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  1.  # 21

    Colocado por: Marco CardoE vem logo com ilegalidade fdx.


    Se não planeia saltar a lei, não precisa de contactos para nada.

    Se quer passar à frente dos outros, isso é só mesquinho e miserável.

    É verdade que às vezes os processos empancam por N de razões. Não precisa de contactos para desempancar nada. Basta ter o mínimo de noção de como as coisas funcionam em tal câmara. E ir ao sítio certo. Insistir, etc. Isso é normal e qualquer Arquitecto o faz, sem ter "amigos" na Câmara.

    Você é que não sabe interpretar o que se escreveu antes sobre as ilegalidades. Eu prefiro ter algo em mãos que sei que passa por estar bem, e não porque talvez o meu Arquitecto mexeu os cordelinhos.
    Sobretudo agora, com as regras que há... ter dúvidas sobre o trabalho e idoneidade do Arquitecto torna tudo mais complicado... porque não pode contar com que a Câmara analisou... como antes.

    Complicado é você, que parece que acha que nada avança sem mexer cordelinhos. Um projecto bem instruído também conta, para o pouco tempo que demora a sair da Câmara.
    Isso esbarra de frente com os Arquitectos que metem qualquer coisa, e depois resolve-se por telefone. É normal que demore mais nesses casos.

    Eu aqui apenas tento passar ideia que o requisito de "ter contactos" é uma não questão, que muitas vezes até chega a ser contraproducente. Depende.
  2.  # 22

    Colocado por: N Miguel Oliveira

    Eu prefiro ter algo em mãos que sei que passa por estar bem, e não porque talvez o meu Arquitecto mexeu os cordelinhos.



    Eu prefiro ter algo em mãos que sei que passa por estar bem e que o Arquitecto mexa os cordelinhos.

    Agora Arquitecto que se acha a ultima Coca-Cola do deserto e meta o processo na Camara e depois está-se a marimbar e que demore o tempo que for para ele está tudo bem (pudera) e o DO é que tem que se desenrascar e quer é só o graveto para mim é logo posto de lado.
  3.  # 23

    Eu para sí, serei eventualmente um desses.
    Fazer o projecto que cumpra as regras, e leve com toda a papelada que a Câmara pede. Para que passe à primeira e sem complicações. Verificar que têm tudo do lado deles e que dêm confirmação. Depois de X tempo instruído, se vir que o tempo razoável para determinada Câmara já está a passar, verificar o status e insistir via telefone ou pessoalmente regularmente. Nada de mais. Nada de passar à frente de ninguém.

    Há projectos que requerem outra atenção, quando por exemplo certa regra cria ambiguidade e não temos a certeza que passa à primeira. Aí é diferente, pois a coisa pode não passar à primeira. Então é preciso puxar por eles e apalpar terreno, afim de aferir melhor a probabilidade de passar e chumbar. Ainda assim, o processo não tem razão nenhuma para passar à frente de ninguém.

    Nem nas Câmaras cujos Arquitectos são bons amigos, colegas de faculdade, etc... há cá cordenilhos. O projecto que calhe a quem calhar, e que siga a ordem dos projectos em lista de espera, como deve de ser.

    Ora, eu no seu caso era posto de lado, mesmo que fosse bastante mais rápido que o Arquitecto Cunha.

    Tantas histórias oiço desses amigos e colegas que trabalham em Câmaras... que o único que posso dizer, é que a malta anda muito enganada quanto aos cordelinhos... O mesmo digo, daqueles nossos projectos, cujo DO tinha contactos. Efeitos práticos: zero. Em pelo menos dois deles, eu até diria que foi bastante contraproducente.

    Eu próprio se trabalhasse numa CM, provavelmente até veria com maior atenção um projecto dum colega amigo.

    Isto faz lembrar a inspeção do carro...
    Dos que preferem uma vistoria rigorosa mesmo que chumbe, e do que deixam a notinha junto ao livrete, mesmo que o carro nem luzes tenha... porque o condutor só conduz de dia...
  4.  # 24

    Colocado por: AndreFSCObrigado pelos contributos.
    Recomendam algum arquitecto aqui na zona?


    Tente pesquisar por quem já tenha trabalhado na Camara e principalmente quem tenha sido já vereador do urbanismo. Outra dica...quando ver que o seu processo está na gaveta muito tempo porque o técnico/chefe/vereador está de férias ou de baixa (vai ouvir muitas vezes esta desculpa) inscreva-se na Camara para assistir á reunião mensal (aberto aos residentes do concelho em todas as Camaras) e vão lhe perguntar o porquê de querer assistir e diz "por causa do processo x" e vai ver o processo a andar.

    Arquitecto que só que ver a cor do seu dinheiro mande-o dar uma volta ao bilhar grande.

