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  1. Colocado por: rod_200030-40 anos


    A vida é só uma... e passar metade dela agarrado a uma dívida, é qualquer coisa que me ultrapassa o pensamento.

    Concordo consigo. 15-20 anos no máximo.
    E os preços iam por ali abaixo na hora... ou simplesmente "ninguém" comprava ou construía coisa alguma.

    A vida dá muitas voltas, e ainda bem...
  2. Colocado por: rod_2000Estas faixas temporais para mim deviam ser proibidas, 20 anos no máximo


    Se dizem que os "Portugueses" não conseguem comprar casa com financiamento a 35/40 anos, quanto mais com limite de 20 anos.

    Querem comprar casa, chapa ganha, chapa gasta, zero poupanças, financiamento 100%.
  3. Colocado por: N Miguel OliveiraA vida é só uma... e passar metade dela agarrado a uma dívida, é qualquer coisa que me ultrapassa o pensamento.

    É apenas uma questão psicológica. Pagar uma renda TODA a vida ou pagar uma prestação em quase toda a vida vem dar ao mesmo.
    Se o mercado inflaciona tanto é complicado mudar para uma casa mais cara como é alugar outra mais cara também. As rendas congeladas em Portugal distorceram o mercado durante anos e favoreceram os bancos.
    Como em Portugal (tal como em quase toda a Europa) a mobilidade profissional é muito baixa o arrendamento acaba por ser pouco atrativo ao contrário dos USA.
    Outra vantagem da aquisição é que a inflação e uma gestão pessoal facilita a amortização da divida algo que não existe no arrendamento.
  4. Colocado por: PickaxeO preço das casas amanhã até pode cair 50%, mas daqui a 30 anos estão mais caras do que estão hoje, isto é certo.


    Daqui a 30 anos tudo estará mais caro, a não ser que estejamos a falar de preços ajustados à inflação, pelo que aí a tua afirmação já não é garantida.
  5. Colocado por: Varejote

    Se dizem que os "Portugueses" não conseguem comprar casa com financiamento a 35/40 anos, quanto mais com limite de 20 anos.

    Querem comprar casa, chapa ganha, chapa gasta, zero poupanças, financiamento 100%.


    Se as pessoas não se pudessem endividar tanto para comprar casa não haveria tanta gente a comprar casa aos preços atuais, pelo que, as casas teriam de ser mais baratas.

    Lei da procura e da oferta. Qualquer medida que permita as pessoas comprarem casa a preços mais elevados leva os preços a serem mais elevados.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira
  6. Colocado por: ferreiraj125

    Se as pessoas não se pudessem endividar tanto para comprar casa não haveria tanta gente a comprar casa aos preços atuais, pelo que, as casas teriam de ser mais baratas.

    Lei da procura e da oferta. Qualquer medida que permita as pessoas comprarem casa a preços mais elevados leva os preços a serem mais elevados.


    Em 2020 também já diziam que os preços já estavam no limite e não tinham mais margem para subir, até colocavam aqui uns gráficos bonitos feitos por especialistas internacionais, porque praticamente ninguém ia conseguir comprar e naturalmente os preços iam baixar, em 2026 é o que se vê, praticamente triplicaram, portanto é teoria vs realidade.
  7. Colocado por: Varejote

    Em 2020 também já diziam que os preços já estavam no limite e não tinham mais margem para subir, até colocavam aqui uns gráficos bonitos feitos por especialistas internacionais, porque praticamente ninguém ia conseguir comprar e naturalmente os preços iam baixar, em 2026 é o que se vê, praticamente triplicaram, portanto é teoria vs realidade.


    Se não consegues perceber a relação entre a teoria e a pratica vais ser sempre uma pessoa com grandes dificuldades em entender o mundo.

    Pela tua logica, a teoria da gravidade está errada porque os aviões voam.

    O mundo deve ser confuso para uma pessoa como tu.
  8. Colocado por: ferreiraj125

    Se não consegues perceber a relação entre a teoria e a pratica vais ser sempre uma pessoa com grandes dificuldades em entender o mundo.

    Pela tua logica, a teoria da gravidade está errada porque os aviões voam.

    O mundo deve ser confuso para uma pessoa como tu.


    Há anos que aqui fazes muitos prognósticos baseado em diversas teorias feitas por outros, não acertas nenhuma, depois os outros é que não percebem como gira o mundo.

    Deves ser empregado por conta de outrém, ou funcionário público.
  9. Colocado por: CarvaiComo em Portugal (tal como em quase toda a Europa) a mobilidade profissional é muito baixa


    Eu creio que essa mobilidade também é baixa precisamente pelo: "então comprei casa aqui e vou agora não sei para onde por causa do trabalho?"

    Eu acho muito bem que se peça crédito.
    Mas acho que boa parte do que tem acontecido com os preços se deve ao facto de hoje em dia, qualquer pessoa, mesmo com rendimentos baixos, possa pedir uma fortuna ao banco graças a períodos completamente malucos de crédito.

