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  1.  # 21

    Colocado por: Luis K. W.Prefiro que a avaliação seja feita por "instâncias internacionais".

    Afinal já não é tão nacionalista como me deu a entender...mas o portuga baixou de nível?
  2.  # 22

    Esperem só para pagar 1.000 e tal euros de IMI pelas casas por ano
  3.  # 23

    Colocado por: altarEsperem só para pagar 1.000 e tal euros de IMI pelas casas por ano


    Se concomitantemente iso for posto em prática:

    6.2. The Government will adopt legislation to simplify administrative procedures for
    renovation. [Q3-2011] In particular, the specific measures will: i) simplify administrative
    procedures for renovation works, safety requirements, authorisation to use and formalities for
    innovations that benefit and enhance the building’s quality and value (such as energy savings
    measures).

    ou seja, simplificação dos processos administrativos para trabalhos de renovação, não posso senão aplaudir. A tributação da propriedade fundiária em Portugal é completamente ridùicula e fonte de grandes desmandos
  4.  # 24

    Acho o plano péssimo.

    Mais uma vez a receita aplicada é o aumento de impostos e pouco mais.

    Ou seja, este plano é mesmo só para colocar o défice externo em 3% daqui a 3 anos. Não resolve nada do que levou o país a esta situação.
    Vamos pagar mais impostos e vai continuar tudo na mesma.
    A reestruturações ou reformas que deveriam ser feitas para garantir a sustentabilidade do estado a longo prazo não são feitas.Não será de admirar com o andar das coisas que daqui a 3 anos seja necessário aumentar novamente impostos.
    Infelizmente a classe política só está interessada nos próprios partidos e nas vantagens partidárias em vez de colocarem os interesses do país e dos cidadãos em primeiro lugar.
    • LuB
    • 4 maio 2011 editado

     # 25

    Afinal já não é tão nacionalista como me deu a entender...mas o portuga baixou de nível?

    O Portuga é o que é... Tem defeitos e qualidades. (Isto em termos médios, já que cada portugues é um caso, e as médias não nos nos informam sobre o comportamento de um dado indivíduo, em particular.

    Agora se falarmos nos tais "comportamentos médios", verificamos que o portugues é:

    - afável e crédulo, mais aproveitador de facilidades do que de verdadeiras oportunidades, (quem nos topa é a Deolinda, no seu Hino Nacional). É tb pouco amigo de puxar pela cabeça e de se guiar por ela. Tem um sentido crítico muito curioso: os juízos que faz não parecem ser fruto de uma reflexão séria, que implique exigências de mudança (critica, por criticar e nem sempre o que deve). A critica aproxima-se mais do mal-dizer.
    É, de uma maneira geral, acomodado e avesso a inovações...
    Finalmente é pouco culto. A meu ver, é precisamente nesta última característica que se vão alicerçar todas as outras...

    Esta combinação de comportamentos tem implicações de vária ordem, nomeadamente em termos "económicos e sociais" .

    Resumindo: Somos gente cordata, e até não somos nada "burros", mas na prática vamo-nos comportando como tal...
    Parece uma maldição...

    Entretanto é minha convicção que "se levarmos nas orelhas", aprendemos com os erros e acabamos por arrepiar caminho...
    Pode ser triste, mas é assim!!!
  5.  # 26

    Colocado por: bino_
    1. Infelizmente a classe política só está interessada nos próprios partidos e nas vantagens partidárias em vez de colocarem os interesses do país e dos cidadãos em primeiro lugar.

    E satisfazer a ordem externa...(estar sempre com a corda esticada)para colherem dividendos(juros)
  6.  # 27

    Colocado por: LuBAgora se falarmos nos tais "comportamentos médios do grupo" verificamos que o portugues é afável, crédulo, aproveitador de facilidades,

    A emigração não me dá a entender isso...(fui emigrante 5 anos)e sei o que é lutar por uma vida melhor,e no historial português em matéria de emigração,foi muito sofrida e nunca me deu a entender que sejamos aproveitadores de facilidades em comportamentos médios do grupo.
  7.  # 28

    Colocado por: LuBSe levarmos nas orelhas, arrepiamos caminho...


    Colocado por: Jorge RochaA emigração não me dá a entender isso...(fui emigrante 5 anos) .

