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  1. Colocado por: N Miguel OliveiraÀ medida que Portugal se vai integrando mais na UE... talvez o português se sinta perfeitamente em casa vivendo em Amesterdão ou Berlim... como quando "emigra" para Oeiras, Odivelas ou Matosinhos..

    Em Amesterdão ou em Berlim há casas á borla?
    E pagam ao Banco ou ao senhorio. Claro que se ganha mais, mas se o objetivo é poupar para depois investir no betão em Portugal, aonde fica a estória de viver bem, viajar, beber uns copos, etc.
    E se eu fosse bruxo ainda antes do filho ir para a escola tinha investido em Bitcoins e hoje já voava em jato privado. Aí pelos States há milhões a investir em Bolsa e parece que também existe uma crise no imobiliário como tem relatado por aqui.
  2. Colocado por: CarvaiEm Amesterdão ou em Berlim há casas á borla?


    O tema aqui está no rácio entre o preço das casas e os rendimentos. Nessas cidades vive-se uma realidade diferente de Portugal.

    Eu já partilhei aqui que este rácio não é normal, é uma anomalia estatistica.

    O indice de preços do consumidor, por outro lado... têm crescido muito menos do que na UE. Portanto, o dinheiro que nós estamos a canalizar para as casas provavelmente está a estancar a inflação.
  3. A Maria e o Manuel, personagens fictícias, compram casa em Portugal. Como acontece com muitas famílias portuguesas, uma parte enorme dos seus rendimentos fica presa à habitação. Depois de pagarem a prestação da casa e todas as despesas associadas, sobram-lhes apenas 100 bananas por mês para investir.

    Essas 100 bananas são aplicadas num investimento diversificado, por exemplo em ações e certificados do tesouro. Em teoria, esse dinheiro ajuda a economia: as empresas conseguem financiar-se, investir, crescer e criar postos de trabalho; o Estado consegue captar poupança interna, melhorar o seu financiamento e, em última análise, prestar melhores serviços públicos.

    Agora imaginemos o John e a Marie, noutro país. Eles também compram casa, mas a sua taxa de esforço é de apenas 30%. Como a habitação consome uma fatia muito menor do rendimento, conseguem investir 200 bananas por mês no mesmo tipo de produtos financeiros, mas no seu próprio país.

    O resultado é simples: o país do John e da Marie recebe mais poupança, mais investimento e mais capital disponível. As empresas desse país têm melhores condições para investir, pagar melhores salários e aumentar a produtividade. O Estado, por sua vez, beneficia de uma base económica mais sólida e de melhores condições de financiamento, o que pode traduzir-se em melhores serviços públicos.

    Isto é um travão estrutural à economia portuguesa.

    A economia das bananas, mas é a realidade de Portugal, e a principal razão por isto ser uma miséria.
    Concordam com este comentário: palmstroke, eu
  4. Colocado por: CarvaiEm Amesterdão ou em Berlim há casas á borla?
    E pagam ao Banco ou ao senhorio. Claro que se ganha mais, mas se o objetivo é poupar para depois investir no betão em Portugal, aonde fica a estória de viver bem, viajar, beber uns copos, etc.
    E se eu fosse bruxo ainda antes do filho ir para a escola tinha investido em Bitcoins e hoje já voava em jato privado. Aí pelos States há milhões a investir em Bolsa e parece que também existe uma crise no imobiliário como tem relatado por aqui.


    A diferença, é que entre emigrar afim dum dia construir na terra... para Lisboa ou Amesterdão... é que com jeito, junta pá casa em menos de metade do tempo na Holanda... mesmo pagando aluguer, jantares e boa vida...

    Você vê isso desde da perspectiva de que quem tem empregos e bons salários relativamente perto... e mesmo que as coisas corram mal, um divórcio, etc... a coisa vende-se sempre.
    Essa não é a realidade de boa parte do país.

    Parece-me boa ideia embarcar em créditos altíssimos para comprar casa. O problema é quando em vez de estarmos a falar da Amadora, falamos doutro sítio qualquer onde os empregos é aquilo e pronto... a casa, a dívida termina por ter um peso importante na hora de decidir migrar, seja pa Lisboa, Amesterdão, etc...

