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  1. Colocado por: Azulnauta

    E no entanto há cada vez mais problemas de atrasos em obras por falta de mão de obra. Pode ter havido algum descontrolo nas regras para quem cá chega, mas sem atrativos ninguém vem e depois bem se podem queixar da falta de casas.


    é isso... os 2 milhões claramente não chegam para a mão de obra, esta é mesmo especializada...
    • AMG1
    • 27 abril 2026
    Colocado por: dmanteigas

    Aqui o problema e que o AMG1 acha que a casa se constroi pelo telhado. Enquanto tivermos um esforco fiscal elevado, nunca conseguiremos criar as condicoes de prosperidade necessarias para baixar o esforco fiscal aumentando a carga fiscal.
    O problema e que Portugal neste momento com a despesa publica galopante que tem, nao consegue fazer nada de relevante neste aspeto sem comprometer as contas publicas. E preciso encontrar uma solucao que nao seja um choque fiscal puro.
    Perdemos essa oportunidade com quase uma decada de juro negativo.


    Você lembra-me a anedota do Bocage com o tecido as costas enquanto espera pela última moda.
    Não é iniciar a casa pelo telhado, mas iniciar a casa, em vez de continuar a tentar projectar a casa perfeita, enquanto o terreno cria ervas e vive debaixo da ponte.
    Nao se trata de aumentar a carga fiscal, mas reduzir o esforço atraves do aumento da base tributária e alterando o mix de impostos/contribuições.
    Ninguém diz que seja fácil ou sequer que seja a solução definitiva, mas o facto e que é uma hipotese defendida por muita gente, mesmo por quem não é suspeito de ser grande adepto de impostos.
    A ideia do choque fiscal também continua a ser possivel, mas aí já será necessário decidir quais são as obrigações do estado que desaparecem e disso ninguem quer falar, porque não dá votos, mas faz perde-los.

    Colocado por: dmanteigas

    Que vamos ser sinceros, e uma posicao muito estupida.
    Eu sei que no imaginario coletivo, o mercado da habitacao portugues e dominado por fundos imobiliarios anonimos sem escrupulos e por 500 ou 600 americanos ricos cada um com 2000 casas. Mas a realidade do mercado habitacional e muito mais deprimente. A participacao destes 'agentes do mal' e praticamente irrelevante. Aumentar os impostos sobre a manutencao da propriedade vai ter um impacto dramatico na esmagadora maioria das familias que sao proprietarias. E se a ideia for 'taxar' quem tem mais casas vai ser uma das medidas mais ruinosas de sempre. Vai afetar o emigrante que usou as poupancas de uma vida para comprar 2 ou 3 casas que ou aumenta ainda mais as rendas ou vende a propriedade. Vai afetar a confianca dos investidores que ja e baixa. E tudo isto para arrecadar uma migalha que nao resolve rigorosamente nada.
    Vai ser como os 'windfall taxes' que andava a defender durante a crise inflacionaria. Ou impostos sobre os ultra ricos como o Hollande implementou em Franca e teve que retirar no 3o ano de vigencia antes que se confirmasse que na realidade o estado perde mais dinheiro com extorcao fiscal.


