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    • AMG1
    • 15 janeiro 2026

     # 461

    Numa altura em que todos assumem que a oferta é infinitamente inferior a procura, uma redução de custos na ordem dos 17% será imeditamente absorvida pela cadeia de valor. Se chegar a ter algum impacto no preço final, será sempre muito reduzido e provavelmente sobre a forma de algum atenuar da subida de preços, ou seja será imperceptível.
    A não ser que ao contrário do que se diz por aí, esta coisa da oferta e da procura, afinal não seja assim tão óbvia e uma delas, ou as duas estejam a ser mantidas de forma artificial, ou seja não sustentada e por conseguinte sujeita a maior impacto na variação de qualquer dos factores que afectam a formação do preço e os impostos são uma delas
    Em resumo, não faço a minima ideia do que irá acontecer, mas no curto/médio prazo eu não esperaria nenhuma mudança significativa que seja resultado desta medida.
    Agora eu tambem suspeito que muito do que se diz ou escreve corresponde mais aos desejos dos autores do que a qualquer realidade, portanto esperar para ver, como São Tomé!
  1.  # 462

    Colocado por: AMG1Se chegar a ter algum impacto no preço final, será sempre muito reduzido


    Do meu ponto de vista será 0.
    da forma que eu vejo as coisas, esta medida apenas vai aumentar o lucro de quem constroi para vender.
    Concordam com este comentário: joaosantos
  2.  # 463

    Colocado por: AMG1Em resumo, não faço a minima ideia do que irá acontecer, mas no curto/médio prazo eu não esperaria nenhuma mudança significativa que seja resultado desta medida.


    Eu ja aqui disse que a medida tera impacto quando mais nao seja no atenuar da subida dos precos. O impacto nao vai ser substancial, mas se reduzir nos proximos 2 a 3 anos o aumento acumulado em 10% nao sera ja positivo?
    E esperar para ver, eu nao acho que va ser a solucao para o mercado, mas e preciso nao esquecer que este ano muito provavelmente vai ser de abrandamento do ritmo de subida e o mercado funciona entre pessoas. E se existir a percepcao de que a medida esta a funcionar (mesmo que nao seja a responsavel) e provavel que o impacto seja ainda mais acentuado.
    Concordam com este comentário: Dias12
    • AMG1
    • 16 janeiro 2026

     # 464

    Basicamente isto resume-se a ter fé.
    Parece que a "mão invisível", neste caso, já foi promovida a mão divina.
  3.  # 465

    Colocado por: AMG1Basicamente isto resume-se a ter fé.
    Parece que a "mão invisível", neste caso, já foi promovida a mão divina.


    Nao e assim com tudo o que sao politicas publicas?
    Simplesmente ha fe divina e ha fe nos fundamentais. A lei da oferta e da procura funciona, estas medidas vao ter de certeza impacto, aqui o problema e onde reside a 'fe' e no 'trade-off' entre resultados vs custo para a sociedade. Para mim, se deixarmos de ter subidas de 20% e passarmos a ter subidas de 'apenas' 5% ja e um bom resultado. Pode nao ser e o resultado que muita gente espera.
    Concordam com este comentário: Jorge_Gonçalves, Dias12
  4.  # 466

    uma boa medida seria 0% de iva para obras de demolição :)
    Concordam com este comentário: paulo.g
  5.  # 467

    Colocado por: marco1uma boa medida seria 0% de iva para obras de demolição :)

    Melhor ainda era a demolição total do IVA. Mas haveria muita gente a reclamar a falta de impostos.
    • AMG1
    • 16 janeiro 2026

     # 468

    Nao e assim com tudo o que sao politicas publicas?
    Simplesmente ha fe divina e ha fe nos fundamentais. A lei da oferta e da procura funciona, estas medidas vao ter de certeza impacto, aqui o problema e onde reside a 'fe' e no 'trade-off' entre resultados vs custo para a sociedade. Para mim, se deixarmos de ter subidas de 20% e passarmos a ter subidas de 'apenas' 5% ja e um bom resultado. Pode nao ser e o resultado que muita gente espera.


