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  1.  # 1

    Boas a todos,

    Estou a construir uma moradia unifamiliar e deparo-me com um problema prático no dimensionamento dos troncos de alimentação eléctrica enterrados.

    • Alimentação: monofásica 10,35 kVA (45A)
    • Tronco 1 — Contador E-Redes → QG Garagem: ~16m enterrado
    • Tronco 2 — QG Garagem → QEH Habitação: ~50m enterrado
    • Dimensionamento: 25mm² nos dois troncos (ΔU acumulado 1,77%)
    • Instalação em tubo PEAD corrugado dupla parede enterrado


    Após consultar vários fornecedores de material eléctrico, nenhum tem disponível cabo 3G25mm² (fase + neutro + PE, todos a 25mm²) em versão monofásica BT.

    No mercado encontro facilmente:
    2×25mm² (fase + neutro, sem condutor de proteção integrado)
    4G25mm² (trifasíco + neutro)
    Condutores individuais H07V-R 1×25mm² (rígidos, a granel)
    Condutores individuais H07V-K 1×25mm² (flexíveis, a granel)
    Também foi proposto 5G25mm²

    DÚVIDA

    Qual é a solução correcta e mais utilizada em Portugal para esta situação?

    Estou a considerar as seguintes alternativas:

    1 — Usar 2×25mm² (F+N) + condutor de proteção 16mm² separado, tudo dentro do mesmo tubo PEAD. O condutor PE pode ser de secção inferior ao condutor de fase segundo o RTIEBT (S ≥ 16mm² quando fase > 16mm²).

    2 — Usar 3 condutores individuais H07V-K 1×25mm² (F+N+PE) dentro do tubo PEAD. Mais flexível para puxar nos 50 metros, mas é aceitável em instalação enterrada em tubo?

    3 — Usar cabo XZ1 2×25mm² + terra separada. Mais adequado para enterrado mas implica dois elementos no tubo.


    Segundo o RTIEBT, qual destas opções é a correcta para instalação em tubo PEAD enterrado com percurso de 50 metros? O H07V-K individual é admitido em tubo enterrado ou só em instalação à vista?

    Agradeço qualquer esclarecimento de quem já executou situação semelhante ou conheça a regulamentação aplicável.

    Obrigado
    Cumps
    SPsantos
  2.  # 2

    Para 50 metros peça preço de cabo alumínio
  3.  # 3

    "Para instalações enterradas em condutas, devem ser utilizados cabos com bainha (tensão estipulada 0,6/1 kV), sendo o tipo XV ou XZ1 o padrão de excelência. A utilização de condutores isolados (H07V) é restrita a interiores ou quadros."

    Não encontras cabos com fase + neutro + terra de 25 mm^2 porque com essa secção estás no mercado já industrial/ comercial que normalmente recorrem a sistemas trifásicos (apesar de estar em catalogo é dificil encontrar).

    A minha sugestão era usares um 5G25, porque cumpres logo com a regulamentação das cores dos condutores e para além disso ficas com fases de reserva em caso de avaria ou num futuro queiras instalar carregadores eletricos trifásicos ou bomba de calor trifásica nesse ramal.

    Ou então usar o 4G25 mas ai tens a questão de ter que colocar manga termoretratil azul nos dois extremos do condutor cinzento para que fique identificado como neutro, mas dependendo do inspetor que vá a instação pode ser um ponto para implicar.
  4.  # 4

    Não sou electricista, mas a minha primeira surpresa é esse dimensionamento. Tenho a minha dimensionada para 40A por fase, também tenho uns quadros parciais a umas distâncias boas (não 50 metros, mas uns 30) e não tenho nenhum cabo superior a 10mm2. Vá que essa distância de 50 metros recomende um de 16mm2 (o chatGPT diz que sim, com essa distância fazia sentido subir para 16mm2), mas 25mm2 parece-me um absurdo, principalmente tendo em conta que o carregamento de carros eléctricos vai provavelmente ser na garagem.

    Da portinhola ao quadro principal na garagem não leva terra (suponho que possa fazer o aterramento na zona da garagem), por isso consegue usar 2x25mm2 (já a asssumir o sobredimensionamento, mas pronto).

    Da garagem para a moradia, não percebo como é que 3g16mm2 não chega, mas pronto, o engenheiro é que tem que dar o ok.

    5x25mm^2 funciona perfeitamente, mas precisa de um cabo de mais de 1500€ para esse troço de 50m xD
  5.  # 5

    Colocado por: pemidesNão sou electricista, mas a minha primeira surpresa é esse dimensionamento. Tenho a minha dimensionada para 40A por fase, também tenho uns quadros parciais a umas distâncias boas (não 50 metros, mas uns 30) e não tenho nenhum cabo superior a 10mm2. Vá que essa distância de 50 metros recomende um de 16mm2 (o chatGPT diz que sim, com essa distância fazia sentido subir para 16mm2), mas 25mm2 parece-me um absurdo, principalmente tendo em conta que o carregamento de carros eléctricos vai provavelmente ser na garagem.

    Da portinhola ao quadro principal na garagem não leva terra (suponho que possa fazer o aterramento na zona da garagem), por isso consegue usar 2x25mm2 (já a asssumir o sobredimensionamento, mas pronto).

    Da garagem para a moradia, não percebo como é que 3g16mm2 não chega, mas pronto, o engenheiro é que tem que dar o ok.

    5x25mm^2 funciona perfeitamente, mas precisa de um cabo de mais de 1500€ para esse troço de 50m xD


    As perdas de energia por queda de tensão (insignificantes, ou não), é o consumidor que as paga.
    Ainda que fique um pouco mais caro, à cabeça, aumentar a secção do cabo nem sempre é mau a longo prazo.