    É só isso.
    Claro que o berlinense também paga renda. E qual é o mal?
    Você vê um grande problema pagar TODA a vida a um senhorio. Ora, metade dos europeus, mesmo fazendo parte da classe média assimila essa ideia com bastante tranquilidade até.

    Essa "liberdade" permite-lhe mudar de imóvel, de trabalho, de região... e não há grande mal nisso. Sabe, nem toda a gente pensa do que deixar para herdar...

    Muito mais do que pensar em gastar menos... a malta fora preocupa-se é em ganhar mais...

  5. Qual é o suíço, o norueguês, o australiano, o norteamericano, o canadiano, que pode dar-se ao luxo de emigrar uns anitos e com isso pagar uma casa na terra onde nasceu?


    Não é assim tão fácil poupar durante uns anitos 300 mil euros para comprar casa na terra. Se pensarmos num periodo de 10 anos, significa poupar 2500€ limpos/mês. Mas 10 anos não são uns anitos. E não sei se o emigrante médio consegue, sozinho, poupar isso mensalmente.
  6. Colocado por: palmstrokeNão é assim tão fácil poupar durante uns anitos 300 mil euros para comprar casa na terra. Se pensarmos num periodo de 10 anos, significa poupar 2500€ limpos/mês. Mas 10 anos não são uns anitos. E não sei se o emigrante médio consegue, sozinho, poupar isso mensalmente.


    Agora imagine o suíço... ou o norteamericano... com as casas mais básicas a serem preçadas em milhões...

    O que quero dizer, é que apesar de tudo, temos disponível a opção para emigrar para um local onde se ganha bastante mais ao ponto de podermos construir uma casa na nossa terrinha numa fração de tempo.

    Ainda assim, entre 10 anos fora mais 30 desafogados... ou 40 com a corda ao pescoço, e tudo por causa duma casa.... hmmmm....

    Depois também depende como se emigra...
    Se emigra ele, e ela fica... hmmmm...
    Agora se emigram os dois, esses 10 anos passam a 3 ou 4... não só porque ganham os dois, como os gastos são a dividir, as comidas, menos viagem pa ver a amada, etc...
    Depende.

    Tambem depende da casa que se quer fazer... é muitas vezes emigrando que se dá conta que com 130m² se calhar vivo perfeitamente... pois era isso que acontecia no estrangeiro...
    Pelo que se ganhar posso ponderar baixar esse orçamento de 300 mil.

    São muitos "ses".
    Mas tudo começa com uma questão de perspectiva. Emigrar para França, Andorra é de tal maneira perto... que em muitos países, com essa distância nem saía da própria província. Na UE temos muita coisa partilhada... e a mais difícil de todas, (circular livremente entre países), já foi resolvida há uma geração atrás...
    Voltando à perspectiva, se calhar deveriamos deixar de chamar-lhe emigração quando continuámos dentro da UE. Acredito que lhe custe muito mais a um madeirense mudar-se para Lisboa, que um lisboeta mudar-se para Madrid...
  7. Colocado por: euOlhe que eu vejo muita gente da classe média alta a andar com carros banais, e muitas vezes com mais de 10 anos.

    Isso só por si não diz nada. Tem a ver com cada um.
    Eu cheguei a ter 3 motas e um carro na garagem, e o carro era velho, só o usava para fazer compras grandes. 95% das minhas deslocações eram feitas de mota, até fazem viagens pela Europa, sempre de mota.

    Outros, provavelmente, tinham mais do que um carro.
    Outros ainda, preferem andar só de transportes públicos e Uber e usar o dinheiro para outras coisas que lhes interessem mais.

    A questão é mesmo essa, se reservarem uma percentagem para a habitação, o dinheiro que sobra, dará para o tipo de vida que pretendem.
    • eu
    • 21 maio 2026 editado
    Colocado por: vmontalvaoTem a ver com cada um.