    Se é assim com todas as politicas públicas, eu diria que não devia ser, porque essas politicas consomem recursos que são de todos e por isso convinha que fossem utilizados de forma a cumprir os objectivos pretendidos. Não será fácil acertar sempre, mas para isso há toda uma bateria de conhecimento disponível para as definir, implementar e depois avaliar, tudo coisas com as quais em Portugal não se perde muito tempo.
    Nos somos mais como o dmanteigas diz. A medida é boa portanto, terá sempre efeitos positivos, mesmo que nunca se consiga perceber se os teve ou não.
    Na verdade uma redução de impostos será sempre positiva, nem que seja só para aqueles que por essa via conseguem aumentar as margens do produto ou serviço que vendem. Só que neste caso, se a memória não me falha, o objectivo não era esse, mas reduzir os preços ou pelo menos, como você diz, atenuar as subidas, só que ninguém vai saber, ou sequer querer saber, o impacto que realmente teve. Preferimos acreditar que sim, porque todas as descidas de impostos são boas, mesmo que não sirvam o objectivo para que foram criadas. Lá está, como eu disse, a fé no divino, porque inexplicável. Só que a economia não é uma religião (às vezes parece!) E por conseguinte não pode ficar fechada nos dogmas, por mais que eles convenham à narrativa que cada um defende.
    Em resumo. Uma baixa de impostos para baixar preços ou atenuar a sua subida, pode ter ou não ter, qualquer efeito e neste caso, dada a dimensão do desiquilibrio entre a parca oferta para a procura existente, é bastante razoavel pensar que o impacto possa ser tendencialmente nulo.
    • AMG1
    • 16 janeiro 2026

     # 469

    Uma medida deste tipo, p.e. num país como a Suécia, só seria aprovada no parlamento acompanhada de um relatório feito por entidade credível, (universidade, instituto público, ...), onde viesse logo indicada a metodologia para acompanhamento, avaliação e eventuais medidas corretivas. Ora, em Portugal, alguma vez iamos perder tempo com estas minudencias?
    Aqui preferimos acreditar nos dogmas sejam eles religiosos ou não, até porque nesta terra de milagres, eles podem sempre acontecer a qualquer momento.
    • Dias12
    • 16 janeiro 2026 editado

     # 470

    Colocado por: AMG1Uma medida deste tipo, p.e. num país como a Suécia, só seria aprovada no parlamento acompanhada de um relatório feito por entidade credível, (universidade, instituto público, ...), onde viesse logo indicada a metodologia para acompanhamento, avaliação e eventuais medidas corretivas. Ora, em Portugal, alguma vez iamos perder tempo com estas minudencias?
    Aqui preferimos acreditar nos dogmas sejam eles religiosos ou não, até porque nesta terra de milagres, eles podem sempre acontecer a qualquer momento.


    Não diga isso porque está a falar do mesmo país que já vai em 2 decadas de estudos para a construção do maior aeroporto do país.
    E para não falar noutro projeto estruturante que é a alta velocidade.

    Mas, como outro user disse, não percebo a relutância numa medida que supostamente baixa impostos. Todos se queixam que são demais. Mas quando se baixa, também acham mal.
    Mesmo que o empreiteiro fique com a margem, ele vai "esbanjar" esse dinheiro na economia: come mais vezes fora de casa, compra serviços e produtos que empregam pessoas, etc. etc.

    A minha opinião é que esta baixa "brutal" pode vir a ter efeito neutro na arrecadação de impostos do estado.
    Quantos não pedem fatura ao empreiteiro de metade da obra e o resto vai por fora.
    A 6 %... ate "dá gosto" pedir fatura de tudo ao empreiteiro para o obrigar a ser um cidadão exemplar.
    E com as empresas de construção a receber mais "legalmente" ele vai ter de pagar mais "na folha" aos funcionários para não levar marteladas de IRC.
    Exemplo a empresa onde trabalho que pela primeira vez deu prémio aos funcionarios aproveitando a "borla" do 15° mês isento de IRS. Provavelmente preferiu gastar nos funcionarios que declarar esse valor como lucro e dar parte ao estado.

    No fundo, acho uma medida muito positiva no global da economia.
    Concordam com este comentário: Jorge_Gonçalves
    • AMG1
    • 16 janeiro 2026

     # 471

    Colocado por: Dias12

    Não diga isso porque está a falar do mesmo país que já vai em 2 decadas de estudos para a construção do maior aeroporto do país.
    E para não falar noutro projeto estruturante que é a alta velocidade.

    Mas, como outro user disse, não percebo a relutância numa medida que supostamente baixa impostos. Todos se queixam que são demais. Mas quando se baixa, também acham mal.
    Mesmo que o empreiteiro fique com a margem, ele vai "esbanjar" esse dinheiro na economia: come mais vezes fora de casa, compra serviços e produtos que empregam pessoas, etc. etc.

    A minha opinião é que esta baixa "brutal" pode vir a ter efeito neutro na arrecadação de impostos do estado.
    Quantos não pedem fatura ao empreiteiro de metade da obra e o resto vai por fora.
    A 6 %... ate "dá gosto" pedir fatura de tudo ao empreiteiro para o obrigar a ser um cidadão exemplar.
    E com as empresas de construção a receber mais "legalmente" ele vai ter de pagar mais "na folha" aos funcionários para não levar marteladas de IRC.
    Exemplo a empresa onde trabalho que pela primeira vez deu prémio aos funcionarios aproveitando a "borla" do 15° mês isento de IRS. Provavelmente preferiu gastar nos funcionarios que declarar esse valor como lucro e dar parte ao estado.