    É obvio que não é uma posição nada estúpida, mas precisa de ser compreendida, que aparentemente não foi o seu caso, talvez por inépcia explicativa da minha parte.
    Claro que a OCDE não alinha com esse "papão" que é a diabolizacao dos fundos imobiliarios que supostamente serão os maus da fita que fazem aumentar o preco das casas em Portugal. Só que a este "papão", você responde com outro, que é o não se poder aumentar os impostos sobre a propriedade senão os investidores não investem. Eu diria que são duas ideias que se completam, porque uma alimenta a outra, sem que nenhuma esteja certa.
    De acordo com os estudos comparativos da OCDE e, já agora, com a minha propria experiência, em Portugal, a tributação sobre a manutenção da propriedade não produtiva é bastante baixa se comparada com muitos dos nossos parceiros nessa organização. Uma alteração como a proposta pela OCDE de agravar essa tributação em favor de quem cria a riqueza é estupida porquê?
    Sim, não se sabe a dimensão, mas pode saber-se, tal como se podem ensaiar hipoteses e verificar resultados antes de decidir, porque carga de água é que a ideia é estupida, apenas porque sim?
    Depois confundir isto com impostos sobre os super ricos é que, vai desculpar-me, mas não é muito inteligente porque são duas coisas completamente diferentes. Sim o tal emigrante se quisesse ter as tais casas teria de pagar mais para as manter, tal como eu e você também o teriamos de fazer e sim o rico que tem o casarão no Algarve seja português ou estrangeiro também teria de pagar mais IMI. Mas isto não é nenhuma revolução proletária, não é mais do que p.e. acontece na Suécia onde eu pago por uma casa que valerá uns 300k mais do dobro do que pago pelo apartamento de 180m2 no centro de Lisboa, que valerá actualmente umas 3 a 4 vezes mais. Com a agravante da casa na Suécia ainda beneficiar de uma isenção específica por causa da localização.
    Comparar esta recomendação da OCDE com "windfall tax", também não me parece muito inteligente, até porque você sabe perfeitamente e essas situações pontuais também são aplicadas de forma objectiva a determinadas empresas e perante eventos absolutamente extraordinários, como vai ocorrer agora com as petrolíferas na UE. Acha que a Galp vai abandonar o investimento em Portugal, porque vai ter de pagar mais impostos sobre um lucro que não esperava nem fez absolutamente nada para o conseguir?
    Mal comparado, se lhe sair o euromilhoes você também tem de entregar ao estado 20% do prémio, pode achar que não é justo, mas quem é que acha os impostos justos na hora de os pagar?
    Incompreensivel é você ser contra a possibilidade de existirem essas "windfall tax", mas depois aceitar que o estado possa salvar empresas em situações de apuro, porque elas representam um risco sistémico. Se o seu futuro representa uma responsabilidade para todos, porque razão também não devem partilhar com todos aquilo que não é resultado do seu investimento e engenho, mas apenas do simples facto de operarem naquele mercado especifico?
  2. Colocado por: AMG1Incompreensivel é você ser contra a possibilidade de existirem essas "windfall tax", mas depois aceitar que o estado possa salvar empresas em situações de apuro, porque elas representam um risco sistémico.


    Nao me apanha nessa porque eu tambem sou contra isso.

    Colocado por: AMG1É obvio que não é uma posição nada estúpida, mas precisa de ser compreendida, que aparentemente não foi o seu caso, talvez por inépcia explicativa da minha parte.


    De certeza. E talvez tambem por inepcia explicativa da minha parte, nao percebeu o meu ponto. O que eu quis dizer foi que se for uma medida generalizada (aumento do IMI) vai criar um enorme problema social pois a maioria dos proprietarios nao sao ricos, e uma casa valer 400 mil euros nao significa que o seu proprietario que ganhe o SMN consiga pagar 3000e/ano de IMI.
    Segundo, se for 'apenas' para penalizar quem tem mais casas, a receita vai ser diminuta e vai ter um efeito pessimo no mercado. Portanto e uma posicao estupida e de quem nao conhece o Pais.
    Em Portugal, a maioria das pessoas sao proprietarias e ao mesmo tempo, nao sao ricas.
  3. Colocado por: rod_2000conforme forem conseguindo os documentos e trabalho, podem logo pedir crédito para a casa, sem entrada, recorrendo a uma garantia providenciada por todos nós.

    Se consegue trabalho, também desconta para isso e participa "como todos nós". Não vejo qual o stress.
  4. Colocado por: PR10É os nossos bons governos. Abriu as portas a tudo que entra em Portugal e com os mesmos direitos ou mais que os Portugueses.

    Falso.
    Se é residente legal, que direitos tem a mais que um nacional?
  5. Colocado por: dmanteigasuma casa valer 400 mil euros nao significa que o seu proprietario que ganhe o SMN


    O problema está aqui.
    Um assalariado com baixissimos rendimentos não deveria poder ter uma casa de 400mil...
    Algo está errado na banca...
  6. Colocado por: N Miguel OliveiraO problema está aqui.
    Um assalariado com baixissimos rendimentos não deveria poder ter uma casa de 400mil...


    O N Miguel esta a pensar que ele comprou a esse preco, mas pode ter comprado a 100k e agora valer 400k
  7. Colocado por: dmanteigasO N Miguel esta a pensar que ele comprou a esse preco, mas pode ter comprado a 100k e agora valer 400k


    Bom ponto.
    Ainda assim... é um incentivo para pôr o património a render. Eu preferia que os impostos incidissem mais sobre o património que sobre o rendimento...

    Pois, usando o seu mesmo argumento, afinal quem ganha hoje 3000€ brutos/mês está longe de ser rico... tal é a fatia para o Estado...

    Por vezes, nem vale a pena esforçarmo-nos mais... pois um eventual aumento no salário... resulta quase na mesma coisa em termos líquidos.

    Já diminuir as tarefas do Estado, poderia fazer sentido... mas manter as essenciais pelo menos, como a Saúde, Educação, Justiça...
    Concordam com este comentário: palmstroke
    • AMG1
    • 27 abril 2026
    Colocado por: dmanteigas

    Nao me apanha nessa porque eu tambem sou contra isso.


