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    • adias
    • 25 maio 2012 editado

     # 61

    dfserra
    Sabe porque é que foi aprovado o famoso "Aprova o Regulamento da Contribuição Especial, devida pela valorização de imóveis decorrente da construção da nova ponte sobre o rio Tejo", que o tal tópico refere?
    Porque a máfia de serviço não conseguiu comprar a maioria dos terrenos que valorizaram. Como a ponte tinha de ser aprovada e construida sem grandes atrasos, não deu para a máfia encontrar todos os proprietários e comprar os terrenos a tempo.

    Como não conseguiram meter a unha, já quiseram ser virgens impolutas e taxar moralmente as mais valias resultantes de assinaturas.
    Não é que esteja errado. Devia ser a regra universal e não a excepção quando o guito escorrega para fora da familia.

    luisvv, diga lá então que não é máfia! Se este "regulamento especial" não diz nada de como o triumviriato se comporta, que mais precisa?
  1.  # 62

    falácia 1 - "Deixe cá ver: já sei !!! Os serviços desejados pela população prosperam, os outros não." - é apenas uma visão dedução muito subjectiva da sua parte

    Não é nada subjectivo. Mais objectivo é difícil: se o marco1 quer vender um bem ou serviço porque está convencido que é indispensável aos seus concidadãos, basta produzi-lo em condições convenientes para os ditos concidadãos. O problema, e que leva à sua qualificação de "subjectivo", é que o marco1 considera indispensáveis e essenciais bens e serviços que outros não consideram. Ou pelo menos o marco1 valoriza-os de forma diferente. Dessa diferente valorização surgem todos os seus equívocos..

    falácia 2 - " A sua aversão ao lucro resume tudo: a oposição entre busca do lucro e satisfação das necessidades essenciais é absurda, e contamina todas as restantes conclusões." - mais uma enviuzada, ou seja é uma dedução sua, eu adoro o lucro e até acredito que só havendo muito lucro se pode investir e modernizar proporcionando sempre cada vez mais melhores serviços é claro que aqui excluo aqueles que acho que deviam ser apenas sustentáveis ( justiça, educação, saude, segurança).

    Mais uma vez, falácia nenhuma. O lucro é a medida mais aproximada possível da utilidade que os outros dão aos meus bens e serviços. É o lucro (ou a sua ausência) que me diz se estou a produzir o que os outros querem, e que me indica se devo continuar, ou utilizar os recursos para produzir outra coisa qualquer.
    É engraçado como o marco1 diz "adorar" o lucro e acreditar que só com muito lucro se pode investir, e a seguir borra a pintura e contradiz-se - as coisas meeeesmo importantes parece que só podem ser sustentáveis (seja lá o que isso for...).

    falácia 3- " No entanto, subjacente ao raciocínio do marco1 está a ideia de que há bens que são tão preciosos e essenciais que se não forem oferecidos pelo Estado não serão adquiridos "- e por isso mesmo se são tão essenciais, os impostos cobrados a quem elegeu o estado servirão para os pagar.

    Por acaso, "oferecer" aqui equivale a prestar - foi nesse sentido que o marco1 o utilizou no post anterior (os serviços que não podem ser privados, lembra-se?). A questão mantém-se: a ideia de que sem o Estado certos bens que o marco1 considera essenciais não seriam adquiridos por algumas pessoas é engraçada. A objecção mantém-se: porque seriam os seus concidadãos tão incapazes de definir prioridades?

    quanto a faroeste, estado escravatura... enfim fico por aqui, pois é extremamente fácil brincar com as palavras sendo o mais dificil é ir ao amago do pensamento ou não compreendeu o que quis dizer?


