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  1.  # 61

    Colocado por: raulschoneCada caso é um caso, no entanto, a experiência por que passei, confirma a velha máxima de que: se possível, não devemos "misturar" nada que meta dinheiro/empresa/imóveis ou bens de elevado valor com família pois costuma acabar mal. Como desabafo deixo-vos um resumo do meu caso que acaba por ter uma ligação engraçada com o Costa Concordia que se afundou há meia dúzia de dias atrás:
    Em 2006/7, quando era director de f&b do Lake Resort em Vilamoura, a minha irmã e eu, entendemos confiar à minha mulher a empresa de catering que explorava a actividade da quinta pertença da minha família há várias gerações e que depois de casar em 2001(regime de separação de bens, felizmente!) passou a ser a nossa habitação permanente. Passados cerca de 6 meses no Algarve (a 300km de distância), "absorvido" pelo trabalho no hotel apenas vinha a casa de 15 em 15 dias, a minha irmã começou a desconfiar que a minha mulher deveria ter criado o seu "bluebag" e o seu instinto feminino dizia-lhe que eu deveria estar a sentir "comichão" na testa. Demiti-me da minha função no Algarve, vim de vez para cima e, passsadas 3 semanas, confirmei via mensagens no telemóvel da minha ex (parece-me que se tornou no método habitual e que deve ter colocado muitos detectives no desemprego) que a "comichão" que estava a sentir não era do pequeno quisto sebácio que eu tinha na testa. Como entretanto a minha família entendeu colocar a quinta à venda e, sendo a mesma a nossa residência habitual, tive que passar por um terrível calvário, que felizmente veio a dar o resultado desejado. Seguindo o princípio de: "Para lidar com uma cabra, terei de ser cabra e meia", consegui convencer a minha ex de que tinhamos de ir morar fora da quinta porque com a actividade dos banquetes e do turismo rural não tinhamos privacidade nenhuma. A minha mulher, toda aliviada, achou por bem pagar-me um cruzeiro no mediterrâneo (foi no Costa Concordia e confesso que cheguei a evitar a varanda do nosso camarote pois cheguei a temer que ela me fosse empurrar!). De regresso a Portugal, alugámos uma casa a meia dúzia de km da quinta e passados 4 meses (período mínimo para se considerar a nova morada como residência habitual) de "representação" e a "engolir sapos"(fiquei a saber que até teria jeito para o teatro), meti os papéis e passados 15 dias estava divorciado. Hoje, passados 3 anos, vivo com a minha filha na nossa casa de madeira, a quinta já era e a ex entendeu voltar no ano passado para a sua terra natal (é filha de açoreanos e nasceu no Ontario) porque segundo ela Cá-na-dá.......


    Mas que grande filme... eu também uma história com uma brasileira...mas isso fica para outra ocasião. Já agora, nesta história toda vocês levou a melhor, tem uma casa lindissima, ficou com a sua filhota (a coisa mais importante de todas) e livrou-se de ter mais comichões na cabeça. ;o)
    Concordam com este comentário: raulschone
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  2.  # 62

    Colocado por: sofia1984

    e vamos rezar para que não resolvam arrepender-se de nos ter lá de graça e nos convidem a sair...não é?


    Basta a minha cara engravidar que eles começam logo a pensar de outra forma...pelo menos foi assim comigo.
  3.  # 63

    Boas,

    Colocado por: branco.valterBasta a minha cara engravidar que eles começam logo a pensar de outra forma...pelo menos foi assim comigo.


    Engravidou?

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  4.  # 64

    o engravidar nao deve ter sido dificil....e nao é caso unico...... dificil dificil deve ter sido o parto....... nem quero imaginar..... =P
    Concordam com este comentário: sofia1984
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  5.  # 65

    Prontos...apanharam-me!

  6.  # 66

    Colocado por: branco.valterficou com a sua filhota (a coisa mais importante de todas)


    A verdadeira razão/motivo/inspiração que nos leva a "engolir sapos de todos os tamanhos".....


    Colocado por: branco.valterProntos...apanharam-me!