    Levou muito nas orelhas não foi, Jorge ? ;-)
  8.  # 29

    Colocado por: Luis K. W.Levou muito nas orelhas não foi, Jorge ? ;-)

    Nunca levei nas orelhas,porque estive sempre por cima como se costuma dizer...mas posso dizer que passei por dificuldades para me adaptar à maneira de ser dos judeus,e dificuldades em me adaptar às circuntâncias de alojamento digamos.
  9.  # 30

    Nas orelhas levo sim...mas cá,os subterfúgios de legalizações muitas vezes absolutamente ridiculas e prejudiciais que se tem para se ter uma casa aberta.
    • LuB
    • 4 maio 2011 editado

     # 31

    A emigração não me dá a entender isso...(fui emigrante 5 anos)e sei o que é lutar por uma vida melhor,e no historial português em matéria de emigração,foi muito sofrida e nunca me deu a entender que sejamos aproveitadores de facilidades em comportamentos médios do grupo.

    Já pensou que quem tem coragem para se expatriar não é, de forma alguma, "uma amostra" do portugues médio e acomodado... Eu afirmei que as médias nacionais nada nos dizem sobre o comportamento dos indivíduos em particular... (ou de grupos menores...)
    A população que emigra é já uma selecção... As caracteristicas do grupo de portugueses que emigram não tem (aliás, nunca teve) nada a ver com os que ficam no quentinho à espera que a onda mude...
  10.  # 32

    Colocado por: bino_Acho o plano péssimo.
    Mais uma vez a receita aplicada é o aumento de impostos e pouco mais.


    Obviamente, não li tudo. Mas acho que a parte dos impostos é relativamente pequena (mas dolorosa, admito).

    Remetendo para o site que citei (também não é uma lista exaustiva):

    Medidas com Impacto em 2012:

    *
    Redução da dimensão e eliminação de serviços inúteis e redundantes;
    *
    Criação de uma unidade fiscal única do Estado;
    *
    Congelamento salarial na função pública até 2012 com restrições às progressões nas carreiras;
    *
    Promoção da mobilidade na administração central, regional e local;
    * Redução das pensões acima dos 1500€;
    * Redução das transferências para as administrações locais e regionais;
    *
    Privatizações de quase todas as empresas a operar em mercados concorrênciais que ainda estão na posse do Estado (ou nas quais ainda há participações) – BPN, CTT, ANA; TAP, EDP, REFER, Seguros da CGD, etc;
    *
    Rever os esquemas de compensação e fringe benefits em instituições do Estado que têm autonomia financeira;
    * Redução muito expressiva do orçamento da ADSE (30% no primeiro em 2012, 20% em 2013,…);
    *
    Trabalhadores independentes (inclui recibos verdes) passarão a ter direito a subsídio de desemprego;
    *
    O subsídio de desemprego terá um limiar máximo mais baixo (1048€ = 2,5 vezes o IAS) e deverá ser reduzido no tempo para não mais de 18 meses;
    *
    O despedimento deverá poder ser accionado por razões referentes à falta de cumprimento de objectivos determinados pelo empregador;
    *
    O período mínimo de descontos para aceder ao subsídio de desemprego passa de 15 para 12 meses;
    *
    Redução dos valores das indemnizações por despedimento para 20 dias por ano de trabalho num máximo de 12 meses (10 dias pagos pelo empregador e 10 dias pagos por um fundo criado pelos trabalhadores);
    *
    Reduzir o universo de bens e serviços elegíveis para isenções fiscais;
    * Redução das deduções fiscais às empresas com:
    o
    eliminação de todas as taxas reduzidas,
    o
    limitação do reporte de menos-valias a 3 exercícios, e
    o
    redução da vantagem fiscal às empresas localizadas nas regiões autónomas, etc

    *
    Redução dos benefícios fiscais dos indivíduos com:
    o
    Definição de limites máximos de deduções fiscais por escalões;
    o
    Definição de limites máximos de deduções fiscais por tipo de despesa, nomeadamente:
    +
    Limitando deduções nas despesas de saúde;
    +
    Limitando aos juros e rendas com habitação própria as deduções fiscais relativas à habitação devendo este benefícios ser também gradualmente reduzido no tempo;
    *
    Aplicação de IRS a todas as transferências sociais (inclui-se aqui abonos, licença de maternidade/paternidade/parental, etc);
    *
    Aproximação do IRS dos pensionistas ao da população activa;
    *
    Aumento do IMI e redução do período de isenção;
    *
    Redução das isenções de IVA;
    *
    Transferência de bens e serviços para a categorias de IVA mais elevadas;
    *
    Aumento de impostos sobre a venda de automóveis, tabaco e electricidade indexando as revisões fiscais em anos subsequentes à variação da inflação subsjacente.