    Andam aqui muitos armados em santinhos como não soubessem como funciona a Tugaland em q a maioria dos serviços públicos há necessidade do factor c. As chamadas "virgens ofendidas".

    Então se tiver mais valias para a construção tudo o que disse atrás é imperativo a 1000% s não está lixado.

    https://eco.sapo.pt/2026/03/24/atrasos-no-licenciamento-da-casa-fisco-recusa-alargar-prazo-para-reinvestimento-de-mais-valias-e-mantem-tributacao-em-sede-de-irs/
  5.  # 25

    Colocado por: Mario CordeiroAndam aqui muitos armados em santinhos como não soubessem como funciona a Tugaland em q a maioria dos serviços públicos há necessidade do factor c. As chamadas "virgens ofendidas".

    Adivinhe lá porque é que a Tugaland funciona assim...
  6.  # 26

    Colocado por: Mario CordeiroArquitecto que só que ver a cor do seu dinheiro mande-o dar uma volta ao bilhar grande.


    E um que faça projectos com Arquitectura? Esses não? O que interessa é que ligue ao amigo à sua frente...
  7.  # 27

    Caro N Miguel Oliveira.

    Eu prefiro um Arquiteto bom e que mexa os cordelinhos para o cliente que lhe paga e bem que um que seja bom na mesma e esteja-se cag.. que o processo leve 6 ou um ano a sair do forno e o investidor que se desenrasque. Prefiro bom e com conhecimentos na Camara do que um que só conheça aonde enviar a documentação online da Câmara, porque neste País é uma mais valia o factor c. É triste? É! Mas é o País que temos!! Vive em Portugal? É que parece que não! Ou é muito anjinho..
  8.  # 28

    Normalmente os arquitectos que usam do seu factor cunha nas CM, para se valerem junto dos seus clientes como argumento para serem escolhidos, é porque as suas qualidades como profisisonais nao são o mais importante.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira
  9.  # 29

    Colocado por: SirruperNormalmente os arquitectos que usam do seu factor cunha nas CM, para se valerem junto dos seus clientes como argumento para serem escolhidos, é porque as suas qualidades como profisisonais nao são o mais importante.


    Ele na altura nao se usou! Eu é que quando fui ao seu encontro já tinha feito os trabalhos de casa e já sabia que era ex vereador da Câmara um dos maiores gabinetes na altura e hoje continua aberto, um dos 4 Arquitetos arquitetos que trabalhava ficou com o gabinete.! Infelizmente já faleceu.
  10.  # 30

    Colocado por: Marco Cardoporque neste País é uma mais valia o factor c. É triste? É! Mas é o País que temos!! Vive em Portugal? É que parece que não! Ou é muito anjinho..


    Eu acho é que você é que não faz a ideia de como funciona uma Câmara que não seja a sua.
    Teria que as contar, mas diria que submetemos projectos em 20-30 Câmaras diferentes ao redor de Braga, projectos residenciais, industriais, urbanismo, legalização, etc.
    Na maior parte delas, não temos contacto pessoal, afectivo, etc... com os Arquitectos que lá trabalham. E não é por isso que os projectos demoram mais ou menos.

    Para mim, a vantagem dum Arquitecto local, é estar mais a par do que pedem, de como pedem, das manias particulares de tal câmara, e sim, donde submeter, com quem falar para ver se aquilo está a andar etc... Mas nem é por aí, é por ser mais prático estar perto durante a obra.

    De resto, um projecto atrasa-se significativamente é quando a instrução vai mal ou incompleta... aí começa a loucura processual das assinaturas, do ir ao Vereador, etc etc... e é preciso dar o jeito.

    Eu desconheço qual é a sua Câmara... mas nas 20 ou 30 que conheço, em nenhuma delas, o Factor Cunha é fundamental para que um projecto seja despachado rápido. É preciso que o proejecto seja bom, explícito, e sobretudo, que seja instruído de modo correcto. Daí dizer, enquanto Dono de Obra, para mim, ter contactos ou não é uma falsa questão. Na verdade, e no expectro temporal duma obra e da construção em sí, o que realmente importa é que o Arquitecto seja bom no que faz. O projecto avançará normalmente por isso mesmo. E não porque o tipo mostra à sua frente que é amigo do Zé da Câmara. Até porque, na verdade, você não tem noção sequer da importância desse telefonema.

    Estámos aqui a debater um não-assunto.
    O user e autor deste tópico deve é visitar uns quantos gabinetes, e procurar um profissional que saiba sobretudo escutar e interpretar o que o casal quer como casa. O resto é acessório.

    Aliás, o Arquitecto até pode estar a 500kms de distância e nunca ter ouvido falar da terra, e muito menos conhecer quem trabalha na Câmara. Isso é perfeitamente possível. Ainda assim, no abstracto, se fôr local melhor, é mais prático.