    Exato.

    É por isso que a regra da taxa de esforço em percentagem dos rendimentos é cega e pouco fiável, favorecendo os baixos rendimentos e prejudicando os rendimentos mais elevados.

    Isto com um exemplo prático é bastante fácil de perceber.

    A Maria e o João ganham 1800 € por mês, com uma taxa de esforço de 35% podem pagar uma prestação mensal de 630 €. Ficam com 1170€ para viver.

    A Joana e o Martim ganham 4500€ por mês, com uma taxa de esforço de 35% podem pagar uma prestação mensal de 1575€. Ficam com 2925€ para viver.

    Ora, como é óbvio, a Joana e o Martim poderiam pagar uma prestação bastante mais elevada sem prejudicar muito o estilo de vida, pois 2925 € por mês chegam e sobram para uma vida confortável e até alguns luxos.
    • eu
    • 21 maio 2026 editado
    No meu ponto de vista, a fórmula da taxa de esforço admissível devia ser não linear, por exemplo:

    Prestação_máxima = (rendimentos - valor fixo) * percentagem_esforço

    Se o valor fixo fosse por exemplo 900 € e a percentagem_esforço 50%, no cenário anterior daria:

    Maria e João: prestação_máxima = (1800 - 900 ) * 50% = 450 €

    Joana e Martim: prestação_máxima = (4500 - 900 ) * 50% = 1800 €

    Estes valores parecem fazer mais sentido.
  8. Colocado por: euNo meu ponto de vista, a fórmula da taxa de esforço admissível devia ser não linear, por exemplo:

    Prestação_máxima = (rendimentos - valor fixo) * percentagem_esforço

    Se o valor fixo fosse por exemplo 900 € e a percentagem_esforço 50%, no cenário anterior daria:

    Maria e João: prestação_máxima = (1800 - 900 ) * 50% = 450 €

    Joana e Martim: prestação_máxima = (4500 - 900 ) * 50% = 1800 €

    Estes valores parecem fazer mais sentido.


    Sim, em teoria esse sistema seria melhor.
    O problema é que em leis tens que fazer coisas simples e de fácil implementação...
    • eu
    • 21 maio 2026
    Colocado por: JosebaO problema é que em leis tens que fazer coisas simples e de fácil implementação...


    Aquela fórmula é extremamente simples.
  9. Colocado por: Mario Cordeiro

    Eu tenho dinheiro para duas mas só tenho uma.Bem tento arranjar a segunda mas não está fácil.


    O meu coração sangra por si.
  10. Colocado por: rod_2000A Maria e o Manuel, personagens fictícias, compram casa em Portugal. Como acontece com muitas famílias portuguesas, uma parte enorme dos seus rendimentos fica presa à habitação. Depois de pagarem a prestação da casa e todas as despesas associadas, sobram-lhes apenas 100 bananas por mês para investir.

    Essas 100 bananas são aplicadas num investimento diversificado, por exemplo em ações e certificados do tesouro. Em teoria, esse dinheiro ajuda a economia: as empresas conseguem financiar-se, investir, crescer e criar postos de trabalho; o Estado consegue captar poupança interna, melhorar o seu financiamento e, em última análise, prestar melhores serviços públicos.

    Agora imaginemos o John e a Marie, noutro país. Eles também compram casa, mas a sua taxa de esforço é de apenas 30%. Como a habitação consome uma fatia muito menor do rendimento, conseguem investir 200 bananas por mês no mesmo tipo de produtos financeiros, mas no seu próprio país.

    O resultado é simples: o país do John e da Marie recebe mais poupança, mais investimento e mais capital disponível. As empresas desse país têm melhores condições para investir, pagar melhores salários e aumentar a produtividade. O Estado, por sua vez, beneficia de uma base económica mais sólida e de melhores condições de financiamento, o que pode traduzir-se em melhores serviços públicos.

    Isto é um travão estrutural à economia portuguesa.

    A economia das bananas, mas é a realidade de Portugal, e a principal razão por isto ser uma miséria.
    Concordam com este comentário:palmstroke,eu


    Mas alguém vende a casa e fica com o dinheiro.