    Medidas com Impacto em 2013 e 2014:

    *
    Redução da despesa de funcionamento da administração do Estado;
    *
    Redução do número de funcionários do Estado em 1% na administração central e em 2% nas autarquias;
    *
    Manutenção da suspensão da actualização das pensões com excepção das pensões mais baixas;
    *
    Redução adicional dos benefícios fiscais e deduções a empresas e particulares;
    *
    Actualização do valor atribuido aos imóveis de modo a aumentar as receitas com o IMI;
    *
    Afectar as transferências para a adminitração local de modo a garantir que contribuem para a consolidação orçamental;

    Detalhes adicionais:

    *
    Redução das autarquias em 20% em 2012 e mais 20% em 2013;
    *
    Reforço em 30% dos recursos atribuidos à auditoria de âmbito fiscal (via transferências de pessoal);
    *
    Criação de task forces que incluem juízes para casos que envolvem mais 1 milhão de euros;
    *
    Reforço do Fundo de Garantia de Depósitos;
    *
    Reforço dos programas de apoio à insolvência familiar e empresarial;
    *
    Garantia do Estado à banca para emissão de obrigações de até 35 mil milhões de euros;
    *
    Bancos devem garantir rácios de capital Tier 1 de 9% até ao fim de 2011 e de Tier 1 de 10% até ao final de 2012;
    *
    Financiamento de 12 mil milhões de euros para apoio a bancos que tenham dificuldade em cumprir com as exigências de capital;
    *
    Atribuição de maior prioridade de reembolso, a depositantes e detentores de fundos em caso de insolvência bancária;
    *
    Redução dem 15% dos cargos de chefia na administração;
    *
    Escrutínio de todo o universo do Estado com vista a racionalização;
    *
    Alterações legais que enquadrem a criação de fundações, asspcoações e outras entidades por parte da administração central ou local;
    * Aumento das taxas moderadoras;
    *
    Redução dos casos de isenção de despesas de saúde afectando-os à Condição de Recursos;
    *
    Estabelecimento de aumentos indexados à inflação para as taxas moderadoras;
    *
    Corte das deduções fiscais em despesas de saúde em 66% (incluindo seguros de saúde);
    *
    Redução dos preços dos medicamentos, incluindo genéricos, alterando o método de cálculo;
    *
    Fiscalização reforçada da prescrição de medicamentos e eliminação das barreiras à entrada de medicamentos genéricos;
    *
    Redução das margens comerciais das farmácias;
    *
    Redução do IMT;
    *
    Alterações no mercado de arrendamento co mrecurso à via extrajudicial para agilizar a resolução de conflitos;
    Estas pessoas agradeceram este comentário: LuB
  11.  # 33

    Colocado por: LuBA população que emigra é já uma selecção... As caracteristicas o grupo de portugueses que emigram não tem nada a ver com os que ficam no quentinho à espera que a onda mude...

    Isto é mais um problema político que outra coisa(digo eu)a nossa sociedade e os próprios pais tratam muito mal os filhos dando-lhes quase tudo o que têm e não têm...e o sistema político desenfreou as mentalidades novas que se deve estudar por tudo até aos limites para se ter uma vida melhor,tornando a sociedade seus filhos borucratas sem qualificação na maior parte das vezes por falta de aprofundamento do ser de cada um...nós temos uma característica própria de manuseamento dos materiais com as mãos das melhores do mundo,e essa característica foi dilacerada pela estupidez de alguns políticos influentes na praça que devemos todos estudar até ao tutano mesmo sem ter características para tal...o mau resultado e os maus políticos actuais são objecto de observação por parte dos jovens e por sentirem que os pais passam dificuldades com toda a hipocrisia dos momentos actuais de borucratas numa democracia de tecnocratas,que afinal estuda-se para isto?Passar mal?Não há dúvida nenhuma que a maravilhosa Deolinda relacta bem o sentimento da juventude,mas não devemos criticá-la,devemos sim mudar as directivas.
  12.  # 34

    Isto é outro texto que parece ser a "justificaço dos motiivos":

    http://downloads.expresso.pt/expressoonline/PDF/MEFP_3May.pdf

    Fiquei esbugalhada logo no primeiro parágrafo: a dívida do sector privado era 260% do PIB no final de 2010!!!
  13.  # 35

    Colocado por: lobito
    Fiquei esbugalhada logo no primeiro parágrafo: a dívida do sector privado era 260% do PIB no final de 2010!!!