    Quem parece muito anginho, e enfiado num buraco, perdoe-me a indelicadeza, é você. Já não estamos em 1980. Está tudo na internet, desde os tais contactos, às regras urbanísticas, e elementos instrutórios dos processos. Só falha, só precisa de telefonemas, quem não sabe o básico.
    Mesmo quando fazemos projectos para Câmaras às quais estamos habituados revisámos as regras de novo, porque estas mudam... quando a Câmara é nova para nós, é igual, há-que ver as regras... está tudo na net. É preciso é saber onde procurar, e telefonar as vezes que forem necessárias para isso.
  11.  # 31

    Colocado por: Marco Cardoque um que seja bom na mesma e esteja-se cag.. que o processo leve 6 ou um ano a sair do forno e o investidor que se desenrasque.

    Se é bom, não há razão para demorar 6 meses. Até porque há prazos a cumprir pelas Câmaras.
    Quando esse prazo se acerca do final, é normal precisar de insistir, ver o que se passa, ir lá, etc...

    Eu não tenho nenhuma razão para ligar ao cliente a dizer-lhe: "olhe aqui eu a fazer o meu trabalho..." até me parece ridículo e mesquinho isso.

    Se o cliente nos ligar a perguntar, aí é diferente. Dá-mos o feedback... Agora o tempo dum Arquitecto deve ser orientado para que o projecto seja o melhor possível, que a obra corra da melhor maneira... não é andar a meter Cunhas na Câmara. Se é bom, não precisa delas. E menos agora. Há 8 ou 10 anos, com coisas como a Comunicação Prévia, que nem precisa de esperar pela aprovação da Cãmara.

    Enfim, tanto palavreado para um não-assunto.
  12.  # 32

    Colocado por: SirruperNormalmente os arquitectos que usam do seu factor cunha nas CM, para se valerem junto dos seus clientes como argumento para serem escolhidos, é porque as suas qualidades como profisisonais nao são o mais importante.
    Concordam com este comentário:N Miguel Oliveira


    Em certas Câmaras, os Arquitectos que lá trabalham são amigos, amigos aos quais fui ao casamento, que vieram ao meu, que nos frequentámos para ver a bola, sardinhadas, jantares de Natal cada ano, etc...
    Nunca foi preciso nada de mensagens ou chamadas... É bom para saber certas coisas... como por exemplo, em que estado estão as negociações do novo PDM, saber que é melhor fazer as coisas mais cedo do que tal data, porque depois anda tudo entretido com as obras nas ruas e parques porque há eleições, etc etc... Enfim conversa de café...

    Também dá jeito para saber que tal projecto que instruímos calhou com a Arquitecta tal e tal... Mas na verdade, qualquer informação dessas, ou está na plataforma municipal de instrução, ou basta um telefonema básico ao departamento de Urbanismo para saber isso, sem estar a chatear ao amigo. É preciso bom senso... e saber como falar com o técnico ao qual lhe calhou o projecto. Com diplomacia se chega lá facilmente. O projecto precisa é de não ter pontas por onde se lhe pegue.

    Enfim. Acho que a malta tem ideias demasiado atrasadas sobre como funciona um departamento de urbanismo na era da internet... e em que cada passo fica registado e é fácil de trackear...
  13.  # 33

    Colocado por: N Miguel Oliveiranão há razão para demorar 6 meses. Até porque há prazos a cumprir pelas Câmaras.
    Quando esse prazo se acerca do final, é normal precisar de insistir, ver o que se passa, ir lá, etc...



    Quando o prazo se acerca do final (120 dias uteis até 300 m2) já não vale a pena o DO se aborrecer pois aplica-se a figura do deferimento tácito.
  14.  # 34

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  15.  # 35

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  16.  # 36

    Colocado por: Mario CordeiroQuando o prazo se acerca do final (120 dias uteis até 300 m2) já não vale a pena o DO se aborrecer pois aplica-se a figura do deferimento tácito.

    Depende da Câmara, depende do projecto. Há algumas que em 3 semanas tem tudo pronto desde que o projecto esteja bem feito e bem instruído. São esses artistas, que fazem tudo ao pontapé e que depois enchem o tempo dos técnicos a pedir favores e jeitinhos... que leva a muito atraso.

    Depende como o seu amigo mete o projecto. Se ele próprio é o titular das coisas, ajustes e indeferimentos que acontecem e você sequer sabe. Depois dizem que a culpa é da Câmara...

    Histórinhas dessas conheço eu muitas.
    Eu não estou à espera que alguém que sobrevaloriza os contactos saiba distinguir o que é um bom projecto e bem instruído.
 
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