    Epá nem isto não é o jogo do gato e do rato, nem eu quero apanhar ninguém. Só lhe lembro que aqui há tempos quando discutimos o tema do resgate bancário na sequencia da ultima crise, você apesar de manifestar essa posição de principio, acabou por concordar que perante a situação e considerando as alternativas, não deixar que eles ruissem foi a melhor solução. Portanto essas proclamações de principio não valem muito ate serem postas a prova. Eu, em abstracto, também sou contra a existencia de impostos extraordinários, só que a realidade não é uma abstração.

    Colocado por: dmanteigas
    De certeza. E talvez tambem por inepcia explicativa da minha parte, não percebeu o meu ponto. O que eu quis dizer foi que se for uma medida generalizada (aumento do IMI) vai criar um enorme problema social pois a maioria dos proprietarios nao sao ricos, e uma casa valer 400 mil euros nao significa que o seu proprietario que ganhe o SMN consiga pagar 3000e/ano de IMI.
    Segundo, se for 'apenas' para penalizar quem tem mais casas, a receita vai ser diminuta e vai ter um efeito pessimo no mercado. Portanto e uma posicao estupida e de quem nao conhece o Pais.
    Em Portugal, a maioria das pessoas sao proprietarias e ao mesmo tempo, nao sao ricas.


    La esta você com conversa lateral. A ideia da OCDE em desonerar os rendimentos do trabalho em detrimento da tributação sobre a manutenção da propriedade não tem nada que ver com aumentar os impostos aos ricos. Você parece ter uma fixação com o tema, mas eu estou à vontade, até porque não sou rico.
    É claro que voce até pode ter o dom de já saber o que ninguem estudou, mas eu não estou nesse patamar e parece-me que talvez pudessemos aprender alguma coisa com quem faz diferente. Eu dei-lhe o exemplo da Suécia, mas a OCDE dá exemplos muito menos óbvios como os USA, ou o Canadá.
    Quanto ao facto de muitos proprietários em Portugal serem apenas proprietários da casa onde vivem e em muitos casos terem salarios baixos, isso não tem que ser um problema, desde logo porque o rendimento disponivel essas pessoas ia aumentar por via da redução do IRS. Para alem de que haveria certamente muitas formas de modular uma alteração dessas Não se esqueca que o objectivo não seria aumentar a receita que o estado arrecada, apenas aumentar a base da tributação para que esse valor viesse de mais fontes e com isso aliviar o esforço dos que actualmente pagam impostos, em especial os poucos que pagam o "grosso" do IRS.
    Ja viu p.e. que aqueles que hoje não pagam IRS, ou pagam pouco, porque conseguem surripiar ao fisco parte dos seus rendimentos, uma parte deles veria os seus impostos agravarem-se obrigatoriamente.
    Agora isto, mesmo que funcione não seria seguramente a solução de todos os nossos problemas, apenas um passo no sentido certo. É pelo menos isso que nos diz quem estuda isto.
    • PR10
    • 27 abril 2026 editado
    Colocado por: jg231

    é isso... os 2 milhões claramente não chegam para a mão de obra, esta é mesmo especializada...


    O meu construtor tem á volta de 40 empregados e sabem quantos tem não Portugueses? ZERO! E sabem porquê ele não quer? Porque já empregou n que dizem que são pedreiros, carpinteiros, armadores de ferro, canalizadores, eletricistas e a esmagadora maioria não sabe fazer nada. E o absentismo é elevado nos primeiros dias após receberem.
  8. Colocado por: N Miguel OliveiraSe consegue trabalho, também desconta para isso e participa "como todos nós". Não vejo qual o stress.


    A ideia era perceber a alavancagem brutal que isto é. Relembro que estas garantia públicas representam mais de 50% dos contratos.

    Isto pode tornar-se numa catástrofe, e quem vai ser chamado a pagar somos todos nós.

    Estas garantias estão planeadas terminar a dia 31 de Dezembro, e se não forem prolongadas? Vamos perder 50% dos compradores?
  9. Colocado por: PR10E o absentismo é elevado nos primeiros dias após receberem.


    Basta que ele pague adequadamente e encontra logo Portugueses com vontade de trabalhar bem. Isso do "absentismo" é conversa de todos. Eles sabem que o imigrante é mais barato, é só por isso.