    Basicamente, para pedir 40 anos, deveria estar a comprar casa ali nos 25, 27 anos... o que para muitos, a essa idade, ainda são estagiários. O crédito pode prender a pessoa aquele sítio demasiado cedo na sua vida profissional.

    Claro que ninguém é obrigado a nada. Mas seria interessante saber quantas das pessoas que compraram ou construíram casa via crédito, a venderam e mudaram de sítio. Não creio que sejam tantas assim... em Portugal, a casa só não é para a vida toda se houver um divorcio...
  10. Colocado por: VarejoteEm 2020 também já diziam que os preços já estavam no limite e não tinham mais margem para subir, até colocavam aqui uns gráficos bonitos feitos por especialistas internacionais, porque praticamente ninguém ia conseguir comprar e naturalmente os preços iam baixar, em 2026 é o que se vê, praticamente triplicaram, portanto é teoria vs realidade.


    Acontece que dá sempre para esticar a corda...
    Seja pelo aumento de rendimentos, ou aumento da capacidade de crédito, ou poder pedí-lo sem ter que dar entrada, ou ter o Estado como fiador, etc etc...

    Cada vez que o cidadão comum consiga envididar-se mais e viver com menos, os preços irão subir.

    E se dum dia para o outro, o cidadão comum não conseguisse crédito de 300k€? Mas só 150k€? O que aconteceria às constructoras?
    Teriam que ajustar-se, construindo mais barato, mais pequeno, mais denso, mais longe do centro, etc...

    Pelo contrário, e se agora eu pudesse pedir 60 anos de crédito? E em vez de 300, conseguia 450k€?
    Concordam com este comentário: ferreiraj125
  11. Colocado por: N Miguel OliveiraMas acho que boa parte do que tem acontecido com os preços se deve ao facto de hoje em dia, qualquer pessoa, mesmo com rendimentos baixos, possa pedir uma fortuna ao banco graças a períodos completamente malucos de crédito.

    Isto não é novo, já existe há décadas!
    Fiz o meu 1º crédito habitação há quase 30 anos (1997) e foi por 43 anos!! (entretanto, paguei-o em 10 anos…)
    Contribui para que os preços se mantenham altos, mas a duração dos créditos não justifica o aumento dos preços, pois isto sempre existiu.
  12. Dos muitos Países que conheço Portugal deve ser o que tem menor mercado de arrendamento. Por exemplo na Alemanha a maioria das pessoas preferem arrendar que comprar.
  13. Colocado por: PR10Dos muitos Países que conheço Portugal deve ser o que tem menor mercado de arrendamento. Por exemplo na Alemanha a maioria das pessoas preferem arrendar que comprar.

    Nada de estranho com politicas de congelamento de rendas com mais de 100 (cem) anos e uma grande percentagem de arrendamento acabar em ocupação para muitos anos sem pagamento ou pagamento simbólico.
    Em muitos Países o arredamento é um complemento de reformas por cá é suicídio financeiro.
    Concordam com este comentário: ferreiraj125, dmanteigas
  14. Colocado por: Jorge_GonçalvesIsto não é novo, já existe há décadas!
    Fiz o meu 1º crédito habitação há quase 30 anos (1997) e foi por 43 anos!! (entretanto, paguei-o em 10 anos…)
    Contribui para que os preços se mantenham altos, mas a duração dos créditos não justifica o aumento dos preços, pois isto sempre existiu.


    Agradeço o exemplo.
    Será que era comum, créditos a 43 anos nos anos 90, como o é agora?
  15. Colocado por: N Miguel Oliveira

    Agradeço o exemplo.
    Será que era comum, créditos a 43 anos nos anos 90, como o é agora?

    Não era comum mas existia. Em 2000 fiz o ultimo CH e foi a 20 anos pois eu já tinha 45 anos. Paguei em 7 mas tinha dado uma entrada de quase 50% (a casa anterior). Atualmente se quiser comprar uma casa usada, mais pequena que a habito mas noutro local teria que vender as 3 casas que tenho e ficava curto.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira
  16. Colocado por: N Miguel Oliveira

    Agradeço o exemplo.
    Será que era comum, créditos a 43 anos nos anos 90, como o é agora?