    Pois, como não acredito que jamais suceda comigo, prefiro engolir sapos.....
  7.  # 67

    E este, viram ?
      Little Fockers.jpg
  8.  # 68

    Todos! Muito bom!!!
    Concordam com este comentário: raulschone
  9.  # 69

    Pois eu deixava a casa para traz....tentava reaver o dinheiro investido, alegando que não queria nada deles e também que eles não ficassem com nada meu de uma forma subtil.
    Ora como já foi dito, é tudo muito bonito quando as coisas correm bem, quando correm mal levam sempre com isso pela cara...a independência é uma das coisas boas, não querendo dizer que tenham de estar de costas viradas... mas eu deixava essa casa e partia para uma nova solução.
  10.  # 70

    boas ,entao diga la o 14 mil euros eram seus e do seu namorado oo so dele -? se eraO dele deixe q ele resolva o q tiver q resolver com os pais (desde logo q pais) se era dos dois tente q lhe paguem e façam a sua vida (longe dessa casa ) cumps
  11.  # 71

    o dinheiro era de uma conta poupança do meu namorado que,naturalmente agora em adulto seria utilizado em proveito dos três... Somos agora, uma pequena família.
    Já tínhamos falado inclusive em pegar nesse dinheiro e colocá-lo a prazo, e os juros reverterem para uma conta poupança para o nosso pequeno filhote, já tínhamos falado em dar de entrada para uma casa...só que surgiu esta cena do apartamento e ele sugeriu aos pais usarem esse dinheiro para, em conjunto com dinheiro deles, liquidarem o tal imóvel.
  12.  # 72

    pronto se ja a um pequeno por meio ,ai ja nao tenho nada mais a dizer so sabendo a versao uma parte e para nao dizer nada mais sem conheçer a outra parte ,so um aparte os meus sogros davam tudo a sua filha sem olhar para tras ,mas se davam e porque confiam no genro q tem .coisa q os seus por alguma coisa nao confiam .
    cumps
  13.  # 73

    Colocado por: jorgandpronto se ja a um pequeno por meio ,ai ja nao tenho nada mais a dizer so sabendo a versao uma parte e para nao dizer nada mais sem conheçer a outra parte ,so um aparte os meus sogros davam tudo a sua filha sem olhar para tras ,mas se davam e porque confiam no genro q tem .coisa q os seus por alguma coisa nao confiam .
    cumps


    O filho é inteligente qb.
  14.  # 74

    Quando não se confia em alguém (neste caso a meu ver e em primeira instância, não confiaram foi no filho...), é por dois motivos: porque têm motivos a olhos vistos para isso ou porque são "curtos" demais para se darem ao trabalho de querer conhecer o carácter dos outros.
    E quando se é assim, basta vir alguém de fora dizer "olha que a fulana tal assim pode-te 'roubar' o filho" (como foi, segundo o que soubemos, o que aconteceu), e pronto.
    As pessoas não são, ainda assim, obrigadas a confiar em ninguém. O que a mim não me cabe na cabeça é que não tenham coragem de o assumir.
  15.  # 75

    Ah pois é Sofia...

    Olhe só posso dizer-lhe que espero que tudo corra pelo melhor.
  16.  # 76

    De qualquer forma não vim aqui discutir quem tem ou não razão ou motivos seja para o que for, Valter. Eu não fiz grandes juízos sobre a razão das pessoas. Eles tenham ou não razão, não é isso que me inquieta...pois quem não deve não teme.
    O que eu vim à procura, foi de soluções para o problema. Como deve ter lido, "que vão ao encontro dos interesses de todos".
    Mas obrigada pelos votos.
  17.  # 77

    Eu no seu lugar nao queria esse apartamento agora, mas nem dado...se agora e um problema, no futuro sera um pesadelo.
    Trate de reaver os seus 14m e compre casa com o seu namorado, no caso de uma eventualidade sempre tera direito a sua parte. Acha mesmo que hoje em dia se pode confiar apenas na palavra de uma pessoa, que diz que em caso de se chatearem nao a poe na rua e ainda lhe paga o que investiu? Eu nao ia nessa... Afinal as pessoas mudam todos os dias, e os sentimentos tambem...