    Sendo que boa parte das casas são compradas com recurso a credito, ou seja, dinheiro criado do ar, até ajuda a injetar dinheiro na economia.
  11. Colocado por: eu

    Exato.

    É por isso que a regra da taxa de esforço em percentagem dos rendimentos é cega e pouco fiável, favorecendo os baixos rendimentos e prejudicando os rendimentos mais elevados.

    Isto com um exemplo prático é bastante fácil de perceber.

    A Maria e o João ganham 1800 € por mês, com uma taxa de esforço de 35% podem pagar uma prestação mensal de 630 €. Ficam com 1170€ para viver.

    A Joana e o Martim ganham 4500€ por mês, com uma taxa de esforço de 35% podem pagar uma prestação mensal de 1575€. Ficam com 2925€ para viver.

    Ora, como é óbvio, a Joana e o Martim poderiam pagar uma prestação bastante mais elevada sem prejudicar muito o estilo de vida, pois 2925 € por mês chegam e sobram para uma vida confortável e até alguns luxos.

    Está a esquecer-se dos gastos fixos. Qual o valor de gastos fixos que cada casal tem?
    Provavelmente o segundo casal tem filhos em colégios privados, seguros de vida, poupanças reformas, leasing automóvel, poupanças-reformas, um CH para a casa de férias, etc. Não esquecer de deixar sempre uma margem para imprevistos (desemprego, inflação, subida de taxas de juro, ...).
    Isso de quere simplificar as coisas, tem o que se lhe diga.
    Obviamnente que não existirão fórmulas perfeitas, mas julgo que a taxa de esforço, já é algo estudado e o valor a que se chegou, será o que cobrirá a maior parte dos casos. Claro que haverão sempre excepções, mas faz parte das regras.
    • eu
    • 21 maio 2026
    Normalmente outros créditos são deduzidos ao rendimento.
    • eu
    • 21 maio 2026
    Colocado por: vmontalvaojulgo que a taxa de esforço, já é algo estudado e o valor a que se chegou, será o que cobrirá a maior parte dos casos.


    Pois eu acho que é um nr arbitrário. ;)
  12. Colocado por: euNormalmente outros créditos são deduzidos ao rendimento.

    É tudo deduzido, daí dizer que os exemplos que apresentou, pecam por não incluir esses dados. Focou somente nos salários, e a taxa de esforço, tem que incluir os gastos fixos.
  13. lmao

    quanto o teu próprio governo está contra ti, é que já nem dá para esconder

    https://expresso.pt/sociedade/2026-05-21-um-milhao-de-euros-escondidos-em-casa-e-um-selo-desativado-chefia-do-mne-legalizou-mil-imigrantes-178e74d7

    mas claro a culpa é dos portugueses gastarem dinheiro nos carros...
  14. Colocado por: jg231lmao

    quanto o teu próprio governo está contra ti, é que já nem dá para esconder

    https://expresso.pt/sociedade/2026-05-21-um-milhao-de-euros-escondidos-em-casa-e-um-selo-desativado-chefia-do-mne-legalizou-mil-imigrantes-178e74d7

    mas claro a culpa é dos portugueses gastarem dinheiro nos carros...


    Mas o que é que esta vigarista, que até foi descoberta e presa, tem que ver com o governo?
  15. mais um

    https://x.com/HollyGrayle/status/2057828046141616249

    já tinha visto o vídeo, pensei que fosse mentira mas é verdade

    pq razão uma coisa destas existiria, poupa mais que 99% da população portuguesa, aliás o gajo recebe mais que 99% 🤣

    inacreditável, subsidios subsidios subsidios

    45.686 jovens receberam o apoio financeiro à renda do Porta 65.Este volume representa um aumento expressivo de 32,5% face ao mesmo período do ano anterior.


    fds, esta natalidade anda a crescer imenso, 32.5% de aumento! está resolvido o problema da SS!

    claramente o problema dos preços n é da procura subsidiada e importada!
 
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