    No fundo, acho uma medida muito positiva no global da economia.
    Concordam com este comentário:Jorge_Gonçalves


    Talvez eu não me tenha feito entender, mas vou tentar explicar.
    Eu não tenho nada contra a baixa de impostos, o que eu sou contra é ser obrigado a "engolir" conversa fiada, só porque sim.
    Ninguém aqui mencionou os empreiteiros, o que eu disse é que nas actuais condições de mercado, qualquer baixa de custos, seja nos impostos ou outra coisa qualquer tem uma enorme probabilidade de nunca vir a afectar o preço final. Depois o empreiteiro e apenas um elo que está no fim da cadeia, mesmo que venha a ocorrer o que eu acho provável, nada indica que tenha de ser ele o principal beneficiado. Depois essa ideia de que com menos impostos o estado arrecadaria mais receita, obviamente que carece de prova, o mero "achismo" não serve de muito.
    Quanto ao 15 mes, acho que está a comparar coisas incomparáveis. Os impostos directos como é p.e. o IRS afecta directamente cada um de nós, não há qualquer intermediario.
    A sua empresa tomou esta decisao agora porque quiz, o que não faltam são empresas onde isso acontece há muitos anos. O que baixou foram os impostos sobre o seu rendimento, para a empresa é igual, salvo na parte da TSU, que creio tambem estar isenta, mas não tenho a certeza.
    Quanto aos estudos, como eu escrevi, nada mais natural que não se liguem aos estudos que se fazem, todos achamos que eles não servem para nada. Eu até estranho como é que não foram a Fatima perguntar a nossa senhora qual era a melhor localização do aeroporto ou o tracado do TGV.
    Os estudos são essenciais para quem queira planear e decidir de acordo com principios básicos de eficácia. Quem não precisa disso são os sabichoes que acertam sempre...nem que seja ao lado, ou então os que decidem com base nos seus interesses ou preconceitos ideolohicos, esses não precisam de estudos para nada, muito pelo contrario só atrapalham.
    • Dias12
    • 16 janeiro 2026 editado

     # 472

    Colocado por: AMG1Depois o empreiteiro e apenas um elo que está no fim da cadeia, mesmo que venha a ocorrer o que eu acho provável, nada indica que tenha de ser ele o principal beneficiado


    Apenas um elo??
    O empreiteiro e/ou promotor são os maiores beneficiários nesta situação porque são o elo final - transação entre promotor/DO e empreiteiro - que se verificará este alivio.

    Na cadeia Pedreira -> Fabrica -> Distribuidor tudo será a 23 % por isso não vejo como poderão ousar "explorar" esta "borla" fiscal.

    Já o empreiteiro poderá (como dizem) aumentar a margem e apresentar o mesmo valor final ao DO.
    E o promotor que é profissional na área (tem acesso e sabe lidar melhor com empreiteiros) conseguirá controlar a "malandrice" do empreiteiro e poupar algum imposto.

    Não estou iludido a achar que os preços vão baixar este ano ou em 2027 ou 2028. Mas como o user dmanteigas diz, poderá fazer com que não aumentem ou aumentem menos do que tem sido.

    Vejo esta lei com mais efeito a combater mais a economia paralela que a baixar os preços das casas.
    Concordam com este comentário: dmanteigas
    • AMG1
    • 16 janeiro 2026 editado

     # 473

    Colocado por: Dias12

    Apenas um elo??
    O empreiteiro e/ou promotor são os maiores beneficiários nesta situação porque são o elo final - transação entre promotor/DO e empreiteiro - que se verificará este alivio.

    Na cadeia Pedreira -> Fabrica -> Distribuidor tudo será a 23 % por isso não vejo como poderão ousar "explorar" esta "borla" fiscal.

    Já o empreiteiro poderá (como dizem) aumentar a margem e apresentar o mesmo valor final ao DO.
    E o promotor que é profissional na área (tem acesso e sabe lidar melhor com empreiteiros) conseguirá controlar a "malandrice" do empreiteiro e poupar algum imposto.

    Não estou iludido a achar que os preços vão baixar este ano ou em 2027 ou 2028. Mas como o user dmanteigas diz, poderá fazer com que não aumentem ou aumentem menos do que tem sido.

    Vejo esta lei com mais efeito a combater mais a economia paralela que a baixar os preços das casas.


