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  1. Colocado por: AMG1

    Mas em sua opinião esta intervenção do estado no mercado habitacional americano configura uma intervenção ou não?
    Para mim é claro que se trata de uma intervenção estatal, como objectivo de suprir uma falha do mercado, ou seja a incapacidade do mecanismos de mercado para colocar aquelas casas em condições de poderem ser transaccionadas por quem as quer vender e comprar.
    Portanto, o problema não está na intervenção do estado, que em abstrato, nem é boa nem má, depende do que estiver em causa e neste caso, a meu ver é positiva, mas não deixa de ser uma intervenção do estado no mercado porque ele se revela incapaz de resolver a situação.
    Ou seja, quando os mecanismos de mercado falham, a solução é o estado intervir para suprir essa falha. É simples e compreensível, mas também expõe os limites da ortodoxia mercantil.
    Na europa isto seria algo "normal", mas nos USA e sob uma admistracao republicana, não deixa de ser curioso.


    Um mercado totalmente livre seria anarcocapitalismo, não haveria estado a intervir, isso não existe.

    Tal como não existe um mercado totalmente controlado, isso seria o estado a deter todos os recursos e meios de produção e decidir tudo o que se faz ou não se faz.

    Existe sim, um espectro.


    O estado deve controlar, mas deve ter cuidado porque muitas vezes é dificil perceber o impacto da sua intervenção, e muitas vezes tem efeitos indesejaveis. Quanto maior a intervenção maior esse risco.

    Um exemplo são os emprestimos a 100%... É uma ajuda, mas inevitavelmente tem efeitos opostos ao que se deseja.
  2. Colocado por: AMG1Parece que mesmo na pátria do liberalismo, o mercado imobiliário


    Os USA, pelo menos nalguns Estados, Counties e Cidades, são tudo menos liberais no mercado imobiliário e de construção...

    A malta é que tem uma ideia errada, fruto dum IVA baixo e dum IRS/IRC simpático...

    Mas quando o tema é predial... até estala...
    Não só ao nível dos impostos, como das regras que há que cumprir... chega a ser insano.

    Em Portugal, muito nos queixámos das Câmaras, da burocracia, dos atrasos nos processos e tal... Mas isso é igual ou pior em certas partes dos USA...

    Em muitas terras, nem sequer há a mentalidade dum projecto aprovado à primeira... basicamente ignoram muitas das regras, e esperam que a Câmara venha e corrija... para que se inicie uma negociação, pois do modo como a Câmara quer, "o projecto não é execuível $$$"... o "esticar a corda" é a regra.

    No entanto, também têm certas coisas boas, que poderiamos implementar em Portugal. Mas são temas demasiado chatos e técnicos ligados à densidade e Urbanismo... para debater com uma sociedade demasiado focada na árvore (imigrantes, etc)... e que ignora a floresta (banca, ajudas do Estado, OT,etc)...

    Hoje em dia, todos são especialistas de tudo... Fala-se demasiado, e faz-se muito pouco...
    • eu
    • 13 maio 2026
    Colocado por: N Miguel Oliveiraregras que há que cumprir... chega a ser insano.


    Até a altura da relva dos jardins é controlada ;)
  3. Colocado por: eu

    Até a altura da relva dos jardins é controlada ;)

    Essa não conhecia, mas conheço outra do género… só podes plantar no teu jardim as plantas e flores que estiverem autorizadas (isto no caso dos condomínios de moradias) :)
  4. O que sempre admirei nos USA foi as casas sem muros e sem grades. É a verdade que graças a uma imigração descontrolada ( a tal arvore sem importância) as coisas começam a mudar.
    Concordam com este comentário: ferreiraj125
    • eu
    • 13 maio 2026
    Colocado por: CarvaiO que sempre admirei nos USA foi as casas sem muros e sem grades


    Sem dúvida. Os bairros de vivendas deles nos subúrbios são normalmente locais muito bonitos e agradáveis.
  5. Colocado por: eu

    Sem dúvida. Os bairros de vivendas deles nos subúrbios são normalmente locais muito bonitos e agradáveis.



    Mas quando um dos vizinhos não corta a relva é logo motivo para levar umas cartas e uns placards com ameaças , é impressionante...
  6. Curioso estava a ouvir a M80 e deu uma música que podia ter sido feita ontem. Boss AC 2012. 14 anos depois não mudou nada.