    Não se trata de "brincar" com palavras. Trata-se de ser minimamente rigoroso. Portanto, mantenho:
    1) o Estado não existe desde sempre, e ao contrário do que o marco1 deixa implícito, não é uma inevitabilidade nem algo inerente à natureza humana.
    2) Por mais que lhe custe, o argumento "sempre existiu" é de facto uma posição frágil, porque se baseia numa espécie "não é que seja uma coisa boa, mas é inevitável". Se acha brincadeira, é porque não reflectiu no seu argumento.
  2.  # 63

    Luisvv, se considera imoral ter que haver uma assinatura, estamos totalmente conversados.
    Entende então que os PDM e outras mecanismos de planeamento são desnecessários e um "peso-morto". Que o dono da terra é rei e senhor. Acha que os mercados são "seres" que tudo sabem e tudo resolvem.
    Como tal, sejam abolidos os PDM's. Sejam abolidas as concessões de barragens e recursos minerais. Que voltem as rádios piratas e televisões para quem quiser.
    O estado deve portanto demitir-se de qualquer papel de regulação e planeamento de recursos finitos.


    Por definição, todos os recursos são escassos, e o papel de "planeador" do Estado é uma ficção.

    Com certeza, não é a minha visão de sociedade mas admito que será pelo menos mais justa que a aberração actual no que toca ao solo. Assim, cada um tem liberdade de iniciativa total e o lucro que conseguir gerar será, tendencialmente, resultado do seu risco e trabalho.
    Nesse caso ninguém poderá lucrar pornograficamente de mecanismos instituidos para manter a paz social e o bem estar na urbe, o que por si só é positivo.
    Se um dia encontrar uma sociedade nesses moldes luisvv, deixo um conselho irónico: tenha o olho bem aberto. Costuma-se matar e perguntar depois, em tais terras.

    Ui, o fantasma da anarquia anomia..


    Não passa da ladainha recorrente de quem faz fortuna a converter RAN. É areia para os olhos!. Já agora, esqueceu-se de enumerar a "lei do arrendamento comunista que não deixa ninguém ter lucro".


    Não, não é ladaínha. É realidade. Lido com isso todos os dias. O m2 no Chiado, Santa Catarina e Principe Real vale hoje entre 3500 e 5000 euros. E vende-se. Na Lapa, um pouco menos, mas também se vende bem - e repare que praticamente não há construção nova em qualquer destas zonas.
    Mas é preciso ter prédios vazios - o que não é fácil. A lei do arrendamento gera de facto situações engraçadas, como ter prédios em zonas nobres ocupados a 1/3 , ou 1/4 da sua capacidade, à espera de que vão vagando. Areia para os olhos?

    Em França também há zonas centrais mais atractivas que outras. Também há risco e prédios com arrendatários velhinhos. Há prédios velhinhos que não se sabe se aguentam. Também lá, quem arrenda/compra quer casas adaptadas aos dias de hoje. Também há operações de reabilitação e licenciamento. Também há camaras que recusam projetos. Também é mais barato construir na periferia com acessos largos e ruas pensadas para carros. Também há taxas e taxinhas. Tudo isso. Na Alemanha é igual. O Reino Unido copiou. A Suécia não foi original na lei. A Suiça, que nem relógio. A Áustria fez fotocópia. Curisosamente não há mais de 1% de casas abandonadas (e certamente menos de 0,01% nos centros) como em Portugal. Porquê? porque lá o PDM não enriquece máfias como cá, nos arredores!

    Isso é wishful thinking. Pegando na França, e em Paris especificamente, em finais dos anos 70 estimava-se em 80.000 casas vazias (http://news.google.com/newspapers?nid=1696&dat=19770819&id=z8MaAAAAIBAJ&sjid=7EYEAAAAIBAJ&pg=6611,4077914), actualmente ultrapassam os 200.000 (http://www.marketplace.org/topics/world/tax-empty-house-owners-france), embora haja quem fale em 400.000. (http://peoplesworld.org/france-s-homeless-step-up-their-struggle/).