    Bom, na verdade, nós ainda nem sequer sabemos como é que a medida vai acabar por ser operacionalizada. Sabemos a intenção do governo e é só disso que podemos falar com alguma propriedade.
    De acordo com as palavras do ministro Pinto Luz, a redução da tx de IVA tem em vista a baixar o preço das casas. Quanto a isto já percebi que concorda comigo, ou seja, tanto pode acontecer, como não ahontecer, se acontecer pode ser em 2026, em 2028, ou nunca.
    Agora você vai mais longe e acrescenta a possibilidade desta lei ter "mais efeito a combater a economia paralela, que a baixar os preços" e a isso, o que digo também é muito simples. Pode ser que sim, ou talvez não, mas não foi para isso que ela foi criada, nem há nenhuma evidência de que isso venha a acontecer, salvo a sua opinião e mais uns quantos.
    Já reparou, que quando setomam medidas destas sem qualquer suporte, que não seja o "achismo" isso serve para todos acharmos tudo e o seu contrário?
    A razão pela qual nos paises onde se planeia a sério e se tenta otimizar ao máximo o esforço fical dos contribuites, se fazem estudos e se ensaiam hipoteses antes de tomar este tipo de medidas, não é porque eles
    sejam estupidos, mas porque partem do principio que antes de saberem tem de aprender, enquanto nós achamamos que já sabemos tudo. O resultado de um e outro comportamento está à vista!
    Como diz um amigo, nós sofremos do sindroma da arrogância da ignorância, ou seja, somos ignorantes com orgulho nisso, o que torna mais dificil aprendermos o que quer que seja.
    Concordam com este comentário: Dias12
    • AMG1
    • 4 fevereiro 2026

     # 474

  6.  # 475

    estamos todos chocados
  7.  # 476

    Colocado por: jg231estamos todos chocados

    Baixar impostos é sempre um choque. Só estamos habituados a subir.
    Estranhamente apesar de tantos anúncios da baixa de impostos o saque fiscal continua sempre a subir. Como já tive oportunidade de contar por aqui, a baixa de taxas aos senhorios foi uma treta. O Governo anuncia mas a AT não cumpre nem explica porquê.
  8.  # 477

    Colocado por: Carvai
    Baixar impostos é sempre um choque. Só estamos habituados a subir.
    Estranhamente apesar de tantos anúncios da baixa de impostos o saque fiscal continua sempre a subir. Como já tive oportunidade de contar por aqui, a baixa de taxas aos senhorios foi uma treta. O Governo anuncia mas a AT não cumpre nem explica porquê.


    isso vai vir, não tenho dúvidas

    baixar impostos no que interessa é que está quieto

    https://www.publico.pt/2026/02/04/economia/noticia/apesar-corte-irs-receitas-fiscais-cresceram-economia-2163567
    Concordam com este comentário: plt120
    • vf74
    • 5 fevereiro 2026

     # 478

    Colocado por: Carvai
    Baixar impostos é sempre um choque. Só estamos habituados a subir.
    Estranhamente apesar de tantos anúncios da baixa de impostos o saque fiscal continua sempre a subir. Como já tive oportunidade de contar por aqui, a baixa de taxas aos senhorios foi uma treta. O Governo anuncia mas a AT não cumpre nem explica porquê.


    Mas esta a falar das rendas, passarem a pagar apenas 10% ? Mas isso ainda não entrou em vigor....
  9.  # 479

    Colocado por: AMG1Um estudo académico sobre o eventual impacto


    Nao vamos confundir as coisas. Isso e um artigo de opiniao academica.

    Por outro lado, reduções generalizadas de tributação, nomeadamente ao nível do IVA na construção e reabilitação ou da tributação sobre rendimentos e património imobiliário, evidenciam riscos elevados de ganhos inesperados. Quando o benefício concedido não está associado a obrigações concretas por parte dos beneficiários, as margens dos promotores podem subir ou o solo valorizar. As medidas financiam, assim, decisões de investimento que ocorreriam mesmo na ausência de apoio público.


    Isto e claramente de alguem que defende as tais economias planificadas. Provavelmente teriam a mesma opiniao sobre baixas generalizados do IRS quando o maior crescimento trimestral dos ultimos largos anos (4T 2024) coincidiu com uma reducao generalizada e acentuada da retencao na fonte, que foi um cheirinho de descida generalizada de impostos.
    O que nunca tem funcionado e as tais medidas de beneficios com obrigacoes concretas. Basta ver por exemplo a bandalheira (citando aqui uma expressao muito popular do lider do Chega) que e o SIFIDE.
  10.  # 480

    Citando ainda aquilo que REALMENTE importa do artigo:

    Em última análise, a eficácia do pacote fiscal dependerá criticamente da sua articulação com reformas estruturais que aumentem a elasticidade da oferta, nomeadamente ao nível da disponibilização de solo e da agilização do licenciamento. Sem estas condições, a despesa fiscal incorrida corre o risco de ser neutralizada pelas falhas estruturais persistentes do mercado imobiliário português.


    Nao muito diferente daquilo que se vai dizendo no forum da casa. Que este pacote e positivo mas e apenas uma peca da engrenagem.
 
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