    O seu construtor em Portugal contrata imigrantes da mesma forma e pelas mesmas razões que o construtor Suiço contrata imigrantes Portugueses. Precisa de trabalho feito e de forma mais barata do que iria conseguir com os Portugueses, tudo o resto é conversa.
    • PR10
    • 27 abril 2026 editado
    Colocado por: rod_2000

    Basta que ele pague adequadamente e encontra logo Portugueses com vontade de trabalhar bem. Isso do "absentismo" é conversa de todos. Eles sabem que o imigrante é mais barato, é só por isso.

    O seu construtor em Portugal contrata imigrantes da mesma forma e pelas mesmas razões que o construtor Suiço contrata imigrantes Portugueses. Precisa de trabalho feito e de forma mais barata do que iria conseguir com os Portugueses, tudo o resto é conversa.


    Leia bem o que disse!! Não Portugueses na obra é ZERO! Oh homem são todos Portugueses!
  10. Colocado por: PR10Leia bem o que disse!! Não Portugueses na obra é ZERO! Oh homem são todos Portugueses!


    Eu estou tão habituado a ouvir o contrário que foi automático quando li a sua mensagem. Obrigado pela correção!
    Estas pessoas agradeceram este comentário: PR10
  11. Colocado por: rod_2000Isto pode tornar-se numa catástrofe

    De base, não gosto da ideia destas ajudas. Seja para imigrantes, seja para nacionais. Acho que perdemos sempre o foco, quando começámos a procurar razões para que um contribuinte possa usufruir destas ajudas e outro não.

    Entendo a preocupação com o "apego" sentimental que o nacional possa ter a mais, e por isso mais confiança em que quer estabelecer uma vida no país e que irá ajudar no futuro. Sinceramente, acho isso uma não questão, não fosse o português um povo que facilmente levanta voo para outro lado.
  12. Colocado por: rod_2000Estas garantias estão planeadas terminar a dia 31 de Dezembro, e se não forem prolongadas? Vamos perder 50% dos compradores?

    É uma boa pergunta.
    Criará certa injustiça novamente...
    Ainda assim, acho que quanto mais cedo isto acabar melhor... só tem inflacionado ainda mais os preços.
    • AMG1
    • 27 abril 2026
    Colocado por: rod_2000

    A ideia era perceber a alavancagem brutal que isto é. Relembro que estas garantia públicas representam mais de 50% dos contratos.

    Isto pode tornar-se numa catástrofe, e quem vai ser chamado a pagar somos todos nós.

    Estas garantias estão planeadas terminar a dia 31 de Dezembro, e se não forem prolongadas? Vamos perder 50% dos compradores?


    Claro que não. Muitas dessas pessoas comprariam na mesma, algumas se calhar escolheriam algo mais em conta só isso.
    Isto foi um erro brutal do governo, com boas intenções, mas foi um erro e a prova está aí no sistemático aumento dos preços.
    Agora também não vale a pena dramatizar. Se houver uma crise a sério que leve ao incumprimento generalizado com impacto na solvabilidade dos bancos, também ja sabemos que o mais certo seria termos de "entrar" na mesma com ou sem a garantia pública.
    • AMG1
    • 27 abril 2026
    Eu ainda não percebi muito bem como e que vai funcionar a garantia.
    Na eventualidade de incumprimento a garantia do estado cobre exactamente o quê?
    Como é que o estado sabe que o banco é diligente no tratamento dos incumprimentos e não é relaxado, só porque existe essa garantia. Será que existem niveis de serviço acordados entre o estado e os Bancos?
    Na hipótese de haver execução da garantia, o estado tem algum direito de preferência quanto à compra do imóvel, ou só paga ao Banco e boa noite?
    Confesso que nunca procurei saber muito sobre este tema, mas suspeito que neste negócio, a haver um "lorpa" não será o Banco.
  13. Colocado por: AMG1Na eventualidade de incumprimento a garantia do estado cobre exactamente o quê?


    A garantia pode chegar até 15% do capital em dívida inicialmente contratado, com vista à obtenção de um financiamento a 100% do valor da transação.

    A garantia vigora durante 10 anos, a contar desde a celebração do respetivo contrato de crédito. E é acumulável com a isenção de IMT, Imposto do Selo e emolumentos.

    Essencialmente a regra que existia em que tinhamos de poupar 10-15% para a entrada da casa deixa de existir.

    Relembro que 50% dos novos créditos possuem esta garantia.

    No fundo, isto é perigoso porque essencialmente é permitir uma alavancagem superior, um dos principios que deu origem à crise de 2008.

    Eu posso pedir um crédito a 100% e aproveitar os 10% que não gastei na entrada da casa para comprar um carro ou a mobilia. Onde é que eu já ouvi isto?
 
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