    Caro luisvv, admitirei alegremente estar errado, se me apresentar um argumento que seja, que justifique a vergonha dos centros das cidades Portuguesas, quando comparado com a moldura social/legal/financeira de qualquer outro país. Alegremente farei vista grossa aos corruptos no futebol-camaras-promotores, se me justificar porque não se reconstroi em Portugal e se reconstroi no resto da Europa. Se me justificar como é que essas zonas "das mais caras de Lisboa" vergonhosamente tem prédios em ruínas e não encontra um em Munique. Diga então o que é diferente, além da lei das mais valias, entre Portugal e Suiça que justifica tal.
    Em jeito de duelo, lá da terra onde se dispara antes e pergunta depois.


    Não lhe faria mal ler o documento neste link: (especialmente a partir da pág 112)
    http://www.cip.org.pt/irj/servlet/prt/portal/prtroot/com.sap.km.cm.docs/cip/documentos/centrodocumentacao/Regenera%C3%A7%C3%A3o%20Urbana/Estudos/Estudo%20Arrendamento.pdf
  3.  # 64

    " o m2 de 3500 a 5000 euros..." e "na Lapa até menos", pode citar a fonte da info? Na confidential imobiliário, por ex., os valores diferem bastante...


    Colocado por: luisvv

    Por definição, todos os recursos são escassos, e o papel de "planeador" do Estado é uma ficção.


    Ui, o fantasma daanarquiaanomia..




    Não, não é ladaínha. É realidade. Lido com isso todos os dias.O m2 no Chiado, Santa Catarina e Principe Real vale hoje entre 3500 e 5000 euros. E vende-se.Na Lapa, um pouco menos, mas também se vende bem - e repare que praticamente não há construção nova em qualquer destas zonas.
    Mas é preciso ter prédios vazios - o que não é fácil. A lei do arrendamento gera de facto situações engraçadas, como ter prédios em zonas nobres ocupados a 1/3 , ou 1/4 da sua capacidade, à espera de que vão vagando. Areia para os olhos?


    Isso é wishful thinking. Pegando na França, e em Paris especificamente, em finais dos anos 70 estimava-se em 80.000 casas vazias (http://news.google.com/newspapers?nid=1696&dat=19770819&id=z8MaAAAAIBAJ&sjid=7EYEAAAAIBAJ&pg=6611,4077914), actualmente ultrapassam os 200.000 (http://www.marketplace.org/topics/world/tax-empty-house-owners-france), embora haja quem fale em 400.000. (http://peoplesworld.org/france-s-homeless-step-up-their-struggle/).




    Não lhe faria mal ler o documento neste link: (especialmente a partir da pág 112)
    http://www.cip.org.pt/irj/servlet/prt/portal/prtroot/com.sap.km.cm.docs/cip/documentos/centrodocumentacao/Regenera%C3%A7%C3%A3o%20Urbana/Estudos/Estudo%20Arrendamento.pdf
  4.  # 65

    Luis,
    Por definição, todos os recursos são escassos, e o papel de "planeador" do Estado é uma ficção.

    Não, nem todos os recursos são escassos. Aqueles que tem que ser planeados, sim, são escassos. O ar, até ver é um recurso (essencial), e não parece estar em escassez de momento.
    O papel planeador do estado é uma ilusão porquê? Suponho que considere essencial gerir o direito de construção de barragens ou acredita mesmo que nesse caso especifico o "mercado" consegue qualquer tipo de regulação?! Quem quer que faça a gestão desse recurso água?

    Ui, o fantasma da anarquia anomia..

    Não é fantasma de anarquia. Assumo, que embora não seja o o que desejo, e passando a ironia, admito prontamente que uma sociedade sem tais instrumentos é melhor que o que temos hoje. Portanto, não digo "isso nunca". Digo "sempre é melhor que aberração"

    Não, não é ladaínha. É realidade. Lido com isso todos os dias. O m2 no Chiado, Santa Catarina e Principe Real vale hoje entre 3500 e 5000 euros. E vende-se. Na Lapa, um pouco menos, mas também se vende bem - e repare que praticamente não há construção nova em qualquer destas zonas.
    Mas é preciso ter prédios vazios - o que não é fácil. A lei do arrendamento gera de facto situações engraçadas, como ter prédios em zonas nobres ocupados a 1/3 , ou 1/4 da sua capacidade, à espera de que vão vagando. Areia para os olhos?