    Parece-me que esses 260% levam em conta a dívida dos privados (todos nós, para habitação e consumo) e a banca privada.
    Os nossos bancos estão mesmo à beira da banca rota. Alias, foi isso que precipitou o pedido de ajuda externa.
  14.  # 36

    Colocado por: bino_
    Parece-me que esses 260% levam em conta a dívida dos privados (todos nós, para habitação e consumo) e a banca privada.
    Os nossos bancos estão mesmo à beira da banca rota. Alias, foi isso que precipitou o pedido de ajuda externa.


    Boooom... Eu não poria as coisas assim, mas está bem. Quem está à beira da bancarrota é a República, os bancos vêm de arrasto. E o teatro de sombras que se vê na televisão... vale o que vale.
  15.  # 37

    mas não há quem diga as estes politicos que o maior problema são eles e o monstro por eles criado .
    o mau é para o contribuinte o bom é sempre para eles .

    reduzir o nº de deputados e empresas municipais era o melhor .

    e tirar as pensões vitalicias a que todos eles tem direito

    o povo trabalha e eles gastam

    isto só la vai se vier uma trioka que acabe com estes senhores feudais
  16.  # 38

    Colocado por: lobitoFiquei esbugalhada logo no primeiro parágrafo: a dívida do sector privado era 260% do PIB no final de 2010!!!
    Suponha que eu lhe devo 100.
    A lobito deve 100 à LuB.
    E a LuB deve 100 a mim.
    Aparentemente, devemos um total de 300 mas, na realidade, as dívidas anulam-se !!

    Outro exemplo.
    O Estado deve 78milmilhões a empresas privadas.
    As empresas privadas, para se financiar, vão buscar 78milmilhões aos bancos.
    E os bancos, para se financiar, vão buscar 78milmilhões lá fora.
    No total, estas entidades devem um total de 234 milmilhões.
    Chega o FMI, e com apenas 78milmilhões as dívidas de 234milmilhões (para aí uns 300% do PIB) passa a zero.

    Hehehehe!
    Colocado por: acarrijoreduzir o nº de deputados
    Reduzir o número de (actualmente) 230 deputados não há-de fazer grande diferença.
    Mas despedir alguns dos 70 ou 80.000 professores (muitos deles com horários «completos» de menos de 10 horas SEMANAIS), era capaz de fazer.
  17.  # 39

    Levaram-me a crer que iria ser pior, que ia ser um corte radical, um choque tremendo na economia,um corte brutal nos ordenados até nos minimos, afinal....
    Parece que ainda tenho que agradecer ao eng Sócrates pela amabilidade.
    Sempre achei que a vinda do fmi iria ser benéfico a longo prazo para portugal,iria cortar em toda a gordura excedente do estado,mas começaria pelos grandes, afinal...

    Trabalhadores independentes (inclui recibos verdes) passarão a ter direito a subsídio de desemprego;
    *
    esta parte interessa-me...
  18.  # 40

    Bom, há coisas que vão fazer doer na generalidade, como o congelamento de salários e pensões na função pública com uma inflação que já não está nada meiga (sei que só afecta os funcionários públicos, mas já são muitas famílias), a retirada de muitas coisas do escalão mínimo do IVA e a subida dos impostos de consumo, por exemplo. Sem possibilidade de desvalorizar a moeda, só se pode fazer uma "desvalorização interna", como eles dizem.

    Mas é claro que este teatro de marionetes que nos põem à frente "Levaram-me a crer que..." não é para levar a sério. Ou antes, requer muita vigilância. O que é certo é que, por um lado, o Governo, qualquer que seja (temo que seja o Sócrates outra vez), agora pode fazer o papel de polícia bom quando o FMI faz o papel de polícia mau para fazer os cortes dolorosos e, por outro lado, o exemplo da Grécia e da Irlanda deu para ver que com cortes cegos só ia de mao para piao.

    E ó Luis, já sei que o seu negócio são números, mas isso parece-me muito esquisito. Além de que ninguém disse que o FMI vinha cá limpar as dívidas. O que vem, seguramente, é assegurar o serviço da dívida e a gestão corrente mais as reformas necessárias para que, com um bocado de sorte, Portugal possa cresqcer o suficiente para pagar a dita dívida (como sabe, isso costuma durar décadas). Aliás, o que interessa aos credores nunca é, exactamente, a amortização das dívidas mas o seu serviço, não é?
 
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