    Não tenho dados estatísticos, mas todos os meus amigos que compraram casa por essa altura, foi basicamente nas mesmas condições.
    Aliás, até acho que nessa altura era mais fácil o crédito, pois as regras da taxa de esforço eram menos exigentes do que são hoje.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: humarkx
  17. Na decada de 90 a esmagadora maioria dos bancos só oferecia de forma generalizada CH até aos 30 anos, só na segunda metade da decada é que comecaram a aparecer esses prazos, sobretudo com a intensificação da concorrência entre os bancos que por essa altura já tinham sido todos privatizados, para além dos que entretanto tinham nascido já como capital exclusivamente privado.
    Esses prazos mais longos, acima dos 30 anos, só se generalizaram no inicio deste século, até aí eram residuais.
  18. Quando o N Miguel Oliveira falava em urbanismo eu leigo na matéria achava interessante mas escapa-me muitos pormaiores da área. Ao ler um artigo sobre a minha "terra" fiquei a perceber um pouco mais e a avaliar o custo de determinadas decisões. Aqui fala de agua mas podemos acrescentar a luz, comunicações, resíduos, etc
    Aqui fica um extrato:
    "A ÁGUA, LOULÉ, E OS PDM's
    O Algarve e o Labirinto do Betão:
    A Água como Limite e a Democracia como Solução.
    Durante décadas, o Algarve foi desenhado sob o signo da "ocasião". O modelo de urbanização dispersa, marcado pela casinha no cimo do monte e pelo aldeamento entre pinheiros, foi vendido como um ideal de liberdade.
    Contudo, hoje percebemos que esse modelo foi uma hipoteca sobre o futuro hídrico da região. Em Portugal, os Planos Diretores Municipais (PDM) têm funcionado como sinais de trânsito que estabelecem limites mínimos de velocidade, e nunca os máximos: são convites ao crescimento desmedido, e não ferramentas de contenção. A matemática expõe a ineficiência.
    Em concelhos como Loulé, manter os seus 1.200 quilómetros de condutas para uma população dispersa de 75.000 almas é financeiramente incomportável. Quando a rede é demasiado extensa, as perdas tornam-se inevitáveis e a manutenção um sorvedouro de dinheiros públicos. A dispersão urbana é o ralo por onde foge a água que falta às barragens."
    Carlos Santos
    Concordam com este comentário: eu, N Miguel Oliveira
  19. Colocado por: CarvaiQuando o N Miguel Oliveira falava em urbanismo eu leigo na matéria achava interessante mas escapa-me muitos pormaiores da área. Ao ler um artigo sobre a minha "terra" fiquei a perceber um pouco mais e a avaliar o custo de determinadas decisões. Aqui fala de agua mas podemos acrescentar a luz, comunicações, resíduos, etc
    Aqui fica um extrato:
    "A ÁGUA, LOULÉ, E OS PDM's


    Sim. Não estou muito a par do que acontece noutras regiões. Sou de Braga, estudei na UMinho, e desde cedo no curso, se apontava para o problema do tecido urbano disperso e difuso. É altamente ineficiente, e caro. No caso do norte, acresce ainda outra situação, o relevo, a topografia acidentada do território, as zonas com muita vegetação, as curvas, os deslaves, etc...

    Diria que apesar de tudo, terras como Loulé, Portimão, Olhão... tendem a concentrar as infraestruturas ligadas ao turismo justo ao mar... e do mesmo modo, a população local também.

    Agora, terras como Famalicão, Santo Tirso, Penafiel, Lousada, Paços de Ferreira, Marco de Canaveses, etc etc... estão condenadas... Basta abrir o site do PDM da Câmara de Barcelos por exemplo e ligar o layer da rede de saneamento... ao longo de 89(?) freguesias...

    Claro que depois os impostos não chegam para tudo. Quem trabalha não paga só a construção da própria casa e a reforma dos jubilados de agora, paga a construção e manutenção de toda a infraestrutura no país. Não há milagres.

    Afinal, como se diz a um municipe, que se vive a mais de 10kms do limite urbano do municipio, terá que ter fossa, poço, paineis solares, terá que enterrar o lixo, e limpar os caminhos e o mato, e que luz pública à noite só mesmo com luz cheia?

    O munícipe tem o direito de escolher viver donde quiser. Tudo muito bem. Mas por que raio os outros munícipes todos têm o dever de pagar para isso?
  20. Colocado por: CarvaiPlanos Diretores Municipais (PDM) têm funcionado como sinais de trânsito que estabelecem limites mínimos de velocidade, e nunca os máximos: são convites ao crescimento desmedido


    Pegando na alusão...
    Em muito territórios, eu preferia que fosse proibido construir em 80% dos terrenos. Só naqueles que tivessem infraestrutura e aglomerados urbanos consolidados, como o centro da aldeia por exemplo, ali entre o café central e a igreja... é que se podia.

    E nas periferias das cidades, mais do que índices e áreas máximas... preferia que houvesse áreas mínimas. Para evitar "destruir" um terreno com 1500m² com uma simples casa unifamiliar. Deveriamos ter um mínimo de fogos em certos casos.

    E se, por exemplo, só se pudesse construir a menos de 3kms duma escola? Ou duma junta de freguesia? Em territórios como as aldeias de Braga, Guimarães, Barcelos, Vila Verde, etc?

    Até as rotas dos autocarros seriam mais rápidas, como limites de velocidade mais altos nas zonas desertas e com apenas 6 ou 7 paragens na zona consolidada da freguesia...
    Concordam com este comentário: ferreiraj125
 
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