    Como dizia a minha avo : " O seguro morreu de velho", e por alguma razao foi...
    • LuB
    • 23 janeiro 2012 editado

     # 78

    Piafinho concordo plenamente com TUDO o que disse.
    Tudo mesmo! O empréstimo, como já referi iria ser feito apenas no nome do meu namorado, ficando eu de confiar na palavra dele em como ele não me punha na rua da noite pro dia, caso a gente se chateasse.


    Dois pontos de ordem

    1.º- Nenhuma "esposa" ou "marido" podem ser postos na rua mesmo que a casa seja 100% do outro... (Era assim e não creio que a lei tenha mudado).
    A lei não permite despejar o conjuge sem mais aquelas, a quando do divorcio. O conjuge tem direito à protecção de um tecto. Se a casa é de um só, ou se é paga pelos dois, ou se é de renda, pouco importa. O conjuge não vai "sacar aquele tecto" facilmente. Tem de chegar a um acordo, que por vezes implica dar aquela casa (ou outra...)

    A casa de habitação "comum" deve ser a única coisa que não é passível de ser considerada herança "limpinha" quando queremos dar algo aos nossos filhos...

    Entretanto, se não casarem, e forem viver juntos o caso já muda de figura. Quem for dono da casa pode por um par de patins no outro.


    2.º - Os pais têm direito de proteger os filhos quando se trata de heranças e doações.
    Os pais costumam abrir os cordões à bolsa quando os filhos casam... É tudo facilidades...
    Depois pensam e ficam aflitos. É que eventualmente o casal pode divorciar-se. Pode ser desagradável falar disso mas a ideia é razoável: a estatística diz-nos que já há tantos casamentos como divorcios. Creio que a Sofia deve tentar encontrar uma solução, sem se irritar muito... Tente chegar a um acordo que a proteja a si e ao seu namorado e sogros, para o caso de as coisas virem, um dia, a dar para o torto. Fale com um advogado e deixe que seja ele a estabelecer as regras do jogo. Talvez os seus sogros aceitem e as coisas se resolvam.

    ______________________
    Entretanto, se não houver acordo os 14.000 sâo vossos! Nada de esquecimentos, isso não é herança prós velhos!!! ;))))
    • LuB
    • 23 janeiro 2012 editado

     # 79

    Eu assino um papel em branco aos meus pais, e os meus pais fazem o mesmo comigo!
    Contrariamente ao que muitos aconselham: moro a 200 metros de casa dos meus pais, eles têm as chaves da minha casa e eu tenho as chaves da deles.


    É Bonito!
    Eu também assino papéis em branco aos meus filhos e eles fazem-me o mesmo. Confiança a 110%

    Mas a confiança que deposito neles (e nas minhas noras...) é uma confiança lúcida...
    Quando eles casaram tiveram de comprar casa. Ainda pensei em reunir as minhas poupanças de toda a vida para lhes dar casas de habitação nessa altura.
    Depois reconsiderei. E, se as coisas dessem para o torto? Poderiam ficar sem a mulher e sem a casa. Era castigo a dobrar! ;(((
    Confesso que pensei nisso e não quiz arriscar...
    Agora que já tenho netos estou muito mais confiante. Estou a despachar quase tudo para eles.

    (O pior é se a minha reforma não me chega... Afinal é bem mais pequena que a do Cavaco! LOLOLO)
    •  
      FD
    • 23 janeiro 2012

     # 80

    Colocado por: sofia1984O que eu vim à procura, foi de soluções para o problema.

    Na minha opinião:
    - vê o preço dos arrendamentos na zona
    - dividem o dinheiro que investiram (com ou sem obras, escolham) pelo valor médio das rendas
    - ficam esses meses na casa a título "gratuito"
    - esse dinheiro, no final desses meses é-lhes devolvido pelos seus sogros ou é-lhes descontado na "compra" da casa
    - se a sofia1984 se separar e sair antes do fim desses meses, não recebe nada, se sair no fim, deve receber metade

    Acho que assim ninguém perde.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: sofia1984
 
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