    Sim, areia para os olhos. Se ler o tal documento da confederação de industriais da construção, verá que a lei de arrendamento é genericamente igual em todo o lado. Limites ao aumento de rendas, passagem de renda para herdeiros, inquilino sai quando quiser, senhorio tem que aguentar o cavalo. O que muda ligeiramente é o modelo de despejo por incumprimento, que em Portugal é mais burocrático.
    Não é por "gera de facto situações engraçadas" que não se reconstroi. É só porque encontrar soluções para os arrendatários "restantes" leva uma parte do lucro e todo o processo deixa de ser atraente quando comparado com o lucro fácil do terreno RAN convertido.
    "Situações engraçadas" há em todo o lado.... são trocados. Acha que nos centros de outras cidades também não há arrendatários que acabam "sozinhos" num prédio? Ou que os filhos não tentam ficar com arrendamentos bons dos pais?
    Quando os prédios chegam a ponto de obras profundas, porque regra geral são mantidos regularmente e obras de fundo ocorrem com décadas de intervalo, a diferença é que os promotores fazem contas e vão longe para chegarem a acordo (mudança ou indemnização) para poderem reconstruir todo o prédio... é mais seguro reconstruir que arriscar num processo de urbanização nos arredores que pode não ser aprovado e certamente não gerará um lucro principesco.

    O que é que o preço do m2 diz para a corrupção? Nunca neguei que no Chiado é mais caro. e que vende. O que chamo aberração é ainda assim haver casas abandonadas nessas areas!

    Isso é wishful thinking. Pegando na França, e em Paris especificamente, em finais dos anos 70 estimava-se em 80.000 casas vazias

    Os textos referem casas vazias. É diferente de casas abandonadas. Vazias, são resultado de excesso de construção (no centro e arredores) e especulação financeira (os próprios textos dizem que muitas são propriedade de fundos de investimento). Embora não possa concordar com os resultados de tal especulação, não me choca, e é taxada em sede de impostos de trabalho/lucro em todo o lado. São lucros de quem corre riscos de perder muito. São recursos imobilizados, mas que por vontade politica/necessidade podem entrar no mercado facilmente e rapidamente.

    Casas Abandonadas são casas vazias e sem condições de habitabilidade, porque não há sequer incentivo a que sejam reparadas na esperança de haver lucro. São recursos desperdiçados, que não podem de nenhuma forma contribuir para o bem estar e cujo processo que as gerou enriqueceu imoralmente uma máfia, destruiu a cidade e levou muitas familias ao sobreendividamento.
    Vai uma diferença muito significativa....

    Em Portugal há mais de um milhão vazias e uma parte significativa está abandonada (30%?). Em Paris, insisto, nem 1% está abandonada (nem das vazias, nem do total).
  5.  # 66

    luisvv só para terminar, no dia em que a segurança, a justiça, a saude e a educação forem encarados como serviços privados entregues á lei da procura e da oferta, espero conseguir isolar-me da sociedade e viver num sitio onde não precise de nada disso. Realmente voce não chega lá e as suas teorias só consigo ve-las a desembocar num absurdo darwinismo aplicado aos humanos, em suma ridiculo o seu desprezo pela raça humana enquanto ser pensante e sociável até parece que as pessoas só se superam enquanto forem viáveis economicamente.
  6.  # 67

    Colocado por: gf2011E parte-se ainda do principio que:
    Não compra roupa
    Não anda de carrodesculpem esta já estava incluída
    Não janta fora
    Não vai ao cinema nem ao teatro
    Não faz férias
    E mais uma mão cheia de coisas que me poderia lembrar ...


    ...e que não vão ter ou adoptar filhos nos próximos 30 anos!
 
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