector, de gastos secundários... que poderiam ser abrangidos também...
    Concordam com este comentário: Dias12
  10.  # 293

    Colocado por: N Miguel OliveiraCom jeito ainda sobe.
    O sector é uma selva.
    Talvez por 6%, a malta não queira arriscar a perder garantias por pedir sem factura.


    Foi o que eu ja disse diversas vezes.
    Vao continuar a existir muitos que vao continuar a pedir dinheiro sem fatura. Mas o 'incentivo' para quem o faz comeca a ser nulo e a perda muito superior. O imposto sobre mais valias se eventualmente vender. O risco de levar com uma inspecao das financas e desgracar a vida. Taxas de imposto mais altas nao significam necessariamente maior arrecadacao fiscal.
    Vamos ver. Eu ainda continuo convicto que isto nem vai sequer avancar.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira
  11.  # 294

    Colocado por: dmanteigasEu ainda continuo convicto que isto nem vai sequer avancar.


    Está a ver, as tais convicções de que falava?
    Eu acredito que avance. Só dúvido dos efeitos para o DO individual. De resto, concordo consigo.
  12.  # 295

    Colocado por: N Miguel OliveiraEstá a ver, as tais convicções de que falava?


    Nao sei o que tem uma coisa a ver com as outras...
    E mero portugues. Eu nisto sou como S. Tome, acredito quando vir a lei aprovada na AR e em vigor. Ve como disse o mesmo sem usar a palavra 'conviccao'? :)
    • AMG1
    • 13 novembro 2025

     # 296

    Colocado por: N Miguel Oliveira
    ...
    Na volta, ainda se recaudam mais impostos e não menos... quem sabe.
    ....


    E isso mesmo "... quem sabe".
    É dasta forma que se definem e implementam politicas públicas em Portugal e, obviamente, ninguém vai avaliar o seu resultado ...será também o que deus quiser.
  13.  # 297

    Colocado por: dmanteigasNao sei o que tem uma coisa a ver com as outras...
    E mero portugues. Eu nisto sou como S. Tome, acredito quando vir a lei aprovada na AR e em vigor. Ve como disse o mesmo sem usar a palavra 'conviccao'? :)


    Sim, não leve a mal nem nesta discussão nem na outra. Apenas lhe gabo as certezas que tem, mesmo sem dados nenhuns :)
  14.  # 298

    Colocado por: AMG1E isso mesmo "... quem sabe".
    É dasta forma que se definem e implementam politicas públicas em Portugal e, obviamente, ninguém vai avaliar o seu resultado ...será também o que deus quiser.


    Sim, mas também entendo que num país relutante ao estudo e planeamento... se não houver esta navegação à vista também nada se faz. É o nosso mal.

    O simples facto destas ambiguidades estagnarem um sector que se necessita que seja mais rápido... é logo mau sinal.
    Ainda assim, acho melhor isso que nada fazer.

    O próprio Estado poderia ser um player na construção em massa, dinamizar o sector etc... mas não o sendo... focar-se nos promotores e deixá-los operar.

    Mas é como digo... o Urbanismo, a Arquitectura, a Engenharia Civil, estão ligados com algo físico, o terreno, a infraestrutura, a tectónica até faz parte da palavra Arquitectura. De pouco adianta uma medida fiscal, ou administrativa, se depois a base física, os PDM, o OT não sofrem alteração para que esses empreendimentos de multi-fogos existam.

    Esta mentalidade de um terreno, uma casa, uma familía, um projecto único e irrepetível, tudo feito à medida, é quase anedótico em 2025, num país de primeiro mundo...
    • AMG1
    • 14 novembro 2025

     # 299

    Colocado por: N Miguel Oliveira

    Sim, mas também entendo que num país relutante ao estudo e planeamento... se não houver esta navegação à vista também nada se faz. É o nosso mal.

    O simples facto destas ambiguidades estagnarem um sector que se necessita que seja mais rápido... é logo mau sinal.
    Ainda assim, acho melhor isso que nada fazer.

    O próprio Estado poderia ser um player na construção em massa, dinamizar o sector etc... mas não o sendo... focar-se nos promotores e deixá-los operar.

    Mas é como digo... o Urbanismo, a Arquitectura, a Engenharia Civil, estão ligados com algo físico, o terreno, a infraestrutura, a tectónica até faz parte da palavra Arquitectura. De pouco adianta uma medida fiscal, ou administrativa, se depois a base física, os PDM, o OT não sofrem alteração para que esses empreendimentos de multi-fogos existam.

    Esta mentalidade de um terreno, uma casa, uma familía, um projecto único e irrepetível, tudo feito à medida, é quase anedótico em 2025, num país de primeiro mundo...


    Eu não tenho nada contra a redução do IVA na construção, só não vou é na conversa de que, nas actuais circunstancias, isso vai ter qualquer impacto nos preços, que foi a razão invocada pelo governo.
    O governo não avançou com a redução do IVA para facilitar a operação dos promotores, a razão que invocou foi que assim eles podiam construir as tais casas com custos moderados.
    Se a ideia fosse facilitar a vida aos promotores, o que até me parece acertado, talvez houvesse outras medidas que fossem até mais importantes, algumas até o Nuno e outros já as mencionaram aqui.
    A fiscalidade pode e deve ser um instrumento para promover objectivos politicos, mas convém que tenham um destino nem definido e que exista alguma garantia de que servem esse objectivo, caso contrário apenas se perde receita, que acabará por ter de vir de qualquer outro lado, a não ser que façamos todos de anjinhos e assumirmos que a eficiencia do estado ou que o incremento economico, resultante dessa redução vai compensar a perda da receita, mesmo sem qualquer evidência que o demonstre, apenas com base numa crença.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira
  15.  # 300

    Sim. Basicamente é isso.
    Não sabemos quanto se vai perder de receita, quanto se vai ganhar, etc... porque uma vez mais não há estudo, não há contas, não há planeamento. Também porque muito do que acontecia nas obras não era minimimamente controlado do ponto de vista fiscal...
    Se muitas vezes, nem os próprios Donos de Obra sabem quanto gastam numa obra, quanto mais...
    Pelo que certezas não há nenhumas de facto.
 
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