    Vale o que vale, mas criei uma calculadora no Claude para me dar umas pistas.


    Portanto, se o utilizador pode pagar os 25mm, está a ser inteligente.
    Recordando que até à habitação ele não tem 50 metros, mas sim 66 metros (50 + 16). Bem abusado!

    Na minha futura casa, 25 metros, não vou por menos que 16mm de secção.
  6.  # 6

    Tem 66 mas não estamos a discutir os primeiros 16, porque como são da portinhola até ao quadro principal, não levam condutor de terra, e ele faz a festa a 10€/m com um condutor xv 2x25mm2 se quiser. Note-se ainda que aqui é onde haverá eventualmente carregamento de carros eléctricos.

    Daí a fazer os restantes 50m em xv 5g25mm2 (porque não arranja 3g25mm2) a 35€/m, quando 3g16mm serve e custa 9/10€ por metro, parece-me difícil de alguma vez recuperar o dinheiro, mas pronto...
  7.  # 7

    Para circuitos monofásicos, nunca pode haver redução de condutor neutro e terra.
    Concordam com este comentário: fabsil
  8.  # 8

    Vou esclarecer o porque do dimensionamento de 25.

    A razão é simples: o RTIEBT — o regulamento das instalações elétricas em Portugal — define que a tensão não pode cair mais de 3% entre o contador e qualquer ponto de iluminação da casa.
    Esse limite de 3% aplica-se a toda a instalação, desde o contador até à última lâmpada. O ramal é o primeiro troço, por isso o que ele "consumir" desse limite já não está disponível para os circuitos dentro de casa.
    Com um ramal de 60 metros em 16mm², logo à entrada já perdemos quase metade da margem permitida. O que sobra para a instalação interna é tão pouco que qualquer circuito de iluminação normal corre o risco de ultrapassar o limite legal.
    Com 25mm², a perda no ramal é muito menor, e a margem que fica disponível para a instalação interna é confortável — independentemente do comprimento dos circuitos ou das divisões que venham a ser criadas.
    É por isso que o 25mm² é o cabo correto para este ramal: não é exagero, é simplesmente cumprir a lei com margem suficiente para a casa toda funcionar corretamente.

    Poderá como já falaram ser uma opção o uso de cabo em alumínio em vez de cobre, mas implica uma instalação do cabo de forma diferente. Ainda em análise.

    Mas estou sempre aberto a novas ideias, todos os inputs dão para esclarecer ou abordar outros caminhos e neste momento o mais desfavorável é o custo, e sim já pensei em colocar de 16, mas existe aí uns calculos que ficam mesmo muito na margem, outra situação que poderia resolver as quedas de tensão é uso do ramal em 16, e os circuitos de iluminação mais longos com fio 2.5.

    Cumps
  9.  # 9

    Muito simples, compre 66mt de cabo 2x25mm2 ou 132m de 1x25mm2 e manguitos para identificar os condutores.
    Depois faz 2 aterramentos independentes, um junto á moradia e outro junto á Garagem, resolvido!

    Em relação ao cabo de aluminio para essa secção e comprimento não faria a transição, pessoalmente só faria a partir de 50mm2, obrigava-o a colocar duas caixas de transição devido á maior secção do cabo de aluminio, e penso que para o que é não valeria a pena...

    E mesmo seguindo as RTIEBT acho que só pode fazer a conversão para aluminio a partir de uma certa secção 35 ou 50mm2!

    Obs: Muita Atenção que os 3% só se aplicam aos circuitos a sair do Q.E.! Do contador ao Q.E a queda não pode ser superior a 1,5%!
    Estas pessoas agradeceram este comentário: SPsantos
  10.  # 10

    Colocado por: SSilva95Muito simples, compre 66mt de cabo 2x25mm2 ou 132m de 1x25mm2 e manguitos para identificar os condutores.
    Depois faz 2 aterramentos independentes, um junto á moradia e outro junto á Garagem, resolvido!

    Em relação ao cabo de aluminio para essa secção e comprimento não faria a transição, pessoalmente só faria a partir de 50mm2, obrigava-o a colocar duas caixas de transição devido á maior secção do cabo de aluminio, e penso que para o que é não valeria a pena...

    E mesmo seguindo as RTIEBT acho que só pode fazer a conversão para aluminio a partir de uma certa secção 35 ou 50mm2!

    Obs: Muita Atenção que os 3% só se aplicam aos circuitos a sair do Q.E.! Do contador ao Q.E a queda não pode ser superior a 1,5%!
    Estas pessoas agradeceram este comentário:SPsantos


    Pelo RTIEBT secção 524, os condutores de alumínio em instalações fixas só são permitidos a partir de 16mm²

    RTIEBT (secção 542) exige terra única para toda a instalação resumindo só ter uma TPT

    ou seja está fora de questão ter terras separadas.

    Quanto à questão dos 1.5% da portinhola ao QG está dentro da queda de tensão até com cabo de 16, uma vez que são só 14mt aproximadamente.

    cumps
  11.  # 11

    Em que ponto isso está indicado?

    Colocado por: SPsantosRTIEBT (secção 542) exige terra única para toda a instalação resumindo só ter uma TPT
  12.  # 12

    Atualmente, com a introdução dos contadores inteligentes e a não instalação do DLP, as quedas de tensão a verificar resumem.se a:

    Portinhola - contador: 1,5%
    Portinhola - equip ilum.: 3%
    Portinhola - restantes equip.: 5%

    Atenção à secção máxima de ligação dos cabos nos contadores.
 
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