    https://www.google.com/search?sca_esv=a39744d3bd92150d&rlz=1C1CHZO_pt-PTPT994PT994&sxsrf=ANbL-n7IskxTUq1UN4IcMl1X4Y6mSUF9zQ:1778674714810&q=letra+de+boss+ac+sexta%E2%80%90feira+(emprego+bom+j%C3%A1)&si=AL3DRZE7_A6z7S63Al1C6cDWLHdQVMtSb6jnjSSwr3yX2TfJZeKJFhlZdzZC2i34ZQpGx6meP2OYD3sG3sv-rhjEowBv3phVHN7Pr7VmvL-vOSvSKJjhCKKj_FqDwFYUQRO3bNcgsiEK_nIgNhUopQ0K6K7THl4Xec-cKlFlsry-LpRLZUY9ZGM28eaUyzRaOihghanEa8YI&sa=X&ved=2ahUKEwiB86_Un7aUAxUIhf0HHa1VHZ0Qv_UKegQIIhAD&biw=1038&bih=520&dpr=1.5
  7. O que podia existir em Portugal eram zonas semelhantes às do Dubai, free zones onde o mercado funcionasse de forma totalmente livre, enquanto o restante território continuaria regulado pelo Estado.

    Nestas "free zones":

    menor carga fiscal,
    menos burocracia,
    regras especiais para empresas estrangeiras,
    regimes aduaneiros/fiscais mais favoráveis.

    Mas depois bloquear esta malta de comprar casas / colocar empresas em outros lados.
  8. Colocado por: eu

    Sem dúvida. Os bairros de vivendas deles nos subúrbios são normalmente locais muito bonitos e agradáveis.


    Foi uma das coisas que me impressionou, aqui ao lado espanha é até ao 2º andar e por cá não demorará muito. Mas ainda estamos melhor que no panamá, vi algumas zonas com arame farpado no 3º andar.
  9. Colocado por: euAté a altura da relva dos jardins é controlada ;)

    Peanuts...

    O que é a doer é quando cede uns bons metros na frente do terreno, para aumentar uma rua que já era larguíssima...
    Que os índices sejam calculados em função do terreno cortado... em vez do original... ou...

    Quando além da sua relva e manutenção, paga uma brutal taxa aquando do licenciamento para que a cidade construa parques públicos quem sabe onde... e não são taxas de 1000 ou 2000 paus...

    Aquilo que se gasta em taxas durante um licenciamento é algo completamente surreal, quando comparado com a realidade portuguesa.

    Fora os casos em que o projecto, embora simples, vai a discussão pública, e a votação municipal... Só para pagar isso, para que se faça uma reunião pública com os vereadores todos, é logo uma paulada...
  10. Colocado por: CarvaiO que sempre admirei nos USA foi as casas sem muros e sem grades. É a verdade que graças a uma imigração descontrolada ( a tal arvore sem importância) as coisas começam a mudar.


    Impressionante, não é?
    Como é que um país em que uns 95% da população é imigrante ou descendente de imigrantes, consegue viver sem cercas ou muros, em que qualquer transeunte chega facilmente às janelas da frente... desde o passeio da rua.
    Nem medo têm de deixar o carro frente à casa, quando até tinham a garagem mesmo ali ao pé...

    Se calhar o problema não está nos imigrantes, mas no modo de fazer cumprir a lei duma maneira generalizada para toda a população.

    Mas nada disso é de borla... os agentes do Estado têm muitas maneiras de se financiar, nomeadamente através dos impostos prediais.

    Por mim, era assim também... carregar nos prediais e afrouxar os sobre os productos e sobre o trabalho...

    Mas isso dificilmente passaria... nem seria popular, numa sociedade como a portuguesa, em que a maioria são proprietários, em que muitos destruíram propriedades grandes com uma só casa (aliás, a lei fomenta isso), e uns quantos ainda têm casas de férias no Algarve fechadas ou alugadas...

    A malta borra-se toda por 500 paus de IMI ao ano... e ainda faz um escândalo por pagar 10'000 ao licenciar... Vão ver quanto é em certas regiões dos USA e depois falamos...
    Concordam com este comentário: palmstroke
  11. Colocado por: euSem dúvida. Os bairros de vivendas deles nos subúrbios são normalmente locais muito bonitos e agradáveis.


    Pois... mas depois vê os loteamentos em Portugal, e é uma miséria ao nível da imaginação... é um carimbo replicado vezes sem fim... em que depois a mentalidade do Dono de Obra tampouco evoluí. O senhor do castelo, precisa da muralha e da privacidade... só não tem o fosso com crocodilos porque não lhe deixam.
    Há uns anos, numa banda de uma dúzia de casas em Braga, propusemos e fizemos aprovar uma frente "à la americana"...
    Sem muros nem portões, onde se priviligiava uma frente unificada e de convívio entre vizinhos. A matriz era o tedioso 7m de frente, mas lá fizemos as únicas casas com garagem (side by side) em vez de tandem... do loteamento...

    Depois de tudo aprovado e já com a construção adiantada, a imobiliária metida ao barulho, lá conseguiu convencer o promotor a meter o portãozinho para o peão e outro para os carros... e mais 10'000€ em gastos, como que se fosse isso que travasse um eventual ladrão...

    Os contadores, aprovados na perpendicular ao passeio numa caixa metálica dissimulada com uma floreira de vedação entre lotes... terminaram virados para a rua, como autocolantes em paragem de autocarro...

    No final, aquele que foi um projecto pensado para valorizar a própria rua, segurança, iluminação e convívio comunitário, assim como facilitar as entradas e saídas de carro, com garagem (carro lado a lado)... terminou num projecto igual a tantos outros...

    Naquele caso, não foram os Arquitectos, nem os Engenheiros, nem a legislação, nem a Câmara, que impediram a evolução. Foi a mentalidade atrasada de quem vende imóveis...

    Essa é talvez a parte mais triste da profissão. A frustração ao ver os resultados finais e comparar com aquela que tinha sido a ideia original. Muitas vezes diz-se que é por causa de que os Arquitectos fazem tudo mais caro e depois não há dinheiro. Mas na maioria das vezes, tal como neste caso, nem é isso. Aliás, a versão final ficou mais cara...

    ---

    Quanto aos suburbíos "enfadonhos" americanos...

    Devo dizer, que talvez 18 ou 19 do meu Top 20 de loteamentos favoritos, estarão algures naquele continente. Tive/tenho inclusive a felicidade de viver em dois deles...

    Sem castelo nem muralha, mas com equipamentos partilhados, onde se fomenta a entreajuda de esforços e recursos...
  12. Colocado por: rod_2000O que podia existir em Portugal eram zonas semelhantes às do Dubai, free zones onde o mercado funcionasse de forma totalmente livre, enquanto o restante território continuaria regulado pelo Estado.

    Nestas "free zones":

    menor carga fiscal,
    menos burocracia,
    regras especiais para empresas estrangeiras,
    regimes aduaneiros/fiscais mais favoráveis.

    Mas depois bloquear esta malta de comprar casas / colocar empresas em outros lados.


    Pois pois, e onde seriam essas free zones?
    Aquelas onde só existe um T0 e uma caixa de correio? Mas só se lá vive 3 dias ao ano?

    Hoje em dia temos políticos a declarar a sua HPP em Cascos de Rolha, na casita que era da avó... só para conseguir umas ajudas de custo maiores... Imagine estender essa lógica a toda a população...
  13. Colocado por: N Miguel OliveiraAquelas onde só existe um T0 e uma caixa de correio? Mas só se lá vive 3 dias ao ano?


    Parece-me bem. Uma zona sem pressão urbanistica. A Comporta é um bom exemplo, já o é, só falta ser no papel.

    Ia resultar, mas nunca irá ser aplicado. Por uma razão, não convém.
  14. Não é preciso estarmos a esconder que o estado está a ganhar à brava com os preços das casas, e que para o estado convém que os preços continuem altos, as medidas de apoio nada mais são do que uma tentativa de tentar continuar a aumentar os preços das casas e a ganhar votos pelo caminho. O PS fez isso e agora o PSD também, por isso tanto faz quem governa que no final o objetivo é o mesmo.
  15. Colocado por: rod_2000Comporta


    Ai sim? E porque não na ilha de São Jorge? Ou em Mirandela?
    Quem vai viver para o Dubai? E porquê? Até o anterior rei de Espanha foi fazer companhía a youtubers e afins...

    Que mais valias traria isso para o país versus tê-los distribuídos pelo território? Ter gente do municipio ao lado a ir limpar casas e cortar jardins a bom preço?
  16. Colocado por: rod_2000Ia resultar, mas nunca irá ser aplicado. Por uma razão, não convém.


    Ia resultar no quê?
    Ter um vizinho em Cascais, ou um colega de trabalho, que paga menos que eu em impostos, porque tem um T0 na free zone da Comporta, onde supostamente vive?
  17. Colocado por: N Miguel Oliveira
    A malta borra-se toda por 500 paus de IMI ao ano... e ainda faz um escândalo por pagar 10'000 ao licenciar... Vão ver quanto é em certas regiões dos USA e depois falamos...


    Se os Tugas ganham-se o que eles ganham por mim era tudo bem!

    Há dias contou-me um agente da Century 21 que foi mostrar uma moradia a Mira que custava 475000 Euros e diz ele que não era nada de especial mas o casal de gringos já entradates estava sempre a insitir se a moradia não tinha algum problema porque estava muito barata. é que lá aquela casa era para cim de 1.5 M $ diziam eles.
  18. Colocado por: rod_2000O que podia existir em Portugal eram zonas semelhantes às do Dubai, free zones onde o mercado funcionasse de forma totalmente livre, enquanto o restante território continuaria regulado pelo Estado.

    Nestas "free zones":

    menor carga fiscal,
    menos burocracia,
    regras especiais para empresas estrangeiras,
    regimes aduaneiros/fiscais mais favoráveis.

    Mas depois bloquear esta malta de comprar casas / colocar empresas em outros lados.


    Uma especie de exit tax.
 
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